{"id":53903,"date":"2019-12-02T01:25:26","date_gmt":"2019-12-02T04:25:26","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=53903"},"modified":"2020-01-19T23:39:31","modified_gmt":"2020-01-20T02:39:31","slug":"entrevista-ceu-fala-de-apka-maternidade-parto-e-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/12\/02\/entrevista-ceu-fala-de-apka-maternidade-parto-e-amor\/","title":{"rendered":"Entrevista: C\u00e9u fala de &#8220;Apk\u00e1!&#8221;, maternidade, parto e amor"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A inquietude \u00e9 uma das maiores virtudes que se pode esperar de um artista. No universo da m\u00fasica, quem \u00e9 movido por ela acaba por promover revolu\u00e7\u00f5es sonoras que objetivam combater a malfadada zona de conforto. E Maria do C\u00e9u Whitaker Po\u00e7as, ainda bem, trilha por este caminho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com carreira iniciada em 2005, via \u201cC\u00e9u\u201d, a cantora lan\u00e7ou de l\u00e1 para c\u00e1 cinco \u00e1lbuns de est\u00fadio que tem como elemento comum as matrizes da m\u00fasica popular brasileira, mas a partir desta associa\u00e7\u00e3o, C\u00e9u buscou promover o di\u00e1logo com ritmos universais como o afrobeat, o hip hop, o jazz e o R&amp;B, visando, claramente, levar a sua m\u00fasica para os quatro cantos do mundo. E deu certo, pois ela conquistou prestigio n\u00e3o s\u00f3 no mercado nacional como tamb\u00e9m internacionalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Produzido por Pupillo e Herv\u00e9, parceiros de est\u00fadio desde o disco anterior (\u201cTropix\u201d, eleito disco do ano por aqui em 2016 como tamb\u00e9m foram \u201cCaravana Sereia Bloom\u201d em 2012 e \u201cVagarosa\u201d em 2008), em \u201cApk\u00e1!\u201d, seu mais recente disco, a cantora segue se reinventando ao se aproximar ainda mais de elementos eletr\u00f4nicos, o que acaba por imprimir ares futuristas ao seu fazer musical. N\u00e3o obstante, \u201cApk\u00e1!\u201d tamb\u00e9m funciona como um claro manifesto ante um pa\u00eds dominado pelo discurso de \u00f3dio e pela corrup\u00e7\u00e3o estrutural (enraizada na nossa hist\u00f3ria).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na conversa abaixo, C\u00e9u fala sobre o processo de composi\u00e7\u00e3o do disco, o amor como ato revolucion\u00e1rio, a rec\u00e9m-iniciada nova turn\u00ea, a maternidade, o mercado estrangeiro e a universaliza\u00e7\u00e3o da sua m\u00fasica, Caetano Veloso (que comp\u00f4s a faixa \u201cPardo\u201d para \u201cApk\u00e1!\u201d), a import\u00e2ncia de se manter inquieta quanto ao mundo, a maior presen\u00e7a das mulheres na cena musical brasileira, planos futuros e muito mais.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Corpocontinente\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=PLsV1zTBgGCo68iR_i0dnwnxCtGE374VcL\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pupillo e Herv\u00e9 foram os respons\u00e1veis pela produ\u00e7\u00e3o de seu novo disco, novamente, provando que a m\u00e1xima esportiva &#8220;time que est\u00e1 ganhando n\u00e3o se mexe&#8221; \u00e9 verdadeira. Como foi o processo de composi\u00e7\u00e3o e grava\u00e7\u00e3o de &#8220;Apk\u00e1!&#8221;?<\/strong><br \/>O processo de composi\u00e7\u00e3o se iniciou a partir do momento que eu pude me dedicar ao final da minha gesta\u00e7\u00e3o e ap\u00f3s ter vivenciado um parto muito poderoso. Eu comecei a me sentir muito inspirada, especialmente tamb\u00e9m por n\u00e3o ter que ficar viajando e me movimentando, por eu ter esse momento de quietude na minha casa, me dedicando a minha fam\u00edlia. Isso me trouxe muita inspira\u00e7\u00e3o e assim eu comecei a escrever.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O disco, de modo geral, \u00e9 uma ode a contemporaneidade e ao universo das rela\u00e7\u00f5es humanas, tendo o amor como pilar. Em tempos aonde o discurso de \u00f3dio vem numa temer\u00e1ria crescente, amar torna-se um ato de resist\u00eancia?<\/strong><br \/>Eu penso que sim. Para mim o amor \u00e9 o pilar mais forte e seguro que o ser humano \u00e9 capaz de produzir, e talvez a resposta mais afrontosa ao \u00f3dio, ent\u00e3o foi onde eu pude me segurar para fazer esse disco-manifesto, disco-grito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Assisti a apresenta\u00e7\u00e3o desta nova turn\u00ea em BH (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/09\/21\/apka-show-e-disco-de-ceu-ja-sao-acontecimentos-culturais-importantes-de-2019\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">o Scream &amp; Yell tamb\u00e9m j\u00e1 havia visto em S\u00e3o Paulo<\/a>). Foi uma noite especial n\u00e3o s\u00f3 pela receptividade do p\u00fablico, mas por poder ver e ouvir o repert\u00f3rio do novo disco em a\u00e7\u00e3o. Mas por outro lado senti falta no setlist de mais can\u00e7\u00f5es dos tr\u00eas primeiros discos. Por que voc\u00ea optou por este formato?