{"id":51818,"date":"2019-05-29T13:20:55","date_gmt":"2019-05-29T16:20:55","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=51818"},"modified":"2019-06-28T08:51:29","modified_gmt":"2019-06-28T11:51:29","slug":"conexao-latina-a-estreia-solo-de-nicolas-molina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/05\/29\/conexao-latina-a-estreia-solo-de-nicolas-molina\/","title":{"rendered":"Conex\u00e3o Latina: Nicol\u00e1s Molina estreia solo"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leonardo Vinhas<\/a>\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nicol\u00e1s Molina atende o telefone com voz bastante rouca, \u201ca voz de todos os dias do ano\u201d, justifica. O rep\u00f3rter comenta brincando que, pelo menos no que tange \u00e0s cordas vocais, ele pode dizer que est\u00e1 na mesma turma de Mark Lanegan e Tom Waits \u201cPode ser, mas ao contr\u00e1rio deles, n\u00e3o \u00e9 por causa de u\u00edsque e coca\u00edna. \u00c9 por ficar acordado cuidando da filha\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos tr\u00eas anos que separam \u201cQuerencia\u201d, seu primeiro \u00e1lbum solo, do \u00faltimo que lan\u00e7ou \u00e0 frente de Molina y Los C\u00f3smicos (\u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/01\/14\/conexao-latina-molina-y-los-cosmicos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">El Folk de la Frontera<\/a>\u201d, 2016), muita coisa aconteceu na vida do m\u00fasico uruguaio: dissolveu a antiga banda, casou-se, tornou-se pai, deixou sua casa no balne\u00e1rio de Aguas Dulces e passou a dividir a semana entre um apartamento em Montevid\u00e9u e o trabalho em uma pequena propriedade rural na prov\u00edncia de Rocha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No meio de tudo isso, uma cota de s\u00e9rias quest\u00f5es pessoais \u2013 incluindo um suic\u00eddio na fam\u00edlia. \u00c9 natural, portanto, que em nada Molina lembre o jovem empolgado que conversou <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/01\/14\/conexao-latina-molina-y-los-cosmicos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pela primeira vez com o Scream &amp; Yell<\/a> durante o festival <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/11\/18\/balancao-festival-el-mapa-de-todos-2014\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">El Mapa de Todos de 2014<\/a>, ou mesmo o ambicioso e ansioso m\u00fasico com que a reportagem se deparou durante duas edi\u00e7\u00f5es do Festival Brasileiro de M\u00fasica de Rua (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/04\/27\/festival-brasileiro-de-musica-de-rua-2015\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">em 2015<\/a> <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/05\/03\/festival-brasileiro-de-musica-de-rua-2016\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">e 2016<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nicol\u00e1s Molina est\u00e1, definitivamente, em outra, e \u2018Querencia\u201d \u00e9 um retrato claro dessa transforma\u00e7\u00e3o: um \u00e1lbum melanc\u00f3lico, sim, mas que n\u00e3o perde de vista uma \u00e9pica e um vigor que, possivelmente, refletem a for\u00e7a que foi necess\u00e1ria para atravessar os tempos mais dif\u00edceis. Musicalmente, traz elementos novos que n\u00e3o atentam contra a sonoridade anterior, mas sim a direcionam para um aspecto mais intimista, ambicioso e menos alt.country.