{"id":52326,"date":"2002-04-22T23:28:42","date_gmt":"2002-04-23T02:28:42","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=52326"},"modified":"2022-05-02T23:31:03","modified_gmt":"2022-05-03T02:31:03","slug":"guia-facilitado-para-entender-os-white-stripes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2002\/04\/22\/guia-facilitado-para-entender-os-white-stripes\/","title":{"rendered":"Guia facilitado para entender os White Stripes"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por\u00a0Diego Fernandes<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje em dia \u00e9 dif\u00edcil apontar bandas que soem genu\u00ednas. N\u00e3o me refiro a bandas que possuam um estilo 100% aut\u00eantico e inovador \u2013 isso \u00e9 virtualmente imposs\u00edvel. O universo pop deriva necessariamente da maneira interligada e, at\u00e9 certo ponto, derivativa que envolve sua cria\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o, e portanto m\u00fasica derivativa obviamente \u00e9 a norma. Isso n\u00e3o \u00e9 propriamente um defeito \u2013 como tenho m\u00edseros 21 anos, s\u00f3 posso supor a respeito de certas coisas, e uma das minhas suposi\u00e7\u00f5es diz que, afora o fen\u00f4meno de massa e a transforma\u00e7\u00e3o social ocasionada por Beatles, e, em menor escala, Rolling Stones e Stooges, as bandas nunca foram consideradas inteiramente originais em sua sonoridade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo que sua cria\u00e7\u00e3o musical se desse por vezes surrupiando linhas de baixo de obscuros bluesmen, ou mesmo harmonias vocais &#8216;emprestadas&#8217; de grupos rhytm&#8217;n&#8217;blues e rockabilly, esses grupos criaram m\u00fasicas t\u00e3o memor\u00e1veis e influentes que ningu\u00e9m que vive no mundo ocidental passa impune \u00e0 sua influ\u00eancia. Nada \u00e9 original como se possa imaginar, e nada est\u00e1 livre de se tornar uma c\u00f3pia vendida com uma capa desbotada a 5 reais num camel\u00f4 que desconhece Frank Zappa (&#8220;Aquele da &#8216;New York&#8217;?&#8221;).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isto posto, o que nos leva a apontar uma banda como sendo do caralho?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 onde eu sei, arte \u00e9 algo extremamente subjetivo, e seus crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o s\u00e3o ainda mais subjetivos. M\u00fasica tem o poder de mudar sua vida \u2013 mas, at\u00e9 a\u00ed, comida integral, um colch\u00e3o ortop\u00e9dico e uma fita porn\u00f4 tamb\u00e9m t\u00eam: basta que se permita. Padre Marcelo Rossi pode mudar sua vida. Supla. Mas que merda, at\u00e9 o Faust\u00e3o pode mudar sua vida. O que realmente intriga \u00e9 o fato de certos artistas se tornarem um marco e outros uma nota de rodap\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De qualquer forma, essa introdu\u00e7\u00e3o enfadonha toda \u00e9 para chegar a dois irm\u00e3os esquisitos de Detroit, estado de Michigan (EUA), que, de algum modo bizarro e n\u00e3o inteiramente livre de controv\u00e9rsia, conseguiram sintonizar o esp\u00edrito do Led Zeppelin atrav\u00e9s da abordagem lo-fi do Pavement. Meg White (espancamento de bateria) e Jack White (guitarra burra, vocais desesperados e teclados tocados, aparentemente, com os cotovelos), os irm\u00e3os singelamente conhecidos como White Stripes. Existe um procedimento simples para se detectar uma banda como memor\u00e1vel ou n\u00e3o, que \u00e9 basicamente:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1) Colocar o tro\u00e7o para tocar.<br \/>\n2) Esperar entre um e dois segundos at\u00e9 que a m\u00fasica comece (NOTA: se n\u00e3o for necess\u00e1rio esperar, voc\u00ea colocou no aparelho algum CD de emocore; pressione STOP e tente novamente com outro CD)<br \/>\n3) Observar os efeitos, que, em linhas gerais, podem ser:<br \/>\na) t\u00e9dio mortal,<br \/>\nb) raiva,<br \/>\nc) n\u00e1usea,<br \/>\nd) p\u00e9s marcando timidamente o ritmo,<br \/>\ne) lux\u00faria,<br \/>\nf) &#8220;como esses caras fazem isso?