{"id":52188,"date":"2019-06-28T08:41:42","date_gmt":"2019-06-28T11:41:42","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=52188"},"modified":"2019-07-22T00:14:18","modified_gmt":"2019-07-22T03:14:18","slug":"entrevista-vanguart-lanca-disco-com-cancoes-de-bob-dylan","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/06\/28\/entrevista-vanguart-lanca-disco-com-cancoes-de-bob-dylan\/","title":{"rendered":"Entrevista: Vanguart homenageia Bob Dylan"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com trajet\u00f3ria iniciada em 2002 em Cuiab\u00e1, o Vanguart construiu at\u00e9 aqui uma das carreiras mais bem sucedidas no cen\u00e1rio independente nacional deste s\u00e9culo. O \u00e1lbum de estreia, autointitulado, foi o abre-alas, consolidando sucesso de p\u00fablico e de cr\u00edtica, sendo eleito <a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/especial\/2007\/disconacional.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">o disco do ano nos Melhores de 2007 no Scream &amp; Yell<\/a>. Ap\u00f3s outros tr\u00eas discos autorais, o quarteto se enfurnou no est\u00fadio Tambor, no Rio de Janeiro, em dezembro de 2018, junto do produtor Rafael Ramos para registrar seu primeiro \u00e1lbum n\u00e3o autoral: um tributo ao mestre Bob Dylan.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das paix\u00f5es musicais assumidas da banda desde seu in\u00edcio, \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/3ffusPRsZLPW0CEPyEEGhb\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Vanguart sings Bob Dylan<\/a>\u201d \u00e9 fruto da experi\u00eancia pr\u00e9via ao vivo adquirida nos palcos e de um especial feito para TV, que prepararam o terreno para que o grupo gravasse as vers\u00f5es presentes no \u00e1lbum. As 16 can\u00e7\u00f5es registradas foram gravadas ao vivo e perpassam por v\u00e1rias fases de Dylan, trazendo tamb\u00e9m \u00e0 tona hinos diversos como \u201cHurricane\u201d, \u201cBlowin in the Wind\u201d, \u201cIt\u00b4s All Over Now, Babe Blue\u201d, \u201cOne More Cup a Coffee\u201d e \u201cLike a Rolling Stone\u201d, entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e9lio Flandres fala sobre a experi\u00eancia de gravar um disco com int\u00e9rprete, a sele\u00e7\u00e3o do repert\u00f3rio e a atemporalidade das letras de Dylan (\u201cVivemos tempos nefastos como nunca vivemos, mas que nossos velhos \u00eddolos j\u00e1 viveram no passado. \u00c9 muito louco sentir na pele o que Dylan, Nina Simone, Pasolini, Brecht viveram&#8230; com as devidas propor\u00e7\u00f5es, tem-se ainda mais no\u00e7\u00e3o do qu\u00e3o dif\u00edcil \u00e9 falar poeticamente de um mundo rachado, de um conservadorismo que varre as ideias e um \u00f3dio que oprime e mata milh\u00f5es\u201d), independente e mainstream, longevidade, realiza\u00e7\u00f5es e&#8230; Walt Whitman.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Vanguart - Blowin&#039; In The Wind (Videoclipe Oficial)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/x1NwrEys3Gs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cVanguart sings Bob Dylan\u201d \u00e9 a primeira incurs\u00e3o indireta da banda na ala dos int\u00e9rpretes. Como foi esta experi\u00eancia?<\/strong><br \/>\nO \u00e1lbum nasceu de forma muito natural, pois j\u00e1 hav\u00edamos tocado Dylan em v\u00e1rias outras situa\u00e7\u00f5es. No in\u00edcio da banda, entre 2004 ou 2005, eu j\u00e1 brincava com alguns temas solo, ou com a banda, e posteriormente, em 2010, por conta de um projeto do Sesc Pomp\u00e9ia, tivemos a primeira apresenta\u00e7\u00e3o apenas com m\u00fasicas do Dylan. Esse show, inclusive, marca nosso primeiro show com a Fernanda Kostchak (violino). Na \u00e9poca que est\u00e1vamos ensaiando nosso amigo Z\u00e9 Mazzei (Forgotten Boys) disse: &#8220;Tenho uma amiga que toca o \u2018<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2018\/03\/09\/dylan-com-cafe-dia-18-desire\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Desire<\/a>\u2019 inteiro!