{"id":53076,"date":"2019-09-23T00:47:33","date_gmt":"2019-09-23T03:47:33","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=53076"},"modified":"2019-10-24T11:34:34","modified_gmt":"2019-10-24T14:34:34","slug":"entrevista-lucio-maia-de-olho-e-ouvidos-na-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/09\/23\/entrevista-lucio-maia-de-olho-e-ouvidos-na-america-latina\/","title":{"rendered":"Entrevista: L\u00facio Maia em carreira solo"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leonardo Vinhas<\/a>\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">No universo do rock brasileiro, a figura do guitar hero praticamente inexiste. Apesar de o g\u00eanero ser centrado na guitarra e de termos \u00f3timos instrumentistas, muitos dos quais respons\u00e1veis por criar estilo e linguagem pr\u00f3prios, a guitarra por aqui parece n\u00e3o encontrar espa\u00e7o para unanimidades ou vacas sagradas. Claro, uma conversa entusiasmada pode trazer nomes de diferentes \u00e9pocas, de Lanny Gordin a Edgard Scandurra, de Pepeu Gomes a Andreas Kisser. Mas a lista n\u00e3o vai levantar nomes a ponto de preencher os 10 dedos das m\u00e3os de maneira plenamente indiscut\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda que restrita, tal listagem jamais poderia prescindir de L\u00facio Maia, um dos fundadores da Na\u00e7\u00e3o Zumbi que ainda permanece na banda. Em uma forma\u00e7\u00e3o com quatro percussionistas, Maia conseguiu trazer destaque para seu instrumento gra\u00e7as a seu estilo muito particular, que traz influ\u00eancias de funk, rock, m\u00fasica oriental, ritmos africanos e outros elementos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um desses elementos \u00e9 a m\u00fasica latina, tanto do norte da Am\u00e9rica do Sul quanto do Caribe. Quase impercept\u00edvel na receita da Na\u00e7\u00e3o Zumbi ou nos outros projetos de qual Maia tomou parte, ela \u00e9 a t\u00f4nica do primeiro trabalho a ser assinado com seu nome. <a href=\"https:\/\/ampl.ink\/Wj9pw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">&#8220;L\u00facio Maia<\/a>&#8221; batiza seu (novo) projeto solo e seu novo disco, deixando de lado a alcunha de Maquinado, que ele usou para lan\u00e7ar dois \u00e1lbuns (\u201cHomem Bin\u00e1rio\u201d, de 2007, e \u201cMundialmente An\u00f4nimo: O Magn\u00e9tico Sangramento da Exist\u00eancia\u201d, de 2010).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 a \u00fanica coisa que fica para tr\u00e1s: o groove pesado e a eletr\u00f4nica cedem espa\u00e7o para uma sonoridade mais org\u00e2nica, conduzida (obviamente) pela guitarra, mas com percuss\u00e3o fluida e baixo e teclado sem muitas firulas. \u00c9 um disco dan\u00e7ante, psicod\u00e9lico, que traz duas vers\u00f5es (\u201cFried Neckbones and Some Home Fries\u201d, de Willie Bobo, e \u201cLithium\u201d, do Nirvana). A releitura da can\u00e7\u00e3o de Kurt Cobain vem sendo destacada, mas na verdade ela \u00e9 apenas uma curiosidade entre um mostru\u00e1rio bem mais interessante de composi\u00e7\u00f5es autorais, todas instrumentais, executadas junto a \u00f3timos m\u00fasicos, que incluem tecladista Mauricio Fleury (Bixiga 70), o percussionista Felipe Roseno (Ney Matogrosso, Maria Gad\u00fa) e o baixista Dengue, tamb\u00e9m da Na\u00e7\u00e3o Zumbi, entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Maia j\u00e1 integrou Soulfly, Seu Jorge e Almaz, e a banda de Marisa Monte, al\u00e9m de ter participado de v\u00e1rias trilhas sonoras. Seu \u00e1lbum solo hom\u00f4nimo revela uma est\u00e9tica pouco mostrada nesses trabalhos, mas ao mesmo tempo ajuda a olhar para eles em retrospecto e perceber que, muito discretamente, as sementes j\u00e1 estavam insinuadas por ali. Nesta entrevista para o Scream &amp; Yell, ele explica melhor essa rela\u00e7\u00e3o com a latinidade, conta sobre a op\u00e7\u00e3o de assinar seu pr\u00f3prio nome e a op\u00e7\u00e3o por fazer um disco totalmente instrumental. Confira o papo!