{"id":5193,"date":"2010-05-21T20:00:32","date_gmt":"2010-05-21T23:00:32","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=5193"},"modified":"2015-06-19T15:54:40","modified_gmt":"2015-06-19T18:54:40","slug":"virada-cultural-sp-2010","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/05\/21\/virada-cultural-sp-2010\/","title":{"rendered":"Especial: Virada Cultural 2010"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-5194\" title=\"virada0\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/virada0.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/tiagoagostini\" target=\"_blank\">Tiago Agostini<\/a><br \/>\nFotos: Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Virada Cultural em S\u00e3o Paulo funciona geralmente assim: voc\u00ea faz uma programa\u00e7\u00e3o gigantesca e no final acaba perdendo metade dos shows que queria ver pelos mais diversos motivos, entre eles a dist\u00e2ncia dos palcos e a dificuldade de se locomover com rapidez pelas ruas lotadas. E n\u00e3o adiantar diminuir a programa\u00e7\u00e3o pessoal: voc\u00ea vai acabar perdendo um outro grande show. Paci\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O come\u00e7o da noite do roteiro Scream &amp; Yell foi nos palcos dos independentes. O Black Drawing Chalks fez um show quente para um belo p\u00fablico \u2013 em todos os sentidos. Os goianos comandaram a plat\u00e9ia receptiva com seus riffs circulares, instigando as obrigat\u00f3rias rodas de pogo e fazendo as primeiras filas baterem palma com os bra\u00e7os para cima durante quase toda a apresenta\u00e7\u00e3o. A jogar contra apenas um fator, que assombrou os dois palcos montados a um quarteir\u00e3o de dist\u00e2ncia na rua C\u00e1sper L\u00edbero: os problemas sonoros. Ora embolado, ora com o PA abafado, o som foi o grande vil\u00e3o da noite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pontual, Tulipa Ruiz sucedeu os goianos no outro palco da rua reduzindo o n\u00edvel de testosterona no ar a quase zero e apresentando as m\u00fasicas de seu primeiro CD, \u201cEf\u00eamera\u201d, a ser lan\u00e7ado no final do m\u00eas de maio. Mesmo com as falhas no som, as can\u00e7\u00f5es que concebem desde j\u00e1 um dos melhores discos nacionais do ano se fizeram notar, com destaque para a bel\u00edssima \u201c\u00c0s Vezes\u201d, que conquistou f\u00e3s \u00e0 primeira ouvida. Definitivamente, h\u00e1 algo de mineiro no carisma dessa paulistana que arrebata naturalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda deu tempo de conferir a apresenta\u00e7\u00e3o da Camaron\u00eas Orquestra Guitarr\u00edstica, que mistura refer\u00eancias d\u00edspares como surf e glam num rock instrumental que, apesar de bem executado, acaba n\u00e3o convencendo. Uma caminhadinha r\u00e1pida pelo entorno iluminado da Esta\u00e7\u00e3o da Luz para encontrar, na Pra\u00e7a Julio Prestes, a cantora C\u00e9U. Mais uma vez, a pot\u00eancia do som atrapalhou, agora em um palco com propor\u00e7\u00f5es bem maiores. De qualquer forma, a delicadeza do repert\u00f3rio suingado da cantora talvez n\u00e3o tenha como melhor local um show ao ar livre, onde se perdem as nuances do espet\u00e1culo. Foi tudo correto, mas poderia ser melhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das agruras da Virada consiste em voc\u00ea ficar parado em algum lugar que n\u00e3o queria estar por culpa da muvuca. Conselho: nunca tente atravessar uma multid\u00e3o no meio de um show de reggae. A chance de voc\u00ea perder uns 20 minutos (com sorte, s\u00f3 isso, se n\u00e3o a carteira e o celular podem ir juntos) \u00e9 enorme. Enquanto isso, no Palco Brega, no Arouche, Sidnei Magal regia o coro dos embriagados. A madrugada iria bem longe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No domingo, \u00e0s 13h30, o Raimundos entrava no palco da avenida S\u00e3o Jo\u00e3o para aquele que deveria ser um show redentor aos olhos do agora vocalista Dig\u00e3o \u2013 junto com Canisso, um dos membros originais a restarem na banda candanga. Dig\u00e3o, de fato, logo no come\u00e7o do show mandou um \u201ceu esperei muito tempo para estar aqui\u201d. Para uma banda que ano passado tocou no Outs, ver a avenida S\u00e3o Jo\u00e3o gritando \u201cRaimundos\u201d n\u00e3o podia deixar de ser emocionante. Mesmo que o p\u00fablico que ocupava o gargarejo pedisse insistentemente \u201cSol e Lua\u201d, can\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum lan\u00e7ado na internet \u201cPt qQ cOizAh\u201d e n\u00e3o reagisse com o vigor esperado a cl\u00e1ssicos como \u201cNega Jurema\u201d, por