{"id":5313,"date":"2010-06-28T21:10:26","date_gmt":"2010-06-29T00:10:26","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=5313"},"modified":"2020-06-17T01:33:15","modified_gmt":"2020-06-17T04:33:15","slug":"mark-lanegan-ao-vivo-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/06\/28\/mark-lanegan-ao-vivo-em-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Mark Lanegan ao vivo em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/4733231048\/sizes\/z\/in\/photostream\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-5314 aligncenter\" title=\"lanegan_mac\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/lanegan_mac.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"454\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/lanegan_mac.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/lanegan_mac-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Texto por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/carmessias\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Carlos Messias<\/a><\/strong><br \/>\n<strong>Fotos por <a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Marcelo Costa<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">329 dias ap\u00f3s sua primeira passagem pelo Brasil, Mark Lanegan volta a S\u00e3o Paulo, novamente, para uma \u00fanica apresenta\u00e7\u00e3o. O show anterior, longe de ter sido ruim, n\u00e3o chegou a satisfazer os que ansiavam por ver o ex-vocalista do Screaming Trees, que mant\u00e9m carreira-solo desde 1989, em a\u00e7\u00e3o. Ao lado de Greg Dulli (ex-Afghan Whigs, atual Twillight Singers e parceiro de Lanegan no Gutter Twins), a performance do ano passado mais pareceu uma prova de revezamento, em que a dupla relembrou diferentes momentos de ambas as carreiras, deixando o outro em segundo plano, seja fazendo backing vocals ou harmoniza\u00e7\u00f5es menores. A plateia, tamb\u00e9m dividida, parecia torcida de futebol, vibrando quando o seu respectivo \u00eddolo fazia um \u201cgol\u201d. Mas agora, n\u00e3o. Lanegan estava ali para rever, exclusivamente, o pr\u00f3prio repert\u00f3rio, e seus seguidores, poucos e bons, quase lotaram o Comit\u00ea, casa de shows rec\u00e9m-inaugurada na regi\u00e3o do Baixo Augusta, com capacidade para mil pessoas. A apresenta\u00e7\u00e3o inaugurou a \u201cs\u00e9rie cult\u201d do festival Popload Gig.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Coisa de meia-hora ap\u00f3s o hor\u00e1rio previsto, Lanegan e o guitarrista Dave Rosser (do Twillight Singers e do Gutter Twins), que o acompanhou no ano passado (desta vez no viol\u00e3o), subiram ao palco. Sorrisos, \u201chellos\u201d, sauda\u00e7\u00f5es, que nada. Os dois j\u00e1 engataram \u201cWhen Your Number Isn\u2019t Up\u201d, faixa de abertura matadora \u2013 dado o seu teor denso e introspectivo \u2013 de \u201cBubblegum\u201d (2004), mais recente \u00e1lbum solo de Lanegan. Na aus\u00eancia da guitarra de Mike Johnson (ex-baixista do Dinosaur Jr., que mant\u00e9m uma carreira-solo interessante e foi o parceiro mais constante de Lanegan) e dos elementos eletro-eletr\u00f4nicos que deram corpo, pelas m\u00e3os de v\u00e1rios m\u00fasicos, a \u201cBubblegum\u201d, Rosser utilizou arranjos bem simplificados. Conjecturando, a explica\u00e7\u00e3o \u00f3bvia \u00e9 que Lanegan n\u00e3o atrairia qu\u00f3rum suficiente para bancar uma apresenta\u00e7\u00e3o com banda completa na Am\u00e9rica do Sul (e em uma s\u00e9rie de shows recentes na Europa). Mas o vocalista compensou na interpreta\u00e7\u00e3o. \u00c9 dif\u00edcil imaginar um artista que consiga segurar um show no gog\u00f3, mas este deu conta do recado com louvor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sequ\u00eancia, emendou \u201cOne Way Street\u201d, \u201cNo Easy Action\u201d e \u201cMiracle\u201d, que abrem, tamb\u00e9m muito bem, seu disco anterior \u2013 \u201cField Songs\u201d (2001). Desde o princ\u00edpio, o m\u00fasico n\u00e3o se mostrou \u00e0 vontade no palco. Evitava olhar diretamente para o p\u00fablico \u2013 cantar com os olhos fechados \u00e9 uma constante em seu modus operandi \u2013 e, entre as can\u00e7\u00f5es, n\u00e3o se dava ao trabalho de emanar um \u201cobrigado\u201d ou improvisar meia d\u00fazia de baboseiras para entreter a galera. Foi no m\u00e1ximo um \u201cthank you\u201d, seco como de costume, e uma apresenta\u00e7\u00e3o protocolar do m\u00fasico que o acompanhava. Quando se movimentava pelo palco \u2013 seja para comandar altera\u00e7\u00f5es no setlist no ouvido de Rosser ou para um gole de uma das garrafinhas de \u00e1gua que estavam em um banco atr\u00e1s dele \u2013, eram gestos duros, quase truculentos. Um man\u00e9 que n\u00e3o parava de gritar \u201cDollar Bill\u201d a cada interrup\u00e7\u00e3o, ou o falat\u00f3rio dos espectadores, tamb\u00e9m n\u00e3o ajudaram a fazer com que o cantor se sentisse \u00e0 