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"L\u00facio Maia - A Melhor de Todas (Oficial)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bgtmDAERDXc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea j\u00e1 tinha o Maquinado, mas optou por assinar esse \u00e1lbum com seu nome. \u00c9 para marcar a diferen\u00e7a musical entre os dois projetos, ou h\u00e1 outras raz\u00f5es envolvidas?<\/strong><br \/>Teve v\u00e1rias raz\u00f5es. Eu tinha batizado o projeto de Los 5 no come\u00e7o, depois descobri que tinham v\u00e1rios hom\u00f4nimos. Ent\u00e3o, de certa forma, sim, coloquei meu nome para diferenciar, para dar outra forma de diretriz art\u00edstica. E eu n\u00e3o queria colocar Maquinado porque essa \u00e9 uma outra rela\u00e7\u00e3o art\u00edstica com a m\u00fasica, diferente desse disco. Recebi tamb\u00e9m conselhos do pessoal da gravadora e de amigos, dizendo para assinar como L\u00facio Maia. Eu sempre relutei em colocar meu nome, por medo de parecer aquela coisa egoc\u00eantrica, mas tive esse incentivo por conta do problema com os hom\u00f4nimos. Ent\u00e3o de certa forma fui compelido a colocar meu nome (risos). Mas acho que j\u00e1 era mais do que o momento de eu me expressar desse jeito, assumindo meu pr\u00f3prio nome.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A latinidade nunca foi um elemento presente nas composi\u00e7\u00f5es da Na\u00e7\u00e3o Zumbi ou de seus outros projetos. Qual o gatilho que a fez orientar seu trabalho agora?<\/strong><br \/>Discordo completamente dessa informa\u00e7\u00e3o, dizendo que a gente nunca teve essa express\u00e3o latina. A gente sempre foi uma banda com muita influ\u00eancia de m\u00fasica latina, desde o primeiro disco. L\u00f3gico que existe uma quest\u00e3o que ficou meio canonizada, do maracatu com o rock. Mas j\u00e1 no \u201cAfrociberdelia\u201d (1996), m\u00fasicas como \u201cCrian\u00e7a de Domingo\u201d e \u201cAmor de Muito\u201d, elas t\u00eam muita influ\u00eancia da afro-Cuba, do merengue. N\u00e3o \u00e9 uma coisa direta, obviamente, mas est\u00e1 sempre presente na nossa carreira, na vida inteira. Isso n\u00e3o \u00e9 novidade pra mim. N\u00e3o comecei a ouvir Tito Puentes agora (ri), j\u00e1 ou\u00e7o h\u00e1 muito tempo. Foi mais uma quest\u00e3o de dar uma diretriz art\u00edstica pra uma ideia nova. Maquinado, Na\u00e7\u00e3o Zumbi, Los Sebozos, todos os projetos que j\u00e1 participei, t\u00eam uma cara. Ent\u00e3o, se eu ia assinar um projeto novo, precisava dar essa diretriz. Mas tudo t\u00e1 dentro do que j\u00e1 fiz. Tenho uma rela\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica latina, mas essa m\u00fasica latina \u00e9 igual ao samba: todo mundo acha que o samba \u00e9 s\u00f3 o Rio de Janeiro, e o samba \u00e9 do Brasil, e o Brasil est\u00e1 inserido na Am\u00e9rica Latina. O Brasil se afastou disso porque quis se afastar, mas eu n\u00e3o sou obrigado a assumir isso. Por isso a gente toca samba, toca maracatu \u2013 porque tudo isso \u00e9 nosso, tudo isso \u00e9 latinidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No release do \u00e1lbum, voc\u00ea declara sempre ter gostado de salsa, mas o disco traz outras refer\u00eancias, muitas delas mais contempor\u00e2neas. Voc\u00ea costuma escutar bandas do cen\u00e1rio latino que fazem um som instrumental fortemente amparado nas guitarras, como Bareto, a chicha peruana, Los Mutantes del Paran\u00e1 e afins?