{"id":51963,"date":"2019-06-12T02:55:49","date_gmt":"2019-06-12T05:55:49","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=51963"},"modified":"2019-07-05T00:12:33","modified_gmt":"2019-07-05T03:12:33","slug":"entrevista-tim-bernardes-o-terno-entre-a-nostalgia-e-a-esperanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/06\/12\/entrevista-tim-bernardes-o-terno-entre-a-nostalgia-e-a-esperanca\/","title":{"rendered":"Entrevista: Tim Bernardes (O Terno)"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por\u00a0<\/strong><strong><a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pedro Salgado<\/a>, de Lisboa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: inherit;\">De forma instintiva e progressiva, O Terno nunca fez o mesmo disco em 10 anos de atividade, fruto do sentido explorat\u00f3rio, da auto-cr\u00edtica e das diversas fases emocionais do seu cantor e compositor Tim Bernardes. Numa entrevista \u00e0 dist\u00e2ncia, na qual Bernardes respondeu \u00e0s perguntas no formato \u00e1udio, via whatsapp, o novo \u00e1lbum do trio paulista e alguns aspectos relacionados com o processo criativo e a carreira de Tim e do grupo dominaram o di\u00e1logo (completam O Terno o baixista Guilherme D&#8217;Almeida e o baterista Gabriel Basile).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Globalmente, \u201cAtr\u00e1s\/Al\u00e9m\u201d (2019), rec\u00e9m lan\u00e7ado quarto disco do trio, acentua o aventureirismo musical da banda, recorrendo \u00e0 orquestra\u00e7\u00e3o, exibindo arranjos elaborados e incorporando metais e cordas. Para al\u00e9m dos avan\u00e7os sonoros \u00e9 igualmente poss\u00edvel vislumbrar uma articula\u00e7\u00e3o tem\u00e1tica entre a liberta\u00e7\u00e3o e a nostalgia rom\u00e2ntica, algo que merece a concord\u00e2ncia do m\u00fasico paulista. \u201cSim, acho que o disco tem uma ideia centrada na romantiza\u00e7\u00e3o da realidade, trazendo o romantismo de volta \u00e0 realidade e a ilus\u00e3o \u00e9 o motor desse mecanismo. O disco situa-se entre a nostalgia e a esperan\u00e7a, olhando para tr\u00e1s e para a frente e tentando ter uma vis\u00e3o bonita disso tudo\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A faixa \u201cPegando Leve\u201d, primeiro single e clipe do \u00e1lbum, estabelece uma ponte entre a densidade e emotividade reinante no trabalho, conjugando o pop e o indie. Quando questiono a liga\u00e7\u00e3o do tema com o passado e a atual pegada sonora do trio, Tim Bernardes descarta a intencionalidade e real\u00e7a o seu teor v\u00edvido. \u201c\u00c9 uma can\u00e7\u00e3o composta num per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o, apresenta elementos fluidos e leves de uma faixa pop que busca a tranquilidade, embora tamb\u00e9m seja angustiada e agridoce. Mas ela est\u00e1 em sintonia com os sentimentos presentes e flerta com o pop mais descontra\u00eddo que fizemos anteriormente\u201d, analisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recuando tr\u00eas anos no trajeto d\u00b4O Terno, na \u00e9poca do \u00e1lbum \u201cMelhor do que Parece\u201d (2016), indico \u201cCulpa\u201d como um dos exemplos de maior efic\u00e1cia musical alcan\u00e7ados pela banda e que ainda mant\u00e9m o frescor inicial. \u201cFazer uma can\u00e7\u00e3o no formato pop chiclete, falando sobre culpa \u00e9 para mim uma grande gra\u00e7a. Isso implica assistir \u00e0s pessoas batendo palmas e cantando sobre algo angustiante e latente, mas que \u00e9 tratado com ironia e seriedade. \u00c9 um sentimento recorrente com o qual convivo, j\u00e1 que o Brasil \u00e9 um pa\u00eds cat\u00f3lico e profuso cheio de praticantes e profanidade\u201d, conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A novo tour do grupo iniciou-se recentemente com passagens por S\u00e3o Paulo (Audit\u00f3rio