vontade. Mas nada com que ele n\u00e3o esteja acostumado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 n\u00edtido que estamos diante de um sujeito extremamente t\u00edmido, quase monossil\u00e1bico, que encontrou na m\u00fasica a \u00fanica forma de express\u00e3o. E isso ele faz muito bem. Posicionado diante do microfone \u2013 desta vez, felizmente, em p\u00e9, ao contr\u00e1rio de 2009 \u2013, que utiliza quase como uma envergadura, mant\u00e9m uma postura dura e segura o pedestal com ambas as m\u00e3os. O suor corria solto, mas, no olhar, nenhuma express\u00e3o. Nesse sentido lembra Johnny Cash, tanto pelas vestimentas pretas quanto pelo semblante cool e desconfort\u00e1vel ao mesmo tempo. E ao cantar, ele n\u00e3o simplesmente deixa a voz sair, com a facilidade que d\u00e1 a entender em seus \u00e1lbuns, mas arranca de dentro de si uma viv\u00eancia que acumulou ao longo dos anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como um bom u\u00edsque \u2013 que n\u00e3o bebe mais, mas contribuiu no teor das entona\u00e7\u00f5es \u2013, sua voz fica melhor com o passar do tempo. Uma boa amostra disso \u00e9 sua evolu\u00e7\u00e3o vocal durante a era Screaming Trees, na qual foi de discos psicod\u00e9lico-experimentais e relativamente toscos como \u201cClairvoyance\u201d (1986) e \u201cEven If and Especially When\u201d (87) a \u00e1lbuns bem acabados como \u201cDust\u201d (96), que, gra\u00e7as ao baterista e percussionista Barret Martin, tem uma profundidade tribal. E hoje, ao vivo, Lanegan n\u00e3o usa s\u00f3 do pulm\u00e3o e a garganta \u2013 j\u00e1 desgastados pelo longo per\u00edodo de tabagismo compulsivo. Ele se apropria de uma boa dose de est\u00f4mago e, principalmente, f\u00edgado para entoar can\u00e7\u00f5es com tanta intensidade. \u00c9 dif\u00edcil fugir do chav\u00e3o, mas esta foi uma apresenta\u00e7\u00e3o completamente visceral.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/4732587497\/sizes\/z\/in\/photostream\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-5315 aligncenter\" title=\"lanegan_dois_mac\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/lanegan_dois_mac.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"454\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/lanegan_dois_mac.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/lanegan_dois_mac-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar do olhar distante, era claro que ele estava ali. Maneava a cabe\u00e7a, sempre para o lado direito \u2013 exceto quando havia uma c\u00e2mera apontada para ele vinda daquela dire\u00e7\u00e3o \u2013, como que em espasmos, e abria os olhos em \u00eaxtase, como que recuperando o f\u00f4lego da longa jornada interior. As luzes azuis contribu\u00edram para o aspecto et\u00e9reo e intimista da apresenta\u00e7\u00e3o. Fisicamente, o m\u00fasico de 45 anos tamb\u00e9m denota a passagem do tempo marcado por excessos. Rugas demais e cabelos come\u00e7ando a rarear, mas, ainda assim, c\u00e1 est\u00e1 ele, sem empres\u00e1rio nem roadie, manifestando sua arte n\u00e3o por capricho, mas por sobreviv\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil imagin\u00e1-lo, daqui uns 20 anos, tocando em espeluncas sujas e viajando por conta como Bad Blake, personagem de Jeff Bridges em \u201cCora\u00e7\u00e3o Louco\u201d. Lanegan \u00e9 um exemplo bem acabado de bluesman dos tempos atuais, que empresta sua voz \u2013 quase uma grife \u2013 a projetos moderninhos como os dois \u00faltimos discos do Soulsavers, o pen\u00faltimo do Bomb the Bass e o mais recente do UNKLE, mas, por um momento sequer, ignora as ra\u00edzes cravadas no folk e no blues.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como sinalizou a parte europeia desta turn\u00ea, o show se mostrou realmente centrado em \u201cBubblegum\u201d e \u201cField Songs\u201d, como denotaram as can\u00e7\u00f5es \u201cLittle Willie John\u201d, \u201cDon\u2019t Forget Me\u201d, \u201cResurrection Song\u201d, \u201cOne Hundred Days\u201d e \u201cBombed\u201d. Houve exce\u00e7\u00f5es como \u201cWild Flowers\u201d (do disco de estr\u00e9ia, \u201cWinding Sheet\u201d, de 1990), \u201cBell Black Ocean\u201d (infelizmente, a \u00fanica do \u00f3timo \u201cScraps at Midnight\u201d, de 1998) e \u201cThe River Rise\u201d, de \u201cWhisky for the Holly Ghost\u201d (1994) \u2013 transformada em hino grunge ao sonorizar o document\u00e1rio \u201cHype\u201d -, al\u00e9m de \u201cMessage to Mine\u201d (assista <a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/maccosta#p\/u\/6\/GssSlVM7F_s\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>), do EP \u201cHere Comes that Weird Chill\u201d (2003), e \u201cMirrored\u201d, lado B do single \u201cHit the City\u2019 (04). Tamb\u00e9m representou o Soulsavers com \u201cCan\u2019t Catch the Train\u201d, do mais recente \u00e1lbum, \u201cBroken\u201d (2009), e o Screaming Trees, com \u201cWhere the Twain Shall Meet\u201d, do \u00faltimo disco \u201cde garagem\u201d do grupo, \u201cBuzz Factory\u201d (1989), e \u201cTraveler\u201d, de \u201cDust\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda houve espa\u00e7o para covers, e estamos falando de um artista que, ao tomar emprestado o repert\u00f3rio de outros, sempre foge do \u00f3bvio. Lanegan j\u00e1 interpretou Billie Holiday, Buck Owens, Willie Nelson, Roky Erickson, Townes Van Zandt, Tim Buckley, Nick Drake, Gene Clark, Bonnie \u201cPrince\u201d Billy, Jos\u00e9 Gonz\u00e1lez, entre outros e, ao gravar uma faixa para a trilha de \u201cN\u00e3o Estou L\u00e1\u201d \u2013 semibiografia de Bob Dylan \u2013, foi de \u201cMan In The Long Black Coat\u201d. De tal modo no show, apresentou \u201cShiloh Town\u201d, de Tim Hardin, e \u201cOn Jesus Program\u201d, da lenda do soul O. V. Wright (ambos em seu disco de int\u00e9rprete, \u201cI\u2019ll Take Care Of You\u201d, de 1999), al\u00e9m de \u201cJulia Dream\u201d, do Pink Floyd. E, para alegria daqueles que insistem em associ\u00e1-lo a contribui\u00e7\u00e3o \u2013 importante, por\u00e9m pequena se comparada ao corpo s\u00f3lido de seu trabalho solo \u2013 ao Queens of the Stone Age, encerrou com \u201cHangin\u2019 Tree\u201d, de \u201cSongs for the Deaf\u201d (2002).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas m\u00fasicas antes (ao t\u00e9rmino de \u201cOn Jesus&#8230;\u201d), quando normalmente sai para o bis, falou que aquele era o momento em que normalmente encerra os shows. Mas, como estava em uma casa que n\u00e3o tem acesso direto do palco para o camarim nem deste para a rua, segurou a apresenta\u00e7\u00e3o num tiro s\u00f3 \u2013 afinal, seus f\u00e3s estavam em polvorosa e tietagem pouca seria bobagem. Ao t\u00e9rmino de \u201cHangin\u2019 Tree\u201d, ao inv\u00e9s de se dirigir para a esquerda, que d\u00e1 acesso ao camarim, onde era esperado, foi para a direita, rumando diretamente para a rua \u2013 gra\u00e7as a um seguran\u00e7a, n\u00e3o foi encurralado no fum\u00f3dromo. Levou o setlist em m\u00e3os e, longe de agraciar algum da plateia que pedia pela memorabilia \u2013 Lanegan n\u00e3o \u00e9 muito dado a esse tipo de frescura \u2013, dobrou a folha de papel e enfiou no bolso de tr\u00e1s da cal\u00e7a. Um desfecho r\u00edspido e surpreendente para uma apresenta\u00e7\u00e3o marcante. Afinal, ideologias antiimperialistas \u00e0 parte, n\u00e3o resta d\u00favidas: Mark Lanegan \u00e9 um \u201camerican original\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/4733230998\/sizes\/z\/in\/photostream\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5316 aligncenter\" title=\"lanegan_mac_tres\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/lanegan_mac_tres.jpg\" alt=\"\" \/><\/a><\/p>\n<p>Carlos Messias \u00e9 jornalista e assina o blog <a href=\"http:\/\/semanualdeinstrucoes.blogspot.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Sem Manual de Instru\u00e7\u00f5es<\/a><\/p>\n<p>*******<br \/>\n<strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; \u201cAdorata\u201d, The Gutter Twins, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/09\/29\/disco-da-semana-adorata-ep-the-gutter-twins\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;Bubblegum&#8221;, de Mark Lanegan, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/laneganbubblegum.htm\" target=\"_self\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Mark Lanegan e Greg Dulli ao vivo na B\u00e9lgica, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2009\/07\/12\/uma-festa-do-interior-na-belgica\/\" target=\"_self\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cIt\u2019s Not How Far You Fall\u201d, Soulsavers, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/12\/03\/disco-da-semana-soulsavers-e-mark-lanegan\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Carlos Messias\n329 dias ap\u00f3s sua primeira passagem pelo Brasil, Mark Lanegan volta a S\u00e3o Paulo, novamente, para uma \u00fanica apresenta\u00e7\u00e3o&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/06\/28\/mark-lanegan-ao-vivo-em-sao-paulo\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":42,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[344],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5313"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/42"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5313"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5313\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":56412,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5313\/revisions\/56412"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5313"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5313"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5313"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}