{"id":5417,"date":"2010-07-14T19:17:03","date_gmt":"2010-07-14T22:17:03","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=5417"},"modified":"2017-10-13T10:30:48","modified_gmt":"2017-10-13T13:30:48","slug":"musica-mare-do-prozak","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/07\/14\/musica-mare-do-prozak\/","title":{"rendered":"M\u00fasica: Mar\u00e9, do ProzaK"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-5418\" title=\"prozac\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/prozac.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/mcjanaina\" target=\"_blank\">Janaina  Azevedo<\/a><br \/>\nFoto: Thiago Piccoli<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi em mais uma daquelas noites irritantemente frias de Porto Alegre. Mas o pessoal daqui j\u00e1 t\u00e1 acostumado com os term\u00f4metros quase quebrando o limite da temperatura negativa e compareceu em peso no Dr. Jekyll para ver tr\u00eas shows. Mesmo com tanta gente nessa cena, at\u00e9 hoje ningu\u00e9m sabe explicar como. Fato \u00e9 que em determinado momento, em uma manobra malsucedida com sua guitarra dourada, Bruno Daitx acertou o instrumento em seu pr\u00f3prio olho esquerdo. Todo o peso da madeira maci\u00e7a lhe causou um imenso hematoma que quem avistava de longe pensava &#8220;esse cara pintou o olho&#8221;. Por v\u00e1rios dias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ali, no cantinho do diminuto palco da diminuta casa de shows, Fernando Rosa, o patr\u00e3o do rock independente latino-americano, o bardo do jornalismo cultural na internet, sim, o Senhor F, assistiu \u00e0 cena com o copinho de cerveja em punho. Dali, ele s\u00f3 p\u00f4de concluir, j\u00e1 no fim da noite, que o show que havia acabado de assistir era uma esp\u00e9cie de ponte entre a performance b\u00eabada e inconsequente de Wander Wildner e a pot\u00eancia guitarreira da Superguidis. Ele tava falando da ProzaK.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ProzaK foi a segunda banda a tocar e aquele era o segundo show na segunda &#8220;fase&#8221; deles. A primeira atra\u00e7\u00e3o era a Bloco e o headliner foi a Superguidis, em seus shows de aquecimento pro disco novo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bruno, o cara do olho roxo, \u00e9 o vocalista e guitarrista. Seu irm\u00e3o mais velho, Brisa, empunha a outra guitarra, no outro lado do palco Andr\u00e9 Gules toca baixo e com Ad\u00edlson Tessari ficam as baquetas. Eles formaram a banda, tocaram em todo o Estado, assistiram de camarote todo o in\u00edcio da cena musical que desembocou em bandas como Superguidis, P\u00fablica, Fresno at\u00e9, vejam s\u00f3!, brigaram no palco, espancaram instrumentos em shows intensos &#8211; quantos hematomas n\u00e3o teriam surgido nessa \u00e9poca? &#8211; e deixaram um punhado de can\u00e7\u00f5es gravadas em dois discos. Tudo isso entre 2001 e 2004.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os desentendimentos eram frequentes, proporcionais \u00e0 intensidade e f\u00faria com que eles exectuavam o seu &#8220;rock antidepressivo&#8221;, e at\u00e9 de Irm\u00e3os Gallagher Porto-Alegrenses Bruno e Brisa foram chamados. O fim da ProzaK foi a consequ\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a vontade de tocar n\u00e3o terminou. Alguns at\u00e9 tentaram outros projetos, o Bruno continuou compondo,\u00a0 mas tudo parecia se encaminhar para a posteridade do rock underground mesmo: poucas apari\u00e7\u00f5es no programa de m\u00fasica local Radar gravadas em v\u00eddeo, umas camisetas com o logo da banda para contar hist\u00f3ria.