<\/strong><br \/>Essa \u00e9 uma quest\u00e3o que sempre vai existir. Tem gente que gosta de ouvir mais inteiramente o trabalho novo, e tem gente que gosta de ouvir coisas mais antigas. Acho que \u00e9 uma culpa minha mesmo de querer colocar mais coisas novas e a anima\u00e7\u00e3o com o trabalho novo, mas a gente tendo tempo, a gente faz um show mais longo e com m\u00fasicas de todos os discos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Li numa entrevista recente que voc\u00ea relatou um pouco da experi\u00eancia de ser m\u00e3e novamente, dizendo o qu\u00e3o positiva e natural ela foi. E isto me fez lembrar do document\u00e1rio &#8220;<a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/80995575\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O Renascimento do Parto<\/a>&#8220;, que aborda o fato de que o n\u00famero de ces\u00e1rias \u00e9 absurdamente maior do que os partos normais. Como voc\u00ea v\u00ea esta situa\u00e7\u00e3o e de que maneira a maternidade contribui no seu fazer musical?<\/strong><br \/>Eu acho extremamente importante a gente poder falar sobre isso. \u00c9 uma coisa que tem muito tabu no Brasil, a quest\u00e3o do parto. O Brasil \u00e9 um dos pa\u00edses mais cesaristas do mundo, e vivenciar o que eu vivenciei foi muito forte, porque parecia realmente toda uma m\u00e1quina, um rolo compressor querendo passar por cima de uma for\u00e7a natural que nos \u00e9 dada. Claro que existe uma s\u00e9rie de coisas que precisam estar acontecendo para a gente vivenciar um parto normal, um parto natural, mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 para a gente ter um rolo compressor querendo ir contra as for\u00e7as naturais, as for\u00e7as da natureza que a mulher carrega dentro de si. Ent\u00e3o sim, esse document\u00e1rio, &#8220;O Renascimento do Parto&#8221;, eu vi, n\u00e3o s\u00f3 uma vez, vi v\u00e1rias vezes, e li muitos livros, e acho muito importante a mulher saber que o parto no Brasil virou uma grande ind\u00fastria a partir dos anos 80, e que colocaram a mulher deitada numa maca, como se ela estivesse doente, para parir, posi\u00e7\u00e3o essa que \u00e9 a pior para poder expelir uma pessoa para o mundo. N\u00e3o precisa ser nenhum g\u00eanio para saber que deitado voc\u00ea tem muito menos a for\u00e7a natural da posi\u00e7\u00e3o, enquanto se voc\u00ea est\u00e1 sentada. Enfim, tem uma s\u00e9rie de coisas a serem faladas que eu achei muito interessante poder ser uma das primeiras pessoas no meio de m\u00fasica podendo falar ativamente sobre a for\u00e7a e a pot\u00eancia que uma mulher pode ficar quando ela toma conta dessa for\u00e7a que ela tem. Mais uma vez eu reitero: as cesarianas s\u00e3o muito importantes, necess\u00e1rias, eu mesma vivenciei uma, e agrade\u00e7o muito. Minha filha estava sentada no meu primeiro parto, mas eu acho extremamente importante a gente ter mais no\u00e7\u00e3o de onde a gente est\u00e1 indo quando a gente vai ter um nen\u00ea, e se for o caso, se a mulher preferir ter, ok, tamb\u00e9m n\u00e3o tem problema, mas acho interessante a gente tomar conta, e n\u00e3o ser tomada por esse rolo compressor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 comum nos seus discos a presen\u00e7a de can\u00e7\u00f5es em ingl\u00eas e recentemente voc\u00ea lan\u00e7ou em EP com algumas faixas do &#8220;Tropix&#8221; em espanhol. A escolha por estas l\u00ednguas se d\u00e1 por um busca de maior di\u00e1logo com o mercado estrangeiro e\/ou uma busca de universalizar (ainda mais) o seu trabalho?