{"id":54643,"date":"2020-01-24T00:39:34","date_gmt":"2020-01-24T03:39:34","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=54643"},"modified":"2020-03-07T22:39:01","modified_gmt":"2020-03-08T01:39:01","slug":"entrevista-noal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/01\/24\/entrevista-noal\/","title":{"rendered":"Entrevista: Noal"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEu quero \u00e9 cantar \/ eu quero \u00e9 dizer sim para os meus sonhos de crian\u00e7a\u201d, canta Noal em \u201cSonho de Crian\u00e7a\u201d, quarta faixa de seu disco de estreia. Cantor e compositor nascido em Tapera, no interior do Rio Grande do Sul, e radicado em Porto Alegre, Noal habita e viaja por diferentes bandas com seu \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/39bOr39kGbjcBBq0Gr4AaG\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bicho Solto<\/a>\u201d (2020), trabalho de estreia que apresenta de forma s\u00f3lida um compositor e cantor instigante, que merece sua audi\u00e7\u00e3o atenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sempre linkado \u00e0 m\u00fasica, Noal passou por diferentes bandas na adolesc\u00eancia, por\u00e9m s\u00f3 se descobriu como compositor em 2015 e \u00e9 desse processo de encontro com sua pr\u00f3pria poesia que nasce o novo disco. 12 can\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas, compostas por Noal e constru\u00eddas sonoramente em conjunto com sua banda, composta por Leonardo Bittencourt no piano, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a no baixo, Andr\u00e9 Garbini na bateria, Bernard Simon e Ives Mizoguchi nas guitarras. O disco foi gravado no est\u00fadio Casona, em Porto Alegre, mixado em Buenos Aires, no est\u00fadio EL PIE, por Bernard Simon e Ives Mizoguchi, ambos produtores do disco, e masterizado, em S\u00e3o Paulo, por Carlos Freitas no Classic Master.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cBicho Solto\u201d tem uma po\u00e9tica que o faz transitar pela MPB, por ecos do rock ga\u00facho e por uma estrada bastante pop, com um olhar delicado sobre o universo ao nosso redor: amor, amizade, cotidiano e o certo nonsense de tudo isso transformado em can\u00e7\u00e3o. Para apresentar um pouco do universo de Noal, conversamos com o artista via e-mail, em papo que pode ser conferido abaixo:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"NOAL - Repensar (Clipe Oficial)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/nw1DQrom3yY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Na sua biografia consta que agora depois dos 30 voc\u00ea decidiu se dedicar inteiramente \u00e0 m\u00fasica. Como foi esse processo, quais eram suas ocupa\u00e7\u00f5es posteriores e como foi o momento de realmente entender-se como cantor e compositor?<\/strong><br \/>\nAcredito que a pergunta seja sobre as ocupa\u00e7\u00f5es anteriores. Bem, eu iniciei aulas de viol\u00e3o aos 7 anos incentivado pelos meus pais, nasci numa casa musical, com vinil na sala e alguns viol\u00f5es das minhas irm\u00e3s espalhados pela casa &#8211; elas tentaram, mas a m\u00fasica n\u00e3o era a praia delas. Na juventude tive in\u00fameras bandas e ali j\u00e1 me descobri como cantor, mas n\u00e3o como compositor, escrevi algumas m\u00fasicas na \u00e9poca, e lembro que n\u00e3o gostava muito, tinha vergonha e acabei nunca mostrando elas nem mesmo pros meus colegas de banda. Aos 18 anos ingressei na faculdade de administra\u00e7\u00e3o, na \u00e9poca meus pais n\u00e3o apoiaram que eu fizesse faculdade de m\u00fasica, e assim iniciei meu &#8221;primeiro trabalho&#8221; reconhecido pela sociedade, fui estagi\u00e1rio no banco do estado do RS e posteriormente broker em empresas de investimentos. Durante essa \u00e9poca de facul, montei tamb\u00e9m uma produtora de eventos junto com um amigo de Tapera e posteriormente tive uma casa de shows no munic\u00edpio de Ibirub\u00e1, no interior do estado. Foi a forma que consegui me manter conectado com a m\u00fasica naquele per\u00edodo, j\u00e1 que havia parado de tocar, ap\u00f3s ver eliminada a op\u00e7\u00e3o de fazer faculdade de m\u00fasica. Mas tive o privil\u00e9gio dos ventos conspirarem ao meu favor e poder produzir eventos, festivais, colocando no palco bandas de pouca express\u00e3o da regi\u00e3o norte do estado e tamb\u00e9m in\u00fameros outros artistas renomados que sou f\u00e3, como Tit\u00e3s, Calton Coffie, Humberto Gessinger, Cidad\u00e3o Quem, Chimarruts, etc. Logo ap\u00f3s finalizar a faculdade me desfiz da produtora e voltei a trabalhar como broker, dessa vez de commodities, profiss\u00e3o que atuei at\u00e9 julho de 2019. A real \u00e9 que muitas coisas