{"id":54770,"date":"2020-02-10T14:27:12","date_gmt":"2020-02-10T17:27:12","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=54770"},"modified":"2020-03-22T12:18:18","modified_gmt":"2020-03-22T15:18:18","slug":"entrevista-o-campo-uma-banda-ao-mesmo-tempo-retro-e-antihipster","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/02\/10\/entrevista-o-campo-uma-banda-ao-mesmo-tempo-retro-e-antihipster\/","title":{"rendered":"Entrevista: O Campo, uma banda ao mesmo tempo retr\u00f4 e antihipster"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leonardo Vinhas<\/a>\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO Campo \u00e9 uma banda de rock do interior de SP que bebe tanto nas fontes dos anos 1970 como dos 1990\u201d \u00e9 uma frase boa para colocar em apresenta\u00e7\u00f5es de banda, mas que tamb\u00e9m n\u00e3o conta quase nada sobre esse quarteto de Taubat\u00e9 (130km da capital paulista), que consegue a fa\u00e7anha de ser retr\u00f4 e antihipster ao mesmo tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As duas primeiras faixas de seu ep\u00f4nimo \u00e1lbum de estreia j\u00e1 servem como um resumo de tudo o que voc\u00ea vai encontrar nas seis can\u00e7\u00f5es restantes: guitarras \u00e0 frente das harmonias, prefer\u00eancia pela linguagem instrumental, detalhes psicod\u00e9licos, timbres \u201cnaturais\u201d (e uma bel\u00edssima produ\u00e7\u00e3o), vocal t\u00edmido e pouca ourivesaria na constru\u00e7\u00e3o de refr\u00f5es. Poderia ser chamado de \u201cgrunge tardio\u201d, se a banda n\u00e3o tivesse t\u00e3o clara a op\u00e7\u00e3o pela clareza em detrimento da sujeira. E ainda, ningu\u00e9m ali quer viver do passado. S\u00f3 quer soar, como diz seu release, \u201csem m\u00e1scaras e seminua\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1, por exemplo, o dado lis\u00e9rgico. Mas ao contr\u00e1rio da turma que emula Tame Impala ou da que insiste em fazer ru\u00eddo e chamar de psicodelia, O Campo prefere ter clareza e deixar que a cabe\u00e7a gorda n\u00e3o ocupe mais espa\u00e7o que aquele pedido pela can\u00e7\u00e3o. E, salvo \u201cCompasso\u201d, que \u00e9 definitivamente datada, as can\u00e7\u00f5es foram registradas com o apre\u00e7o pelas refer\u00eancias do passado, mas com a proposta de soar como feitas hoje. Como se ver\u00e1 na entrevista a seguir, houve a inten\u00e7\u00e3o consciente de fazer um disco para o tempo presente, e n\u00e3o reverenciar o passado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A forma\u00e7\u00e3o atual \u2013 Leo Santi (guitarra e voz), Michel Ren\u00f3 (guitarra), Murilo Marroco (baixo) e Mario Gasc\u00f3 (bateria) \u2013 est\u00e1 junta desde outubro de 2018, mas o embri\u00e3o da banda, ainda como trio, nasceu em fins de 2017. Enquanto os guitarristas residem na terra de Monteiro Lobato, a cozinha mora em S\u00e3o Paulo, e o disco (que pode ser baixado de gra\u00e7a aqui) foi gravado nos intervalos de tempo que a dist\u00e2ncia permitia. A grava\u00e7\u00e3o e a mixagem aconteceram toda no Bangue Est\u00fadio, em Taubat\u00e9, mas a masteriza\u00e7\u00e3o foi feita em Nova Iorque. O resto eles mesmos contam a seguir.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"O Campo - Ciudad (Part. Gusley)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mmgd__WfwOk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Curioso voc\u00eas citarem as d\u00e9cadas de 1970 e 1990 como refer\u00eancia, porque existe certo consenso de que os 90 foram o primeiro momento em que o rock e a m\u00fasica pop mainstream olhou em massa para o passado. O grunge era todo um revisionismo.