{"id":52527,"date":"2019-07-28T23:55:56","date_gmt":"2019-07-29T02:55:56","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=52527"},"modified":"2019-09-05T00:07:17","modified_gmt":"2019-09-05T03:07:17","slug":"entrevista-zoe-howe-autora-de-barbed-wire-kisses-a-historia-do-jesus-and-mary-chain","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/07\/28\/entrevista-zoe-howe-autora-de-barbed-wire-kisses-a-historia-do-jesus-and-mary-chain\/","title":{"rendered":"Entrevista: Zo\u00eb Howe, autora da biografia do The Jesus and Mary Chain"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/noacapelas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Capelas<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEsta \u00e9 uma banda de contradi\u00e7\u00f5es\u201d. \u00c9 assim que a escritora inglesa <a href=\"https:\/\/www.zoehowe.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Zo\u00eb Howe<\/a> define o Jesus and Mary Chain, grupo sobre o qual escreveu em \u201cBarbed Wire Kisses\u201d, rec\u00e9m-lan\u00e7ado no Brasil pela estreante <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/editorasapopemba\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Editora Sapopemba<\/a>. Mas \u00e9 justamente nas contradi\u00e7\u00f5es que o conjunto escoc\u00eas capitaneado pelos irm\u00e3os Jim e William Reid faz sentido: a mistura entre um lado rom\u00e2ntico e outro obscuro, entre vocais sussurrados e uma \u201cneblina de ru\u00eddo\u201d \u2013 ou, para os iniciados, a justaposi\u00e7\u00e3o entre o \u201cdoce\u201d e o \u201cpsic\u00f3tico\u201d (\u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/05\/25\/dois-discos-do-jesus-and-mary-chain\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Psychocandy<\/a>\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo de 348 p\u00e1ginas, Howe mostra a trajet\u00f3ria da banda, de uma vila na Esc\u00f3cia at\u00e9 o ressurgimento nos anos 2000, gra\u00e7as a Sofia Coppola \u2013 passando, claro, por grava\u00e7\u00f5es, bebedeiras e shows hist\u00f3ricos (e outros nem tanto). Ela tem bagagem para isso: antes de escrever sobre o Jesus and Mary Chain, tamb\u00e9m j\u00e1 elaborou escritos sobre Stevie Nicks, Florence + The Machine, The Slits, Wilko Johnson e Lee Brilleaux, vocalista da banda setentista Dr. Feelgood. \u201cAcredito que toda biografia \u00e9 uma celebra\u00e7\u00e3o do trabalho de uma vida\u201d, diz ela, que decidiu se embrenhar pela carreira dos Reid depois de perceber que n\u00e3o havia nenhum livro definitivo sobre a banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na entrevista a seguir, realizada por email em conex\u00e3o S\u00e3o Paulo-Essex, Zo\u00eb fala mais sobre o processo de escrita \u2013 ela diz ser muito cuidadosa em entender se algumas hist\u00f3rias que ouve s\u00e3o \u201cpara ela ou para o livro\u201d \u2013 e a influ\u00eancia da banda para gera\u00e7\u00f5es posteriores. Al\u00e9m disso, defende a teoria de que o Jesus &amp; Mary Chain, que recentemente <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/07\/01\/ao-vivo-jesus-and-mary-chain-enfim-fazem-um-bom-show-em-sp\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">fez um grande show em S\u00e3o Paulo<\/a>, foi o grupo mais importante de sua gera\u00e7\u00e3o. \u201cEles deram algo a ser admirado a uma s\u00e9rie de adolescentes questionadores e esquisitos.\u201d Com a palavra, Zo\u00eb Howe.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Jesus And Mary Chain - Head On (Official Music Video)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/eGp47YwDZ48?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Minha primeira pergunta \u00e9 bem pessoal: qual foi sua primeira rea\u00e7\u00e3o ao ouvir o Jesus and Mary Chain? O que chamou sua aten\u00e7\u00e3o: o lado \u201cpsycho\u201d ou o lado \u201ccandy\u201d?<\/strong><br \/>\nNa minha opini\u00e3o, n\u00e3o d\u00e1 para separar um do outro \u2013 \u00e9 a sinergia entre as duas qualidades que faz o som da banda convencer o ouvinte. Desde a primeira vez que ouvi o Mary Chain, sigo sendo afetada pelo poder das can\u00e7\u00f5es e dos contrastes s\u00f4nicos: vocais sussurrados por tr\u00e1s de uma neblina de ru\u00eddo, que \u00e9 desorientadora e sonhadora. Esta banda \u00e9 uma banda de contradi\u00e7\u00f5es e isso se reflete em seu som e suas can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como isso evoluiu para que voc\u00ea decidisse publicar um livro sobre o Mary Chain?