{"id":52504,"date":"2019-07-24T00:03:13","date_gmt":"2019-07-24T03:03:13","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=52504"},"modified":"2019-08-21T00:04:09","modified_gmt":"2019-08-21T03:04:09","slug":"entrevista-helio-morais-paus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/07\/24\/entrevista-helio-morais-paus\/","title":{"rendered":"Entrevista: H\u00e9lio Morais (PAUS)"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por\u00a0<\/strong><strong><a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pedro Salgado<\/a>, de Lisboa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 10 anos de carreira, os PAUS diferenciaram-se de v\u00e1rias bandas portuguesas pelas suas apresenta\u00e7\u00f5es en\u00e9rgicas e por um esp\u00edrito de reinven\u00e7\u00e3o permanente que resulta da natureza roqueira e experimental do grupo. O meu entrevistado, H\u00e9lio Morais, det\u00e9m um curr\u00edculo invej\u00e1vel, no qual se inclui a funda\u00e7\u00e3o dos PAUS (onde divide a bateria com Joaquim Albergaria) sendo acompanhado por Makoto Yagyu (baixista) e F\u00e1bio Jevelim (tecladista) e todos fazem vocais. Para al\u00e9m disso, H\u00e9lio fundou igualmente o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/04\/22\/roque-da-casa-03-linda-martini\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Linda Martini<\/a> (\u00e9 o baterista da banda) e desempenha a fun\u00e7\u00e3o de gestor do agenciamento no est\u00fadio HAUS, um espa\u00e7o musical polivalente, em Lisboa, que ajudou a criar, entre outras atividades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo da conversa, num caf\u00e9 do Chiado, alusiva \u00e0 estadia de 15 dias do quarteto portugu\u00eas na cidade de S\u00e3o Paulo, em Maio de 2019, e focada nas parcerias que foram estabelecidas com m\u00fasicos brasileiros e no trabalho do produtor Guilherme Kastrup, que resultaram no EP \u201cLXSP\u201d, H\u00e9lio mostrou ser simultaneamente assertivo e entusiasmado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 experi\u00eancia vivida pelos PAUS durante essas duas semanas. Comparativamente com os discos \u201cMitra\u201d (2016) e, particularmente, \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/05\/14\/tres-discos-iguana-garcia-paus-e-dead-combo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Madeira<\/a>\u201d (2018), que evidenciavam uma ousadia vocal e r\u00edtmica assinal\u00e1vel, o EP que gravaram na capital paulista revela um sentido explorat\u00f3rio mais amplo e a minha observa\u00e7\u00e3o merece a concord\u00e2ncia de H\u00e9lio Morais: \u201cSim, a banda tem 10 anos e habituamo-nos a determinados processos de composi\u00e7\u00e3o. \u00c9 f\u00e1cil ganhar v\u00edcios e o fato de colaborarmos com outros m\u00fasicos obriga-nos a pensar de um modo diferente e usar a intui\u00e7\u00e3o\u201d, conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das quatro m\u00fasicas do disco, \u201cMem\u00f3ria Afetiva Descolonizada\u201d, em parceria com o rapper paulista Edgar, assume o papel de &#8216;statement&#8217; do trabalho, abordando a hist\u00f3ria passada do Brasil e os erros cometidos pela coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa num registro contundente. Para al\u00e9m de destacar \u201cO discurso bem constru\u00eddo, a leitura pol\u00edtica ex\u00edmia e o esp\u00edrito de garoto de Edgar\u201d, o baterista dos PAUS sublinha tamb\u00e9m a ideia de esperan\u00e7a patente no tema: \u201cA mensagem do Edgar passa por questionar para evoluir e n\u00e3o s\u00f3 para destruir\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No pr\u00f3ximo dia 18 de agosto, <a href=\"https:\/\/www.festivalbananada.