<\/strong><br \/>Eu acho que\u2026 (hesita) Se eu disser que curto salsa e que no meu disco tem salsa, eu jamais vou fazer igual ao Chicha Libre ou outras bandas. Inclusive nem eles fazem: eles modernizaram essa cultura, empurraram isso pra frente. Essas bandas todas que voc\u00ea mencionou e muitas outras empurraram a m\u00fasica latina pra frente. Ent\u00e3o, assim, quando falo que ou\u00e7o salsa e ela est\u00e1 no meu disco, ela est\u00e1 sim. N\u00e3o sei te dizer em qual porcentagem, nem mensurar o quanto dela entra e o quanto sai, assim como o maracatu tamb\u00e9m t\u00e1 inserido na nossa vida, mas se voc\u00ea for procurar o mestre l\u00e1 de Pernambuco, ele vai dizer que o que a gente faz n\u00e3o \u00e9 maracatu. Ent\u00e3o acho que \u00e9 uma vis\u00e3o atualizada da m\u00fasica brasileira, e da latina principalmente, inserida em dr\u00e1geas, em pitadas. Porque n\u00e3o quero fazer uma coisa \u00f3bvia, n\u00e3o quero contratar uma orquestra para tocar salsa. Isso n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio, voc\u00ea pode deixar suas influ\u00eancias aflorarem de uma forma bem pessoal, que \u00e9 o que sempre fiz na minha vida. Eu n\u00e3o vou fazer um disco de salsa com timbales e todo o setup que \u00e9 canonizado. N\u00e3o \u00e9 assim que eu vejo. Tudo \u00e9 uma quest\u00e3o do que voc\u00ea consome, digere, e coloca pra fora do seu jeito, com a sua digital. Pra mim, esse \u00e9 o \u00fanico jeito que o artista tem pra se destacar no meio dessa mar\u00e9, desse oceano de informa\u00e7\u00f5es a que a gente tem acesso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falando no instrumental: por que optar pela aus\u00eancia da voz?<\/strong><br \/>A gente chegou a gravar duas m\u00fasicas, que n\u00e3o entraram no disco, que tinham backing vocals, um coral. Mas n\u00e3o foi uma coisa que eu pensei em fazer. Eu n\u00e3o sou cantor \u2013 come\u00e7a por a\u00ed. Aqui no Brasil, a gente tem uma fartura de cantoras. Todo dia aparecem umas dez, muitas delas incr\u00edveis, e n\u00e3o existem muitos cantores homens. Eu achei que era meio redundante, meio \u00f3bvio demais, fazer um disco com essas influ\u00eancias e colocar convidados cantando, com can\u00e7\u00f5es novas, ia dar mais trabalho ainda. Porque pra mim existe uma barreira que \u00e9 a letra. Muitas pessoas usam a letra como um escapismo, um \u201ccoloca qualquer coisa a\u00ed\u201d. Eu n\u00e3o acho que \u00e9 isso, acho que a letra, se malfeita, pode destruir a can\u00e7\u00e3o. Como n\u00e3o sou letrista e n\u00e3o sou cantor, procurei colocar meu universo de influ\u00eancias sem prensar na voz. N\u00e3o foi uma recusa \u2013 \u201cah, vou fazer instrumental\u201d. S\u00f3 aconteceu. N\u00e3o encontrei um parceiro ou parceira que fizesse parte desse projeto comigo para isso. Eu consegui compor todas essas can\u00e7\u00f5es em uns 10 dias. Eu levei mais tempo para juntar a banda, ensaiar, gravar, do que para compor. E eu conhe\u00e7o grandes discos de m\u00fasica latina, de grandes artistas, e todos instrumentais. Ent\u00e3o isso n\u00e3o foi um crit\u00e9rio sobre o qual eu fiquei muito tempo pensando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Durante a audi\u00e7\u00e3o do disco, foi poss\u00edvel identificar seu estilo \u2013 n\u00e3o s\u00f3 pelos timbres e arranjos, mas pelas composi\u00e7\u00f5es. Passados mais de 25 anos de carreira, voc\u00ea acredita que criou uma linguagem pr\u00f3pria, que deixou sua marca na guitarra do pop brasileiro?