{"id":53113,"date":"2019-09-25T02:28:49","date_gmt":"2019-09-25T05:28:49","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=53113"},"modified":"2019-10-17T00:27:51","modified_gmt":"2019-10-17T03:27:51","slug":"entrevista-jose-palazzo-do-cosquin-rock-um-dos-maiores-festivais-da-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/09\/25\/entrevista-jose-palazzo-do-cosquin-rock-um-dos-maiores-festivais-da-america-latina\/","title":{"rendered":"Entrevista: Jos\u00e9 Palazzo, do Cosqu\u00edn Rock, um dos maiores festivais da Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leonardo Vinhas<\/a>\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando realizou a primeira edi\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/cosquinrock.net\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Cosqu\u00edn Rock<\/a> em 2001, o produtor argentino Jos\u00e9 Palazzo n\u00e3o desconfiava que seu festival se tornaria um dos maiores de seu pa\u00eds, menos ainda que o evento se internacionalizaria e chegaria a 10 pa\u00edses. Mas foi o que aconteceu: al\u00e9m das 19 edi\u00e7\u00f5es em seu pa\u00eds natal, o Cosqu\u00edn Rock chegou tamb\u00e9m a Uruguai, Paraguai, M\u00e9xico, Chile, Col\u00f4mbia, Bol\u00edvia, Peru e at\u00e9 Espanha e Estados Unidos. Foram quase 2 mil shows para mais de 1,7 milh\u00e3o de pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda assim, Palazzo diz, nesta conversa telef\u00f4nica com o Scream &amp; Yell, que seu festival \u00e9 \u201cpequeno\u201d. De fato, as edi\u00e7\u00f5es em outros pa\u00edses s\u00e3o menores que a da Argentina \u2013 a pr\u00f3xima, <a href=\"http:\/\/cosquinrockuy.com\/grilla\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">em 4 e 5 de outubro no Uruguai<\/a>, ter\u00e1 26 atra\u00e7\u00f5es em tr\u00eas palcos, enquanto a \u201coriginal\u201d tem mais de 100 shows distribu\u00eddos em sete espa\u00e7os. Por\u00e9m, \u00e9 dif\u00edcil encontrar um modelo compar\u00e1vel ao do Cosqu\u00edn Rock em toda a Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O festival n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica ocupa\u00e7\u00e3o de Palazzo, que tamb\u00e9m produz a banda de hard rock La Renga \u2013 uma verdadeira institui\u00e7\u00e3o do rock pesado argentino, cujos shows em solo natal nunca t\u00eam menos que 30 mil pessoas. Tamb\u00e9m opera grandes shows, muitos deles cercados de aten\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica, como a volta de Charly Garc\u00eda aos palcos depois de anos de problemas de sa\u00fade e vexames p\u00fablicos, ou os shows de Don Osvaldo, banda que tem a frente Pato Fontanet, ex-vocalista dos Callejeros, banda cujo show <a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/republicacromagnon.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">deflagrou a trag\u00e9dia de Croma\u00f1on<\/a>: 194 mortes (por queimadura ou asfixia) que resultaram em condena\u00e7\u00f5es criminais para os m\u00fasicos, promotores e at\u00e9 gestores p\u00fablicos envolvidos (Anibal Ibarra, ent\u00e3o prefeito de Buenos Aires, foi destitu\u00eddo do cargo por conta das investiga\u00e7\u00f5es da trag\u00e9dia).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou seja: o empres\u00e1rio est\u00e1 acostumado a lidar com controv\u00e9rsias e com quest\u00f5es delicadas de opini\u00e3o p\u00fablica. Sua postura objetiva, e algumas vezes desafiadora, ajudaram para que sua figura se tornasse quase t\u00e3o conhecida como muitos dos m\u00fasicos que tocam em seu festival. Na edi\u00e7\u00e3o de 2018, vi-o caminhando em meio ao p\u00fablico, e sendo parado por espectadores de todas as idades para assinar um aut\u00f3grafo ou fazer uma selfie.