<\/strong><br \/>Desde que lancei meu primeiro disco eu viajo mundo afora e acho muito interessante poder cantar em outras l\u00ednguas, n\u00e3o s\u00f3 pela comunica\u00e7\u00e3o mas tamb\u00e9m pela sonoridade. Acho que \u00e9 mais uma maneira de estudar e de se fazer ser entendida, de outro som. Eu gosto desses estudos, eu gosto de cantar em espanhol, eu gosto de cantar em ingl\u00eas, e gosto de respeitar o p\u00fablico que vai ao meu show, ent\u00e3o o que eu puder me tornar mais acess\u00edvel eu vou fazer sim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em &#8220;For\u00e7ar o Ver\u00e3o&#8221; voc\u00ea novamente traz \u00e0 tona o seu lado pol\u00edtico ao falar sobre o Brasil de hoje e o momento ca\u00f3tico que estamos inseridos, onde se cria a falsa impress\u00e3o de estar tudo bem mesmo ante a tantos retrocessos. Como voc\u00ea enxerga esse momento e qual a abordagem devemos adotar para sairmos dessa situa\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\u00c9 uma can\u00e7\u00e3o que aponta a corrup\u00e7\u00e3o no Brasil como um pilar da nossa cultura. A corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 praticamente algo estrutural da nossa cultura, est\u00e1 inserida como se fosse parte do nosso DNA, e a gente se acostumou com isso, ent\u00e3o eu quis tratar dessa quest\u00e3o com o olhar realmente cr\u00edtico de a gente rever, n\u00e3o s\u00f3 apontando o dedo para os pol\u00edticos, mas tamb\u00e9m para os nossos pr\u00f3prios comportamentos.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"C\u00e9u - Coreto (Clipe Oficial)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NErZGmLdnF4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Caetano Veloso (&#8220;Pardo&#8221;) e Dinho Almeida, do Boogarins (&#8220;Make Sure Your Head is Above&#8221;) comporam faixas para o novo disco. Como se deu a aproxima\u00e7\u00e3o de ambos?<\/strong><br \/>Eu tive esse \u00edmpeto de pedir ao Caetano uma can\u00e7\u00e3o in\u00e9dita. Eu sou muito f\u00e3 do Caetano, conhe\u00e7o bastante a obra dele e o acho, talvez, um dos compositores mais importantes da nossa m\u00fasica, do nosso cancioneiro, ent\u00e3o tive essa coragem e ele muito gentilmente me concedeu uma m\u00fasica nova, em que eu empresto a minha voz para cantar uma rela\u00e7\u00e3o homoafetiva masculina. O Caetano tem essa intelig\u00eancia de saber as coisas que precisam ser faladas e acho que \u00e9 um momento interessante de a gente se colocar no lugar de outros e vivenciar outras coisas, uma voz feminina cantando uma rela\u00e7\u00e3o masculina, tamb\u00e9m tem a quest\u00e3o racial, essa quest\u00e3o t\u00e3o latente que tem sido falada, que a can\u00e7\u00e3o se chama &#8220;Pardo&#8221;, enfim. Acho que o Caetano tem esse brilhantismo mesmo de botar poesia em assuntos emergentes. O Dinho \u00e9 um cara que eu acho muito talentoso, \u00e9 um amigo, e desde que a gente fez shows juntos a gente se aproximou e tamb\u00e9m tivemos essa parceria no \u201cTropix\u201d que funcionou muito bem, e ele topou fazer uma can\u00e7\u00e3o em ingl\u00eas, foi um desafio para ele tamb\u00e9m. Eu acho muito legal quando eu me identifico na can\u00e7\u00e3o de outros compositores, compositoras, ent\u00e3o \u00e9 um exerc\u00edcio muito bom de ser feito. Eles me mandaram as can\u00e7\u00f5es, eu me apaixonei e quis gravar, foi assim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Seu Jorge, Marc Ribot e o Tropkillaz s\u00e3o alguns dos convidados que participam de &#8220;Apk\u00e1!&#8221;. Quais as contribui\u00e7\u00f5es eles trouxeram para o resultado final?<\/strong><br \/>Cada convidado agrega muito ao som, s\u00e3o coisas que v\u00e3o sendo feitas de maneira org\u00e2nica para mim, eu vou montando o som e vou sentindo os amigos e amigas por perto que me fazem sentido para aquele som. Claro que tem gente que n\u00e3o d\u00e1, que naquele momento n\u00e3o funciona, n\u00e3o pode, e tem gente que felizmente d\u00e1 certo &#8211; no caso, esses tr\u00eas maravilhosos: Seu Jorge, Ribot e Tropkillaz. Seu Jorge \u00e9 muito amigo do Pupillo e docemente me concedeu o apoio dessa voz fant\u00e1stica, dessa estrela incr\u00edvel que ele tem. Marc Ribot estava tocando pelo Brasil e eu sou muito f\u00e3 da obra toda dele, e Tropkillaz s\u00e3o comparsas, a gente est\u00e1 fazendo alguns projetos juntos, e eu curto, quem me conhece sabe que eu adoro dan\u00e7ar, que eu curto batida, beat, e achei muito legal poder ter eles produzindo uma faixa, ent\u00e3o muita contribui\u00e7\u00e3o que eles trouxeram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 percept\u00edvel na sua discografia que voc\u00ea gosta de apostar em novas texturas para cada disco lan\u00e7ado. Enquanto muito artistas optam por se manter numa certa zona de conforto, para voc\u00ea, aparentemente, a &#8220;mesmice&#8221; incomoda. Procede?