{"id":51977,"date":"2019-06-14T08:12:03","date_gmt":"2019-06-14T11:12:03","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=51977"},"modified":"2019-07-10T02:10:19","modified_gmt":"2019-07-10T05:10:19","slug":"entrevista-ze-antonio-fala-sobre-o-primeiro-disco-do-pin-ups-em-20-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/06\/14\/entrevista-ze-antonio-fala-sobre-o-primeiro-disco-do-pin-ups-em-20-anos\/","title":{"rendered":"Entrevista: Pin Ups lan\u00e7a &#8220;Long Time No See&#8221;"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/richardjalcruz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Richard Cruz<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 quanto tempo hein, Pin Ups? 20 anos separam o disco novo \u201cLong Time no See\u201d de \u201cBruce Lee\u201d (de 1999), \u00faltima vez que o Pin Ups soltou um conjunto de m\u00fasicas in\u00e9ditas na pra\u00e7a. <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/08\/05\/tres-perguntas-pin-ups-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">A banda j\u00e1 contou em diversas entrevistas<\/a> como o (agora m\u00edtico) \u201cshow de despedida\u201d de 2015 foi concebido pra ser realmente seu canto do cisne. Mas a rea\u00e7\u00e3o da plateia, surpreendentemente jovem, empolgou a banda, que resolveu fazer mais algumas apresenta\u00e7\u00f5es. Depois, decidiu voltar a ensaiar. Chamaram Adriano Cintra (ex \u2013 CSS e Thee Butcher\u00b4s Orchestra) pra segunda guitarra. Aproveitaram pra fazer m\u00fasicas novas. E uma coisa levou \u00e0 outra&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O resultado disso \u00e9 que a emblem\u00e1tica banda paulistana de rock alternativo est\u00e1 lan\u00e7ando finalmente seu s\u00e9timo \u00e1lbum (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/04\/20\/discografia-comentada-pin-ups\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00e9, eles tem muita hist\u00f3ria<\/a>) com 11 m\u00fasicas que j\u00e1 est\u00e3o dispon\u00edveis nas plataformas de streaming. J\u00e1 o ced\u00eazinho vem pelo lend\u00e1rio selo <a href=\"https:\/\/midsummermadness.bandcamp.com\/album\/long-time-no-see\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">midsummer madness<\/a> (que tem em cat\u00e1logo bandas seminais do indie nacional como Pelvs, The Cigarrettes e Second Come) e o lan\u00e7amento em vinil est\u00e1 prometido para o segundo semestre de 2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O disco levou um ano pra ficar pronto (entre composi\u00e7\u00f5es e finaliza\u00e7\u00e3o) e tudo foi feito com muita calma, o que, nas palavras da pr\u00f3pria banda, \u00e9 algo in\u00e9dito. A produ\u00e7\u00e3o foi dividida entre o guitarrista e fundador Z\u00e9 Ant\u00f4nio e o \u201cnovato\u201d Adriano Cintra. Para Z\u00e9, a parceria facilitou o processo por causa das experi\u00eancias anteriores de Adriano. \u201cEle sabe como estimular uma banda a oferecer o seu melhor. Ajudou nas escolhas, indicou caminhos e realizou um trabalho espetacular na p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o. Sem falar que pelo fato dele ser um integrante da banda, tem um entendimento completo do que procuramos\u201d, diz Z\u00e9 Ant\u00f4nio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Scream &amp; Yell conversou com Z\u00e9 Ant\u00f4nio sobre o disco, que, apesar de conter algumas faixas aceleradas, com as famosas \u201cguitarras no talo\u201d, mostra tamb\u00e9m uma faceta mais delicada e psicod\u00e9lica da banda e ainda vem repleto de participa\u00e7\u00f5es especiais de convidados daqui (bandas SkyDown e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/02\/09\/tres-perguntas-antiprisma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Antiprisma<\/a>), de fora (Jim Wilbur, da lenda indie Superchunk, no single abaixo) e at\u00e9 de Eliane, a guitarrista da trilogia \u201cJodie Foster\u201d \u2013 \u201cLee Marvin\u201d \u2013 \u201cBruce Lee\u201d, que pra muitos f\u00e3s, \u00e9 a melhor fase da banda. Confira!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Pin Ups - Mexican Tale\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_nrWXJQ5374?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>20 anos separam \u201cLong Time no See\u201d do \u00faltimo lan\u00e7amento de voc\u00eas, \u201cBruce Lee\u201d, que \u00e9 de 99. O cen\u00e1rio do rock independente no Brasil (bem como o pr\u00f3prio mundo) mudou completamente. O Pin Ups ainda tem relev\u00e2ncia pra esse cen\u00e1rio?