&#8221;. Ent\u00e3o convidamos ela pra ensaiar e fazer esse show, e a qu\u00edmica entre n\u00f3s no palco foi t\u00e3o gigante que meses depois ela estava trabalhando conosco nas can\u00e7\u00f5es do nosso segundo \u00e1lbum, \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/07\/08\/cds-vanguart-the-xx-neil-young\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Boa Parte de Mim Vai Embora<\/a>\u201d (2011). Nos anos seguintes, acabamos fazendo esse show em outras ocasi\u00f5es, especialmente no Sesc Santana, onde tamb\u00e9m acontecem os shows de lan\u00e7amento do \u00e1lbum, nos dias 5, 6 e 7 de Julho. Foram v\u00e1rios dias tocando repert\u00f3rios diferentes, o que nos permitiu testar bastante coisa. Por fim, no ano passado, <a href=\"https:\/\/globosatplay.globo.com\/bis\/v\/6879765\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">gravamos o programa Vers\u00f5es<\/a>, do Canal BIS, e foi ali que nosso grande amigo e produtor Rafael Ramos, da DeckDisc, deu a ideia de transformarmos aquilo que j\u00e1 estava pronto em \u00e1lbum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dylan tem uma discografia extensa e repleta de fases distintas. Este disco tributo, a sua maneira, procura percorrer por v\u00e1rios caminhos. Como se deu a sele\u00e7\u00e3o do repert\u00f3rio?<\/strong><br \/>\nNa verdade esse disco acabou percorrendo um caminho muito mais afetivo nosso do que propriamente did\u00e1tico acerca do Dylan, tanto que basicamente todo o repert\u00f3rio foi lan\u00e7ado por ele at\u00e9 o ano de 1975, com exce\u00e7\u00e3o apenas de &#8220;Make You Feel My Love&#8221;, de 1996. Logicamente pensamos que podemos estar de certa forma &#8220;apresentando&#8221; o Dylan para alguns f\u00e3s jovens do Vanguart, ent\u00e3o can\u00e7\u00f5es emblem\u00e1ticas como &#8220;Like A Rolling Stone&#8221; e &#8220;Ballad of a Thin Man&#8221; est\u00e3o ali de forma quase obrigat\u00f3ria, mas sempre natural tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>De modo geral voc\u00eas optaram por retrabalhar os arranjos das m\u00fasicas, inserindo a marca do Vanguart, mas tamb\u00e9m se mantiveram pr\u00f3ximos aos originais. Voc\u00eas encontraram dificuldades nesta transi\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nAcho que n\u00e3o pensamos tanto em &#8220;inserir a marca do Vanguart&#8221;, pelo menos n\u00e3o conscientemente. Me lembro de ter evitado ouvi-lo meses antes de gravar, porque as can\u00e7\u00f5es j\u00e1 estavam interiorizadas e queria tentar me afastar um pouco dele, por isso \u00e9 at\u00e9 dif\u00edcil identificar onde o arranjo se aproxima, no geral, das originais. Existem algumas exce\u00e7\u00f5es como &#8220;I&#8217;ll Keep It With Me&#8221;, que nos baseamos na linda vers\u00e3o da Nico, do \u00e1lbum \u201cChelsea Girl\u201d, de 1967, e &#8220;House of Risin&#8217; Sun&#8221;, que inevitavelmente bebe em Animals e Nina Simone. Mas no geral as m\u00fasicas do Dylan tem esse modelo folk, harmonicamente falando, com repeti\u00e7\u00f5es das estrofes, o que permite grande liberdade de interpreta\u00e7\u00e3o. Certamente se estiv\u00e9ssemos gravando Beatles, por exemplo, ter\u00edamos o triplo de dificuldade para resolver certas coisas dentro das m\u00fasicas, com Dylan foi muito f\u00e1cil, natural, prazeroso. Tivemos basicamente