{"id":52275,"date":"2019-07-05T00:05:53","date_gmt":"2019-07-05T03:05:53","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=52275"},"modified":"2019-08-19T01:02:37","modified_gmt":"2019-08-19T04:02:37","slug":"entrevista-fernando-rosa-lanca-o-livro-ondas-tropicais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/07\/05\/entrevista-fernando-rosa-lanca-o-livro-ondas-tropicais\/","title":{"rendered":"Entrevista: Fernando Rosa"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leonardo Vinhas<\/a>&nbsp;<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o assunto \u00e9 a integra\u00e7\u00e3o latino-americana pela m\u00fasica, o nome de Fernando Rosa \u00e9 inescap\u00e1vel, e n\u00e3o apenas em territ\u00f3rio nacional. Fundador do Senhor F (misto de site, selo fonogr\u00e1fico e, agora, liter\u00e1rio tamb\u00e9m), organizador do festival El Mapa de Todos e integrante da REDPEM (Rede de Jornalistas Musicais Ibero-Americanos), esse ga\u00facho residente em Bras\u00edlia h\u00e1 anos se dedica em pesquisar e promover a m\u00fasica feita em tudo que est\u00e1 entre M\u00e9xico e Uruguai, criando pontes entre os pa\u00edses sempre que poss\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 poucos meses, Rosa editou \u201c<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/photo.php?fbid=2915381381835959&amp;set=a.234346656606125&amp;type=3&amp;permPage=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ondas Tropicais \u2013 A inven\u00e7\u00e3o da lambada e do beirad\u00e3o na Amaz\u00f4nia moderna<\/a>\u201d, primeiro livro sob a \u00e9gide Senhor F Livros e que traz uma ampla pesquisa sobre a m\u00fasica amaz\u00f4nica, especialmente a feita no Par\u00e1. No livro, ele resgata\/apresenta o trabalho de m\u00fasicos de diferentes gera\u00e7\u00f5es, dos mais c\u00e9lebres aos menos lembrados. Ent\u00e3o, se h\u00e1 espa\u00e7o para Pinduca, Mestre Cupij\u00f3, Mestre Vieira, Manoel Cordeiro e Al\u00edpio Martins, h\u00e1 tamb\u00e9m para Souza Caxias, Oseas (o \u201cguitarra maravilhosa\u201d) e Andr\u00e9 Amazonas, entre muitos outros, al\u00e9m de trazer a hist\u00f3ria bastante peculiar da ind\u00fastria fonogr\u00e1fica local, que garantiu que o cen\u00e1rio do Par\u00e1 se desenvolvesse \u00e0 parte do mercado nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com um texto jornalistico \u201cde raiz\u201d, direto e fartamente informativo, \u201cOndas Tropicais\u201d \u00e9 livro para quem se interessa por descobrir nova m\u00fasica ou conhecer a hist\u00f3ria da mesma. Melhor ainda se lido com pausas para ouvir as can\u00e7\u00f5es e fu\u00e7ar num terreno que vai do brega ao inovador, sem nunca deixar de ser acess\u00edvel nem popular. Fernando Rosa abriu o Messenger para falar com o Scream &amp; Yell n\u00e3o s\u00f3 sobre o livro mas tamb\u00e9m sobre a \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/el-mapa-de-todos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">El Mapa de Todos<\/a>, que aconteceu em Porto Alegre nos dia s 7 e 8 de maio. Em dois dias, com seis atra\u00e7\u00f5es somadas, foi a menor das oito edi\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria do festival \u2013 sinal de tempos em que tanto a rela\u00e7\u00e3o com os pa\u00edses vizinhos como as propostas culturais encontram-se em situa\u00e7\u00e3o periclitante por conta das pol\u00edticas conduzidas pelo Governo Federal.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-52276 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/ondastropicais.jpg\" alt=\"\" width=\"677\" height=\"960\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/ondastropicais.jpg 677w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/ondastropicais-212x300.jpg 212w\" sizes=\"(max-width: 677px) 100vw, 677px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>H\u00e1 anos voc\u00ea pesquisa a m\u00fasica do Brasil e de toda a Am\u00e9rica Latina. O que te motivou a focar especificamente na m\u00fasica do Par\u00e1 como objeto de seu livro?