<\/strong><br \/>\nN\u00f3s amamos m\u00fasica, isso faz parte das nossas vidas, e nos sentimos felizes por poder tocar, gravar e fazer shows. Mas acho que n\u00e3o cabe a n\u00f3s dizer se somos relevantes ou n\u00e3o. Sempre fizemos tudo com a mais absoluta sinceridade e simplicidade. Ficamos sempre muito tocados quando algu\u00e9m diz que gosta do nosso trabalho, sabemos que isso \u00e9 um privil\u00e9gio e esperamos poder retribuir tanto carinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como aconteceu e o que representa ter a participa\u00e7\u00e3o do Jim Wilbur do Superchunk no disco?<\/strong><br \/>\nO Superchunk sempre foi uma grande influ\u00eancia para o Pin Ups. Tivemos a sorte de fazer duas turn\u00eas com eles aqui no Brasil, e acabamos nos tornando amigos. Quando compus \u201cMexican Tale\u201d imaginei uma linha de guitarra ao estilo do que eles fazem, e pensei que seria incr\u00edvel se o pr\u00f3prio Jim criasse essa linha de guitarra pra n\u00f3s. Mandei uma mensagem e ele topou na hora. Alguns dias depois ele gravou a guitarra na casa do Mac (McCaughan, l\u00edder do Superchunk) e enviou pra n\u00f3s. Eu sempre gostei do estilo de guitarra dele e todos n\u00f3s ficamos muito felizes com essa participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pra mim, o Pin Ups nunca soou t\u00e3o diversificado quanto nesse novo trabalho. H\u00e1 alguma banda nova nacional (ou internacional) com a qual a banda se identifica e\/ou que influenciou de maneira marcante nas grava\u00e7\u00f5es? O Primitives continua sendo uma inspira\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nHahaha, definitivamente n\u00e3o! O Primitives era algo que ouv\u00edamos h\u00e1 muito tempo. Em nenhum momento das grava\u00e7\u00f5es pensamos em soar como qualquer outra banda. Obviamente isso deve ter acontecido de forma inconsciente, afinal somos uma mistura de tudo o que a gente gosta e assimila, mas n\u00e3o tivemos essa preocupa\u00e7\u00e3o com refer\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Apesar de n\u00e3o ser muito ativa em redes sociais, a Al\u00ea tem posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e feministas contundentes. As opini\u00f5es s\u00e3o partilhadas pelo resto da banda? Por que n\u00e3o h\u00e1 amostras dessas posi\u00e7\u00f5es no disco? S\u00e3o assuntos que o Pin Ups n\u00e3o quer tratar?<\/strong><br \/>\nO Pin Ups nunca foi uma banda com letras politizadas, e mesmo entendendo a distopia em que vivemos atualmente, mudar o tema das letras n\u00e3o seria natural. Felizmente todos n\u00f3s temos posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas muito parecidas, e sempre fomos radicalmente contra qualquer tipo de preconceito, censura, viol\u00eancia, misoginia, cerceamento da liberdade e dos direitos de cada um. Essa postura faz parte das nossas vidas, \u00e9 algo que praticamos em nosso cotidiano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em v\u00e1rias entrevistas depois da volta, voc\u00ea disse que o p\u00fablico dos shows de voc\u00eas rejuvenesceu. Ao que voc\u00ea atribui essa identifica\u00e7\u00e3o com o som da banda?<\/strong><br \/>\nSinceramente n\u00e3o sei te explicar porque isso acontece, mas \u00e9 algo que nos deixa muito felizes, e na verdade n\u00f3s \u00e9 que nos sentimos rejuvenescidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em anos recentes, livros e document\u00e1rios (como &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/07\/27\/tres-documentarios-sepultura-endurance-time-will-burn-e-guerrilha-a-trajetoria-da-dorsal-atlantica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Time Will Burn<\/a>&#8220;, de 2016) come\u00e7aram a retratar a cena indie brasileira dos anos 90 e o Pin Ups sempre \u00e9 destacado nesses trabalhos. Esse reconhecimento tardio envaidece ou enraivece?<\/strong><br \/>\nTanto a vaidade quanto a raiva s\u00e3o grandes armadilhas (rsrsrs). Mas o fato de tanta gente se referir a essa cena mostra que houve alguma relev\u00e2ncia. O reconhecimento sempre leva tempo. Uma certa dist\u00e2ncia \u00e9 necess\u00e1ria para que tudo seja avaliado com imparcialidade e com a verdadeira dimens\u00e3o do que realmente significou. Fico feliz que isso esteja acontecendo, e n\u00e3o falo isso apenas em causa pr\u00f3pria. Fico feliz que muitas bandas boas como o Killing Chainsaw, Second Come e Brincando de Deus possam ser lembradas e celebradas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O disco \u00e9 dedicado ao Kid Vinil. Voc\u00ea pode falar um pouco sobre essa homenagem?