{"id":52973,"date":"2019-09-16T00:06:53","date_gmt":"2019-09-16T03:06:53","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=52973"},"modified":"2019-10-12T20:39:26","modified_gmt":"2019-10-12T23:39:26","slug":"entrevista-beto-bruno-e-os-desafios-do-recomeco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/09\/16\/entrevista-beto-bruno-e-os-desafios-do-recomeco\/","title":{"rendered":"Entrevista: Beto Bruno e os desafios do recome\u00e7o"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por&nbsp;<\/strong><strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/zambi.ananda\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ananda Zambi<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMeu bem, s\u00f3 diga pra mim se al\u00e9m e depois do fim existe um lugar para renascer, para despertar a minha voz\u201d. Assim questiona Beto Bruno, ex-vocalista da banda rec\u00e9m-extinta Cachorro Grande em \u201cDepois do Fim\u201d, single de seu primeiro disco solo, de mesmo nome, lan\u00e7amento do 180 Selo Fonogr\u00e1fico. Ap\u00f3s 20 anos, a banda de rock ga\u00facho teve seu fim consumado em dois shows lotados no dia 13 de julho em Porto Alegre e, logo depois, o passo-fundense lan\u00e7ou seu \u00e1lbum de estreia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Beto Bruno, Rodolfo Krieger, Gabriel Azambuja, Pedro Pelotas e Marcelo Gross eram os membros originais da Cachorro Grande. Hoje, Rodolfo, o baixista, mora em Lisboa; Gabriel \u201cBoizinho\u201d, o baterista, abriu um est\u00fadio em Gramado; e Gross, o guitarrista, ap\u00f3s deixar a banda em maio de 2018, passou a se dedicar \u00e0 carreira solo, que j\u00e1 conta com dois discos. Por isso, n\u00e3o restou outra alternativa a Beto que n\u00e3o fosse trilhar um novo caminho art\u00edstico. Pelotas permanecer\u00e1 como tecladista de Beto Bruno. Al\u00e9m dele, Gustavo X (guitarra) e Eduardo Schuler (bateria), que tamb\u00e9m tocaram com a Cachorro, continuam acompanhando o cantor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDepois do Fim\u201d, o disco, \u00e9 o resultado de 10 m\u00fasicas feitas em um curto e intenso espa\u00e7o de tempo. Ainda em choque com o an\u00fancio do encerramento das atividades da banda, no in\u00edcio do ano, Beto estava t\u00e3o triste e sozinho que, quando pegou o viol\u00e3o para tocar e se consolar, conseguiu compor 10 m\u00fasicas em menos de 20 dias. Satisfeito com o resultado e precisando de um novo emprego, uniu o \u00fatil ao agrad\u00e1vel e montou uma nova banda para gravar as novas can\u00e7\u00f5es e cair na estrada de novo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem gosta de Cachorro Grande, certamente vai gostar do trabalho solo de Beto Bruno. A sonoridade de \u201cDepois do Fim\u201d \u00e9 visivelmente influenciada pela extinta banda, e Beto n\u00e3o nega isso \u2013 ali\u00e1s, tem at\u00e9 orgulho. Ou seja, tem muito de Beatles, Stones, Brian Wilson, J\u00fapiter Ma\u00e7\u00e3, rock sessentista e baladas psicod\u00e9licas. Destaco as m\u00fasicas \u201cPor Isso Meu Samba \u00e9 Diferente\u201d, \u201cN\u00e3o \u00e9 Todo Mundo Que T\u00e1 de Boa Contigo\u201d, \u201cPorco Garrafa\u201d e a pr\u00f3pria \u201cDepois do Fim\u201d. O disco conta com produ\u00e7\u00e3o e baixos de Rodrigo Tavares e, al\u00e9m dos j\u00e1 citados, com a participa\u00e7\u00e3o de Henrique Cabreira (guitarra), Sebasti\u00e3o Reis (viol\u00f5es e arranjos), Martin Mendon\u00e7a (Guitarra) e Duda Machado (Bateria). A capa \u00e9 da artista pl\u00e1stica Denise Gadelha, tamb\u00e9m esposa do cantor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Beto, com seu jeito franco de ser, contou mais detalhes sobre o processo de produ\u00e7\u00e3o do disco, sobre o clipe e sobre as dores e as del\u00edcias de um recome\u00e7o, que n\u00e3o \u00e9 do zero, \u00e9 verdade, mas que n\u00e3o deixa de ser desafiador. Confira:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Beto Bruno - A ruptura da linearidade do tempo...\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=PLz8zWAss_jV3o-1TrAGHeN8oVkM5sK9HM\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o de estar em carreira solo?