{"id":5305,"date":"2010-06-28T20:46:16","date_gmt":"2010-06-28T23:46:16","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=5305"},"modified":"2022-05-16T22:48:13","modified_gmt":"2022-05-17T01:48:13","slug":"festival-casarao-porto-velho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/06\/28\/festival-casarao-porto-velho\/","title":{"rendered":"Balan\u00e7o: Nevilton, M\u00f3veis e Cidad\u00e3o Instigado brilham no Festival Casar\u00e3o 2010, Porto Velho"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-5306 aligncenter\" title=\"nevilton_casarao\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/nevilton_casarao.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"454\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/nevilton_casarao.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/nevilton_casarao-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/tiagoagostini\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tiago Agostini<\/a><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Porto Velho \u00e9 uma capital sem pr\u00e9dios. A constata\u00e7\u00e3o \u00e9 \u00f3bvia j\u00e1 na descida do avi\u00e3o, onde o aspecto baixo das constru\u00e7\u00f5es se destaca na paisagem. Estamos no meio da Amaz\u00f4nia e isso tamb\u00e9m \u00e9 percept\u00edvel da janela do avi\u00e3o assim que a paisagem come\u00e7a a intercalar espa\u00e7os de mata abundante com enormes lotes de terra devastada. E s\u00e3o exatamente esses espa\u00e7os livres que mostram que h\u00e1 uma mudan\u00e7a em curso na cidade: j\u00e1 em terra firme, andando pelas ruas, \u00e9 percept\u00edvel que h\u00e1 v\u00e1rios pr\u00e9dios de mais de dez andares em constru\u00e7\u00e3o, numa expans\u00e3o provavelmente incentivada pelo mercado da madeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 neste cen\u00e1rio de crescimento que o Festival Casar\u00e3o, entre os dias 16 e 19 de junho, mostrou evolu\u00e7\u00e3o e consist\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de descortinar uma cena efervescente e de qualidade. Se teve menos p\u00fablico que em edi\u00e7\u00f5es anteriores, o Casar\u00e3o deste ano conseguiu apresentar um bom panorama do que de melhor se faz na m\u00fasica independente no Brasil. Com uma escala\u00e7\u00e3o mais compacta que o normal nos festivais independentes \u2013 e espalhada por v\u00e1rios dias e locais da cidade \u2013, o festival acabou com v\u00e1rios shows acima da m\u00e9dia e poucos ruins.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A festa come\u00e7ou na quinta-feira. A concep\u00e7\u00e3o de dois palcos um frente ao outro e completamente de gra\u00e7a, sendo um ao ar livre, trouxe uma movimenta\u00e7\u00e3o de p\u00fablico interessante para frente do Pal\u00e1cio do Governo. No palco dos metaleiros (o ao ar livre), nada de novo, apenas rock no talo o tempo inteiro. J\u00e1 dentro do Mercado Municipal uma surpresa com o trio local Expresso Imperial, mais uma boa banda instrumental para a cena brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No mesmo palco, O Caldo de Piaba mostrou a compet\u00eancia habitual, fechando o show com sua cover certeira e suingada de \u201cI Want You (She\u2019s So Heavy)\u201d, dos Beatles. Ponto negativo: o Do Amor, show mais esperado da noite, sofreu com problemas de som. Mesmo assim foi uma apresenta\u00e7\u00e3o divertida (como de costume), principalmente quando alguns moleques metaleiros come\u00e7aram a bater cabe\u00e7a em frente ao palco e a banda acelerou o ritmo. A noite ainda tinha Mugo e o Autoramas em show ac\u00fastico, mas o cansa\u00e7o venceu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O momento hil\u00e1rio da noite rolou no bate papo com o tiozinho do churrasquinho de gato, f\u00e3 de rock progressivo e psicod\u00e9lico, uma atra\u00e7\u00e3o \u00e0 parte. Reconheceu uma cita\u00e7\u00e3o do Focus em algumas m\u00fasicas, bateu cabe\u00e7a com um cover de \u201cBorn To Be Wild\u201d \u2013 \u201cisso sim \u00e9 m\u00fasica\u201d \u2013 e ao ouvir o nome de S\u00e3o Paulo, foi categ\u00f3rico: \u201cVoc\u00ea \u00e9 feliz, mora na cidade em que o rock n\u2019 roll acontece\u201d. Se ele diz&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sexta-feira teve mudan\u00e7a de ares, com shows no Kabanas, um local mais afastado do centro, por\u00e9m, com estrutura melhor, e boas surpresas na escala\u00e7\u00e3o. De cara, os acrianos do Survive mostraram como fazer heavy metal com peso e velocidade tal qual o melhor do thrash. Da cena local, a Hey Hey Hey provou porque \u00e9 a banda mais conhecida fora dos limites de Rond\u00f4nia, com um p\u00e9 no garage rock e outro no indie.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O grande destaque, no entanto, foram os ga\u00fachos da Comunidade Ninjitsu que, ignorando o calor (sa\u00edram de uma Porto Alegre com 4\u00baC) botaram todos para dan\u00e7ar ao som do batid\u00e3o. Mano Changes, o vocalista vereador, comandou a plat\u00e9ia em hits como \u201cAh, Eu To sem Erva\u201d, \u201cDetetive\u201d, \u201cCowboy\u201d e \u201cRap do Trago\u201d. Suados e extasiados, demonstraram uma simpatia poucas vezes vista em festivais por parte de artistas que n\u00e3o circulam neste meio. \u00c9 uma pena \u2013 e uma vergonha \u2013 que a Comunidade n\u00e3o toque mais pelo Brasil. Para fechar, o Cidad\u00e3o Instigado fez um show curto, mas com a compet\u00eancia habitual. A participa\u00e7\u00e3o de Edgard Scandurra decepcionou, tocando uma vers\u00e3o modorrenta de \u201cTolices\u201d e engatando, ap\u00f3s o show do Cidad\u00e3o, uma performance quase intermin\u00e1vel de suas eletronices bizarras. Para esquecer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sabad\u00e3o foi o dia mais quente da breve estadia em Porto Velho \u2013 tanto na temperatura como no palco. Se os garotos locais do Strep provaram que est\u00e3o prontos para tocar na Malha\u00e7\u00e3o, a trinca que encerrou o Casar\u00e3o foi matadora. O Superguidis chutou bundas com guitarras no talo e riffs secos, numa performance en\u00e9rgica e intensa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seguida, o trio Nevilton provou porque tem o melhor show do independente atual: mesmo num palco diminuto, pularam, correram e dominaram o p\u00fablico em poucos minutos, ganhando um coro animado em \u201cPaz a Amores\u201d. E os paranaenses de Umuarama s\u00f3 tem o melhor show atual porque, bem, o M\u00f3veis Coloniais de Acaju j\u00e1 pode ser considerado hors-concours na categoria. Em sua primeira apresenta\u00e7\u00e3o em Rond\u00f4nia, a trupe brasiliense fez o que sabe melhor: colocar o povo para pular. Ao chegar a j\u00e1 tradicional roda em \u201cCopacabana\u201d o p\u00fablico estava extasiado. Que venha o Casar\u00e3o 2011.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foto gentilmente cedidas por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/cirilodias\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cirilo Dias<\/a>, do <a href=\"http:\/\/www.urbanaque.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Urbanaque<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O Scream &amp; Yell viajou para Porto Velho \u00e1 convite da produ\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Tiago Agostini\nPorto Velho \u00e9 uma capital sem pr\u00e9dios. 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