<\/strong><br \/>\nComo acontece com todos os meus livros, h\u00e1 uma jun\u00e7\u00e3o de elementos diferentes. Eu era amiga de alguns membros antigos do Mary Chain \u2013 em especial, de John Moore (que assumiu a bateria do Jesus assim que Bobby Gillespie decidiu se concentrar no Primal Scream, ficando na banda entre 1986 e 1988), que deu suporte imensur\u00e1vel ao longo de todo o projeto. Em certa ocasi\u00e3o, perguntei a ele se era algo que o grupo seria favor\u00e1vel, ou ao menos toleraria. Havia existido um livro feito para f\u00e3s em 1988, mas tirando isso, nenhuma biografia havia sido escrita sobre eles. Achei que o Mary Chain merecia uma celebra\u00e7\u00e3o compreensiva e atualizada, que jogasse luz sobre sua carreira toda e seu processo criativo, com suas pr\u00f3prias palavras e mem\u00f3rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea tamb\u00e9m j\u00e1 escreveu sobre Stevie Nicks e Lee Brilleaux, duas figuras dos anos 1970. O que une os dois ao J&amp;MC?<\/strong><br \/>\nTamb\u00e9m escrevi sobre o Slits, Florence and the Machine, Wilko Johnson, Poly Styrene e outros. N\u00e3o precisa haver nenhuma conex\u00e3o maior do que serem apenas artistas extraordin\u00e1rios, com integridade, comprometidos com a criatividade e inspiradores, de algum jeito. \u00c9 o que basta para que eu queira escrever sobre eles com profundidade. Dito isso, o Jesus and Mary Chain nasceu de um amor pelo punk \u2013 e claro, outros g\u00eaneros e estilos. Mas eles tamb\u00e9m foram iluminados pelo punk de um jeito que os motivou artisticamente, de uma forma multidimensional. Eles faziam colagens e fotografias; Douglas \u00e9 um cineasta; eles eram interessados em v\u00e1rias coisas que n\u00e3o s\u00f3 o rock\u2019n\u2019roll, eram capazes de olhar para fora e retroalimentar sua cria\u00e7\u00e3o. Mas, de volta \u00e0 sua quest\u00e3o original, acredito que existe uma conex\u00e3o \u00f3bvia entre o J&amp;MC, Stevie Nicks e Lee Brilleaux: em todos os casos, h\u00e1 uma grande paix\u00e3o pelo rock e, ao menos nos tempos de gl\u00f3rias, muita bebida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi o processo de navegar em torno dos irm\u00e3os Reid e suas hist\u00f3rias?<\/strong><br \/>\nComo acontece com todos os meus projetos, sou sens\u00edvel e quero ter certeza de que as pessoas com quem estou falando est\u00e3o confort\u00e1veis com as \u00e1reas que falamos e o que eles decidem compartilhar. Como bi\u00f3grafa, tenho uma responsabilidade: estou lidando com vidas reais, mem\u00f3rias que podem ser dolorosas ou ainda nem processadas pelas pessoas. Em muitos casos, isso inclui a juventude e at\u00e9 a inf\u00e2ncia das pessoas. S\u00e3o assuntos preciosos e devem ser tratados assim. Algumas coisas, claro, n\u00e3o s\u00e3o assuntos dos outros. N\u00e3o estou nesse trabalho para buscar a sujeira; quero que os artistas com quem trabalho se sintam felizes com o livro. Para mim, uma biografia \u00e9 uma celebra\u00e7\u00e3o do trabalho de uma vida, no fim das contas. Demanda energia, tempo e amor. N\u00e3o estou interessada em sacanear ningu\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Houve hist\u00f3rias que ficaram fora do livro por serem \u201cimpublic\u00e1veis\u201d?<\/strong><br \/>\nHouve hist\u00f3rias que n\u00e3o puderam entrar, claro. O que pode acontecer quando voc\u00ea trabalha nesse n\u00edvel \u00e9 que algumas coisas podem surgir no meio das conversas. \u00c0s vezes, \u00e9 preciso ter intui\u00e7\u00e3o para distinguir se a pessoa disse aquilo \u201cpara o livro\u201d ou \u201cs\u00f3 para mim\u201d, pelo prazer da conversa. Muitas vezes, se n\u00e3o consigo distinguir, eu pergunto, mesmo que isso signifique excluir uma hist\u00f3ria incr\u00edvel do livro. N\u00e3o vale a pena machucar as pessoas. \u00c9 preciso se colocar no papel da outra pessoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma das principais frases do livro fala sobre o Jesus and Mary Chain serem os \u201cposter boys\u201d, os grandes s\u00edmbolos da gera\u00e7\u00e3o indie dos anos 1980. Na sua opini\u00e3o, o que torna eles \u00fanicos perante outros nomes da mesma \u00e9poca, como Smiths, Pixies ou Sonic Youth, por exemplo?<\/strong><br \/>\nAcredito que o Jesus and Mary Chain trouxe aos anos 1980 um grande senso est\u00e9tico, bem como influ\u00eancias musicais particulares, que eles bateram juntas no liquidificador e foram capazes de criar algo novo. Estou pensando, claro, naquele pop agridoce dos girl-groups dos anos 1960 (e coisas parecidas) tendo um encontro com o som industrial e obscuro do Einst\u00fcrzende Neubauten, por exemplo. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m havia algo misterioso sobre eles: eles criaram uma atmosfera, aquele visual meio \u201cBeatles em Hamburgo encontram os beatniks\u201d, e claro, aqueles cabelos maravilhosos. Quanto ao lado de serem os \u201cposter boys\u201d? Muitos adolescentes se relacionaram com o visual externo deles: eram nervosos, t\u00edmidos, n\u00e3o adaptados \u00e0 sociedade, mas tamb\u00e9m eram sensuais, inteligentes e\u2026 bem, eles eram rom\u00e2nticos. Acredito que o Jesus and Mary Chain deu algo a ser admirado a uma s\u00e9rie de adolescentes questionadores e esquisitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea v\u00ea a volta do Jesus and Mary Chain? Quanto disso \u00e9 culpa de \u201cEncontros e Desencontros\u201d?