<\/strong><br \/>\nMichel Ren\u00f3: A gente bebeu muito dessa fonte, \u00e9 uma quest\u00e3o de gosto. A gente se educou musicalmente ouvindo muito os anos 90, que bebia demais dos 70. Hoje em dia eu entendo os 80, mas eu achava uma bosta naquela \u00e9poca (risos). A gente tenta, mas \u00e9 natural, \u00e9 o gosto de todo mundo. O que a gente tem feito agora nas can\u00e7\u00f5es novas \u00e9 tentar inovar um pouco, trazer mais camadas, usar algumas coisas de eletr\u00f4nica. A gente gosta da coisa nova. N\u00e3o procuramos fazer nem nada do passado nem contempor\u00e2neo, mas todo mundo tem dito que soa atual. Tipo, voc\u00ea ouviu a nova do Pearl Jam (\u201cDance of The Clairvoyants\u201d)? Eu gostei, mas achei estranha, ainda n\u00e3o me habituei a ouvir a voz do Eddie Vedder ali.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Leo de Santi: Quando eu fiz as primeiras m\u00fasicas da banda, eu estava ouvindo muito Boogarins, que traz muitos elementos de l\u00e1 de tr\u00e1s, mas \u00e9 uma coisa do momento, o que eles fazem n\u00e3o pertence ao passado. Foi uma refer\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os Boogarins (que colocaram <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/01\/06\/os-50-discos-nacionais-dos-anos-10\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">dois discos no Top 50 da d\u00e9cada<\/a> no Scream &amp; Yell) tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o muito de facilitar, no sentido de fazer can\u00e7\u00f5es estruturadinhas, com parte A, refr\u00e3o, parte B, refr\u00e3o&#8230; As can\u00e7\u00f5es j\u00e1 nascem assim, mais fluidas, ou s\u00e3o resultados de jams?<\/strong><br \/>\nLeo de Santi: Como eu sou da forma\u00e7\u00e3o mais antiga, posso dizer que \u00e9 um misto de tudo. Antes de se sermos uma banda, faz\u00edamos jams, mas as primeiras m\u00fasicas n\u00e3o surgiram delas. Eram letras que ganharam m\u00fasica. A m\u00fasica mais antiga \u00e9 \u201cReparei\u201d, e a segunda mais antiga \u00e9 a \u201cEspelho\u201d. A primeira n\u00e3o segue uma forma pop, a segunda sim. Ent\u00e3o as coisas n\u00e3o tem um crit\u00e9rio claro, \u00e9 um processo mais livre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Michel: Nas novas, a gente est\u00e1 se preocupando mais. Acho que tem um lado bom nesse de estruturar, mas nossa caracter\u00edstica \u00e9 um som mais solto mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O fato de ter cada metade da banda vivendo em duas cidades diferentes j\u00e1 dificulta, e Taubat\u00e9, apesar de ter uma movimenta\u00e7\u00e3o local, n\u00e3o est\u00e1 exatamente em um circuito de circula\u00e7\u00e3o das bandas. Como voc\u00eas fazem para levar a banda para fora do Vale do Para\u00edba?<\/strong><br \/>\nMichel: A gente tem apostado bastante no nosso pr\u00f3prio trabalho de produ\u00e7\u00e3o. Somos uma banda nova, que conseguiu fazer um disco e um clipe (\u201cCiudad\u201d) em pouco tempo. A internet ajuda muito a buscar isso, ela \u00e9 fundamental. Antigamente, as coisas eram mais regionais e n\u00e3o tinham tantas pontes. Quando havia, eram mais dif\u00edceis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Leo: No meu ver, desde que come\u00e7amos com O Campo, temos tocado em um circuito do Vale do Para\u00edba. Tem os est\u00fadios que tamb\u00e9m s\u00e3o locais de shows, como o pr\u00f3prio Bangue e o Wasabi (em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, sob a responsabilidade de Diego Xavier, guitarrista do BIKE). O Hocus Pocus (tamb\u00e9m em SJC) tamb\u00e9m abre espa\u00e7o para alguns autorais&#8230; Mas a gente opta por n\u00e3o fazer tanto show, para produzir mais coisas, expandir nosso trabalho criativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Michel: Tem mercado pra tudo. O que falta