{"id":51569,"date":"2019-05-10T16:02:51","date_gmt":"2019-05-10T19:02:51","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=51569"},"modified":"2019-09-17T01:15:12","modified_gmt":"2019-09-17T04:15:12","slug":"tres-cds-weezer-electric-six-gary-clark-jr","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/05\/10\/tres-cds-weezer-electric-six-gary-clark-jr\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas CDs: Weezer, Electric Six, Gary Clark Jr."},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Resenhas por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leonardo Vinhas<\/a>\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-51572 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/weezer450.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/weezer450.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/weezer450-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/weezer450-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cWeezer (Black Album)\u201d, Weezer (Atlantic)<\/strong><br \/>\n\u201cTimbaland sabe o caminho para chegar no topo das paradas \/ Talvez se eu trabalhar com ele eu aperfei\u00e7oe a arte\u201d, cantava Rivers Cuomo em \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/06\/04\/disco-da-semana-weezer-red-album-weezer\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pork and Beans<\/a>\u201d (2008). N\u00e3o chegou a tanto, mas quase: em 2009, Rivers e seus amigos cometeram uma can\u00e7\u00e3o com Lil\u2019 Wayne, \u201cCan\u2019t Stop Partying\u201d. Spoiler: n\u00e3o chegou nem perto do topo das paradas, e fez muito pouco pelo engrandecimento art\u00edstico das partes. O fato \u00e9 que h\u00e1 anos o Weezer vem tentando se sintonizar com \u201co que a garotada ouve\u201d (ironia intencional) \u2013 e n\u00e3o conseguindo. Mas 2019 trouxe <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/02\/21\/weezer-teal-album-e-a-consagracao-da-ironia-preguicosa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">o sucesso comercial e fracasso art\u00edstico de \u201cTeal Album\u201d<\/a>, um meme que virou disco (de covers), e antes dele o sr. Cuomo j\u00e1 compunha com gente como Rami Yacoub (compositor de hits de Nick Minaj, Pink, One Direction, Demi Lovato, Madonna e outros), Josh Alexander (idem, para Lovato, JoJo e t.A.T.u.), Jonny Coffer (Fall Out Boy, Lykke Li, All Saints), Ammar Malik (Maroon 5) e outros para entregar o que se tornaria este \u201cBlack Album\u201d (e para n\u00e3o dizer que s\u00f3 mirava o star system, chamou Laura Jane Grace, do Against Me!, para coescrever uma faixa tamb\u00e9m). Ter escalado esse time de engenheiros da linha de produ\u00e7\u00e3o do pop massivo compensou? Bem\u2026 Ningu\u00e9m pode acusar o Weezer de n\u00e3o tentar: \u201cLiving in L.A.\u201d e \u201cZombie Bastards\u201d s\u00e3o bobagenzinhas radiof\u00f4nicas charmosas at\u00e9, mas a maior parte do disco soa como seu pai tentando dar uma de descolado. Rivers completar\u00e1 50 anos em 2010, mas parece obcecado em tentar se manter conectado com os mais jovens. Pelo menos, \u00e9 bastante sincero quando reconhece que os v\u00edcios dessa era tecnol\u00f3gica o est\u00e3o assoberbando \u2013 tema que aparece na bregosa \u201cHigh As a Kite\u201d e na esfor\u00e7ada \u201cToo Many Thoughts In My Head\u201d. Essa \u00faltima, ali\u00e1s, junto com \u201cI\u00b4m Just Being Honest\u201d, tira frutos simultaneamente das \u00e1rvores do Green Day e do U2 \u2013 certamente n\u00e3o as melhores refer\u00eancias para o p\u00fablico jovem, mas que denota que Rivers n\u00e3o virou um ca\u00e7a-hit obsessivo. Mas o resto \u00e9 de uma sem-gracice e uma falta de identidade constrangedoras, e que nesse n\u00e3o-caga-nem-desocupa-a-moita, o Weezer n\u00e3o faz mais do que manter seu status de baluarte da nostalgia nerd-indie.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 4<\/p>\n<p><em>Leia tamb\u00e9m:<\/em><br \/>\n&#8211; <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/02\/21\/weezer-teal-album-e-a-consagracao-da-ironia-preguicosa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Weezer, \u201cTeal Album\u201d e a consagra\u00e7\u00e3o da ironia pregui\u00e7osa<\/a><br \/>\n&#8211; <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/12\/13\/no-final-tudo-vai-dar-certo-rivers\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">N\u00e3o seria o primeiro caso de uma banda que atinge seu \u00e1pice cedo demais<\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-51570 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/electricsix.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/electricsix.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/electricsix-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/electricsix-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cBride of The Devil\u201d, Electric Six (Metropolis Records)<\/strong><br \/>\nEm termos de produtividade, o Electric Six \u00e9 quase um Guided By Voices: \u00e9 tanto disco que fica dif\u00edcil at\u00e9 para o f\u00e3 dedicado acompanhar (isso sem contar os projetos solos e paralelos). Com tanto disparo, \u00e9 \u00f3bvio que nem toda bola entra na rede, e \u201cBride of The Devil\u201d \u00e9 um desses jogos truncados, com v\u00e1rias bolas na trave, um ou outro lance de destaque, nenhum vexame e nenhuma conquista hist\u00f3rica. \u201cMediano\u201d, em resumo. Beeeeem mediano. O single de estreia j\u00e1 dava uma pista da estranheza: \u201cDaddy\u2019s Boy\u201d abre com uma linha de baixo e uma guitarrinha t\u00e3o Pixies que Joey Santiago e Kim Deal bem que podiam acionar seus advogados. Mas a c\u00f3pia \u00e9 das mais bem-feitinhas, e a letra sacana, que pula com os dois p\u00e9s no peito do milion\u00e1rio mimado que virou presidente da na\u00e7\u00e3o mais poderosa do mundo, completa o bom ataque. O resto do disco vai nessa onda de indie rock noventista, com pouco do electro-disco-grunge-metal que fez a fama (inf\u00e2mia?) dos autores de \u201cGay Bar\u201d. Isso se deve ao fato de que o n\u00facleo compositivo (o vocalista Dick Valentine, o tecladista Tait Nucleus? e o guitarrista Johnny Nashinal) se dispersou: Valentine dessa vez cuidou quase que exclusivamente das letras, Nashinal ficou praticamente alheio e coube a Nucleus? e ao baixista Rob Lower definir a sonoridade do disco. Se as influ\u00eancias do indie noventista colaboraram para entregar um \u00e1lbum sem as caracter\u00edsticas mais marcantes da banda, por outro lado ajudaram a entregar um produto final mais \u201ccurt\u00edvel\u201d que o antecessor \u201cHow Dare You?