exemplo. Fato \u00e9 que o volume do canto da plat\u00e9ia era bem menor do que outrora, no auge de seu sucesso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rea\u00e7\u00f5es do p\u00fablico \u00e0 parte, \u00e9 preciso dizer que a banda no palco continua afiad\u00edssima. Dig\u00e3o \u00e9 um bom frontmen, incitando a galera a abrir rodas de pogo pela avenida. Ignorando o repert\u00f3rio de \u201cLapadas no Povo\u201d, o show fez uma mescla das m\u00fasicas dos outros tr\u00eas \u00e1lbuns de in\u00e9ditas gravados com Rodolfo (sem considerar o h\u00edbrido \u201cCesta B\u00e1sica\u201d). No palco \u00e9 legal recordar a for\u00e7a das can\u00e7\u00f5es dos dois primeiros \u00e1lbuns e a genialidade c\u00ednica de \u201cS\u00f3 No For\u00e9vis\u201d, principalmente de \u201cA Mais Pedida\u201d, executada com o aux\u00edlio de Pitty.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao final, em \u00eaxtase, Dig\u00e3o teve que cortar m\u00fasicas do repert\u00f3rio pelo tempo avan\u00e7ado mas encerrou o show com uma vibrante e indefect\u00edvel \u201cEu Quero Ver O Oco\u201d. Apesar do cheiro de naftalina no ar, foi uma apresenta\u00e7\u00e3o divertid\u00edssima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda tinha Arnaldo Antunes a se ver, mas sem chance. No final, Virada \u00e9 meio que isso: mesmo que a programa\u00e7\u00e3o deste ano estivesse mais fraca, o grande barato acabam n\u00e3o sendo os shows, e sim o clima do evento, andar pelas ruas cheias de gente e confrontar o p\u00fablico com o descaso do poder p\u00fablico em rela\u00e7\u00e3o ao centro da cidade. Os shows s\u00e3o meio que coadjuvantes, voc\u00ea passa e v\u00ea o que d\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-5195 aligncenter\" title=\"virada1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/virada1.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"907\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/virada1.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/virada1-200x300.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*******<\/p>\n<p>Tiago Agostini \u00e9 jornalista e assina o blog <a href=\"http:\/\/baladadolouco.wordpress.com\/\" target=\"_blank\">A Balada do   Louco<\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Virada 2007: Paulinho da Viola, Maria Alcina, Garotos Podres (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/05\/07\/especial-virada-cultural-2007\/\"><span style=\"color: #237fa1;\">aqui<\/span><\/a>)<br \/>\n&#8211; Virada 2008: Luiz Melodia, Vanguart, Tom Z\u00e9, Ultraje (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/04\/28\/vinte-e-quatro-horas-de-musica-em-sao-paulo\/\"><span style=\"color: #237fa1;\">aqui<\/span><\/a>)<br \/>\n&#8211; Virada 2009: Wando, Odair Jos\u00e9, Los Sebozos Posti\u00e7os (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2009\/05\/06\/cinco-shows-na-virada-cultural-2009\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Virada 2010: C\u00e9u, Tulipa Ruiz, Raimundos (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/05\/21\/virada-cultural-sp-2010\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Virada 2012: Man Or Astro-Man, Defalla, Tit\u00e3s, Pinduca (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2012\/05\/06\/seis-shows-na-virada-cultural-2012\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Virada 2014: Ira!, Ju\u00e7ara Mar\u00e7al, Falc\u00e3o, Pepeu Gomes (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/05\/20\/10-shows-da-virada-cultural-2014\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Virada 2015: 51 shows que o editor do Scream &amp; Yell gostaria de ver (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2015\/06\/18\/virada-cultural-2015-51-shows\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Tiago Agostini\nA Virada funciona geralmente assim: voc\u00ea faz uma programa\u00e7\u00e3o gigantesca e no final acaba perdendo metade dos shows&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/05\/21\/virada-cultural-sp-2010\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5193"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5193"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5193\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31196,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5193\/revisions\/31196"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5193"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5193"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5193"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}