pro m\u00fasico \u00e9 esse profissionalismo, saber se organizar. Muita banda n\u00e3o tem gest\u00e3o. Nos projetos que participei e participo, vejo muito isso. A Rude Dog Ska Ensemble (nota: excelente sexteto de ska no qual Michel toca e que participou da colet\u00e2nea \u201cSem Palavras II\u201d, do S&amp;Y) tem \u00f3timos m\u00fasicos, o p\u00fablico gosta dos shows, mas a gente n\u00e3o consegue se organizar para rodar. Por isso que com O Campo temos um produtor pra vender show, e a gente se preocupa mais livremente com a m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Leo: No ano passado, a preocupa\u00e7\u00e3o era o disco. Porque temos dois integrantes em SP, dois em Taubat\u00e9, e a gente gravava o disco quando dava. Agora a gente t\u00e1 atr\u00e1s de show mesmo, tanto com o produtor quanto com editais de festivais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">M: O BIKE \u00e9 um exemplo bem legal de alcance e de trabalho bem feito. Mas tiveram um timing tamb\u00e9m, esse novo momento do rock psicod\u00e9lico ajudou. N\u00e3o foi proposital, era o som deles, mas calhou de vir no tempo certo. A gente t\u00e1 surfando um pouco essa onda, mas n\u00e3o somos diretamente ligados a esse tipo de som, e nem \u00e9 nossa praia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E voc\u00eas est\u00e3o preocupados por n\u00e3o serem parte de nenhum hype, ou n\u00e3o est\u00e3o nem a\u00ed?<\/strong><br \/>\nLeo: Meio cagando e andando, meio preocupados. Preocupados n\u00e3o com o hype em si, mas com a quest\u00e3o de manter a banda ativa para continuar existindo. Eu compus recentemente uma can\u00e7\u00e3o meio torta, e o Michel mudou o mapa dela, deixou mais acess\u00edvel. Mas n\u00e3o \u00e9 como se a gente fizesse isso procurando uma est\u00e9tica espec\u00edfica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Michel: Eu que gravei e mixei o disco, e entrei na banda nesse processo. Por trabalhar com produ\u00e7\u00e3o, sempre me preocupo com esse mesmo sentido que o Leo falou. A gente n\u00e3o fica preso, mas n\u00e3o pode simplesmente pensar que vamos fazer os sons sem nos preocuparmos se as pessoas v\u00e3o ouvir. No processo de produ\u00e7\u00e3o do disco, a gente quis estruturar mais, mas n\u00e3o fazer uma estrutura padr\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ter um est\u00fadio \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o deve ajudar a se sentir mais livre na cria\u00e7\u00e3o, n\u00e3o? (Michel \u00e9 propriet\u00e1rio do Bangue, onde o disco foi gravado).<\/strong><br \/>\nLeo: Porra, ajuda demais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Michel: A gente consegue ter mais calma, e precisa desse tempo. Tem que estar muito inspirado para rodar tudo em duas horas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Leo: Recentemente, a gente foi pra uma ch\u00e1cara, armou o som \u00e0s quatro da tarde e s\u00f3 parou \u00e0s tr\u00eas da manh\u00e3. Isso \u00e9 importante. Mas \u00e9 preciso dizer que nunca ficamos horas no Bangue, mesmo com o Michel efetivo na banda. O legal do Bangue foi isso de poder experimentar na grava\u00e7\u00e3o, como trazer as percuss\u00f5es ( a cargo de Nh\u00f4 Frade, do Grupo Paranga), por exemplo. A gente fritou muito ali.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Michel: Isso foi crucial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Experimentaram tamb\u00e9m na quest\u00e3o das letras \u2013 ou aus\u00eancia delas? Afinal, tem faixa em portugu\u00eas, em espanhol e instrumental.