{"id":51788,"date":"2019-05-27T18:33:41","date_gmt":"2019-05-27T21:33:41","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=51788"},"modified":"2019-06-19T08:10:26","modified_gmt":"2019-06-19T11:10:26","slug":"entrevista-10-anos-de-beach-combers","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/05\/27\/entrevista-10-anos-de-beach-combers\/","title":{"rendered":"Entrevista: 10 anos de Beach Combers"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/rafael.p.donadio\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Rafael Donadio<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem j\u00e1 teve a oportunidade de assistir ao show da banda carioca Beach Combers, sabe o qu\u00e3o visceral s\u00e3o Paulo Emmery (baixo), Bernar Gomma (guitarra) e Lucas Le\u00e3o (bateria) em cima do palco ou nas ruas do Rio de Janeiro. As m\u00fasicas do trio ganham ainda mais intensidade e energia durante as apresenta\u00e7\u00f5es. Exatamente por isso esse foi o formato escolhido para comemorar os 10 anos de uni\u00e3o do grupo, com o \u00e1lbum \u201c<a href=\"http:\/\/deckdisc.com.br\/beach-combers-beach-attack\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Beach Combers Ao Vivo<\/a>\u201d, lan\u00e7ado no \u00faltimo dia 10 de maio, pela DeckDisc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cToda banda que a gente curte a gente quer ver e ouvir o ao vivo\u201d, comenta Lucas Le\u00e3o. \u201cGostamos de \u00e1lbuns como \u2018Live at Leeds\u2019 (The Who), o ao vivo do Led Zeppelin, tanto os cl\u00e1ssicos, como bootlegs (grava\u00e7\u00f5es de \u00e1udio ou v\u00eddeo de um artista realizadas diretamente de uma apresenta\u00e7\u00e3o sem autoriza\u00e7\u00e3o do artista). Ent\u00e3o, a gente sempre quis lan\u00e7ar dessa forma tamb\u00e9m, que \u00e9 a forma mais real, visceral e org\u00e2nica poss\u00edvel\u201d, completa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com 11 faixas gravadas no Festival Concertos Urbanos em maio de 2018, no Rio de Janeiro, o \u00e1lbum traz sete composi\u00e7\u00f5es do repert\u00f3rio da banda e quatro outras de bandas que os influenciam: \u201cHava Nagila\u201d (can\u00e7\u00e3o folcl\u00f3rica hebraica que foi sucesso na voz de Harry Belafonte), \u201cSubstitute\u201d (The Who), &#8220;Shape Of Things To Come\u201d (da trilha sonora do filme \u201cO Grito da Liberdade\u201d, de 1968) e \u201cLand Of 1000 Dances\u201d (Wilson Pickett).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As can\u00e7\u00f5es foram todas captadas e p\u00f3s produzidas da forma mais crua poss\u00edvel, mixadas e masterizadas pelos pr\u00f3prios integrantes, sem overdubs ou qualquer tipo de efeito. Como n\u00e3o poderia deixar de ser, a capa do disco mostra os tr\u00eas m\u00fasicos vestindo o j\u00e1 famoso uniforme da Beach Combers: camisetas (com os sobrenomes de cada um) e bermudas vermelho e branco, no melhor estilo surfistas dos anos 1960 e 1970. Ou uma blusa, para quando o clima n\u00e3o \u00e9 favor\u00e1vel.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-51790\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/beachcombers1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"749\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/beachcombers1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/beachcombers1-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/beachcombers1-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Formada por Bernar em 2009, a banda teve outro grupo carioca como inspira\u00e7\u00e3o: The Pop\u2019s, da d\u00e9cada de 1960. Depois de pirar no som dos conterr\u00e2neos, Bernar comprou uma Giannini (guitarra) e um baguinho (amplificador) e come\u00e7ou a compor e fazer shows no underground carioca. Mas os \u201cBeach