dois ensaios onde tocamos uma vez cada m\u00fasica porque sab\u00edamos que o melhor aconteceria no est\u00fadio, ent\u00e3o tive cuidado e pedi para n\u00e3o &#8220;gastarmos&#8221; nossa espontaneidade preparando algo &#8220;perfeito demais&#8221;. Quem conhece Dylan sabe que ele nunca tocou nenhuma can\u00e7\u00e3o da mesma forma duas vezes, ent\u00e3o nos permitimos descobrir momentos, moods, e acabamos gravando o \u00e1lbum 95% ao vivo, voz e viol\u00e3o junto, todos os instrumentos ao mesmo tempo, a maioria das can\u00e7\u00f5es sem metr\u00f4nomo. Foi um processo muito livre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dylan t\u00eam como marca letras atemporais. De certa forma parte do repert\u00f3rio selecionado em \u2013 \u201cVanguart sings Bob Dylan\u201d traz a tona esta caracter\u00edstica. Como voc\u00eas vem os nossos tempos e como Dylan se encaixa nesta realidade?<\/strong><br \/>\nAcho que vivemos tempos nefastos como nunca vivemos, mas que nossos velhos \u00eddolos j\u00e1 viveram no passado. \u00c9 muito louco sentir na pele o que Dylan, Nina Simone, Pasolini, Brecht viveram&#8230; com as devidas propor\u00e7\u00f5es, tem-se ainda mais no\u00e7\u00e3o do qu\u00e3o dif\u00edcil \u00e9 falar poeticamente de um mundo rachado, de um conservadorismo que varre as ideias e um \u00f3dio que oprime e mata milh\u00f5es. Isso s\u00f3 prova que esses artistas s\u00e3o mais atuais do que nunca e que as doen\u00e7as do mundo n\u00e3o mudaram tanto. Ademais, \u00e9 interessante notar como Dylan esteve sempre \u00e0 frente at\u00e9 mesmo dos cantores de protesto de sua \u00e9poca, com uma sagacidade po\u00e9tica muito sofisticada, talvez n\u00e3o falando sobre a guerra, mas fazendo a gente refletir mais profundamente sobre ela.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-52192\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Vanguart-Sings-Bob-Dylan-capa.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Vanguart-Sings-Bob-Dylan-capa.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Vanguart-Sings-Bob-Dylan-capa-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Vanguart-Sings-Bob-Dylan-capa-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Novamente voc\u00eas tiveram o Rafael Ramos como produtor do disco. Qual a contribui\u00e7\u00e3o que traz para o trabalho do Vanguart?<\/strong><br \/>\nN\u00f3s sempre tivemos um processo ca\u00f3tico de cria\u00e7\u00e3o e de grava\u00e7\u00e3o, coisa de gente que se conhece h\u00e1 muito tempo, ent\u00e3o o Rafael ajuda muito a organizar o material que levamos e objetivar isso pra termos um \u00e1lbum coeso. A experi\u00eancia dele funciona pra n\u00f3s em v\u00e1rios sentidos, \u00e9 um produtor que eu poderia ter pro resto da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Estive&#8221; (do \u00e1lbum \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/13\/anitta-vanguart-nevilton\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Muito Mais Que Amor<\/a>\u201d, 2013) entrou recentemente como parte da trilha sonora da s\u00e9rie global &#8220;Shippados&#8221;. Acredito que o fato de ter uma m\u00fasica veiculada numa grande emissora de TV fa\u00e7a com que voc\u00eas alcancem um novo p\u00fablico. Como tem sido esta receptividade? Voc\u00eas acham que se faz necess\u00e1rio um maior di\u00e1logo entre as m\u00eddias para que o trabalho de bandas independentes ganhe em visibilidade?