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">a banda portuguesa participar\u00e1 do Festival Bananada<\/a>, em Goi\u00e2nia e perspectiva o acontecimento com base num show que efetuou na Casa Natura Musical, durante a sua recente estadia paulista. \u201cN\u00f3s \u00e9ramos os \u00fanicos artistas que nunca tinham atuado l\u00e1 nem t\u00e3o pouco em S\u00e3o Paulo, mas fomos muito bem recebidos e houve um interesse genu\u00edno no grupo. Se julgarmos por esse momento s\u00f3 poder\u00e1 correr bem\u201d, afirma. Presentemente, o quarteto lisboeta j\u00e1 trabalha num novo \u00e1lbum (ser\u00e1 editado no final do ano) e conta com a participa\u00e7\u00e3o do produtor brasileiro Rodrigo Coelho (Grassmass). \u201cIremos buscar aquilo que aprendemos com o Guilherme Kastrup nas percuss\u00f5es, bem como a eletr\u00f4nica do Grassmass. O F\u00e1bio Jevelim ainda s\u00f3 comp\u00f4s um ter\u00e7o do disco nos teclados e est\u00e1 no Brasil. \u00c9 natural que ele traga algumas ideias que dar\u00e3o um toque brasileiro ao conjunto\u201d, conclui. De Lisboa para o Brasil, H\u00e9lio Morais conversou com o Scream &amp; Yell. Confira:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Corpo Sem Margem (c\/ Kastrup e Dinho)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vzP0L1UM9Uc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A oportunidade dos PAUS gravarem um EP no Red Bull Music Studios, em S\u00e3o Paulo, resultou de que prop\u00f3sito?<\/strong><br \/>\nEm 2018 fomos uma das crew leaders do Red Bull Music Culture Clash, em Lisboa (a nossa crew era Paus e Pedras), n\u00f3s ganhamos essa batalha sonora e ficou no ar a possibilidade de fazer outras coisas. Para al\u00e9m disso, tamb\u00e9m no ano passado, na MIL Lisboa International Music Network, falamos com o Fabr\u00edcio Nobre, da empresa cultural A Construtora. Ele \u00e9 igualmente o programador e dono do Festival Bananada, em Goi\u00e2nia, e ficou acertado que os PAUS tocariam l\u00e1 e o evento aconteceria em Maio de 2019. E ent\u00e3o pensamos em estender a coisa e fazer algo amplo e propusemos \u00e0 Red Bull Portugal ir at\u00e9 aos est\u00fadios de S\u00e3o Paulo gravar um EP com m\u00fasicos locais. Entretanto, o Bananada foi adiado para Agosto, mas at\u00e9 foi bom, porque acabamos por nos deslocar v\u00e1rias vezes l\u00e1 e todos os passos que damos no Brasil s\u00e3o mais consequentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Durante a estadia na cidade, quais foram os aspectos mais estimulantes para o vosso processo criativo?<\/strong><br \/>\nNa verdade, os PAUS fizeram as estruturas do disco em Portugal. N\u00f3s n\u00e3o compomos numa sala de ensaios como as bandas normais, precisamos de um espa\u00e7o que proporcione mais habitua\u00e7\u00e3o do que conforto. Para al\u00e9m disso, o F\u00e1bio Jevelim usa muitos teclados e sintetizadores e era imposs\u00edvel levar esse material todo para S\u00e3o Paulo. Por isso, temos uma forma de compor e gravar em simult\u00e2neo. Nesse sentido, registramos as bases em Lisboa, mas sab\u00edamos que era um projeto em aberto para a m\u00e3o do produtor Guilherme Kastrup (Gui), numa fase inicial mais ligado \u00e0 edi\u00e7\u00e3o e \u00e0s percuss\u00f5es dele. Depois demos uma margem para a entrada dos artistas convidados. Participariam todos com voz, se bem que a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/11\/05\/entrevista-maria-beraldo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Maria Beraldo<\/a> tamb\u00e9m tenha gravado clarinetes, mas quer\u00edamos deixar em aberto uma poss\u00edvel edi\u00e7\u00e3o para a interven\u00e7\u00e3o deles. A partir do momento em que temos vozes de S\u00e3o Paulo cantando, mesmo que n\u00e3o sejam originalmente paulistas, como \u00e9 o caso da Maria, ou mesmo do Gui, que \u00e9 do Rio de Janeiro, estamos incluindo personalidades muito ativas de l\u00e1 e s\u00f3 por a\u00ed o EP j\u00e1 tem um dedo direto. Toda a imag\u00e9tica que adotamos relativamente ao disco, o percurso do hotel para o est\u00fadio tamb\u00e9m est\u00e1 bem refletido no v\u00eddeo do single \u201cCorpo Sem Margem\u201d (com o Dinho, do Boogarins) e depois regravamos algumas percuss\u00f5es em S\u00e3o Paulo, influenciados pelo Kastrup ou pelo que escut\u00e1vamos no Brasil. Mas, essencialmente, foi o que retiramos para a posteridade das pessoas que entraram no disco e n\u00e3o tanto o que os PAUS colocaram do que viram l\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A forma de trabalhar dos m\u00fasicos brasileiros que participaram no \u201cLXSP\u201d surpreendeu-vos?