aconteceram entre os anos de 2013 a 2015 na minha fam\u00edlia e no mundo, problemas de sa\u00fade, acidentes, perdas de pessoas pr\u00f3ximas, cat\u00e1strofes, crises pol\u00edticas, sociais, ambientais, al\u00e9m do retorno de saturno, astrologicamente falando! Isso tudo mexeu muito comigo e a\u00ed veio a necessidade de mudan\u00e7a de vida ao me enxergar estressado, desgostoso com o trabalho, com a minha rotina, 100% afastado da m\u00fasica e desconectado do meu corpo e com o que acredito que seja a minha ess\u00eancia. No final de 2015, decidi tirar um tempo sab\u00e1tico, para refletir, para me cuidar e resolvi mergulhar nas profundezas do meu mar interior. Acabei tendo a sorte de encontrar viol\u00e3o nas duas casas em que me hospedei durante esse processo. Foi uma conex\u00e3o muito forte com o instrumento, aquela vontade de tocar e sentir a m\u00fasica ressoar em mim estava guardada e me esperando a muito tempo. Em 5 meses compus mais de 20 m\u00fasicas, me descobri como compositor, e retornei a Porto Alegre a fim de gravar e mostrar elas pro mundo. Foi ent\u00e3o que descobri que o meu amigo Bernard Simon, vizinho de inf\u00e2ncia e tamb\u00e9m guitarrista de algumas das minhas bandas na juventude, havia acabado de abrir um est\u00fadio em Porto Alegre. Mostrei as can\u00e7\u00f5es pro Ber, que me recomendou trabalha-las com o Ives Mizoguchi. Fui fazer aulas com o Ives, e no homestudio dele estudamos uma a uma das can\u00e7\u00f5es, funcionou como um verdadeiro laborat\u00f3rio sonoro, experimentamos ritmos, cores, timbres, formas, jeitos e l\u00e1 que se formou o esqueleto do \u00e1lbum \u201cBicho Solto\u201d durante esses \u00faltimos anos. Com isso, acabei ganhando dois produtores pro meu disco, o Ives e o Ber decidiram assinar juntos esse trabalho e foi muito legal ver eles se fundindo e serem um s\u00f3 durante esse trabalho todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea \u00e9 bem do interior do RS, hoje em dia morando em POA, por\u00e9m suas can\u00e7\u00f5es habitam lugares bem m\u00faltiplos, n\u00e3o necessariamente dentro de caixas como &#8220;rock ga\u00facho&#8221; ou &#8220;neo MPB&#8221;. O que te influencia e o que voc\u00ea andava ouvindo durante a constru\u00e7\u00e3o de &#8220;Bicho Solto&#8221;?<\/strong><br \/>\nNo interior a m\u00fasica chegava pra gente via r\u00e1dio, sou filho dos anos 80 e cresci ouvindo as bandas nacionais de maior sucesso que permeavam as programa\u00e7\u00f5es, como Legi\u00e3o Urbana, Bar\u00e3o Vermelho, Mutantes, Capital Inicial, Lulu, Skank, Jota, v\u00e1rias bandas do rock ga\u00facho e logicamente chegavam artistas internacionais, mas esses geralmente via cd, atrav\u00e9s dos colegas de banda. Mas em 2015, quando compus a maioria das can\u00e7\u00f5es do \u201cBicho Solto\u201d, estava escutando muita bossa nova e mpb, por\u00e9m estava morando nos EUA e o streaming chegou como uma biblioteca que eu n\u00e3o imaginava ser t\u00e3o grande e me deliciei nela! Neste ano, recebi a retrospectiva do Spotify 2019 e ouvi mais de 750 bandas\/artistas, faixa de 2 novos por dia, \u00e9 muita gente! E acho que o \u201cBicho Solto\u201d tem um tanto dessas nuances no seu DNA, vindo de muitas vertentes e tamb\u00e9m de muitas m\u00e3os, principalmente dos produtores do disco que estudaram uma a uma das can\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m dos m\u00fasicos que comigo arranjaram as m\u00fasicas nos ensaios pr\u00e9-grava\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea acredita que ainda h\u00e1 algum tipo de restri\u00e7\u00e3o ou dist\u00e2ncia para quem constr\u00f3i uma carreira fora desses eixos sempre esperados, como Rio-S\u00e3o Paulo?<\/strong><br \/>\n\u00c9 o meu primeiro disco, estou no in\u00edcio dessa caminhada e vou sentir com o passar do tempo, mas creio que hoje a arte n\u00e3o tem mais fronteiras, se ela for verdadeira poder\u00e1 habitar qualquer espa\u00e7o. Porto Alegre est\u00e1 com uma cena art\u00edstica muito forte, cheia de talentos e trazendo tamb\u00e9m muitos artistas de fora para se apresentar aqui. Ontem mesmo fui no show do Paulo Novaes, casa lotada, e ele comentou que mora atualmente em Lisboa, o artista est\u00e1 com uma tour e um p\u00fablico bem legal aqui no Brasil. Mas se em algum momento surgir a oportunidade\/necessidade de mudan\u00e7a de cidade\/estado na carreira estou aberto para encarar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As can\u00e7\u00f5es apresentadas em &#8220;Bicho Solto&#8221; foram constru\u00eddas quase que de forma coletiva com a sua banda em est\u00fadio, j\u00e1 que voc\u00ea trazia as m\u00fasicas em voz e viol\u00e3o e a