<\/strong><br \/>\nLeo: Sobre ter o verso em espanhol, isso foi por acaso. Teve m\u00fasicas em que o instrumental veio antes, outras vieram da letra. As conversas foram fazendo as letras. \u201cSem Hora\u201d era uma quase inteiramente instrumental, s\u00f3 tinha um refr\u00e3o. Mas na hora de gravar, o Michel disse que merecia uma letra, e eu finalizei ali. \u201cCompasso\u201d tamb\u00e9m foi isso, por sugest\u00e3o do Michel n\u00f3s trouxemos a letra. \u201cCiudad\u201d era outra que n\u00e3o tinha letra, e eu tava viajando pro Uruguai, pra Cabo Polonio, e mostrei ela para um amigo meu, o Guillermo, que me deu os primeiros versos, e o resto fizemos juntos. Antes, o segundo verso era dobrado em portugu\u00eas, mas a\u00ed fizemos uma \u201cdin\u00e2mica de grupo\u201d e escrevemos o resto da letra. Como tudo, \u00e9 meio livre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Michel: Entra o que a gente acha que a m\u00fasica pede. A gente gosta do instrumental, mas pensamos que tamb\u00e9m n\u00e3o d\u00e1 para alienar o p\u00fablico, precisamos ter can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E n\u00e3o s\u00f3 can\u00e7\u00f5es, mas \u00e1lbum, certo? Porque, mesmo entrando em uma nova era do single, d\u00e1 para sacar que voc\u00eas investiram muito em fazer um \u00e1lbum.<\/strong><br \/>\nLeo: Fazia diferen\u00e7a para n\u00f3s. Por mais que os singles estejam a\u00ed, acho que o \u00e1lbum tem uma vida maior, uma utilidade maior. E nunca vai deixar de ter. O single \u00e9 importante, pode fazer a banda estourar, mas o \u00e1lbum dura mais. Trabalhar s\u00f3 single n\u00e3o d\u00e1! Todas as bandas fodas do Brasil est\u00e3o fazendo \u00e1lbuns. A gente nunca vai deixar de fazer \u00e1lbuns, de pensar no trabalho do come\u00e7o ao fim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Michel: O single tem a estrat\u00e9gia, voc\u00ea tem sempre alguma coisa nova. Mas o \u00e1lbum tem tudo isso que o Leo falou, e o lance old school com o qual a gente se identifica. Voce consegue englobar mais coisas, trabalhar um conceito maior. Tanto que lan\u00e7amos em CD tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Leo: \u00c9 super legal ter o f\u00edsico, como arte. D\u00e1 para vender nos shows, as pessoas gostam de ter, mesmo sem ter aparelhos onde ouvir. Dias atr\u00e1s um cara da Noruega veio pelo Bandcamp perguntar se tinha como comprar o disco f\u00edsico.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"O Campo - Limpa Cristal\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=PLISpya7GKtaAdd7WcIG_cSjM-DOyUDBQG\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/03\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cO Campo \u00e9 uma banda de rock do interior de SP que bebe tanto nas fontes dos anos 1970 como dos 1990\u201d \u00e9 uma frase boa para colocar em apresenta\u00e7\u00f5es de banda, mas que tamb\u00e9m n\u00e3o conta quase nada sobre esse quarteto que consegue a fa\u00e7anha de ser retr\u00f4 e antihipster ao mesmo tempo.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/02\/10\/entrevista-o-campo-uma-banda-ao-mesmo-tempo-retro-e-antihipster\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":54772,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[4214],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54770"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54770"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54770\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":54774,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54770\/revisions\/54774"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/54772"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54770"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54770"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54770"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}