<\/strong><br \/>\nEu t\u00f4 me acostumando ainda com essa situa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o foi nada premeditado, aconteceu o inevit\u00e1vel, que foi o fim da banda, e eu n\u00e3o posso ficar sem trabalhar, n\u00e9. Ent\u00e3o acabei gravando o disco o mais r\u00e1pido que pude, ao mesmo tempo em que montava uma banda, que gravou o disco e foi pra estrada comigo. Ent\u00e3o n\u00e3o sei te dizer exatamente a sensa\u00e7\u00e3o que tenho, \u00e9 indefinida. Ainda t\u00f4 um pouco perdido, um pouco baqueado, mas cada dia que acordo eu t\u00f4 mais feliz com o meu disco, com minha banda nova e \u00e9 isso que t\u00e1 me mantendo com o astral pra cima, e tudo o que fiz com essa banda nova e com essas m\u00fasicas novas me surpreendeu muito. Acabou que eu nunca estive t\u00e3o feliz \u2013 nem dentro da Cachorro Grande \u2013 com o resultado que eu consegui. Ent\u00e3o n\u00e3o sei que tipo de sensa\u00e7\u00e3o que \u00e9, mas t\u00f4 me sentindo muito bem, ent\u00e3o \u00e9 uma sensa\u00e7\u00e3o boa. De liberdade tamb\u00e9m, que nunca imaginei que teria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Entre o an\u00fancio do fim da Cachorro Grande e o lan\u00e7amento do teu disco, eu achei que foi relativamente r\u00e1pido. Como foi essa produ\u00e7\u00e3o rel\u00e2mpago? Por exemplo, como \u00e9 que voc\u00ea conseguiu fazer um repert\u00f3rio pra um disco inteiro em t\u00e3o pouco tempo?<\/strong><br \/>\nLogo que foi anunciado o final da banda, logo que a gente decidiu n\u00e3o continuar mais, eu fiquei muito mal, muito muito muito depr\u00ea, muito pra baixo, e me tranquei em casa, sozinho, foi em janeiro, minha mulher tava viajando a trabalho, os amigos todos na praia\u2026 Fiquei eu e meus gatos em casa e recorri ao viol\u00e3o mais uma vez, e apareceu uma m\u00fasica bacana. Eu comecei a tocar mais outro dia, apareceram duas. Essas duas viraram cinco rapidinho. Cara, em menos de 20 dias eu tinha as 10 m\u00fasicas prontas. Foi quando me senti na obriga\u00e7\u00e3o de montar uma banda nova pra cair no est\u00fadio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Eu vi na tua \u00faltima entrevista com o Gast\u00e3o Moreira que voc\u00ea mandou as suas m\u00fasicas pra banda em vers\u00e3o voz e viol\u00e3o e no dia seguinte pediu pra que ela gravasse em est\u00fadio. Isso realmente aconteceu?<\/strong><br \/>\nFoi exatamente isso que aconteceu. Prefiro fazer assim porque n\u00e3o gosto de chegar com arranjos prontos, pr\u00e9-definidos, no est\u00fadio. Gosto e at\u00e9 prefiro que a m\u00e1gica aconte\u00e7a no est\u00fadio, sabe. Ensaiar \u00e9 coisa de banda de col\u00e9gio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Eu ouvi o disco e vi muitos sites falando que a sonoridade do \u201cDepois do Fim\u201d lembra muito o som da Cachorro Grande \u2013 achei que lembra um pouco o primeiro disco da banda, o \u201cBaixo Augusta\u201d tamb\u00e9m, talvez. Voc\u00ea acha que isso aconteceu mesmo? E foi intencional?<\/strong><br \/>\nSim, com certeza. Poxa, nunca vou deixar pra tr\u00e1s esse passado, em que eu aprendi. Afinal, foram 20 anos, 10 \u00e1lbuns. Eu fui o mais presente em todos eles, eu fui o que mais ajudei a produzir, o que mais contribuiu com composi\u00e7\u00f5es, com influ\u00eancias, ent\u00e3o eu t\u00f4 por tr\u00e1s tamb\u00e9m dessa sonoridade que ajudou a Cachorro Grande a ser o que \u00e9 a Cachorro Grande, e nunca vou deixar isso de lado. Acho engra\u00e7ado que quando os artistas saem em carreira solo, eles falam: \u201cOlha, agora eu vou poder fazer o som que eu gostaria de fazer, que minha banda n\u00e3o deixava\u2026\u201d Eu sempre pude fazer o som que eu quis, independente de estar em gravadora grande ou n\u00e3o, e isso n\u00e3o ia mudar agora. E o tipo de som que eu gosto \u00e9 o som que a Cachorro Grande fez a vida inteira. Claro, se tu for ouvir mais a fundo, tem algumas coisas ali que n\u00e3o pintavam nos discos da Cachorro \u2013 principalmente as letras s\u00e3o mais pessoais num disco solo, que \u00e9 a grande diferen\u00e7a desse disco. Mas no final das contas eu continuo fazendo o que eu gosto, e isso \u00e9 o mais importante e o \u00fanico jeito de ter o p\u00fablico junto e fiel, porque se tu for verdadeiro com eles, eles v\u00e3o te responder. Ent\u00e3o, sim, com certeza. Cachorro Grande forever!