<\/strong><br \/>\nEu costumo dizer que qualquer pessoa que goste de m\u00fasica tem uma d\u00edvida com o Kid Vinil. Muito da nossa forma\u00e7\u00e3o musical foi determinada pelo o que ouv\u00edamos em seus programas de r\u00e1dio, ou pelo que assist\u00edamos nos programas de TV em que ele sempre abria espa\u00e7o para a cena independente, para a m\u00fasica nova. Mas al\u00e9m de tudo isso, o Kid era uma pessoa extremamente generosa. Ele sempre nos ajudou, sempre foi gentil e se tornou um amigo querido. Quem o conheceu sabe o quanto ele era incr\u00edvel, e o amor que ele tinha pela m\u00fasica. Foi um exemplo pra n\u00f3s e uma pessoa que sempre teve a nossa admira\u00e7\u00e3o. Dedicar esse disco a ele \u00e9 uma pequena homenagem. Pouco diante do que ele merece.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-51980\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/pinupslong.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"751\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/pinupslong.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/pinupslong-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/pinupslong-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>LONG TIME NO SEE, Pin Ups<\/strong><br \/>\n<strong>Faixa a Faixa por Richard Cruz<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>01. You Can Have Anything You Want<\/strong> &#8211; Ecos de stoner rock. Um pianinho marcante, teclados que emulam o som de um theremin, uma levada reta de bateria e um riff circular de guitarra trazem o Pin Ups pro s\u00e9culo XXI. A m\u00e3o (detalhista) de Adriano Cintra na produ\u00e7\u00e3o j\u00e1 mostra a que veio, nesta que \u00e9 um excelente cart\u00e3o de visitas do disco novo. A faixa encerra com quase 30 segundos de pura microfonia. Os f\u00e3s da banda (e a letra) perguntam: \u201cTell me now is this a dream?\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>02. Portraits of Lust &#8211; <\/strong>Este \u00e9 com certeza o disco mais variado que a banda j\u00e1 gravou at\u00e9 hoje. Mas isso n\u00e3o quer dizer que a velocidade foi deixada de lado e essa segunda faixa \u00e9 um belo exemplo. A linha de baixo vigorosa e a melodia vocal simples, ao estilo Kathleen Hanna (expoente do punk feminista nos anos 90), conduzem a m\u00fasica que promete ser um dos destaques nas apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo do material novo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>03. Little Magic &#8211; <\/strong>Como o ouvinte j\u00e1 percebeu at\u00e9 aqui, a dura\u00e7\u00e3o das faixas (nenhuma musica dura mais que tr\u00eas minutos e meio) nem de longe significa descuido com os detalhes. \u201cLittle Magic\u201d conta com teclados, letra e vocais delicados. A faixa mostra como Al\u00ea soa mais segura e confort\u00e1vel quando canta em tom mais grave. Tem ainda participa\u00e7\u00e3o da ex-integrante Eliane (que atualmente mora em Londres) refor\u00e7ando as guitarras cortantes caracter\u00edsticas do som do Pin Ups.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>04. Separate Ways<\/strong> &#8211; Essa j\u00e1 vinha sendo tocada ao vivo em shows durante 2018 (como na abertura para o L7 em S\u00e3o Paulo). Baixo no talo. Hardcore. Riot grrls. Curt\u00edssima. \u201cScrabby?\u201d<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-51981\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/spinning.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/spinning.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/spinning-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/spinning-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>05. Spinning &#8211;<\/strong> O am\u00e1lgama perfeito entre a americana Belly (de Tanya Donelly) e a inglesa Ash (fase Charlotte Hatherley). Primeiro single e clip, \u00e9 uma das musicas mais bem resolvidas do \u00e1lbum. Seria hit no G\u00e1s Total da MTV com certeza. A letra diz (acertadamente) \u201cVoc\u00ea vai sentir a emo\u00e7\u00e3o de ser jovem de novo\u201d. O solo de guitarra ac\u00fastica no meio da m\u00fasica \u00e9 matador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>06. Ballad for Samuel and Tobias &#8211;<\/strong> Balada 60s, bem diferente da sonoridade habitual do Pin Ups. Um teclado Farfisa com som de \u00f3rg\u00e3o estilo vintage d\u00e1 o tom na m\u00fasica inteira. Os backings vocals do duo indie Antiprisma (que abriu o show de lan\u00e7amento do disco) tamb\u00e9m se destacam e ajudam a ressaltar o clima Beatles-fase psicod\u00e9lica.