<\/strong><br \/>Olha, se eu n\u00e3o tivesse conquistado isso, a minha marca, a minha digital, teria desistido com certeza, cara. Porque esse \u00e9 o grande lance do artista. Pra mim, n\u00e3o conv\u00e9m t\u00e9cnicas e firulas, a quest\u00e3o circense do instrumento. Isso nunca fez parte do meu universo. Tento, sempre que fa\u00e7o uma can\u00e7\u00e3o ou um disco, me colocar ali artisticamente vivo, artisticamente renovado, para que as pessoas me vejam sem precisar\u2026 por exemplo, o cara escuta a m\u00fasica e pensa: \u201cpuxa, isso parece com o L\u00facio Maia\u201d, e quando vai ver, sou eu mesmo. Isso \u00e9 uma coisa que leva muitos anos para conquistar, e quando conquista \u00e9 um pr\u00eamio. \u00c9 uma maneira de voc\u00ea se diferenciar do resto, de todos os outros artistas, m\u00fasicos, instrumentistas\u2026 A digital, para mim, est\u00e1 acima da t\u00e9cnica, e acho que criei uma marquinha, sem d\u00favida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Muitas bandas da Argentina e do Uruguai t\u00eam na m\u00fasica da Na\u00e7\u00e3o Zumbi uma refer\u00eancia forte do Brasil. <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/12\/07\/download-brasil-tambien-es-latino\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O Buenos Muchachos chegou a gravar uma vers\u00e3o de &#8220;Inferno&#8221;<\/a>, presente no disco \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/12\/07\/download-brasil-tambien-es-latino\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Brasil Tambi\u00e9n Es Latino<\/a>\u201d. Voc\u00ea est\u00e1 a par dessa influ\u00eancia?<\/strong><br \/>A gente j\u00e1 foi pra Col\u00f4mbia, Chile, pra Argentina. Em todos esses shows a gente trocou ideia com bandas locais. <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/12\/07\/download-brasil-tambien-es-latino\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Eu j\u00e1 tinha visto essa vers\u00e3o<\/a> (do Buenos Muchachos) h\u00e1 um tempo, e acho que \u00e9 isso: a quebra da barreira que o pr\u00f3prio Brasil criou. Porque entre esses pa\u00edses n\u00e3o t\u00eam isso: eles t\u00eam esse interc\u00e2mbio cultural, musical, art\u00edstico. L\u00f3gico que a barreira da l\u00edngua bate no p\u00fablico, mas acho que isso n\u00e3o \u00e9 o suficiente para n\u00e3o existir o interc\u00e2mbio, porque a m\u00fasica norte-americana entrou em todos os pa\u00edses, at\u00e9 onde n\u00e3o se fala ingl\u00eas. \u00c9 mais uma quest\u00e3o cultural, mesmo, de n\u00e3o aceitar. Eu fico n\u00e3o s\u00f3 feliz de saber que a gente faz parte desse universo, como eles fazem tamb\u00e9m parte da nossa pesquisa art\u00edstica.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"L\u00facio Maia - Savana Tropical\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=PLiCBk4ZQTANNad3xJEZ-mJYCC-m7ksaVJ\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/03\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ele batiza seu novo projeto solo e seu novo disco com seu pr\u00f3prio nome, deixando de lado a alcunha de Maquinado. &#8220;Acho que j\u00e1 era mais do que o momento de eu me expressar desse jeito&#8221;, conta em entrevista ao Scream &#038; Yell!\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/09\/23\/entrevista-lucio-maia-de-olho-e-ouvidos-na-america-latina\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":53077,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[45,4023,2511],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53076"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53076"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53076\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":53443,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53076\/revisions\/53443"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/53077"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53076"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53076"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53076"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}