partir da\u00ed voc\u00eas montavam o todo. Como foi esse processo de grava\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nFoi um processo aberto, de trocas, de sentirmos em banda as can\u00e7\u00f5es, o que cada uma tinha para dizer e onde poder\u00edamos chegar juntos. Eu e os produtores j\u00e1 t\u00ednhamos um norte, um esqueleto do que quer\u00edamos, esse montado durante anos de trabalho, mas o est\u00fadio \u00e9 um laborat\u00f3rio e deixar os musicistas livres para arranjarem nos seus instrumentos com abertura pra opinar, dar ideias, foi um processo bem interessante e nos levou pra outros lugares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Antes do lan\u00e7amento, sa\u00edram tr\u00eas clipes visualmente muito bonitos, essa preocupa\u00e7\u00e3o est\u00e9tica era algo importante para voc\u00ea? Como funciona para voc\u00ea esse casamento entre a can\u00e7\u00e3o e as imagens propostas?<\/strong><br \/>\nQuando est\u00e1vamos com o trabalho musical pronto, come\u00e7amos a estudar formas de divulga\u00e7\u00e3o e notamos a import\u00e2ncia de se ter videoclipes no lan\u00e7amento dos singles. A escolha est\u00e9tica surgiu em cima da an\u00e1lise de cada can\u00e7\u00e3o. Fizemos o primeiro teste com \u201cLola\u201d, fomos presenteados com uma anima\u00e7\u00e3o linda criada pelo Jo\u00e3o Salazar, artista que assina capa e encarte do disco, e tivemos uma resposta muito bacana do p\u00fablico. A partir da\u00ed trabalhamos os outros dois singles tamb\u00e9m com v\u00eddeos, nos misturando com outras artes como cinema, teatro, dan\u00e7a e notamos o quanto a m\u00fasica cresceu com essa uni\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O seu disco foi fruto de um financiamento do Governo do Estado do RS e da Secretaria da Cultura chamado Pr\u00f3-Cultura, como voc\u00ea percebe a import\u00e2ncia desse tipo de fomento para que novos artistas flores\u00e7am?<\/strong><br \/>\nPol\u00edticas p\u00fablicas que visam o desenvolvimento da cultura do nosso povo s\u00e3o essenciais. Os artistas emergentes necessitam muito de apoio e ter leis de incentivo acess\u00edveis a esses ajudam a trazer seus trabalhos \u00e0 tona. \u201cBicho Solto\u201d \u00e9 um exemplo disso, n\u00f3s n\u00e3o conseguir\u00edamos ter o trabalho que temos hoje a\u00ed na rua sem esse financiamento. E o mais legal \u00e9 que toda cadeia produtiva que envolve a grava\u00e7\u00e3o de um disco \u00e9 valorizada e tende a se profissionalizar, produtores, m\u00fasicos, est\u00fadios, designers, gr\u00e1ficas, fot\u00f3grafos, filmakers, contadores, empresas de divulga\u00e7\u00e3o, masteriza\u00e7\u00e3o, prensagem, transporte, etc. No final tudo retorna para sociedade, principalmente o impacto cultural gerado por essa necess\u00e1ria pol\u00edtica.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"NOAL - O Que Meu Pai Me Disse (Clipe Oficial)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/70E41E2NeqA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"NOAL - Lola (Clipe Oficial)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/toCF5LtfRy8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"NOAL - Sonho De Crian\u00e7a\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4L9VI6MtPlI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista e escreve para o Scream &amp; Yell desde 2014. Tamb\u00e9m colabora com o\u00a0<a href=\"https:\/\/monkeybuzz.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Monkeybuzz.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Cantor e compositor nascido em Tapera, no interior do Rio Grande do Sul, e radicado em Porto Alegre, Noal habita e viaja por diferentes bandas com seu \u201cBicho Solto\u201d (2020), trabalho de estreia que apresenta de forma s\u00f3lida um compositor e cantor instigante, que merece sua audi\u00e7\u00e3o atenta.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/01\/24\/entrevista-noal\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":3,"featured_media":54644,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[4188],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54643"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54643"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54643\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":54645,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54643\/revisions\/54645"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/54644"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54643"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54643"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54643"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}