Attacks\u201d pelas ruas, cal\u00e7ad\u00f5es e pra\u00e7as do Rio de Janeiro come\u00e7aram s\u00f3 em 2013. A partir de ent\u00e3o, passaram a ter mais reconhecimento e a tocar tamb\u00e9m em casas de shows, como Circo Voador e Imperator, e outras estados: S\u00e3o Paulo, Minas Gerais, Goi\u00e1s (Goi\u00e2nia Noise), Distrito Federal (PicNik) e Santa Catarina (Psicod\u00e1lia), entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2016, gravaram o primeiro disco da carreira, \u201cNingu\u00e9m Segura os Beach Combers\u201d. Nesse per\u00edodo, j\u00e1 faziam tamb\u00e9m as \u201caberturas n\u00e3o oficiais\u201d de grandes shows na porta do Maracan\u00e3: Rolling Stones, Foo Fighters, Roger Waters, Queens of The Stone Age etc. No Rock in Rio de 2017, aconteceu um dos epis\u00f3dios mais marcantes da banda: Zak Starkey (baterista do The Who, filho do Ringo Starr) os ouviu da cobertura do Hotel Fasano e desceu para tocar com eles no cal\u00e7ad\u00e3o da Praia do Arpoador, e foi presenteado com uma Beach Jaqueta, que usou durante o resto da turn\u00ea do The Who.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2018, foi lan\u00e7ado o \u00e1lbum \u201cBeach Attack\u201d (2018), tamb\u00e9m pela DeckDisc, em vinil, CD K7 e em todas plataformas digitais. Agora, sempre transportados pelo Cremoso (Beach Fusca), pretendem comemorar a primeira d\u00e9cada de uni\u00e3o durante todo o ano de 2019. Conversamos com os tr\u00eas Beach Combers sobre o novo disco, import\u00e2ncia de se tocar em espa\u00e7os p\u00fablicos, o encontro com Zak Starkey, come\u00e7o da banda e outros assuntos. Confira.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Beach Combers - Go Go Beach Combers (Clipe Oficial)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2vZ-LcMlrOM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como surgiu a ideia de gravar um disco ao vivo?<\/strong><br \/>\nLucas: Lan\u00e7ar um disco ao vivo sempre foi um desejo nosso e agora pintou um motivo e uma oportunidade. Adoramos ouvir discos ao vivo das bandas que a gente curte, tanto as grava\u00e7\u00f5es mais cl\u00e1ssicas quanto as mais obscuras, ouvir o bootleg do bootleg. Tipo, &#8220;voc\u00ea j\u00e1 ouviu essa vers\u00e3o?&#8221;. \u00c9 a forma mais visceral de escutar uma banda &#8211; podemos dizer que esse filho nasceu de parto natural? E foi isso, registro de um show. N\u00f3s mesmos mixamos, masterizamos, sem overdub, sem maquiagem. Calhou de ser no &#8220;Concertos Urbanos&#8221;, um festival com uma estrutura legal, na rua, aberto ao p\u00fablico, coisa que a gente gosta. N\u00e3o vou dizer que a gente estava cansado\/praticamente virado, porque n\u00e3o existe isso no Beach Combers. Fizemos um show de madrugada em Cabo Frio (RJ) e fomos quase direto para o Rio de Janeiro (RJ) fazer o festival, com o cu na m\u00e3o da gasolina do Cremoso (fusca) acabar, porque n\u00e3o tinha gasolina nos postos (por causa da greve dos caminhoneiros, no ano passado).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual a import\u00e2ncia desse \u00e1lbum comemorativo de 10 anos de banda?<\/strong><br \/>\nLucas: A gente gosta de festa, ent\u00e3o arranjamos um bom motivo para comemorar o ano inteiro, sem parar. Mas a real \u00e9 que tem que comemorar mesmo, 10 anos n\u00e3o s\u00e3o 10 dias nem 10 meses. \u00c9 um relacionamento duradouro \u2013 como dizem nas redes sociais, &#8220;relacionamento s\u00e9rio&#8221; \u2013 para uma banda de guerrilha, n\u00e3o mainstream e que \u00e9 muito ativa. Estamos num momento muito especial e produtivo como banda, ent\u00e3o \u00e9 uma comemora\u00e7\u00e3o que at\u00e9 extrapola os 10 anos. A gente olha para tr\u00e1s e pensa l\u00e1 na frente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bernar: \u00c9 super importante. Quando comecei a banda, n\u00e3o tinha ideia de que tudo isso aconteceria. Sempre teve essa onda despretensiosa de ser instrumental, de andar na contram\u00e3o, tocar na rua, vender fita K7 etc, mas ao mesmo tempo, sempre trabalhando duro e correndo atr\u00e1s das paradas. Sempre legal receber o feedback positivo da galera que curte e acompanha, isso impulsiona muito a gente a fazer cada vez mais. Mas como o Zak Starkey falou: &#8220;It&#8217;s all about music&#8221;. E realmente \u00e9. A gente curte o som, e \u00e9 o que nos une realmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi essa primeira d\u00e9cada de banda, tocando juntos?<\/strong><br \/>\nBernar: Entre trancos e barrancos (risos). Muitas pedras rolaram, muitos perrengues, conquistas e realiza\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m. E isso tudo acaba fortalecendo e unindo ainda mais o time. Sempre que sentamos para tomar uma (cerveja) sem compromisso, lembramos de v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es hil\u00e1rias. Quem sabe um dia n\u00e3o fazem um filme ou document\u00e1rio com todas essas hist\u00f3rias, n\u00e9?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como surgiu a ideia de tocarem pelas ruas do Rio de Janeiro?<\/strong><br \/>\nBernar: Come\u00e7ou por acidente num show que far\u00edamos em Cabo Frio, que caiu no mesmo dia da banda argentina Dominga Petrona, que j\u00e1 se apresentava nas ruas. Fomos para a pra\u00e7a principal da cidade, ligamos os instrumentos no poste e come\u00e7ou oficialmente a guerrilha. Desde ent\u00e3o, vemos isso como uma maneira de formar p\u00fablico, ocupar artisticamente o espa\u00e7o p\u00fablico, e, por consequ\u00eancia, aprendemos muito e ficamos muito mais entrosados musicalmente. A rua se tornou nosso palco, nossa escola, nosso laborat\u00f3rio de testes e nossa segunda casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lucas: Pois \u00e9, a rua foi um divisor de \u00e1guas pra gente. Existe o Beach Combers antes e depois da rua. Surgiu quando percebemos que era vi\u00e1vel tecnicamente falando. Surgiu da vontade de expandir nosso p\u00fablico. Surgiu como uma experi\u00eancia totalmente nova e de aprendizado em rela\u00e7\u00e3o a ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o p\u00fablico, a democratiza\u00e7\u00e3o da arte, de lidar com situa\u00e7\u00f5es adversas e como uma forma de renda tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual a import\u00e2ncia de bandas se apresentarem gratuitamente em locais p\u00fablicos da cidade, como voc\u00eas fazem?<\/strong><br \/>\nBernar: Extremamente importante! Vou dar um exemplo. Certa vez, tocando na (Rua do) Lavradio, uma crian\u00e7a com sua m\u00e3e, assistindo ao show, come\u00e7ou a interagir e dan\u00e7ar junto com um morador de rua, que tamb\u00e9m assistia ao show. A m\u00fasica une, transforma, incentiva e tem o poder de mudar a sociedade e o mundo. Tocar na rua democratiza a cultura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ultimamente, artistas e professores voltaram a ser tratados como subversivos e vagabundos, quase como bandidos, pelo governo Bolsonaro. Como \u00e9, para voc\u00eas, serem m\u00fasicos e se apresentarem na rua neste momento?