\u201d. No fim, n\u00e3o importa tanto, porque logo mais aparece um disco novo, totalmente diferente, e a cara-de-pau desses trashers satanistas de araque logo volta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 6<\/p>\n<p><em>Leia tamb\u00e9m:<\/em><br \/>\n&#8211; Entrevista: &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/08\/25\/entrevista-electric-six\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Uso &#8216;evil&#8217; porque faz com que as letras pare\u00e7am mais empolgantes do que s\u00e3o<\/a>&#8221;<br \/>\n&#8211; <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/02\/14\/para-entender-electric-six\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Cinco m\u00fasicas para entender qual\u00e9 a do Electric Six<\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-51571 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/garyclark.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/garyclark.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/garyclark-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/garyclark-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cThis Land\u201d, Gary Clark Jr. (Warner)<\/strong><br \/>\nGary Clark voltou, e voltou puto! O negr\u00e3o que surgiu apadrinhado por Eric Clapton mandou \u00e0s favas o peso de ser uma \u201cpromessa da guitarra\u201d e fez um disco raivoso, com um resultado sonoro que finalmente faz jus \u00e0s suas ambi\u00e7\u00f5es. \u201cBlak and Blu\u201d (2012), era uma estreia majoritariamente roqueira e muito boa, mas seu sucessor, \u201cThe Story of Sonny Boy Slim\u201d (2015), derrapava feio em sua pretens\u00e3o de ser o Prince dos anos 10. \u201cThis Land\u201d corrige a rota, e isso se deve ao fato de Clark, agora com 35 anos, n\u00e3o ter mais pudores em soltar os cachorros tampouco em assumir suas influ\u00eancias. A faixa-t\u00edtulo, inspirada por anos como alvo de atitudes racistas e por seu profundo asco dos anos Trump, \u00e9 o jato de f\u00faria mais vis\u00edvel, mas \u201cI Walk Alone\u201d, \u201cGotta Get Into Something\u201d (assumidamente inspirada no punk rock) e \u201cLow Down Rolling Stone\u201d n\u00e3o brincam em servi\u00e7o, atualizando o som de \u201cBlak and Blu\u201d com timbres mais contempor\u00e2neos, e indo um pouco al\u00e9m disso por n\u00e3o se restringir ao terreno seguro do blues rock. Menos virulentas, mas igualmente certeiras s\u00e3o seus flertes com soul e r&amp;b, como \u201cWhen I\u2019m Gone\u201d, \u201cFeed the Babies\u201d e \u201cFeelin\u2019 Like a Million\u201d. Tem ainda \u201cThe Guitar Man\u201d, que bebe direto na fonte de Wilson Pickett sem sujar a \u00e1gua, e mais um bom n\u00famero de can\u00e7\u00f5es (s\u00e3o 17 faixas) em que o texano soa solto como nunca antes. Pode n\u00e3o ter entregado uma obra-prima, mas que \u201cThis Land\u201d \u00e9 um disc\u00e3o, n\u00e3o tenha d\u00favida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8.5<\/p>\n<p><em>Leia tamb\u00e9m:<\/em><br \/>\n&#8211; <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/12\/24\/cds-herbert-gary-e-zz-top\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Quando envereda pelo blues pesado, Gary leva a guitarra a caminhos inauditos<\/a><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Weezer - Living In L.A.\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/fEzSWs5Q1_s?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Daddy&#039;s Boy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3aFgIhy_Rwc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Gary Clark Jr - This Land [Official Music Video]\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9KgNaRQ_J-c?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/03\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Weezer n\u00e3o faz mais do que manter seu status de baluarte da nostalgia nerd-indie em \u201cBlack Album\u201d;  Electric Six entrega um produto final mais \u201ccurt\u00edvel\u201d com \u201cBride of The Devil\u201d; \u201cThis Land\u201d \u00e9 um disc\u00e3o de Gary Clark Jr. \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/05\/10\/tres-cds-weezer-electric-six-gary-clark-jr\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":51573,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1685,3726,3518],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51569"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51569"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51569\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":51576,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51569\/revisions\/51576"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51573"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51569"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51569"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51569"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}