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, a edi\u00e7\u00e3o argentina nem acontece mais na cidade que lhe empresta o nome: Cosqu\u00edn, uma pequena cidade mais conhecida por abrigar um famoso festival de folclore, deixou de ser sede a partir de 2005, quando passou a acontecer em um povoado ainda menor, a Comuna San Roque. Em 2011, mudou de casa novamente: foi para o Aer\u00f3dromo de Santa Maria de Punilla, onde est\u00e1 at\u00e9 hoje. Todas essas localidades se localizam nas serras da prov\u00edncia de C\u00f3rdoba, regi\u00e3o buc\u00f3lica que, ao longo do ano, recebe alguns visitantes mais interessados em turismo rural e de aventura do que em riffs e solos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estive presente nas edi\u00e7\u00f5es de 2008 (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/cosquin_rock.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">que rendeu uma cobertura para o S&amp;Y<\/a>) e 2018. A diferen\u00e7a de estrutura, tamanho, oferta de servi\u00e7os e amplitude de curadoria eram abissais. Na primeira ocasi\u00e3o, a lama e a comida ruim deixaram lembran\u00e7as t\u00e3o fortes quanto os melhores shows; o merchandising era incipiente, e ainda se comercializavam discos em formato f\u00edsico. Na segunda, uma \u00e1rea muito maior acomodava sete palcos, havia \u00e1reas de descanso e op\u00e7\u00f5es de comida para todos os gostos (e bolsos), o som n\u00e3o vazava de um palco para outro e a curadoria trazia uma amplitude not\u00e1vel, abarcando diversas varia\u00e7\u00f5es de blues, reggae, ska, metal, indie, noise, garage, rockabilly, pop, e, claro, rock. A cerveja continuava sendo a insossa Quilmes, mas pelo menos estava gelada e abundavam banheiros, espalhados por todos os cantos. S\u00f3 a \u00e1rea de imprensa que continuava sendo a mesma tenda prec\u00e1ria, mas enfim, que tipo de jornalista cobre festival a partir da \u00e1rea de imprensa?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma semana ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o da edi\u00e7\u00e3o paraguaia, Palazzo concedeu essa entrevista ao Scream &amp; Yell, que far\u00e1 a cobertura da edi\u00e7\u00e3o uruguaia. Objetivo e sem meias palavras, Palazzo repassou a hist\u00f3ria do festival, explicou porque o Brasil (ainda) n\u00e3o entrou na rota do evento e deu seu aprendizado sobre como lidar com o povo que xinga muito no Twitter.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Cosqu\u00edn Rock 2019 - Video Resumen\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YPsIzqqDx_Q?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cosquin Rock \u00e9 uma marca internacional, presente em mais pa\u00edses que o Lollapalooza ou o Rock In Rio, por exemplo. Al\u00e9m da quest\u00e3o de branding propriamente dita, qual \u00e9 a identidade essencial que se observa no evento, onde quer que ele se realize?<\/strong><br \/>\nO festival nasceu na prov\u00edncia de C\u00f3rdoba, na Argentina, em uma cidadezinha que realizava um tradicional festival de folclore. A ess\u00eancia do nosso festival \u00e9 a mistura de artistas argentinos com artistas de outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina (nota: e eventualmente europeus ou norte- americanos. Deep Purple, Suicidal Tendencies, Ska-P, The Wailers, Rich Robinson, CJ Ramone e outros j\u00e1 tocaram nas serras de C\u00f3rdoba). A comida, a experi\u00eancia e a m\u00fasica identificam a experi\u00eancia do nosso festival. A comida, a experi\u00eancia e a m\u00fasica identificam nosso festival. Isso \u00e9 basicamente Cosqu\u00edn Rock. Obviamente que n\u00e3o vou nos comparar com o Rock In Rio ou com o Lollapalooza por dois motivos: o primeiro \u00e9 que somos muito menores, e o segundo \u00e9 que n\u00e3o desembarcamos nos pa\u00edses com toda a nossa \u201cembalagem\u201d, mas chegamos para ir nos instalando aos poucos. N\u00f3s fizemos tr\u00eas edi\u00e7\u00f5es no M\u00e9xico, faremos a segunda no Uruguai, fizemos duas no Paraguai, e ainda Chile, Col\u00f4mbia, Peru, Bol\u00edvia, Espanha, Estados Unidos, e em todas entramos paulatinamente, com um m\u00ednimo de tr\u00eas palcos, mas n\u00e3o como na Argentina, que s\u00e3o sete. \u00c9 um festival bem menor que esses que voc\u00ea citou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como se d\u00e1 a curadoria nas edi\u00e7\u00f5es internacionais? O quanto voc\u00ea influi nela?