<br \/>\nAd\u00edlson se empregou numa empresa de impress\u00e3o gr\u00e1fica e Andr\u00e9 abriu sua pr\u00f3pria sex shop. Brisa e Bruno trabalharam na produ\u00e7\u00e3o de shows como No use for a Name e Sepultura em Porto Alegre. Ainda demoraria um pouco para a ProzaK receber o chute que lhes faltava rumo aos palcos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Porque o rock intenso e dram\u00e1tico da ProzaK, de guitarras sujas e com muita influ\u00eancia noventista e letras que parecem ser o desabafo de um amigo deixou v\u00e1rios f\u00e3s \u00f3rf\u00e3os. Entre eles, Andrio Maquenzi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Vamos gravar um ac\u00fastico. E quero que voc\u00eas toquem duas m\u00fasicas. Da ProzaK&#8221;. Em maio de 2009, a Superguidis, que j\u00e1 tinha passado de banda parceira para banda dos br\u00f3ders, gravou um show ac\u00fastico, para ser lan\u00e7ado posteriormente, em CD e DVD. Andrio, o vocalista e guitarrista, e br\u00f3der tamb\u00e9m, quis fazer dos irm\u00e3os Daitx os irm\u00e3os Kirkwood, &#8220;vai ser o Meat Puppets da Superguidis&#8221;. O CulturaRockClub lotado assistiu \u00e0 Superguidis tocando &#8220;Retardado&#8221; e &#8220;Romantismo \u00e0 Base da Modernidade&#8221;, com viol\u00f5es auxiliares de seus autores originais. Essa noite foi o reencontro e recome\u00e7o de tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E n\u00e3o foi fraco: shows lotados, performance elogiada. A imprensa aprovou, os f\u00e3s reapareceram, outras bandas chancelaram. Dois meses consecutivos na Parada do Senhor F. R\u00e1dios e TV locais chamando. Shows pelo interior. At\u00e9 uma lancheria apareceu pra patrocinar. Come\u00e7aram a gravar um EP. Tudo isso em menos de meio ano. E no finzinho de 2009, Fernando Rosa incluiu &#8220;Reciclando Almas&#8221;, o disco de 2002, na lista dos 25 discos mais importantes do rock independente nacional, e ainda decretou: &#8220;T\u00e3o obscuro quanto surpreendente, &#8216;Reciclando Almas&#8217; dos ga\u00fachos Prozak, com \u00f3timas guitarras e sonoridade outsider para os padr\u00f5es do rock ga\u00facho tradicional, \u00e9 um dos grandes discos &#8216;perdidos&#8217; da cena independente nacional.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Definitivamente, essa hist\u00f3ria ser\u00e1 diferente da dos irm\u00e3os brit\u00e2nicos bebedores de cerveja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E por enquanto ficamos por aqui. A agenda deles t\u00e1 gorda de shows pelo interior do RS. Disco, turn\u00ea, clipe, tudo isso deve chegar, e r\u00e1pido, seguindo a torrente de acontecimentos que trouxe os porto-alegrenses de volta pro palco. Agora, eles trabalham na grava\u00e7\u00e3o do primeiro disco, depois do sucesso  do Mar\u00e9, o EP da volta,\u00a0 lan\u00e7ado\u00a0pela SenhorF, porque o Fernando apostou  na banda desde aquela noite, em que a entrega furiosa ao rock and roll  no palco\u00a0chegou \u00e0s\u00a0consequ\u00eancias f\u00edsicas. Caso os integrantes sobrevivam  aos hematomas que vir\u00e3o, ainda ouviremos muito falarem da ProzaK.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/prozakoficial\" target=\"_blank\">http:\/\/www.myspace.com\/prozakoficial<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*******<\/p>\n<p>Janaina Azevedo \u00e9 jornalista e escreve  no jornal O Sul<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><\/span><br \/>\n&#8211; Entrevista com o Superguidis, por Janaina Azevedo (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/03\/24\/entrevista-superguidis\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Foi em mais noite irritantemente fria de Porto Alegre. 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