<\/strong><br \/>\nSempre (risos). S\u00e3o linguagens muito diferentes. Estivemos no Brasil com uma ideia aberta sobre o desenvolvimento do EP. Convidamos pessoas com carreiras diferentes dos PAUS, por isso era injustificado criar resist\u00eancias ou estar na defensiva relativamente \u00e0 forma como eles interviriam na nossa m\u00fasica. Fomos surpreendidos, porque demos liberdade total ao que foi feito. Eles trouxeram elementos para a sonoridade dos PAUS que n\u00e3o imagin\u00e1vamos. No caso do Gui, a forma como ele usa mpc e sampling (que h\u00e1 muito no disco) e a sua maneira de compor as percuss\u00f5es est\u00e1 mais ligada ao timbre embora ele tenha uma t\u00e9cnica incr\u00edvel. A Maria Beraldo fez tr\u00eas linhas de clarinete seguidas para jogarem umas com as outras e a sua voz no tema \u201cFora de P\u00e9\u201d foi espetacular. A letra do Edgar (\u201cMem\u00f3ria Afetiva Descolonizada\u201d) tem mais texto do que todos os nossos discos juntos e ele fez esse tema de um dia para o outro. O Dinho chegou ao est\u00fadio depois de uma noite inteira viajando de \u00f4nibus de Goi\u00e2nia para S\u00e3o Paulo. Ele apareceu \u00e0s seis da manh\u00e3 e estava no est\u00fadio \u00e0s 10h. fazendo uma linha de voz fant\u00e1stica e escrevendo a letra da can\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cCorpo Sem Margem\u201d \u00e9 simultaneamente harm\u00f4nico e arrojado. Porque a escolheram como single?<\/strong><br \/>\nApostamos nela pelo que fizemos no passado. Gostamos de todas as m\u00fasicas que fizemos no Brasil, mas, como \u00e9 um EP que pretend\u00edamos editar simultaneamente no Brasil e em Portugal, n\u00e3o pod\u00edamos descorar que o single escolhido funcionasse bem nos dois pa\u00edses. Os PAUS com o Edgar fazendo um rap em Lisboa seria muito estranho como primeira amostra do disco. Est\u00e1 muito contextualizado, adoramos a m\u00fasica e at\u00e9 arriscamos que esse tema fa\u00e7a mais sentido no Brasil mas, globalmente, sentimos que a faixa com o Dinho ilustrava melhor o que s\u00e3o os PAUS. Com o Edgar somos diferentes e \u00e9 um rap do princ\u00edpio ao fim, porque quando a voz dele entra ocupa quase todo o espa\u00e7o da m\u00fasica e, por isso, talvez n\u00e3o fosse a escolha mais certa como single, embora n\u00f3s a adoremos. Relativamente ao Dinho, sentimos que a can\u00e7\u00e3o era perfeita, j\u00e1 que \u00e9 muito ao estilo dos PAUS (as nossas vozes est\u00e3o no meio), tem a voz linda e a magia dele e resulta mais nos dois pa\u00edses. Acabou por ser uma decis\u00e3o anal\u00edtica (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tematicamente, \u201cLXSP\u201d \u00e9 apenas um retrato da passagem dos PAUS pelo Brasil ou reflete uma vis\u00e3o art\u00edstica mais v\u00edvida da realidade?<\/strong><br \/>\nJulgo que reflete essa realidade pelo fato de ter m\u00fasicos brasileiros. Sinto que \u00e9 uma \u00f3tima ponte e antes mesmo j\u00e1 t\u00ednhamos imensos amigos artistas no Brasil e tamb\u00e9m c\u00e1. No ano passado colaboramos com os Boogarins na MIL Lisboa International Music Network. Eles fizeram um EP digital que incluiu o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/08\/13\/the-legendary-tigerman-no-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Legendary Tigerman<\/a>, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/04\/05\/entrevista-de-lisboa-capitao-fausto-fala-sobre-a-invencao-do-dia-claro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Capit\u00e3o Fausto<\/a> e os PAUS (uma m\u00fasica com cada um) e depois resultou num espet\u00e1culo na MIL Lisboa, por isso j\u00e1 mant\u00ednhamos contato. \u00c9 o caso tamb\u00e9m da rela\u00e7\u00e3o com o Fabr\u00edcio Nobre d\u00b4A Construtora (ele \u00e9 o booker dos Boogarins e dos PAUS no Brasil). Por outro lado, eu tinha um bom conhecimento sobre S\u00e3o Paulo, porque o meu grande amigo Ricardo Silveira (realizador) vive l\u00e1. Ele est\u00e1 fazendo um document\u00e1rio, criou o clipe de \u201cCorpo Sem Margem\u201d e recolheu as imagens da nossa estadia. Globalmente, \u00e9 um resultado muito positivo de uma ponte que se est\u00e1 tornando mais larga. De qualquer modo, tudo o que se passou serviu igualmente para desmistificar certas ideias de alguns artistas portugueses mais velhos, ou seja, \u201cPortugal est\u00e1 aberto para os m\u00fasicos brasileiros e o Brasil n\u00e3o est\u00e1 aberto para os m\u00fasicos portugueses\u201d. Pois bem, eu tenho uma surpresa, n\u00e3o \u00e9 assim (risos). Todos os