&#8221;,<br \/>\ng) movimentos de m\u00e3o emulando baquetas,<br \/>\nh) &#8220;como foi que eu nunca pensei em fazer isso?&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao ouvir os tr\u00eas CDs que constituem a discografia dos irm\u00e3os White, recentemente lan\u00e7ados no Brasil pela Sum Records, \u00e9 bem prov\u00e1vel que o leitor sinta , em conjun\u00e7\u00e3o ou alternadamente, dos t\u00f3picos d) a f).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 algo a ser respeitado. Ou melhor, respeitado n\u00e3o: rever\u00eancia \u00e9 justamente a \u00faltima coisa de que o rock precisa \u2013 algo a ser louvado. E como. Desta forma, o Scream &amp; Yell oferece a voc\u00ea o (rufem os malditos tambores) o: GUIA FACILITADO PARA O BARULHO DOS WHITE STRIPES<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-52329 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/whitestripes2.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/whitestripes2.jpg 500w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/whitestripes2-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/whitestripes2-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>White Stripes \u2013 WHITE STRIPES (1999)<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse \u00e9 a tosqueira primeva. A g\u00eanese. Onde tudo come\u00e7ou, etc. Tu pegou a ideia. \u00d3tima, \u00d3tima estr\u00e9ia. Primeiro contato do mundo com a pouco ortodoxa forma\u00e7\u00e3o guitarra-bateria-e-n\u00e3o-mais-que-isso dos White Stripes. O vocal de Jack aqui se encontra em seu estado mais \u00e1spero e caricato, o que s\u00f3 vem a combinar com a produ\u00e7\u00e3o crua do \u00e1lbum. Existem ecos de toda comunidade indie americana aqui, e \u00e9 inevit\u00e1vel uma certa compara\u00e7\u00e3o com os primeiros trabalhos da Jon Spencer Blues Explosion. Os irm\u00e3os White destrincham o blues-rock at\u00e9 o osso, deixando s\u00f3 o essencial: ritmo rudimentar, marca\u00e7\u00e3o simpl\u00f3ria, lirismo falando sobre o amor perdido e um estilo de vida miser\u00e1vel. Adicione-se a isso doses cavalares de garagem (bateria ressonante de tontons e bumbos, camadas e mais camadas de distor\u00e7\u00e3o barata), e uma gana por soarem barulhentos que simplesmente n\u00e3o te deixam desgrudar o ouvido das caixas \u2013 o tal aspecto genu\u00edno de que falei no come\u00e7o. Em &#8220;Sugar Never Tasted So Good&#8221;, o vocal de Jack e o ritmo desacelerado entregam pela primeira vez uma grande fixa\u00e7\u00e3o presente no som dos Stripes: Led Zeppelin, Yeah! Tivesse sido lan\u00e7ado na mesma \u00e9poca de &#8220;Slanted And Enchanted&#8221;, do Pavement (fixa\u00e7\u00e3o \u00f3bvia em Velvet Underground) e de &#8220;Extra Width&#8221;, o segundo disco de Jon Spencer (fixa\u00e7\u00e3o em Stones), seria considerado um \u00e1lbum hist\u00f3rico e de igual influ\u00eancia. Aposto. Melhores momentos: &#8220;The Big Three Killed My Baby&#8221;, &#8220;Jimmy The Exploder&#8221;, e as covers bem situadas de Dylan e Robert Johnson, &#8220;One More Cup Of Coffee&#8221; e &#8220;Stop Breaking Down&#8221;, respectivamente.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-52330 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/whitestripes3.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"496\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/whitestripes3.jpg 500w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/whitestripes3-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/whitestripes3-300x298.