<\/strong><br \/>\nLucas: &#8220;\u00c9 preciso estar atento e forte&#8221;, como diria Gal. Mas sempre teve essa galera &#8220;mal amada&#8221;, o problema \u00e9 que agora eles est\u00e3o legitimados por um governo de ideologia social fascista e anticultural. Mas, para al\u00e9m disso, estamos vendo pouco a pouco a cultura cair como desnecess\u00e1ria e isso n\u00e3o envolve s\u00f3 m\u00fasica e arte em geral, o sistema educacional est\u00e1 caindo junto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bernar: Pessoas que pensam assim n\u00e3o podem ser ignoradas, nem destratadas ou julgadas por isso. A gente faz m\u00fasica justamente para quebrar essa barreira, para mudar a opini\u00e3o dessas pessoas, para sa\u00edrem da sua bolha. M\u00fasica \u00e9 isso, quebrar barreiras e pr\u00e9-conceitos, abrir a cabe\u00e7a. Vamos nos unir, valorizar o que \u00e9 nosso, nossos artistas, nossos espa\u00e7os, nossos produtores, professores, vamos agregar, somar, criar, ocupar. E n\u00e3o separar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual a import\u00e2ncia, para voc\u00eas, de fazer a releitura de \u201cSubstitute\u201d, do The Who, uma das principais refer\u00eancias da Beach Combers. E qual a import\u00e2ncia da libera\u00e7\u00e3o da m\u00fasica pelo The Who?<\/strong><br \/>\nLucas: Foi uma Beach Whomenagem e mais um epis\u00f3dio na nossa hist\u00f3ria de amor com o The Who. S\u00f3 faltava a libera\u00e7\u00e3o de &#8220;Substitute&#8221; para o disco sair e, quando recebemos a not\u00edcia, foi mais um motivo para brindar e escutar The Who o dia inteiro. E se tratando de The Who, uma vers\u00e3o ao vivo faz mais sentido ainda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paulo: A gente sempre gosta de fazer esse desafio: tocar algo de forma instrumental e fazer com que seja legal e familiar, e al\u00e9m disso, colocar nossa cara na ideia. O fato de eles liberarem, provavelmente teve a ver com a intera\u00e7\u00e3o viva que tivemos com a banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Teve o epis\u00f3dio em 2017, em que Zak Starkey (baterista do The Who, filho de Ringo Starr) tocou com voc\u00eas no cal\u00e7ad\u00e3o da Praia do Arpoador e depois usou o casaco da Beach Combers em um show. Qual foi a sensa\u00e7\u00e3o desse epis\u00f3dio todo?<\/strong><br \/>\nLucas: Quer a vers\u00e3o &#8220;full album&#8221;? Pois bem. The Who sempre foi inspira\u00e7\u00e3o pra gente, talvez a maior influ\u00eancia em comum de n\u00f3s tr\u00eas. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil reparar isso nos shows. No dia seguinte (ao Rock in Rio) fizemos um Beach Attack num pub no Leblon, in\u00edcio da tarde. Quando acabou, decidimos esticar pro cal\u00e7ad\u00e3o do Arpoador (lugar que a gente toca h\u00e1 anos) j\u00e1 que est\u00e1vamos perto, com o Cremoso (fusca) e todo equipamento. Come\u00e7amos a atacar e, logo na primeira ou segunda m\u00fasica, o Bernar reconheceu o Zak na cobertura do Fasano. Na m\u00fasica seguinte ele estava no meio da galera, na nossa frente, balan\u00e7ando a cabe\u00e7a, curtindo o show. Cruzei o olhar com ele e ele mandou um &#8220;joinha&#8221;, fazendo biquinho, valorizando a express\u00e3o. Na m\u00fasica seguinte ele estava fazendo uma jam com a gente. Ainda fizemos um mini solo juntos na mesma bateria. Quando acabou, eu fui apertar a m\u00e3o dele e ele me deu logo um abra\u00e7o. Me disse umas coisas que me deixaram bem feliz e disse que gostou do meu casaco (nesse dia s\u00f3 eu estava com o casaco do uniforme). Quando come\u00e7amos a desmontar as coisas, a gerente do Fasano veio falar que ele adorou o casaco e perguntou se a gente queria conversar com ele. Caralho! Fomos de dois em dois, porque um tinha que ficar com os equipamentos. Foram uns 40 minutos de papo, fotos, troca de casaco e abra\u00e7os inesquec\u00edveis. No final ele disse pra gente &#8220;It&#8217;s all about music&#8221;. Isso fez com que o The Who tivesse um significado ainda maior na nossa vida. No dia seguinte, a p\u00e1gina oficial do The Who compartilhou o v\u00eddeo do Zak tocando com a gente. Fiz um coment\u00e1rio e eles responderam dizendo que s\u00e3o f\u00e3s de Beach Combers. Est\u00e1 enquadrado na minha parede. Depois recebi