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pra finalizar esse assunto Cachorro Grande, eu vi que Pedro Pelotas e Gustavo X est\u00e3o na tua banda, e eles tamb\u00e9m eram integrantes da Cachorro. Em algum momento voc\u00ea pensou em continuar com o nome \u201cCachorro Grande\u201d?<\/strong><br \/>\nOlha, n\u00e3o. Primeiro, vou fazer uma corre\u00e7\u00e3o: o Gustavo X s\u00f3 substituiu o Gross, que \u00e9 o guitarrista original, durante tr\u00eas meses. N\u00e3o chegou a ser oficialmente da Cachorro Grande. Mas o Pedro foi parceiro bem na hora que eu apareci com as m\u00fasicas, ele foi a primeira pessoa pra quem eu quis mostr\u00e1-las e o primeiro que quis ouvir. Da\u00ed ele apostou junto comigo. Eu j\u00e1 tinha desistido da banda quando comecei a compor as m\u00fasicas pro meu disco. De maneira alguma pensei em levar o nome da Cachorro Grande, porque acho isso muita sacanagem com o ex-parceiros da banda e com o p\u00fablico tamb\u00e9m. Porque mesmo eu sendo o l\u00edder, o vocalista, eu n\u00e3o quero levar s\u00f3 as m\u00fasicas da Cachorro pra estrada. Eu vou tocar meu disco, eu t\u00f4 tocando meu disco inteiro. Muitos fazem isso, n\u00e9, muitos vocalistas t\u00e3o l\u00e1, a banda j\u00e1 trocou todo mundo e continua com o nome da banda, n\u00e3o vou nem citar os nomes. Mas n\u00e3o acho isso v\u00e1lido, acho meio feio, at\u00e9. Todos os ex-membros da Cachorro Grande s\u00e3o meus amigos at\u00e9 hoje e v\u00e3o continuar sendo. Nunca faria isso com eles.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Beto Bruno - Depois do Fim [Videoclipe Oficial]\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/yq8volWSkz4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sobre o clipe de \u201cDepois do Fim\u201d: acho que nele tem uma reflex\u00e3o muito interessante sobre a passagem do tempo. O que a m\u00e1quina fotogr\u00e1fica, elemento importante no clipe, representa pra voc\u00ea?<\/strong><br \/>\nEu sempre fui apaixonado por fotografia, desde pequeno. Fotografia no cinema tamb\u00e9m, sou apaixonado por cinema de arte. Minha esposa \u00e9 artista pl\u00e1stica, Denise Gadelha o nome dela, e ela exp\u00f5e h\u00e1 mais ou menos o mesmo tempo em que eu t\u00f4 na estrada. Acompanhando o trabalho dela, aprendi outras coisas, me aprofundei. A minha filha trabalha com cinema (Lina Justi). Ent\u00e3o isso da\u00ed t\u00e1 sempre rolando na minha vida, e eu quis levar isso da\u00ed pro clipe, de uma maneira mais art\u00edstica, porque eu sempre achei que os clipes da Cachorro sempre eram uma coisa mais pop, uma coisa mais pra mostrar a banda tocando. Eu n\u00e3o queria um clipe necessariamente assim, mas eu queria que uma coisa unisse todos os m\u00fasicos da banda, queria mostrar todos os m\u00fasicos e que a gente se encontrasse nessa pra\u00e7a, que \u00e9 muito perto de onde a gente gravou o disco aqui em S\u00e3o Paulo, e que a gente se comunicasse com as m\u00e1quinas fotogr\u00e1ficas. \u00c9 uma grande besteira. Foi uma maneira barata e prazerosa de fazer um videoclipe. Ent\u00e3o foi isso, n\u00e3o tem nada assim t\u00e3o filos\u00f3fico. \u00c9 uma paix\u00e3o por cinema, por fotografia, por m\u00fasicas, e tem o momento feliz de ter encontrado essa banda nova, que me botou no caminho de novo. Ent\u00e3o \u00e9 uma curti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que acontece depois do fim?