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\">White Stipes \u2013 DE STIJL (2000)<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 agora, o momento definitivo da dupla. A produ\u00e7\u00e3o mais bem-cuidada tira parte da maldade embutida no disco de estr\u00e9ia, mas o som sai privilegiado. Os riffs aqui est\u00e3o mais ganchudos e discern\u00edveis, o que inevitavelmente p\u00f5e a banda lado a lado com grandes nomes como Sebadoh e Soundgarden, que possuem em comum uma rara habilidade: fazer m\u00fasica que soa familiar sem parecer manjada. As credenciais da banda impressionam &#8211; harmonias vocais \u00e0 la Beatles em algumas faixas, f\u00faria pr\u00e9-punk em outras, e, ainda, &#8220;Little Bird&#8221;, que \u00e9 simplesmente a melhor can\u00e7\u00e3o calcada em slide de guitarra desde &#8220;In My Time Of Dying&#8221;, do grande Led Zep. Os momentos destinados a partir seu cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o desapontam, e, inacreditavelmente, partem seu cora\u00e7\u00e3o (&#8220;Apple Blossom&#8221;, &#8220;Sister, Do You Know My Name?&#8221;, e, principalmente, &#8220;I&#8217;m Bound To Pack It Up&#8217;, uma can\u00e7\u00e3o ac\u00fastica que parece extra\u00edda do terceiro disco de Page, Plant e cia.). H\u00e1 um certo humor pueril\/mis\u00f3gino na can\u00e7\u00e3o de abertura, &#8220;You\u2019re Pretty Good Looking (For A Girl)&#8221;, o que s\u00f3 vem a conferir um charme adicional ao disco. Tente esquecer os riffs de &#8220;Death Letter&#8221; e &#8220;Hello Operator&#8221; e ter\u00e1 uma tarefa \u00e1rdua pela frente. Boogie envenenado e injustamente ignorado \u2013 pelo menos at\u00e9 agora. Trecho de &#8220;Why Can\u2019t You Be Nicer To Me?&#8221;, a melhor do disco: &#8220;Bem, o vento est\u00e1 soprando \/ Onde estou indo? \/ Pra fora de uma ponte e despencando \/ Ningu\u00e9m me procura \/ No ch\u00e3o, agonizando \/ Ningu\u00e9m reza por mim&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora, isso sim \u00e9 que \u00e9 blues.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-52331 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/whitestripes4.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"504\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/whitestripes4.jpg 500w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/whitestripes4-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/whitestripes4-298x300.jpg 298w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>White Stripes \u2013 WHITE BLOOD CELLS (2001)<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A aclama\u00e7\u00e3o definitiva. Embora seja um disco de qualidade supeiror a, digamos, qualquer outra coisa lan\u00e7ada no ano passado, ainda assim fica a sensa\u00e7\u00e3o de que a inclus\u00e3o do disco nas listas de melhores do ano em diversas publica\u00e7\u00f5es foi mais um meio de corrigir a enorme cagada que foi ignorar &#8220;De Stijl&#8221;. N\u00e3o quero perder meu tempo pichando outras bandas, mas, ap\u00f3s ouvir esse disco, \u00e9 poss\u00edvel que voc\u00ea olhe para &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/14\/is-this-it-e-realmente-importante\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Is This It<\/a>&#8220;, dos Strokes, e pense &#8220;Acho que vou ter que tocar isso daqui fora. Simplesmente n\u00e3o tem prop\u00f3sito. Oh, que tolo(a) eu fui! Oh!&#8221;. Pra come\u00e7o de conversa, \u00e9 o disco mais experimental da dupla. Mas calma, n\u00e3o espere nenhuma incurs\u00e3o pelo p\u00f3s-rock ou pela m\u00fasica cubana de raiz. De qualquer forma, aquela levada s\u00f3 voz-e-bateria que se houve em &#8220;Little Room&#8221; e &#8220;The Union Forever&#8221; \u00e9 algo in\u00e9dito na (curta) hist\u00f3ria dos Stripes. Ali\u00e1s, nessa \u00faltima, o vocal de Jack atinge um grau de crueza e f\u00faria adolescente como n\u00e3o se ouvia desde que Kurt Cobain concebeu &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/27\/a-reedicao-especial-de-in-utero\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">In Utero<\/a>&#8220;, em vias de