fotos, v\u00eddeos, \u00e1udios inesquec\u00edveis dele usando meu casaco no show do The Who em Porto Alegre. Desde ent\u00e3o a gente tem cara de bobo alegre eternamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paulo: Tocar com ele foi ao mesmo tempo tocar com um \u00eddolo e tocar com um brother que estava ali comemorando um grande feito sonoro. Se pud\u00e9ssemos resumir, foi um grande encontro de entusiastas de uma mesma vertente, do som nu e real, sem defini\u00e7\u00f5es classificativas, apenas com muita vontade de tocar e sentir a viv\u00eancia que corre nas veias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Com quem mais gostaria de tocar, caso um epis\u00f3dio como o que aconteceu com o Zak voltasse a acontecer?<\/strong><br \/>\nLucas: Tem muita gente que a gente gostaria de tocar, mas imagina o Beach Combers abrindo a tour do The Who?!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bernar: Com o Pete Townshend (guitarrista do The Who), claro!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais os planos para 2019?<\/strong><br \/>\nLucas: Estamos lan\u00e7ando esse \u00e1lbum ao vivo (j\u00e1 pensando no pr\u00f3ximo), turn\u00ea pelo Brasil e a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 chegar aonde ainda n\u00e3o chegamos. Posteriormente, ainda sem data marcada, mas muito em breve, vamos lan\u00e7ar o disco em formatos f\u00edsicos tamb\u00e9m, CD, K7, vinil. Dez anos, n\u00e9? Tem que comemorar o ano inteiro, v\u00e3o ser v\u00e1rias festas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bernar: Atendendo a in\u00fameros pedidos, vamos lan\u00e7ar nosso uniforme para venda. Agora em junho vamos sair em tour para SP e SC, entre otras cositas mas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Beach Combers - Shape of Things to Come (Ao Vivo no Leblon)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/lCTpsh8jBL8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Beach Combers - A Maldi\u00e7\u00e3o de Montezuma (Ao Vivo no Circo Voador)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bMxXGwCa-C4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"O encontro de Zak Starkey(The Who) e Beach Combers\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7cn0mhzxamM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Rafael Donadio (Facebook:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/rafael.p.donadio\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">rafael.p.donadio<\/a>) \u00e9 jornalista maringaense\u2026<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Formada no Rio de Janeiro em 2009, a Beach Combers completa 10 anos de aventuras lan\u00e7ando um disco ao vivo pela Deck e relembrando fatos pitorescos de sua hist\u00f3ria, como o dia em que Zak Starkey (baterista do The Who, filho do Ringo Starr) se declarou f\u00e3 da banda. Confira!\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/05\/27\/entrevista-10-anos-de-beach-combers\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":38,"featured_media":51789,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[3793],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51788"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/38"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51788"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51788\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":51791,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51788\/revisions\/51791"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51789"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51788"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51788"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51788"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}