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na verdade, a estreia solo de Molina aconteceu no final de 2016, com uma vers\u00e3o de \u201cA Montanha\u201d, can\u00e7\u00e3o de Rubinho e Mauro Assump\u00e7\u00e3o que versionou para o disco \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/12\/07\/download-brasil-tambien-es-latino\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Brasil Tambi\u00e9n Es Latino<\/a>\u201d, lan\u00e7ado pelo Selo Scream &amp; Yell. \u201cEl Gran D\u00eda\u201d seria a primeira can\u00e7\u00e3o autoral lan\u00e7ado com seu pr\u00f3prio nome, e tanto ela como o segundo single do disco, a balada \u201cPra Lua Eu Vou Viajar\u201d, contam com o violoncelo de Raphael Evangelista (Duo Finl\u00e2ndia), enquanto a \u00faltima tem ainda a participa\u00e7\u00e3o vocal de <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/04\/05\/o-segundo-disco-de-natalia-matos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Nat\u00e1lia Matos<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou seja: a carreira solo do compositor nasce indissoci\u00e1vel de sua liga\u00e7\u00e3o musical e afetiva com o Brasil, pa\u00eds no qual ele j\u00e1 tocou em repetidas ocasi\u00f5es, em festivais (Se Rasgum, Para\u00edso do Rock, Conex\u00e3o Latina e os citados El Mapa e M\u00fasica de Rua) e em shows pr\u00f3prios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As duas can\u00e7\u00f5es, junto com \u201cVolver al Mar\u201d e \u201c\u00bfQue Pas\u00f3?\u201d, comp\u00f5em a metade mais \u201cdireta\u201d do disco \u2013 a \u00faltima, em especial, com potencial de hit e a participa\u00e7\u00e3o de outro brasileiro no banjo, o caxiense Gabriel Balbinot. A outra parte s\u00e3o can\u00e7\u00f5es que passeiam entre o sil\u00eancio e a longa expans\u00e3o psicod\u00e9lica, uma presen\u00e7a in\u00e9dita na obra de Molina. O saldo final \u00e9 coeso, belo e promete ter f\u00f4lego para ir muito al\u00e9m das audi\u00e7\u00f5es iniciais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na conversa com o S&amp;Y, realizada pouco mais de uma semana ap\u00f3s o lan\u00e7amento (exclusivamente digital) do \u00e1lbum, Nicol\u00e1s Molina d\u00e1 detalhes do \u00e1lbum e do seu complexo processo de feitura, que incluiu uma frustrante mixagem com o celebrado produtor norte-americano Craig Schumacher, al\u00e9m de falar de sua rela\u00e7\u00e3o com o Brasil e da recusa em manter o diletantismo oneroso de sua arte.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Nicol\u00e1s Molina - Querencia [2019] Full Album\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/L3EL-KI7o1U?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Molina y Los C\u00f3smicos era uma banda, como voc\u00ea disse em sua primeira entrevista o Scream &amp; Yell. Mas era voc\u00ea quem compunha, arranjava, produzia. Ent\u00e3o, por que assumir o car\u00e1ter solo de forma t\u00e3o clara quanto com mudan\u00e7a do nome?<\/strong><br \/>\nNa verdade, me parece que foi natural e \u00f3bvio. Pelo menos para mim, porque Molina y Los C\u00f3smicos estava desgastado no aspecto musical e no log\u00edstico. Era complicado sair de turn\u00ea com a banda. Alguns gostavam de viajar ao Brasil ou \u00e0 Argentina para tocar, mas n\u00e3o queriam sair para fazer shows no Uruguai (risos). No musical, a situa\u00e7\u00e3o era outra: talvez algum integrante preferisse tocar um instrumento e n\u00e3o outro, que era o que a can\u00e7\u00e3o pedia. Podia preferir tocar algo que desse\u2026 mais visibilidade, digamos, e isso come\u00e7ou a gerar algumas brigas internas. E em Molina y Los C\u00f3smicos todos eram amigos desde antes da banda, eu n\u00e3o queria esse tipo de situa\u00e7\u00e3o rolando. Ent\u00e3o eu tinha duas op\u00e7\u00f5es: ou mandava todo mundo embora e recome\u00e7ava com outros m\u00fasicos (risos), ou come\u00e7ava algo novo. E assim foi. Mas \u00e9 meu terceiro disco. Eu vinha de v\u00e1rios processos, e esse disco era uma quebra, uma ruptura, e eu precisei marcar isso. Estava sentindo outras coisas, vivendo outras coisas, diferente de tudo que havia vivido at\u00e9 ent\u00e3o, e tamb\u00e9m queria encerrar a banda de um jeito que n\u00e3o fosse traum\u00e1tico. Quando