<\/strong><br \/>\nAcredito que eles ainda soam muito bem e sabem soltar seu feiti\u00e7o no palco. Amo o fato de que ainda est\u00e3o por a\u00ed. Filmes certamente podem fazer diferen\u00e7a para reintroduzir um grupo \u00e0 cultura pop mainstream, claro. Quanto a retornos em geral, acredito que vale a pena desde que o artista que esteja no palco ainda seja capaz de tocar e demonstre amor e respeito pelo que faz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sem o Jesus and Mary Chain, o som da d\u00e9cada seguinte seria o mesmo?<\/strong><br \/>\nProvavelmente n\u00e3o. H\u00e1 at\u00e9 mesmo bandas dos \u00faltimos dez anos que me fazem refletir sobre isso. Eu costumo ouvir a voz de Jim na voz de outras bandas constantemente. E \u201cPrimary Colours\u201d, do The Horrors, \u00e9 bastante a cara do J&amp;MC, bem como \u00e9 a atitude deles no palco \u2013 e isso \u00e9 um elogio. Acredito que s\u00e3o capazes de conjurar o mesmo sentimento de poder obscuro e romance combinados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No pref\u00e1cio \u00e0 edi\u00e7\u00e3o brasileira, Douglas Hart menciona o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro. Como voc\u00ea v\u00ea o gesto dele, considerando, que o J&amp;MC n\u00e3o \u00e9 uma banda pol\u00edtica \u2013 ao menos, \u00e0 primeira vista?<\/strong><br \/>\nEu n\u00e3o diria que o J&amp;MC \u00e9 uma banda pol\u00edtica. Douglas, como indiv\u00edduo, por\u00e9m, \u00e9 um cara bastante engajado e consciente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Estamos vivendo uma era de cinebiografias musicais estourando nos cinemas. Quem poderia interpretar os irm\u00e3os Reid numa vers\u00e3o de &#8220;Barbed Wire Kisses&#8221;?<\/strong><br \/>\nAdoraria ver meu livro na telona, claro. Acho que teria de pensar nisso por algum tempo, mas acredito que John Simm faria um \u00f3timo Jim Reid. E quem sabe Paddy Considine para William?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para fechar: se fosse preciso escolher apenas uma can\u00e7\u00e3o do Jesus and Mary Chain para apresentar a banda a algu\u00e9m, qual seria? E por qu\u00ea?<\/strong><br \/>\n\u201cShimmer\u201d, b-side do single &#8220;Blues From a Gun&#8221;, fase \u201cAutomatic\u201d, de 1989. Ela tem a combina\u00e7\u00e3o perfeita da malevol\u00eancia e da magia do Jesus and Mary Chain? H\u00e1 algo obscuro, profundo, sensual e serpentino sobre ela. \u00c9 uma can\u00e7\u00e3o curta, mas ao final dela, \u00e9 dif\u00edcil sentir que voc\u00ea n\u00e3o foi transportado para outro lugar.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"the jesus and mary chain  - shimmer\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3Byg1pHbaCU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Jesus And Mary Chain - Just Like Honey (Official Music Video)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7EgB__YratE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Jesus And Mary Chain - Darklands (Official Music Video)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_w9sCTtZ9EA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Jesus And Mary Chain - Sometimes Always\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/O9UHvh9Zr_Q?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Jesus And Mary Chain - Always Sad (Official Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/qevLgqlKvIk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>\u2013<\/strong>\u00a0Bruno Capelas<strong>\u00a0(<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/noacapelas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@noacapelas<\/a>)\u00a0<\/strong>\u00e9 jornalista do Estad\u00e3o. Colabora com o Scream &amp; Yell desde 2010. A foto que abre o texto \u00e9 de Melanie Smith \/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cEsta \u00e9 uma banda de contradi\u00e7\u00f5es\u201d. \u00c9 assim que a escritora inglesa Zo\u00eb Howe define o Jesus and Mary Chain, grupo sobre o qual escreveu em \u201cBarbed Wire Kisses\u201d, rec\u00e9m-lan\u00e7ado no Brasil pela estreante Editora Sapopemba.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/07\/28\/entrevista-zoe-howe-autora-de-barbed-wire-kisses-a-historia-do-jesus-and-mary-chain\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":14,"featured_media":52528,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9,3],"tags":[319],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52527"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52527"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52527\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":52850,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52527\/revisions\/52850"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/52528"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52527"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52527"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52527"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}