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-51978\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/mexicantale.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/mexicantale.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/mexicantale-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/mexicantale-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>07. Mexican Tale &#8211;<\/strong> Durante a intro da m\u00fasica, o ouvinte desatento pode achar que deu play no \u00faltimo disco completo de in\u00e9ditas da banda, \u201cLee Marvin\u201d, de 98. Mas esse n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico elemento 90s da faixa, que refor\u00e7a a sonoridade caracter\u00edstica daquela \u00e9poca como a participa\u00e7\u00e3o de Jim Wilbur, do \u00edcone indie americano Superchunk, nas guitarras. Essa \u00e9 uma rara incurs\u00e3o do Pin Ups por temas pol\u00edticos nas letras, ainda que n\u00e3o diga respeito a uma realidade pr\u00f3xima e apenas cite de leve a (louca) ideia do presidente americano Trump de construir um muro na fronteira com o vizinho M\u00e9xico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>08. Damn Right &#8211;<\/strong> Influ\u00eancias de rock n roll mais cl\u00e1ssico at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9ditas na carreira da banda aparecem nessa faixa, que \u00e9 recheada de teclados bluesy e conduzida pelo baixo pulsante de Al\u00ea e um pandeirinho maroto. A melodia \u00e9 chiclete e periga te perseguir pelo resto do dia. \u201cAll the voices in your head. All the books are in the shelves. After all, you\u00b4re so damn right\u201d, repete o refr\u00e3o at\u00e9 o final da m\u00fasica, emoldurado pela linha de baixo e um wha wha de guitarra s\u00f3 percept\u00edvel aos fones de ouvido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>09. Gone Tomorrow &#8211;<\/strong> Aqui a banda faz uma declara\u00e7\u00e3o de amor aos Beatles. Ou ao Oasis, dependendo da sua idade. Al\u00ea mais uma vez se sai bem com os vocais em tom mais grave, em outra balada acompanhada pelos backings certeiros do duo Antiprisma. No refr\u00e3o, sons de cordas garantem: \u201cAll those lonely days, will be gone tomorrow\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>10. Crazy &#8211;<\/strong> Pitadas de psicodelia, dedilhados de guitarra e muitos efeitos sonoros habitam nessa faixa quase instrumental. Soa como se o Blur tomasse um \u00e1cido e fizesse uma vers\u00e3o de Harmony (faixa que encerra o melhor disco dos Happy Mondays, \u201cPills n Thrills and Bellyaches\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>11. Long Time no See &#8211; <\/strong>Viol\u00f5es e uma guitarra shoegaze encerram o s\u00e9timo disco dos Pin Ups, fazendo a cama pra um dueto entre Al\u00ea e algu\u00e9m n\u00e3o creditado no encarte do disco, mas que eu arrisco dizer ser Adriano Cintra. O clima et\u00e9reo da letra acompanha a sonoridade e reza: \u201cafter all those years, you still got here&#8230;\u201d<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Pin Ups-Separate Ways ao vivo no 74 Club 2018\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/derHXiv4D6g?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Leia tamb\u00e9m: Discografia comentada: Pin Ups (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/04\/20\/discografia-comentada-pin-ups\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"20 ap\u00f3s \u201cBruce Lee\u201d (1999), sexto \u00e1lbum do Pin Ups, a banda retorna com 11 m\u00fasicas in\u00e9ditas e Adriano Cintra oficializado na forma\u00e7\u00e3o. Z\u00e9 Ant\u00f4nio conta sobre o disco e Richard ainda assina um faixa a faixa sobre \u201cLong Time no See\u201d (2019)\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/06\/14\/entrevista-ze-antonio-fala-sobre-o-primeiro-disco-do-pin-ups-em-20-anos\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":11,"featured_media":51979,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[870],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51977"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51977"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51977\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":52288,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51977\/revisions\/52288"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51979"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51977"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51977"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51977"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}