tomei essa decis\u00e3o [de sair solo], meus melhores amigos me disseram que eu ia perder o nome, que eu ia perder o que j\u00e1 tinha feito com KEXP, Showlivre, com os festivais brasileiros como Se Rasgum, El Mapa de Todos e Para\u00edso do Rock. E eu dizia a eles que sim, ia perder, entre aspas, tudo isso, mas que eu n\u00e3o sou um nome, e sim uma pessoa que tenta gravar m\u00fasica, tocar e ser fiel ao seu gosto antes da parte comercial. Essa parte n\u00e3o tem a mesma import\u00e2ncia que a art\u00edstica. E por isso eu precisava marcar esse recome\u00e7o sem me preocupar com essa \u201cperda\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea falou de estar vivendo coisas diferentes. A melancolia estava presente nos dois primeiros discos, mas havia alegria tamb\u00e9m. Esse \u00e9 um disco de tem\u00e1tica triste, pesada. O que ele marca: um momento de despedir esses sentimentos, aprofund\u00e1-los ou nada disso?<\/strong><br \/>\nEssa \u00e9 uma \u00f3tima e dif\u00edcil pergunta. Em momento nenhum eu parei pra pensar o que era o disco ou para \u201cdesenhar\u201d o que ele seria. Eu comecei a colocar as coisas para fora, e era isso: exteriorizar o que vinha passando. Era fazer uma terapia sem passar por um processo psicanal\u00edtico. Agora que o disco est\u00e1 nas ruas, me dei conta que foi uma forma de me despedir de coisas sobre as quais precisava falar delas, mas n\u00e3o queria falar com ningu\u00e9m a n\u00e3o ser eu mesmo. Foi um registro de tudo que passava pela minha cabe\u00e7a nesses anos, me despedi e ao mesmo tempo \u00e9 algo que sempre estar\u00e1 a\u00ed para recordar o que eu vivi. \u201cEl Desencanto\u201d era bem pessoal tamb\u00e9m, mas \u201cEl Folk de La Frontera\u201d era um exerc\u00edcio de contar hist\u00f3rias, de procurar outras narrativas \u2013 seguramente porque eu n\u00e3o tinha tanto a contar. Tanto que, quando o terminei, eu dizia que n\u00e3o lan\u00e7aria outro disco, porque n\u00e3o imaginava que viveria outras experi\u00eancias que me levassem \u00e0 necessidade de compor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bem, pelo visto, muitas dessas experi\u00eancias surgiram. E talvez \u201cEl Gran D\u00eda\u201d seja o marco mais claro disso. \u00c9 uma can\u00e7\u00e3o muito densa, que para mim soa quase como uma pensata sobre o suic\u00eddio, ainda que n\u00e3o fale disso diretamente.<\/strong><br \/>\nEu acho que \u201cEl Gran D\u00eda\u201d n\u00e3o \u00e9 uma can\u00e7\u00e3o de suic\u00eddio, mas talvez de algu\u00e9m vivendo o momento pr\u00e9vio. Ou talvez n\u00e3o, porque eu nunca pensei em me matar e nunca vou fazer isso. Amo minha filha e tenho muitas raz\u00f5es para viver. Mas pode ser que um dia algu\u00e9m acorde com uma sensa\u00e7\u00e3o\u2026 (pausa) Relaciono muito o suic\u00eddio com o t\u00e9dio, com a repeti\u00e7\u00e3o, com viver sempre o mesmo. Aqui no Uruguai, o suic\u00eddio \u00e9 uma quest\u00e3o muito presente, e n\u00e3o acredito que o Minist\u00e9rio de Educa\u00e7\u00e3o fa\u00e7a um trabalho eficiente no sentido de alertar e trazer informa\u00e7\u00e3o sobre esse problema t\u00e3o grande. A taxa de suic\u00eddios \u00e9 muito alta (16,6 por 100 mil habitantes). Eu penso muito sobre isso agora que sou adulto, de uma maneira que n\u00e3o conseguia quando adolescente ou jovem. \u00c9 algo que aconteceu na minha fam\u00edlia, e faz dois anos aconteceu com um parente mais direto\u2026 E a\u00ed voc\u00ea come\u00e7a a pensar que n\u00e3o s\u00e3o casos isolados, e come\u00e7a a se dar conta que passou com amigos, com gente que voc\u00ea conhece, e v\u00ea que isso \u00e9 uma problem\u00e1tica real. Quando algu\u00e9m escreve uma can\u00e7\u00e3o, escreve sobre o entorno no qual vive, por isso acredito que isso aparece de alguma forma na minha m\u00fasica.