do Ibirapuera), no qual o trio surgiu acompanhado por um quarteto de sopros, e no Rio de Janeiro a atua\u00e7\u00e3o no Circo Voador confirmou a boa intera\u00e7\u00e3o que O Terno gera com o p\u00fablico. A digress\u00e3o contemplou ainda um show em Portugal, integrado no festival Primavera Sound, no Porto. N\u00f3s estamos empolgados com todos esses desdobramentos que o show de \u201cAtr\u00e1s\/Al\u00e9m\u201d vai ter\u201d, conclui. De S\u00e3o Paulo, Tim Bernardes conversou com o Scream &amp; Yell sobre o novo trabalho e o momento atual d\u00b4O Terno. Confira:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"O Terno - Pegando Leve (clipe oficial)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/SqAb_9xuYuc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A orienta\u00e7\u00e3o quase cinematogr\u00e1fica de \u201cAtr\u00e1s\/Al\u00e9m\u201d e a amplitude sonora de v\u00e1rias faixas deve-se apenas a uma tentativa de diversificar a sonoridade d\u00b4O Terno ou espelha o caminho que pretendem seguir futuramente?<\/strong><br \/>Acho que essa sonoridade tem muito a ver com o nosso momento presente. O disco \u201cMelhor do que Parece\u201d (2016) j\u00e1 tinha explorado aspectos novos para o grupo e elementos orquestrais. Nesse trabalho, eu fiz alguns arranjos de cordas, introduzi a harpa e os sopros. Quando entrei no est\u00fadio para fazer o meu disco solo (\u201cRecome\u00e7ar\u201d, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/01\/17\/melhores-discos-nacionais-2017\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">melhor disco de 2017 na vota\u00e7\u00e3o do Scream &amp; Yell<\/a>) foi algo protagonista e estando no papel de produtor e arranjador eu pude explorar. O \u201cAtr\u00e1s\/Al\u00e9m\u201d inclui esses dois vetores, mas encontra-se num est\u00e1gio superior. \u00c9 um \u00e1lbum que respeita o formato de trio, inclui orquestra\u00e7\u00e3o e \u00e9 um pouco mais intimista. Como banda, trabalhamos nos contrastes e igualmente no aspecto individual. Somos minimalistas e grandiosos, no sentido sonoro, ao mesmo tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como surgiu a participa\u00e7\u00e3o dos m\u00fasicos Devendra Banhart e Shintaro Sakamoto em \u201cVolta e Meia\u201d?<\/strong><br \/>Conhecemos o Devendra em S\u00e3o Paulo, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/09\/23\/devendra-banhart-ao-vivo-em-sao-paulo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">porque ele se apresentou l\u00e1 e n\u00f3s abrimos o show<\/a>. Ele foi muito aberto, receptivo e simp\u00e1tico. Disse que estava contente por participarmos do show dele, j\u00e1 tinha visto os nossos clipes e gostava da banda. Poucos meses depois, encontramo-lo num festival na Alemanha, onde ele e n\u00f3s tocamos, bem como o Shintaro, que j\u00e1 admir\u00e1vamos, mas n\u00e3o conhec\u00edamos. Nesse festival, Week-End, em Col\u00f4nia, todos assistiram aos shows dos tr\u00eas, gerando uma admira\u00e7\u00e3o m\u00fatua, simples e tranquila. Quando regressamos ao Brasil e est\u00e1vamos gravando o disco, surgiu esse conceito de agregar o discurso do Shintaro em japon\u00eas com o Devendra cantando em espanhol. Foi algo que imaginamos e perguntamos aos dois por email se isso lhes agradava. Eles ficaram animados e o Shintaro gostou do fato do Devendra estar na faixa e vice-versa. A uni\u00e3o foi feliz para ambos os lados: o discurso do Shintaro foi gravado no Jap\u00e3o, a cantiga em espanhol foi registrada pelo Devendra nos Estados Unidos e n\u00f3s juntamos tudo no Brasil. Foi muito emocionante que se concretizasse a ideia e a m\u00fasica \u00e9 bastante especial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Atualmente, voc\u00ea e a sua banda vivem um per\u00edodo de grande destaque. Como \u00e9 que voc\u00ea reage a esse hype?