<\/strong><br \/>Para mim existe uma import\u00e2ncia enorme de a gente tirar o nosso tapete porque isso nos proporciona novas descobertas, e eu enquanto ser humano estou tentando descobrir muita coisa, t\u00f4 tentando melhorar, me aprimorar. Claro que eu mantenho a minha linha, mas existe sim um desejo de busca e de novidade, acho que isso \u00e9 da minha natureza inquieta. Eu sou muito inquieta com o mundo, t\u00e9dio \u00e9 uma coisa que eu n\u00e3o sofro, eu tenho muita coisa dentro de mim que me faz movimentar, raiva da injusti\u00e7a, desejo de mudan\u00e7a, desejo de compreens\u00e3o do mundo emocional, que \u00e9 t\u00e3o profundo, ent\u00e3o acho que \u00e9 o meu compromisso como artista me reinventar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea acabou por se consolidar como cantora e compositora num pa\u00eds onde o machismo se faz presente em v\u00e1rias esferas. Voc\u00ea considera que o seu sucesso abriu um precedente para que houvesse uma maior presen\u00e7a feminina no cen\u00e1rio musical como vemos hoje?<\/strong><br \/>Eu considero que eu ajudei bastante na quest\u00e3o de meninas comporem, escreverem, terem coragem de quebrar esse tabu, acho que eu fa\u00e7o parte dessa primeira turma e me deixa muito feliz. Me deixa muito feliz na verdade, mais do que tudo, olhar em volta e ver um monte de mulher compondo, isso me deixa muito feliz mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Apk\u00e1!&#8221; foi lan\u00e7ado de surpresa, sem aviso pr\u00e9vio em lugar algum. Por que voc\u00ea escolheu faze-lo assim? Ali\u00e1s, o disco ganhar\u00e1 alguma vers\u00e3o f\u00edsica?<\/strong><br \/>O disco vai ganhar vers\u00e3o f\u00edsica muito em breve, sim, e a gente escolheu fazer dessa maneira para priorizar o f\u00e3 mesmo, para o f\u00e3 acordar e ter um disco novo na m\u00e3o sem todas aquelas esperas que normalmente acontecem, priorizando jornalistas e tal (nota do editor: <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/02\/24\/entrevista-ceu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">&#8220;Caravana Sereia Bloom&#8221;, por exemplo, havia vazado antes do lan\u00e7amento<\/a>). Achei que seria interessante o p\u00fablico mesmo receber esse presente antes de todo mundo e foi uma forma um pouco inovadora \u2013 n\u00e3o \u00e9 nem inovadora, na verdade isso j\u00e1 foi feito muitas vezes \u2013, mas, para mim, dentro da minha carreira, foi novidade e eu gostei muito do resultado, achei muito legal. (Nota: o disco foi lan\u00e7ado em vinil numa edi\u00e7\u00e3o limitado pela Noize)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais s\u00e3o os planos futuros?<\/strong><br \/>Trabalhar, em todos os aspectos. Tocar, fazer som, trabalhar para ser uma m\u00e3e legal, criar uns filhos legais, uns seres humanos melhores. Tem muito trabalho.<\/p>\n<figure style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/2019-09-19-c%C3%A9u-2048-P9190167.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"886\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\"><em>C\u00e9u em registro do fot\u00f3grafo Fernando Yokota \/ Scream &amp; Yell<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<p> \u2013\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\">Bruno Lisboa<\/a>\u00a0\u00a0\u00e9 redator\/colunista\u00a0do\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.opoderosoresumao.com\/\" target=\"_blank\">O Poder do Resum\u00e3o<\/a>. Escreve no Scream &amp; Yell desde 2014.\u00a0 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"C\u00e9u fala sobre o processo de composi\u00e7\u00e3o do disco, o amor como ato revolucion\u00e1rio, a maternidade, o mercado estrangeiro e a universaliza\u00e7\u00e3o da sua m\u00fasica, Caetano Veloso, a import\u00e2ncia de se manter inquieta quanto ao mundo, e mais!\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/12\/02\/entrevista-ceu-fala-de-apka-maternidade-parto-e-amor\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":4,"featured_media":53905,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1128],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53903"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53903"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53903\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":53906,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53903\/revisions\/53906"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/53905"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53903"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53903"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53903"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}