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Nicol\u00e1s Molina - El Gran D\u00eda [2018]\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1lJH6bwym0k?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falando de letras: o Uruguai tem uma tradi\u00e7\u00e3o de ter letras muito profundas em sua m\u00fasica popular, quase liter\u00e1rias. Mas isso parece que vem perdendo for\u00e7a dos anos 2000 para c\u00e1. Voc\u00ea sente isso?<\/strong><br \/>\n\u00c9 muito dif\u00edcil falar de colegas, e eu mesmo n\u00e3o sou uma pessoa que escuta muita m\u00fasica uruguaia atual. Escuto amigos, mas n\u00e3o examino atentamente as letras de cada um. Acho que at\u00e9 os anos 00 n\u00f3s t\u00ednhamos, sim, esse car\u00e1ter de boas letras, como as de Alberto Wolf y Los Terapeutas, La Tabar\u00e9 e outros. Mas temos artistas novos que fazem letras interessantes, mesmo que n\u00e3o sejam sobre temas t\u00e3o profundos. Assim de imediato n\u00e3o me vem a cabe\u00e7a exatamente um nome\u2026 mas acho que pode ser o caso de <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/02\/01\/conexao-latina-la-hermana-menor\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">La Hermana Menor<\/a>, que voltou e vai lan\u00e7ar disco novo, de Ivan y Los Terribles, de Alucinaciones en Familia, que t\u00eam todos can\u00e7\u00f5es muito reflexivas e criticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voltando \u00e0 \u201cQuerencia\u201d: voc\u00ea teve referentes musicais para a composi\u00e7\u00e3o? Porque, nos anteriores, se ouvia a influ\u00eancia de Calexico, de Nacho Vegas&#8230;<\/strong><br \/>\nNo l\u00edrico, n\u00e3o me prendi a nenhuma influ\u00eancia. Mas escutei um monte de Bruce Springsteen e de Kurt Vile. S\u00e3o artistas que conseguem materializar a m\u00fasica pop com certo cuidado art\u00edstico na hora de gravar. Uma bateria de Bruce Springsteen, por exemplo, \u00e9 muito \u201cquadrada\u201d, mas ao mesmo tempo traz matizes e detalhes que s\u00e3o muitos ricos, muito interessantes. E acho que outra influ\u00eancia que tive foi a de buscar as coisas mais simples poss\u00edveis. Por exemplo, para determinada can\u00e7\u00e3o, eu queria um trompete, mas se n\u00e3o tinha um trompete \u00e0 m\u00e3o, usava um acorde\u00e3o mesmo. Antes eu iria atr\u00e1s de um trompetista de mariachi, como fiz quando gravei \u201cBalada a Kassandra\u201d. Agora n\u00e3o. Us\u00e1vamos o melhor que pod\u00edamos que estivesse \u00e0 m\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ali\u00e1s, enquanto o antecessor tinha muitos convidados, esse est\u00e1 mais conciso. \u00c9 curioso que, com banda, voc\u00ea tinha mais convidados do que solo (risos).<\/strong><br \/>\nSim, recentemente gravei algumas faixas com Pedro Dalton (tamb\u00e9m vocalista das bandas Buenos Muchachos e Los Daltons) para o programa de r\u00e1dio dele e fal\u00e1vamos sobre isso. Eu tinha amigos que tocavam comigo, e eu ficava muitas vezes at\u00e9 \u00e0s cinco da manh\u00e3 gravando porque era a hora em que ele podia gravar, e depois eu ficava editando tudo at\u00e9 tarde\u2026 Por essa e outras raz\u00f5es, n\u00e3o so\u00e1vamos como ao vivo, havia muita p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o. Aconteceu em \u201cQuerencia\u201d algo incr\u00edvel: consegui uma banda que realmente aportou para o disco. Com Molina y Los C\u00f3smicos eu tinha muito mais incid\u00eancia sobre o que os m\u00fasicos tocavam. Agora n\u00e3o foi esse o caso. Jos\u00e9 Nozar (baterista das bandas Buenos Mucachos, La Hermana Menor e Federico Deutsch) tocou todas as baterias e trouxe muitas coisas. Eu apresentei algumas ideias para ele feitas na drum machine, e ele ia construindo coisas novas, transformando. Pablo Gomez (teclados, piano e acorde\u00e3o) me apresentava ideias e sons novos, e tudo o que ele trazia eu gostava. E com Ripi [Arruti] tamb\u00e9m: ele n\u00e3o est\u00e1 na banda s\u00f3 por ser meu melhor amigo (Risos). Ele \u00e9 um \u00f3timo baixista e teve uma grande evolu\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea escuta os dois primeiros e escuta esse, o som do baixo \u00e9 totalmente diferente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como est\u00e3o programados os shows? Nos seus canais oficiais, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma data anunciada.