<\/strong><br \/>\nCada edi\u00e7\u00e3o, dependendo de onde se realiza, conta com produtores locais. O formato do festival e da curadoria est\u00e1 feito da seguinte maneira: por um lado, cada um dos produtores que se associam conosco em cada um dos pa\u00edses, aporta toda sua informa\u00e7\u00e3o e todo seu conhecimento de mercado e tudo o que gostaria de ter no seu festival, e n\u00f3s vamos aportando um pouco do que em geral, s\u00e3o as idiossincrasias do festival. Mas \u00e9 um trabalho mancomunado, no qual o curador local tem protagonismo na hora de selecionar o lineup que quer para o festival.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ainda sobre esse assunto: Cosqu\u00edn Rock sempre alia nomes consagrados como novos artistas. Ainda assim, \u00e9 raro vermos headliners mais jovens. A renova\u00e7\u00e3o acontece mais lentamente no rock?<\/strong><br \/>\nNo mundo, mas sobretudo na Am\u00e9rica Latina, est\u00e3o aparecendo figuras muito importantes, muito convocantes e muito jovens. Esses v\u00e3o ser os pr\u00f3ximos headliners. Hoje, depois de muitos anos de rock latino-americano, temos nosso rock cl\u00e1ssico, e sempre vamos precisar dele, porque nosso festival se alimenta de muita m\u00fasica nova, mas tamb\u00e9m de cl\u00e1ssicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Com quase 20 anos de festival, voc\u00ea j\u00e1 encarou v\u00e1rios epis\u00f3dios de resist\u00eancia e cr\u00edtica por parte do p\u00fablico. Como voc\u00ea atua para encontrar meio-termo entre o que as pessoas pedem e aquilo que voc\u00ea quer fazer?<\/strong><br \/>\nPara saber o que as pessoas querem, n\u00e3o \u00e9 preciso se basear nas quest\u00f5es que movem as paix\u00f5es. Desgra\u00e7adamente, no caso da Argentina, o festival \u00e9 muito passional, \u00e9 como se fosse dirigir uma equipe de futebol e voc\u00ea chegasse diretamente no t\u00e9cnico. Ent\u00e3o, quando est\u00e1 a banda que algumas pessoas gostam, est\u00e1 tudo bem; e quando n\u00e3o est\u00e1, est\u00e1 tudo mal. E a verdade \u00e9 que vamos escutando o que as pessoas que v\u00e3o ao festival dizem, mas o fazemos atrav\u00e9s de pesquisas menos vis\u00edveis que as conversas de redes sociais. As redes n\u00e3o exp\u00f5em o que as pessoas querem, e sim o que elas n\u00e3o querem. Ou melhor, o que as pessoas que n\u00e3o v\u00e3o ao festival querem. Ent\u00e3o n\u00f3s nos ocupamos das pessoas que v\u00e3o ao festival e as escutamos. Tudo que \u00e9 cr\u00edtica positiva, agregamos para construir e melhorar. E o que \u00e9 cr\u00edtica destrutiva s\u00f3 usamos como divers\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Al\u00e9m de Espanha e EUA, o festival passou por muitos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, muitos deles com mercados musicais menores que os do Brasil. Ainda assim, o maior pa\u00eds da Am\u00e9rica do Sul ainda est\u00e1 fora. Quais os fatores que excluem o Brasil da rota do Cosqu\u00edn Rock?<\/strong><br \/>\nA primeira etapa do Cosqu\u00edn Rock na Am\u00e9rica Latina se deu como uma turn\u00ea, e n\u00e3o como ir para os pa\u00edses e a\u00ed ficar. Como se aproximavam os 20 anos do festival, pareceu-nos muito bonito celebrar percorrendo a Am\u00e9rica Latina. Depois nos demos conta de que alguns pa\u00edses meio que se apropriaram do festival. Um dos fatores porque n\u00e3o desembarcamos no Brasil \u00e9 porque n\u00e3o tivemos ofertas de empres\u00e1rios brasileiros. E tamb\u00e9m porque a ind\u00fastria brasileira \u00e9 t\u00e3o forte e t\u00e3o aut\u00f4noma, e as caracter\u00edsticas da linguagem fazem com que muitos dos artistas com quem trabalhamos n\u00e3o sejam muito conhecidos a\u00ed. Por\u00e9m, de modo algum descartamos a possibilidade de fazer um Cosqu\u00edn Rock no Brasil. Seria um sonho, e vamos lutar por ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Na Argentina, s\u00e3o v\u00e1rios palcos, uma ampla oferta de comida e bebida, um espa\u00e7o f\u00edsico enorme. Como oferecer a mesma experi\u00eancia nas edi\u00e7\u00f5es internacionais, que s\u00e3o menores?