<\/strong><br \/>\nSempre tive interesse pela Amaz\u00f4nia do ponto de vista geral, geogr\u00e1fico, geopol\u00edtico e cultural. Quando jovem, li o poema \u00e9pico \/ amaz\u00f4nico \/ psicod\u00e9lico \u201cCobra Norato\u201d \u2013 por acaso de um ga\u00facho (Raul Bopp). Nos anos 70 e 80, ouvi a m\u00fasica da regi\u00e3o, com Paulo Andr\u00e9 Barata, Faf\u00e1 de Bel\u00e9m e outros. Mas, a descoberta do que resultou em &#8220;v\u00edcio&#8221; e, agora, no livro, se deu em meados dos anos 2000. Foi quando me dei conta da import\u00e2ncia, da dimens\u00e3o cultural da lambada e da guitarrada do Norte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea diz que a lambada \u00e9 o \u00fanico g\u00eanero genuinamente brasileiro constru\u00eddo na guitarra. Sei que voc\u00ea explica isso no livro, mas pode apresentar essa ideia para quem ainda n\u00e3o leu?<\/strong><br \/>\nO que digo \u00e9 que a lambada, a verdadeira, do Norte, \u00e9 o g\u00eanero musical mais importante p\u00f3s-bossa nova, jovem guarda, tropicalismo. Surgiu e se desenvolveu em pleno anos 80, sob a press\u00e3o da hegemonia do rock, construindo um mercado e um p\u00fablico \u00e0 parte. \u00c9 s\u00edntese sonora de muitas influ\u00eancias particulares, que passam pelo chorinho, carimb\u00f3 e ritmos latinos como mambo, cumbia e merengue. A lambada tamb\u00e9m faz da guitarra um instrumento popular, como em poucas regi\u00f5es do mundo. Na Am\u00e9rica Latina, apenas no Peru a guitarra tem essa mesma singularidade (com a c\u00fambia psicod\u00e9lica).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Par\u00e1 tem um cen\u00e1rio musical artisticamente rico, e em muitos casos, autossustent\u00e1vel. Por\u00e9m, ele raramente faz um &#8220;crossover&#8221; com a m\u00fasica mainstream do pa\u00eds. A que se deve essa estranha dicotomia?<\/strong><br \/>\nAcho que tem a ver com alguns aspectos, em especial a posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, distante do centro do pa\u00eds, e muito pr\u00f3xima do Caribe. Isso fez com que a regi\u00e3o desenvolvesse uma l\u00f3gica pr\u00f3pria de produ\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o e consumo de m\u00fasica, do que os anos oitenta s\u00e3o exemplares. Por outro lado, dizem alguns artistas, o m\u00fasico do Norte \u00e9 um pouco desconfiado com a &#8220;apropria\u00e7\u00e3o&#8221; de sua cultura. O caso da m\u00fasica &#8220;Lambada&#8221;, por exemplo, ajuda a entender um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Sem nada a ver com a verdadeira hist\u00f3ria da lambada, desde a Fran\u00e7a, tornou-se o mega-hit do g\u00eanero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que fez historicamente a cena paraense se desenvolver de maneira t\u00e3o diferente da de outros Estados do Norte\/Amaz\u00f4nia?<\/strong><br \/>\nBel\u00e9m teve uma gravadora, a Gravasom, que promoveu uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria da m\u00fasica brasileira. A Gravasom contou com um est\u00fadio, sob comando de Alypyo Martins e Manoel Cordeiro, uma banda de est\u00fadio, uma rede de r\u00e1dio e distribui\u00e7\u00e3o regional. A partir dela, uma quantidade enorme de artistas gravaram, tiveram seus discos vendidos e fizeram sucesso em toda a regi\u00e3o. Por outro lado, a regi\u00e3o Norte contou com a influ\u00eancia muito forte da m\u00fasica latina, seja pelos discos editados pela Rozemblit, de Recife, seja pelas r\u00e1dios, com a r\u00e1dio Habana, sintonizada em toda a Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Muitas regi\u00f5es do pa\u00eds dialogaram, de diferentes maneiras, com a m\u00fasica de nossos vizinhos latino-americanos. O Rio Grande do Sul. por exemplo, j\u00e1 foi chamado informalmente de &#8220;Uruguai do Norte&#8221;, de t\u00e3o estreita a rela\u00e7\u00e3o com o pa\u00eds austral. Apesar disso, voc\u00ea diria que no Par\u00e1 a aproxima\u00e7\u00e3o foi mais profunda e intensa que em outras regi\u00f5es? Por que?<\/strong><br \/>\nA presen\u00e7a da m\u00fasica latina \u00e9 muito forte na regi\u00e3o, desde o bolero, o mambo, a cumbia, o meregue, que chegaram em diferentes momentos, e por v\u00e1rias &#8220;portas de entrada&#8221;. O beirad\u00e3o, no Amazonas, com base instrumental no saxofone, tem grande proximidade com o merengue, por exemplo. N\u00e3o sei se a mistura \u00e9 mais intensa, mas diria que se deu de uma maneira muito particular, mais livre, permitindo muta\u00e7\u00f5es futuras. A localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, a proximidade com Col\u00f4mbia e Peru, a navega\u00e7\u00e3o, os portos, por exemplo, s\u00e3o elementos importantes para a integra\u00e7\u00e3o. O Norte, de fato, \u00e9 um mundo \u00e0 parte ainda por ser devidamente descoberto e incorporado ao Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vamos falar um pouco do momento atual&#8230; Desse lado de c\u00e1, do dito &#8220;jornalismo cultural&#8221;, h\u00e1 quem veja o rock ou o rap como g\u00eaneros &#8220;rebeldes&#8221;, mas a verdade \u00e9 que h\u00e1 muito foram assimilados e cooptados. Voc\u00ea v\u00ea alguma esp\u00e9cie de resist\u00eancia cultural e pol\u00edtica no que \u00e9 feito no Par\u00e1 hoje?