<\/strong><br \/>\nSim, e isso \u00e9 algo que com Molina y Los C\u00f3smicos nunca aconteceu. De 2014 a 2016, sempre terminamos um show j\u00e1 tendo outras datas \u00e0 frente. Agora n\u00e3o temos nada marcado. Estamos vendo para apresentar o \u00e1lbum numa sala bem grande de Montevid\u00e9u, mas n\u00e3o est\u00e1 nada certo e prefiro n\u00e3o falar nada at\u00e9 estar efetivamente fechado. Mas \u00e9 algo que tem grandes chances de fazer, e espero conseguir trazer todos os que participaram deste disco para tocar no show.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea mal apresentou \u201cEl Folk de la Frontera\u201d ao vivo, foram pouqu\u00edssimos shows&#8230;<\/strong><br \/>\nA ideia agora \u00e9 voltar a tocar, e mais at\u00e9 do que antes. Mas mudaram as condi\u00e7\u00f5es, e \u00e9 isso que levo em conta antes de procurar as oportunidades. Faz pouco tempo que falei em uma entrevista para o [m\u00fasico e jornalista espanhol] Se\u00f1or Chianrro que n\u00e3o saio para tocar se n\u00e3o for para trazer dinheiro para casa. E, em certo sentido, estou tomando esse caminho porque hoje se vou investir em tempo e dinheiro, prefiro investi-los com minha filha, porque ela vai me dar muito mais retorno. Mas como disse, quero voltar a tocar, e o disco saiu faz uma semana, tudo ainda \u00e9 muito novo. Tamb\u00e9m acho que estou mudando muito a maneira de me apresentar ao vivo com essa nova banda. Todas as vezes que toquei com essa banda soou muito bem, e por sorte tenho amigos muito sinceros que podem ser muito cr\u00edticos e podem elogiar. Ter gente assim por perto \u00e9 bom. Uma quest\u00e3o que \u00e9 certa \u00e9 que n\u00e3o sou cantor nem guitarrista profissional, e embora eu n\u00e3o trate as coisas como divers\u00e3o \u2013 \u00e9 trabalho \u2013 tenho claro que sou um cara do interior do Uruguai, e que estou me desenvolvendo no palco. Mas temos uns cinco ou seis meses de ensaios e prepara\u00e7\u00e3o, que ser\u00e3o como um laborat\u00f3rio para os shows, e vamos tentar defender o disco da melhor forma poss\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea foi at\u00e9 Tucson, nos EUA, para mixar o disco com Craig Schumacher. Por que ir at\u00e9 l\u00e1?<\/strong><br \/>\nPra falar disso, tenho que ir pros primeiros discos. O primeiro eu mixei junto com um amigo (Gustavo de Le\u00f3n) nos est\u00fadios Sondor. Gostei do resultado, mas vi que precisava de algo mais. Isso veio quando fiz \u201cEl Folk\u201d, que foi com Craig. Trabalhamos pela internet, discutindo a mixagem online, e foi um processo que me deixou muito feliz. Mas lembre-se que \u201cEl Folk de La Frontera\u201d n\u00e3o era um \u00e1lbum t\u00e3o pessoal, por isso eu n\u00e3o precisava participar tanto da mixagem. \u201cQuerencia\u201d \u00e9 muito mais pessoal que os anteriores, o m\u00ednimo barulhinho de um piano, se estava mais alto ou mais baixo, repercutia na minha cabe\u00e7a. Surgiram as condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas favor\u00e1veis para ir trabalhar com Craig \u201cao vivo\u201d, nesse aspecto 2017 foi um bom ano para mim: ganhei dois Premios Grafitti e o primeiro lugar no Pr\u00eamio Nacional de M\u00fasica do Uruguai, o que me permitiu viajar e mixar nos Estados Unidos. Realizei esse sonho de ir a um est\u00fadio (Wavelab) no qual foram gravados grandes discos (nota: a lista inclui \u00e1lbuns de Calexico, KT Tunstall, The Jayhawks, Neko Case, Evan Dando, Iron &amp; Wine, Robyn Hitchcok e v\u00e1rios outros). S\u00f3 que eu tinha uma vis\u00e3o da mixagem que n\u00e3o era a de Craig, e tivemos um certo tipo de desacordo. Depois do voo, foi um dia e meio dirigindo para chegar l\u00e1, e um dia e meio para voltar, a barreira idiom\u00e1tica era super complicada, e para piorar, Craig chegava s\u00f3 \u00e0s duas horas da tarde. Eu fiz todo um esfor\u00e7o para chegar l\u00e1, investi muito, e o cara s\u00f3 chegava \u00e0s duas! Al\u00e9m disso, tinha a quest\u00e3o da concep\u00e7\u00e3o do som, mesmo. Mas quando ele come\u00e7ava a trabalhar, era uma m\u00e1quina! Aconteceram algumas outras coisas que talvez eu preferisse n\u00e3o contar\u2026 Mas ok, vamos l\u00e1: eu mudei uma coisa ou outra na mixagem final. N\u00e3o muito, mas mexi. E o cara que masterizou o disco (Warrior) fez um trabalho muito interessante. Na masteriza\u00e7\u00e3o pudemos resolver problemas de ru\u00eddos e frequ\u00eancias que n\u00e3o deveriam ter existido. Coisas que n\u00e3o aparecem se voc\u00ea mixa em um est\u00fadio profissional, coisas que n\u00e3o aconteceriam em um est\u00fadio no Uruguai. Mas pudemos consertar. No fim, ficou como um aprendizado um pouco estranho, mas estou feliz com o resultado. O disco conviveu com problemas todo o tempo. Tive problemas com tr\u00eas interfaces de som, com cabos, com as guitarras. Todo o tempo foi problem\u00e1tico. Fiquei boa parte do tempo pensando em apagar tudo, em n\u00e3o mostrar para ningu\u00e9m, em regravar, mas comecei a confiar e deixar rolar. Tem um ditado que gosto muito, que diz que os discos n\u00e3o se terminam, ent\u00e3o voc\u00ea simplesmente tem que deix\u00e1-los ir. E eu deixei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Agora que deixou, como voc\u00ea v\u00ea o potencial dele? \u00c9 um disco diferente, fora da curva, mas n\u00e3o \u00e9 herm\u00e9tico nem inacess\u00edvel. A quem ele pode chegar?<\/strong><br \/>\n\u00c9 uma pergunta muito dif\u00edcil e n\u00e3o tenho uma resposta firme para ela. Sei que ele \u00e9 menos diger\u00edvel que os anteriores, que tinham, por exemplo, \u201cEn el Camino del Sol\u201d, uma can\u00e7\u00e3o que podia agradar a uma mulher de, sei l\u00e1, 60 anos, ou a av\u00f3 de um amigo. Esse disco, creio, n\u00e3o tem isso. Mas pode me surpreender. Eu nunca desejo mal para mim (risos), sempre me desejo coisas boas, mas n\u00e3o sei dizer o que vai acontecer. Ningu\u00e9m tem a f\u00f3rmula do sucesso, e a verdade \u00e9 que me interessei por assumir as coisas peculiares que esse disco tem. Ent\u00e3o, se eu for tocar para 50 pessoas em S\u00e3o Paulo que se interessaram pelo que est\u00e1 nesse disco tal como ele \u00e9, pode ser mais interessante que tocar para 200 em outro lugar. Claro, estou especulando, mas \u00e9 um disco sens\u00edvel, que pede aten\u00e7\u00e3o, e gosto da ideia de tocar para pessoas atentas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ele \u00e9 um disco que pede paci\u00eancia, mesmo. N\u00e3o por ser cansativo, mas por demandar uma pausa, por n\u00e3o ser urgente. Tem um dado que o pr\u00f3prio Spotify revelou que o bot\u00e3o mais usado pelos usu\u00e1rios \u00e9 o \u201cskip\u201d (passar faixa). As pessoas est\u00e3o impacientes, e voc\u00ea come\u00e7a com uma faixa (\u201cTres Flores para el Mar\u201d) que tem uma introdu\u00e7\u00e3o longa, cheia de sil\u00eancios.