<\/strong><br \/>\nA comida, a bebida e os palcos variados s\u00e3o mesmo maiores na Argentina, mas no resto da Am\u00e9rica Latina, temos experi\u00eancias muito boas. No M\u00e9xico, tivemos muita comida mexicana e argentina, muita variedade de bebidas, tivemos experi\u00eancias com os palcos e outros tipos de atividades. No Paraguai, tivemos mais de 50 postos de alimenta\u00e7\u00e3o e tr\u00eas palcos, al\u00e9m de uma ativa\u00e7\u00e3o especial. No Uruguai tamb\u00e9m vamos ter tr\u00eas palcos e muita, mas muita mesmo, variedade gastron\u00f4mica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Especificamente sobre a vindoura edi\u00e7\u00e3o uruguaia, qual o impacto que ela ter\u00e1 para a cena local?<\/strong><br \/>\nNo Uruguai, vamos montar tr\u00eas palcos e uma grande pra\u00e7a de alimenta\u00e7\u00e3o em um bosque maravilhoso (Parque Roosevelt, em Canelones, pr\u00f3ximo a Montevid\u00e9u). Acredito que nossos s\u00f3cios uruguaios conseguiram uma curadoria incr\u00edvel, na qual cabem desde artistas super consagrados como Buitres, Agarrate Catalina, Peyote Asesino, La Vela Puerca e No Te Va a Gustar, bem como artistas novos da cena uruguaia que est\u00e3o comovendo e come\u00e7ando a chamar muita gente. Isso somado a artistas da Argentina, alguns muito importantes, como Babas\u00f3nicos, Skay y Los Fakires e Guasones, e outros artistas n\u00e3o t\u00e3o grandes, como os Ojos Locos. \u00c9 uma curadoria, para mim, dos artistas mais importantes no que se refere a esse aspecto de m\u00fasica roqueira no Uruguai.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O festival \u00e9 uma opera\u00e7\u00e3o gigante, que exige demais de quem trabalha nela. Voc\u00ea ainda consegue aproveitar o evento, ou o trabalho n\u00e3o o permite mais?<\/strong><br \/>\nEu aproveito, aproveitei e aproveitarei sempre da aventura que \u00e9 o Cosquin Rock. \u00c9 um festival que eu vi nascer, e que nas primeiras quatro edi\u00e7\u00f5es me ocupei pessoalmente da produ\u00e7\u00e3o geral e de tudo que tinha que ver com seguran\u00e7a e com a montagem do festival. A partir da\u00ed, eu fui me metendo cada vez mais na produ\u00e7\u00e3o. E hoje tenho imenso prazer de que nos lugares que n\u00e3o s\u00e3o C\u00f3rdoba \u2013 como pontualmente nesse caso do Uruguai, ou do que aconteceu h\u00e1 pouco no Paraguai, ou no de Nova Iorque, ou no do M\u00e9xico \u2013 posso relaxar um pouco mais e curtir. Meu modo de curtir n\u00e3o \u00e9 ficar de bra\u00e7os cruzados vendo as bandas, mas resolvendo problemas e ficar de olho nas coisas que podem melhorar. Minha curti\u00e7\u00e3o passa por ver essas coisas para que o festival do ano seguinte seja maior, mais divertido e mais c\u00f4modo para as pessoas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"SKA-P | Argentina 2019 Cosqu\u00edn Rock HD (A\/V CORREGIDO)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/L4MAnzzSgOk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Eruca Sativa en Cosquin Rock 2019 [RECITAL COMPLETO]\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hfbS8DH7dSs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Skay y Los Fakires - Ji Ji Ji  (en vivo en COSQUIN ROCK 2019)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hDpr1TKAmiM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/03\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Quando realizou a primeira edi\u00e7\u00e3o do Cosqu\u00edn Rock em 2001, o produtor argentino Jos\u00e9 Palazzo n\u00e3o desconfiava que seu festival se tornaria um dos maiores de seu pa\u00eds, menos ainda que o evento se internacionalizaria e chegaria a 10 pa\u00edses. 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