<\/strong><br \/>\nTem sido muito boa a receptividade, e ficamos ainda mais felizes porque nos identificamos de verdade com a s\u00e9rie. Vi ali uma beleza po\u00e9tica delicada, me identifiquei com os personagens, que anteriormente eu poderia chamar de &#8220;desajustados&#8221;, pois \u00e9 totalmente um espelho de como \u00e9ramos na adolesc\u00eancia, mas que hoje fico muito feliz de ter sido assim. Acredito que esse abismo entre indie e mainstream sempre existir\u00e1, mas que sempre alguns conseguir\u00e3o i\u00e7ar uma passarela onde conseguiremos atingir as pessoas que, SIM, est\u00e3o querendo ouvir bandas como o Vanguart, a Maglore, a Dingo Bells, e tantas outras que a gente gosta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A banda tem 17 anos de estrada. Qual o segredo da longevidade?<\/strong><br \/>\nAcho que nunca pensamos exatamente em longevidade&#8230; se pens\u00e1ssemos talvez n\u00e3o estiv\u00e9ssemos mais aqui. Acho que no fundo sempre colocamos os objetivos, tudo que constru\u00edmos e a vontade de fazer m\u00fasica \u00e0 frente das outras coisas. Tivemos e ainda teremos alguns momentos ruins, mas tivemos e teremos tantos momentos bons que seguimos fazendo. Ainda h\u00e1 um grande sentido em estarmos juntos. Esse disco do Dylan foi um carinho e tanto pra n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quando voc\u00eas olham para tr\u00e1s e veem o que alcan\u00e7aram voc\u00eas se d\u00e3o por satisfeitos? H\u00e1 algo que voc\u00eas ainda n\u00e3o realizaram?<\/strong><br \/>\nQuando eu olho para tr\u00e1s eu vejo que temos uma trajet\u00f3ria t\u00e3o bonita. Me orgulho muito do que somos, e acho que temos muito ainda a fazer, pelo simples prazer que ainda existe em tocarmos juntos. Finalizo com alguns versos do meu poeta favorito, Walt Whitman: &#8220;Hoje, antes do amanhecer, eu subi numa colina e contemplei o Para\u00edso lotado, e eu disse pro meu esp\u00edrito Quando nos tornamos os donos dessas esferas, do prazer e do conhecimento de cada coisa que elas possuem, estaremos por fim satisfeitos e realizados? E o meu esp\u00edrito disse: n\u00e3o, vencemos essa etapa s\u00f3 para seguir adiante&#8221;.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Vanguart toca Bob Dylan no Metr\u00f3polis (05\/08\/2015)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/O96IvSS5aiA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a>\u00a0\u00a0\u00e9 redator\/colunista\u00a0do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.opoderosoresumao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O Poder do Resum\u00e3o<\/a>. Escreve no Scream &amp; Yell desde 2014. A foto que abre o texto \u00e9 de Juan Pablo Mapeto \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma das paix\u00f5es musicais assumidas do Vanguart desde seu in\u00edcio, Bob Dylan \u00e9 reverenciado em um disco que traz 16 vers\u00f5es incluindo tanto cl\u00e1ssicos como &#8220;Like a Rolling Stone&#8221; quanto &#8220;novidades&#8221; como &#8220;Make You Feel My Love&#8221;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/06\/28\/entrevista-vanguart-lanca-disco-com-cancoes-de-bob-dylan\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":4,"featured_media":52189,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[145],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52188"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52188"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52188\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":52453,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52188\/revisions\/52453"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/52189"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52188"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52188"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52188"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}