<\/strong><br \/>\nExato. Craig inclusive brigou contra isso, ele n\u00e3o queria que essa introdu\u00e7\u00e3o entrasse no disco, e eu disse: \u201csou o produtor, sou o compositor, ela vai entrar dessa forma\u201d. Porque \u00e9 assim que a can\u00e7\u00e3o \u00e9. E pensando agora, eis aqui algo que posso responder na pergunta anterior: \u00e9 um disco para quem gosta de ouvir m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Chama a aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m o final do disco ser bastante psicod\u00e9lico, que \u00e9 uma linguagem que nunca tinha aparecido nas suas composi\u00e7\u00f5es. N\u00e3o psicod\u00e9lico no sentido Tame Impala\u2026<\/strong><br \/>\n(me cortando, s\u00e9rio) Me ajoelho e pe\u00e7o por favor que n\u00e3o me compare com Tame Impala, porque me d\u00e1 muita vergonha alheia ouvir quem faz isso, quem coloca esses millh\u00f5es de reverb e chorus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00e3o estou comparando, ia dizer justamente que \u00e9 psicod\u00e9lico, mas nada parecido com o que atualmente as pessoas entendem por psicodelia \u2013 um entendimento paradoxalmente limitado, diga-se.<\/strong><br \/>\n\u201cPra Lua Eu Vou Viajar\u201d \u00e9 tamb\u00e9m psicod\u00e9lica, gra\u00e7as principalmente ao grande trabalho do Raphal Evangelista no violoncelo. Voc\u00ea escuta a grava\u00e7\u00e3o e v\u00ea que tem outra concep\u00e7\u00e3o de psicodelia. N\u00e3o \u00e9 essa \u201cmacdemarcza\u00e7\u00e3o\u201d da m\u00fasica, com chorus que n\u00e3o acaba mais. Eu escuto Mac DeMarco, gosto dele, mas n\u00e3o vejo porque todo mundo tem que soar igual.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Nicolas Molina - Pra Lua Eu Vou Viajar [Video Oficial]\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vq77v4u7LDE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cPra Lua Eu Vou Viajar\u201d \u00e9 a sua primeira can\u00e7\u00e3o com letra em portugu\u00eas. J\u00e1 que voc\u00ea disse trabalhar em favor da can\u00e7\u00e3o, queria que falasse sobre a escolha do idioma.<\/strong><br \/>\n\u00c9 certo que eu fiz muita aproxima\u00e7\u00e3o com o Brasil entre 2013 e 2016, do ponto de vista musical e afetivo tamb\u00e9m. Um dia, sozinho em casa, peguei o viol\u00e3o e comecei a balbuciar uma letra que sa\u00eda em portugu\u00eas. Ent\u00e3o pra que mudar? As pessoas do Brasil me dizem que a pron\u00fancia est\u00e1 boa (risos), mas a verdade \u00e9 que n\u00e3o tem muita gente me escrevendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mas falando das duas can\u00e7\u00f5es finais, especificamente: queria que voc\u00ea contasse um pouco sobre elas, porque s\u00e3o bem diferentes de tudo que voc\u00ea j\u00e1 fez.<\/strong><br \/>\nS\u00e3o can\u00e7\u00f5es grandes, sem potencial comercial, uma de 7 minutos e outra de 9, ent\u00e3o voc\u00ea j\u00e1 sabe antecipadamente que elas n\u00e3o v\u00e3o para as r\u00e1dios, n\u00e3o v\u00e3o ganhar clipe. Assim, trabalhei para a can\u00e7\u00e3o, que \u00e9 algo que sempre fa\u00e7o \u2013 n\u00e3o penso de forma calculada: \u201cah, tem que ter duas can\u00e7\u00f5es psicod\u00e9licas\u201d. Em certo sentido, elas s\u00e3o uma ruptura, como voc\u00ea disse. Elas disparam possibilidades sonoras, mas n\u00e3o posso dizer que o pr\u00f3ximo disco vai ser assim. Pode ser que eu mude tudo e fa\u00e7a um disco super chato, s\u00f3 com viol\u00e3o, n\u00e3o tenho como saber. \u201cLos Ultimos Hippies del Verano\u201d tem um trabalho incr\u00edvel de Pablo [Gomez]. Na demo, ela tinha uma programa\u00e7\u00e3o simples, mas muito influenciada por \u201cClics Modernos\u201d, um disco de Charly Garc\u00eda que foi muito criticado na \u00e9poca (1983), porque era um disco pop com muita experimenta\u00e7\u00e3o. A demo era muito b\u00e1sica, e eu trouxe essa refer\u00eancia do Charly para o Pablo, que foi criando a partir da\u00ed, colocando muitos teclados \u2013 outra coisa que Craig queria tirar e eu n\u00e3o permiti. \u201cEl Marciano y El Palmar\u201d j\u00e1 \u00e9 bem psicod\u00e9lica na letra, e quando a apresentei ao Negro (apelido