artistas que convidamos para entrarem neste disco aceitaram sem a menor reserva e esta foi a nossa experi\u00eancia. No entanto, existe algo que tem de acontecer: os cantores e bandas portugueses t\u00eam de ir l\u00e1. A culpa n\u00e3o \u00e9 da pouca receptividade do Brasil, mas sim das nossas organiza\u00e7\u00f5es culturais que n\u00e3o investem na cultura nacional. S\u00f3 h\u00e1 dois anos \u00e9 que foi criada uma institui\u00e7\u00e3o de apoio \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o da m\u00fasica portuguesa e nem sequer \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o estatal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Acredita que esta nova era de parcerias musicais luso-brasileiras ir\u00e1 florescer ou, pelo contr\u00e1rio, estamos apenas vivendo um momento \u00edmpar?<\/strong><br \/>\nEst\u00e1 para ficar! Admito que eu possa estar inserido numa bolha, j\u00e1 que s\u00f3 conhecemos a fundo aquilo que vivemos. Relativamente ao resto, apenas podemos ler, mas n\u00e3o d\u00e1 para afirmar com toda a certeza. De fato, as rela\u00e7\u00f5es que os PAUS t\u00eam constru\u00eddo s\u00e3o efetivas. Conv\u00e9m referir que v\u00e1rios m\u00fasicos brasileiros vivem em Portugal e o mesmo acontece com diversos artistas portugueses em S\u00e3o Paulo. \u00c9 normal que as coisas fluam e as pessoas se juntem. Antigamente as colabora\u00e7\u00f5es eram mais ao n\u00edvel do segmento comercial e isso limita as op\u00e7\u00f5es, dado que dependiam de fatores estrat\u00e9gicos. Sabemos que editando esse EP com m\u00fasicos brasileiros nos poder\u00e1 abrir portas no Brasil, mas tamb\u00e9m percebemos que iremos come\u00e7ar da estaca zero como em outros pa\u00edses. Uma vez que estas parcerias foram estabelecidas com artistas brasileiros, esse fato ir\u00e1 trazer mais longevidade a essas liga\u00e7\u00f5es, porque j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 assente numa rela\u00e7\u00e3o mercantil e tem de haver afeto e um entendimento entre os m\u00fasicos. Estamos satisfeitos com estas colabora\u00e7\u00f5es, eram as que quer\u00edamos. Sinto que vir\u00e3o mais liga\u00e7\u00f5es art\u00edsticas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Paus - L123\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_6V5Z11ixNs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Paus - 970 Espadas\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/SjdeC0NsXm0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Paus - Olhar de Rojo\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ZF6tiTYY8A8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<div class=\"entry-content\">\n<p>\u2013 Pedro Salgado (siga\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@woorman<\/a>) \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e colabora com o Scream &amp; Yell contando novidades da m\u00fasica de Portugal. Veja outras entrevistas de Pedro Salgado\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/portugal\/\">aqui<\/a>. A foto que abre o texto \u00e9 de Felipe Gabriel \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em 10 anos de carreira, os PAUS diferenciaram-se de v\u00e1rias bandas portuguesas pelas suas apresenta\u00e7\u00f5es en\u00e9rgicas e por um esp\u00edrito de reinven\u00e7\u00e3o permanente. Desta vez, eles foram at\u00e9 SP gravar um EP com Kastrup, Maria Beraldo, Dinho (Boogarins) e Edgar. Saiba como foi!\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/07\/24\/entrevista-helio-morais-paus\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":7,"featured_media":52505,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[3147,2911,2879,47],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52504"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52504"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52504\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":52506,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52504\/revisions\/52506"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/52505"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52504"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52504"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52504"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}