se suicidar e no limiar de se perder completamente. Existem v\u00e1rias baladas, oscilando entre o folk (&#8220;We\u2019re Going To Be Friends&#8221;), a beatlemania (&#8220;I&#8217;m Finding It Harder To Be A Gentleman&#8221;, &#8220;The Same Boy You&#8217;ve Always Known&#8221;) e uma verve setentista indefin\u00edvel (&#8220;Offend In Every Way&#8221;, &#8220;I Can&#8217;t Wait&#8221;). E, claro, existem as porradas \u00e0s quais o sujeito que gosta de ouvir os Stripes se habituou a ouvir e simplesmente n\u00e3o passa sem (&#8220;Dead Leaves And The Dirty Ground&#8221;, que abre o disco majestosamente, &#8220;I Think I Smell A Rat&#8221;, aterradora, &#8220;Expecting&#8221;, travada\u00e7a, &#8220;Aluminum&#8221;, que beira o metal bluesy do Sabbath, &#8220;Now Mary&#8221;, meio Pixies, s\u00f3 que com acento country, e &#8220;Hotel Yorba&#8221;, a mais alegre). O final, &#8220;This Protector&#8221;, fosse cantado em dueto por Lennon e McCartney, seria uma das grandes can\u00e7\u00f5es dos Beatles, recheada de pianos. Sem exageros. No geral, pode-se dizer, que, enquanto o disco de estr\u00e9ia aponta para a podreira como alvo principal, e o segundo para uma sucess\u00e3o de riffs cabulosos e inesquec\u00edveis, &#8220;White Blood Cells&#8221; procura acertar a medida com um refinamento que passa quil\u00f4metros distante de parecer bunda-mole. Me arrisco a dizer: brilhante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os irm\u00e3os White s\u00e3o exc\u00eantricos &#8211; s\u00f3 se apresentam vestidos em tr\u00eas cores (a saber: branco, vermelho e preto). Sua m\u00fasica \u2013 o que realmente importa &#8211; , todavia, est\u00e1 longe de ser bidimensional ou restrita como sua op\u00e7\u00e3o de vesti\u00e1rio. \u00c9 policrom\u00e1tica, v\u00edvida, berrante, at\u00e9. O suficiente para encaga\u00e7ar o consumidor indie m\u00e9dio. As fichas est\u00e3o a\u00ed, aposte em quem achar mais conveniente \u2013 eu aposto nos Stripes.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The White Stripes - Hello Operator  (Music Video)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/X7332S0Qh4c?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The White Stripes- One More Cup of Coffee\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/DZfVbvSVUbw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Hotel Yorba\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/DZPEUyiNcjA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"We&#039;re Going To Be Friends\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PKfD8d3XJok?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The White Stripes-Dead Leaves And The Dirty Ground\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7OyytKqYjkE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Dois irm\u00e3os esquisitos de Detroit, estado de Michigan (EUA), que, de algum modo bizarro e n\u00e3o inteiramente livre de controv\u00e9rsia, conseguiram sintonizar o esp\u00edrito do Led Zeppelin atrav\u00e9s da abordagem lo-fi do Pavement&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2002\/04\/22\/guia-facilitado-para-entender-os-white-stripes\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":52328,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[131,1715],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52326"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52326"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52326\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":52332,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52326\/revisions\/52332"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/52328"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52326"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52326"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52326"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}