<\/strong><br \/>\nAcredito que n\u00e3o, ao contr\u00e1rio, vejo que a m\u00fasica do Norte tem uma intensidade cultural, uma po\u00e9tica, um ritmo capaz de conquistar qualquer cidad\u00e3o do mundo. Dona Onete, por exemplo, \u00e9 atualmente uma artista internacional, com apresenta\u00e7\u00f5es marcadas por profunda identidade musical paraense. Outros artistas tamb\u00e9m conquistaram esse espa\u00e7o nacional e, mesmo, internacional. O Rock in Rio ter\u00e1 uma Noite do Norte, ou do Par\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do festival El Mapa de Todos foi a menor da sua hist\u00f3ria em n\u00famero de atra\u00e7\u00f5es. Como voc\u00ea viu essa edi\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nFoi a menor em n\u00famero de artistas, mas uma das mais intensas em qualidade musical, com uma diversidade interessante para o momento atual. Em duas noites, com tr\u00eas shows por dia, mantivemos o esp\u00edrito do festival, com a qualidade art\u00edstica e de infraestrutura que marca a hist\u00f3ria do festival. A quest\u00e3o da dimens\u00e3o tem a ver com a quest\u00e3o financeira, com os patroc\u00ednios, com a atual conjuntura. Realizamos o festival com patroc\u00ednio da Secretaria de Cultura do RS, sem mais nenhum tipo de apoio. Consideramos que foi uma vit\u00f3ria pol\u00edtica e cultural, considerando o momento pelo qual passamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E o que podemos esperar para o festival daqui pra frente?<\/strong><br \/>\nAs coisas ficaram dif\u00edceis na atual conjuntura. Temos um governo que trata os vizinhos como inimigos, e isso tem reflexo junto aos patrocinadores, por exemplo. Mas, claro, n\u00e3o desistimos e vamos continuar. Podemos, inclusive, trabalhar com a ideia de realizar o festival em outros estados.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Manoel Cordeiro | Programa Instrumental Sesc Brasil\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/wTo7STLVT5g?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Mestre Cupij\u00f3 e Seu Ritmo - Siri\u00e1 (Completo)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/m0pX2b-5AKo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"OSEAS E  SUA GUITARRA  MARAVILHOSA 1986  LP COMPLETO\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ZqKa5kDhd6A?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Lucas Estrela | Farol (Lucas Estrela) | Instrumental Sesc Brasil\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/dglJi78vkK0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"El mapa de Todos | Cuarteto Ricacosa\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/OHCCbkTMymo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/03\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell. A foto que abre o texto \u00e9 de Iano Andrade \/ Divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Fundador do Senhor F, organizador do festival El Mapa de Todos e integrante da REDPEM (Rede de Jornalistas Musicais Ibero-Americanos), Fernando Rosa est\u00e1 lan\u00e7ando um livro sobre a\n inven\u00e7\u00e3o da lambada e do beirad\u00e3o na Amaz\u00f4nia moderna\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/07\/05\/entrevista-fernando-rosa-lanca-o-livro-ondas-tropicais\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":52284,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9,3],"tags":[45],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52275"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52275"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52275\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":52555,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52275\/revisions\/52555"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/52284"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52275"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52275"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52275"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}