<\/strong><br \/>Estou contente por os trabalhos serem elogiados e estarem em evid\u00eancia. Aproveito esse fato para fazer mais m\u00fasicas sinceras da forma que me agrada, sem pensar numa f\u00f3rmula ou num formato que d\u00ea certo. O mais legal de tudo \u00e9 que a minha m\u00fasica, que n\u00e3o foi feita pensando no mercado, est\u00e1 sendo t\u00e3o bem recebida. Procuro potencializar esse interesse para despejar mais temas que eu e o grupo curtimos, explorando coisas diferentes, para esse p\u00fablico que \u00e9 muito atencioso e se liga na m\u00fasica. Isso tem acontecido no Brasil como em Portugal, as pessoas sentem-se marcadas pelas can\u00e7\u00f5es. Isso \u00e9 bom, porque O Terno \u00e9 muito esteta, mas coloca bastante sinceridade na composi\u00e7\u00e3o. Quando uma pessoa \u00e9 tocada no cora\u00e7\u00e3o por uma faixa, isso \u00e9 mais importante do que qualquer destaque.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Li uma entrevista sua, na qual dizia que \u201cRecome\u00e7ar\u201d (o seu disco solo) abordava \u201csentimentos e pensamentos que lhe vinham em fases de solid\u00e3o ap\u00f3s o fim de alguma estrutura anterior como um namoro ou uma fase da vida\u201d. Sente-se mais estimulado para fazer can\u00e7\u00f5es em momentos de tristeza ou anima\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\u00c0s vezes me pergunto se a tristeza ou a alegria s\u00e3o mais estimulantes para compor. Em momentos de solid\u00e3o e vazio essa inquieta\u00e7\u00e3o que \u00e9 gerada faz-me tocar ou cantar. Quando voc\u00ea est\u00e1 contente, feliz ou pleno talvez v\u00e1 ao cinema, curta um romance ou se distraia. Talvez eu me veja menos em situa\u00e7\u00f5es solit\u00e1rias compondo no quarto. Gosto de compor sozinho, mas n\u00e3o acho que haja um clima favor\u00e1vel para fazer can\u00e7\u00f5es, esses momentos apenas produzem m\u00fasicas diferentes. \u201cVolta\u201d, por exemplo, \u00e9 uma can\u00e7\u00e3o que eu fiz animado, embora algumas pessoas interpretem a faixa como o fim de um namoro ou algu\u00e9m pedindo para voltar, mas \u00e9 mais relacionada com a saudade e evoca algu\u00e9m que est\u00e1 longe. Trata-se de uma m\u00fasica que exalta e v\u00ea beleza num amor correspondido. Enquanto \u201cN\u00e3o\u201d, do meu disco solo \u00e9 uma m\u00fasica muito triste. Sinto que as duas coisas podem virar can\u00e7\u00f5es bonitas e intensas. O que me agrada \u00e9 o fato da alegria e da tristeza gerarem temas belos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gostaria que definisse o relacionamento da sua banda com o grupo portugu\u00eas Capit\u00e3o Fausto e me falasse do vosso show conjunto na pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o do Rock in Rio 2019?<\/strong><br \/><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/04\/05\/entrevista-de-lisboa-capitao-fausto-fala-sobre-a-invencao-do-dia-claro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">N\u00f3s soubemos da exist\u00eancia do Capit\u00e3o Fausto<\/a> um pouco antes de termos ido pela primeira vez a Portugal, por volta de 2015 e 2016. Eu gostei da banda e falei com o Domingos Coimbra (baixista) pelo Facebook. Ele contou-me que estava escutando O Terno, gostava da nossa sonoridade e quando trocamos ideias percebemos que t\u00ednhamos muitas refer\u00eancias e caminhos semelhantes. Quanto mais fomos conhecendo o Domingos, sentimos uma afinidade maior e tivemos a percep\u00e7\u00e3o da nossa trajet\u00f3ria comum. O senso de humor, a procura da originalidade e o crescimento aos poucos enquanto banda, para ganhar espa\u00e7o, valeu para o Capit\u00e3o Fausto como vale para O Terno. Tamb\u00e9m foi importante falar com uma turma da mesma idade e refletir sobre a nossa \u00e9poca. Somos bastante parecidos ao n\u00edvel da viv\u00eancia. N\u00f3s pretendemos fazer o show do Rock In Rio inteiramente juntos com as duas bandas no palco durante o tempo inteiro tocando repert\u00f3rio de ambos, com arranjos novos e invertendo fun\u00e7\u00f5es: eu cantando m\u00fasicas de Tom\u00e1s e ele interpretando can\u00e7\u00f5es minhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Acredita que futuramente O Terno poder\u00e1 alcan\u00e7ar um p\u00fablico mais vasto como aconteceu com o Los Hermanos?