<\/strong><br \/>\nDepois do fim tem um novo come\u00e7o. \u00c9 um recome\u00e7o pra mim. Come\u00e7ar de novo uma carreira, s\u00f3 que dessa vez do meu jeito, da minha maneira. No meu tempo as coisas v\u00e3o acontecer \u2013 o que pra mim \u00e9 muito importante \u2013, e assim com certeza eu vou ser mais verdadeiro, mais feliz. Vou, a partir de agora, s\u00f3 cantar m\u00fasicas que eu escrevo \u2013porque quando tu faz parte de uma banda, todos escrevem, mas \u00e9 s\u00f3 o vocalista que vai l\u00e1 e canta. Durante esses 20 anos eu cantei muitas letras que outros escreveram e eu n\u00e3o conseguia ser t\u00e3o verdadeiro nesses momentos, n\u00e9. O guitarrista vai l\u00e1 e escreve uma m\u00fasica pra mulher dele, mas depois vou eu e canto. N\u00e3o conseguia ser t\u00e3o verdadeiro quanto eu t\u00f4 conseguindo ser agora ou como quando eu cantava uma m\u00fasica que eu tinha escrito. Ent\u00e3o \u00e9 um recome\u00e7o, mas com toda essa estrada. N\u00e3o \u00e9 exatamente do zero porque eu sei o caminho, eu aprendi o caminho. Eu sei como quero me portar no palco \u2013 antes eu tava descobrindo \u2013, sei como quero me portar no est\u00fadio, sei do que quero falar. Ent\u00e3o \u00e9 isso: depois do fim \u00e9 s\u00f3 o come\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Queria destacar essa banda incr\u00edvel que pintou na minha vida, um por um: o Pedro apostou; o Gustavo X, que j\u00e1 era meu amigo, parceiro, apostou; apareceu o Eduardo Schuler, o baterista, que me manteve no caminho do rock; junto com ele, veio o Henrique Cabreira, guitarrista tamb\u00e9m e entrou na banda como uma luva; Uma semana antes de come\u00e7ar a gravar, apareceu o Sebasti\u00e3o Reis, que me ajudou a gravar o disco, a arranj\u00e1-lo. Foi uma pe\u00e7a fundamental; o Theo, irm\u00e3o dele, me ajudou a fazer a m\u00fasica \u201cDepois do Fim\u201d; e uma das coisas mais importantes, que \u00e9 o est\u00fadio do Esteban Tavares, ex-baixista da Fresno. A gente gravou o disco l\u00e1 com total liberdade, naquele esquema que eu n\u00e3o conseguia fazer com a Cachorro, que \u00e9 de chegar com nenhum arranjo preparado. Tudo foi feito dentro do est\u00fadio, da m\u00e1gica acontecer ali, isso foi muito importante; e o Tavares foi o cara que me ajudou a produzir, que abriu pra mim a casa dele, abra\u00e7ou o disco de cora\u00e7\u00e3o e foi o maior parceiro que poderia ter pintado. Eu t\u00f4 encantado com essa banda nova, t\u00f4 muito feliz. \u00c9 isso que eu queria dizer.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-52975\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/betobruno.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/betobruno.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/betobruno-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/betobruno-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/zambi.ananda\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ananda Zambi<\/a>&nbsp;(@<a href=\"https:\/\/twitter.com\/anandazambi\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">anandazambi<\/a>) \u00e9 jornalista e editora do&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.nonada.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Nonada \u2013 jornalismo travessia<\/a>. Nas horas vagas, tamb\u00e9m brinca de fazer m\u00fasica.\u201d A imagem que abre o texto \u00e9 uma arte de Denise Gadelha.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cMeu bem, s\u00f3 diga pra mim se al\u00e9m e depois do fim existe um lugar para renascer, para despertar a minha voz\u201d. Assim questiona Beto Bruno, ex-vocalista da banda rec\u00e9m-extinta Cachorro Grande em \u201cDepois do Fim\u201d, single de seu primeiro disco solo, de mesmo nome, lan\u00e7amento do 180 Selo Fonogr\u00e1fico.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/09\/16\/entrevista-beto-bruno-e-os-desafios-do-recomeco\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":68,"featured_media":52974,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[3959,301],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52973"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/68"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52973"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52973\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":53361,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52973\/revisions\/53361"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/52974"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52973"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52973"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52973"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}