de Jos\u00e9 Nozar), fizemos juntos uma batida de tambor e a partir da\u00ed ela come\u00e7ou a caminhar para onde ela chegou, com uma grande participa\u00e7\u00e3o dele. Esse \u00e9 presente de trabalhar com m\u00fasicos t\u00e3o capazes que aportam coisas pr\u00f3prias. N\u00e3o quero dizer que os outros m\u00fasicos que conhe\u00e7o n\u00e3o s\u00e3o interessantes, mas sim que essa banda tem muito a ver com a linha sonora que estou buscando, estamos todos na mesma ideia musical. Eu agrade\u00e7o muito a eles e ao Ripi por serem parte desse disco. No momento em que isso acontece \u2013 em que um m\u00fasico vem na sala de ensaio e traz uma coisa nova, uma ideia nova, para uma composi\u00e7\u00e3o sua \u2013 \u00e9 o melhor de estar com uma banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para encerrar, queria voltar \u00e0 ess\u00eancia de \u201cQuerencia\u201d. O disco tem esse ar de mergulho em \u00e1guas escuras, turvas, que parece unir seu momento pessoal a um momento social pesado.<\/strong><br \/>\nNa realidade, todos vivemos com um lado escuro e com um luminoso. Ningu\u00e9m no planeta escapa de carregar a escurid\u00e3o. O disco transita nessas \u00e1guas, e creio que traz uma certa cr\u00edtica ao lugar onde vivo, que amo, sim, mas que tamb\u00e9m pode ser criticado. Fiz o disco com muita paz interna, n\u00e3o foi dif\u00edcil desfrutar a grava\u00e7\u00e3o de nenhuma delas. Fiz junto com o dia a dia do meu trabalho, sem drogas, n\u00e3o foi perturbado. N\u00e3o foi Bukowski, foi todo o contr\u00e1rio (risos). Gravei muito centrado, consciente do que eu estava passando. Sou um homem com uma filha, com muitas coisas para viver e creio que isso \u00e9 o que fica do processo da feitura desse disco.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Molina y Los Co?smicos - Full Performance (Live on KEXP)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-5QltWDGEic?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Nicol\u00e1s Molina - Marinero de Luces (Demo Cover)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/USNk8UU9T3o?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"&quot;A Montanha&quot;, por Nicol\u00e1s Molina\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ejE0ENDsj6s?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Molina y Los C\u00f3smicos no Est\u00fadio Showlivre - Apresenta\u00e7\u00e3o na \u00cdntegra\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/nDQOGtHJm1g?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell. A foto que abre o texto \u00e9 de Pablo Banchero \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Dos tr\u00eas anos que separam \u201cQuerencia\u201d, seu primeiro \u00e1lbum solo, do \u00faltimo que lan\u00e7ou \u00e0 frente de Molina y Los C\u00f3smicos (\u201cEl Folk de la Frontera\u201d, 2016), muita coisa aconteceu na vida do m\u00fasico uruguaio. Neste papo sincero, Nico fala sobre o disco, sobre suic\u00eddio, inspira\u00e7\u00e3o e muito mais!\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/05\/29\/conexao-latina-a-estreia-solo-de-nicolas-molina\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":51819,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[3099],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51818"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51818"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51818\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":52075,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51818\/revisions\/52075"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51819"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51818"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51818"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51818"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}