<\/strong><br \/>Sinceramente, n\u00e3o lhe sei dizer. H\u00e1 pouco tempo, eu abri dois shows de est\u00e1dio da nova turn\u00ea do Los Hermanos e o tamanho do p\u00fablico, tal como o grau de intera\u00e7\u00e3o, \u00e9 muito impressionante. Quando voc\u00ea v\u00ea o Maracan\u00e3 cantando as m\u00fasicas deles entende que se trata de um fen\u00f4meno extraordin\u00e1rio. Eu encontro algumas semelhan\u00e7as no meu p\u00fablico e d\u00b4O Terno (tamb\u00e9m acontece com o Los Hermanos), pela paix\u00e3o da m\u00fasica e pelo fato das can\u00e7\u00f5es entrarem como trilha sonora da pr\u00f3pria vida. Relativamente \u00e0 legi\u00e3o de f\u00e3s d\u00b4O Terno, constato que vem crescendo. N\u00f3s come\u00e7amos 10 anos depois do Los Hermanos e existem v\u00e1rios fatores que eu n\u00e3o posso prever, porque esse grupo apareceu numa \u00e9poca em que estavam encerrando as gravadoras e a internet e o streaming n\u00e3o eram desta forma. Eles tiveram um grande sucesso no in\u00edcio da carreira e ficaram conhecidos a n\u00edvel nacional. Ao mesmo tempo, O Terno vem de uma \u00e9poca independente, criando o seu pr\u00f3prio caminho. Desconhe\u00e7o as vantagens e desvantagens de cada um desses processos e dos resultados. No entanto, encontro semelhan\u00e7as por serem p\u00fablicos carinhosos, que amam as m\u00fasicas e eu ficaria muito feliz que n\u00f3s consegu\u00edssemos ter a dimens\u00e3o e o n\u00famero de pessoas que eles atingiram, porque \u00e9 muito bonito de ver e agrada-nos que saibam as can\u00e7\u00f5es quando queremos falar com o p\u00fablico.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Tudo Que Eu N\u00e3o Fiz\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=PLS6XDO2NfBSs2ZXQfMgrZXRL-poQR1YuG\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 Pedro Salgado (siga\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@woorman<\/a>) \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e colabora com o Scream &amp; Yell contando novidades da m\u00fasica de Portugal. Veja outras entrevistas de Pedro Salgado\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/portugal\/\">aqui<\/a>.\u00a0<\/p>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em um bate papo leve via Whatsapp, Tim falou sobre o novo disco d&#8217;O Terno, \u201cAtr\u00e1s\/Al\u00e9m\u201d, de carreira solo, e das colabora\u00e7\u00f5es com Devendra Banhart, Shintaro Sakamoto e Capit\u00e3o Fausto\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/06\/12\/entrevista-tim-bernardes-o-terno-entre-a-nostalgia-e-a-esperanca\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":7,"featured_media":51964,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[857,47,2982],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51963"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51963"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51963\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":52251,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51963\/revisions\/52251"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51964"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51963"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51963"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51963"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}