{"id":51450,"date":"2019-04-30T12:08:29","date_gmt":"2019-04-30T15:08:29","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=51450"},"modified":"2019-06-11T00:46:08","modified_gmt":"2019-06-11T03:46:08","slug":"ride-brilha-no-balaclava-fest","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/04\/30\/ride-brilha-no-balaclava-fest\/","title":{"rendered":"Ao vivo: Ride brilha no Balaclava Fest"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Texto por\u00a0Marcelo Costa<br \/>Fotos por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pg\/fernandoyokotafotografia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Fernando Yokota<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Selo e produtora que se firmou como um dos principais agitadores musicais do cen\u00e1rio paulistano destes anos cinza, a <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/BalaclavaRecords\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Balaclava Records<\/a> celebrou no \u00faltimo s\u00e1bado de abril mais uma edi\u00e7\u00e3o de seu Balaclava Fest, desta vez com oito bandas divididas em dois palcos somando quase sete horas de m\u00fasica na Audio, em S\u00e3o Paulo \u2013 um show acabava num palco e o outro come\u00e7a a soar. E se quest\u00e3o de duas semanas atr\u00e1s, o headliner de um Balaclava Apresenta <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/04\/15\/ao-vivo-lupe-de-lupe-brilha-em-noite-de-cloud-nothings\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">havia sucumbido perante a for\u00e7a de uma agremia\u00e7\u00e3o mineira<\/a>, desta vez n\u00e3o teve jeito: o headliner foi, disparado, o grande show da noite (do m\u00eas, do semestre e j\u00e1 aguardando posi\u00e7\u00e3o entre os grandes shows de 2019).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-51451\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-01-tuyo-2048px-P4270055-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"531\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-01-tuyo-2048px-P4270055-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-01-tuyo-2048px-P4270055-1-300x212.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-01-tuyo-2048px-P4270055-1-120x85.jpg 120w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tarefa, por\u00e9m, foi facilitada. At\u00e9 a entrada do quarteto brit\u00e2nico shoegaze Ride no palco, \u00e0s 23h10 (pontualmente), o Balaclava Fest 2019 tinha mostrado alguns bons shows, mas nada absolutamente inesquec\u00edvel, digno de constar num papo de mesa de bar em 2029: \u201cLembra aquele show de fulano de 10 anos atr\u00e1s? Foi foda!!!\u201d. Aos curitibanos da Tuyo coube a fun\u00e7\u00e3o de dar o pontap\u00e9 inicial na festa, e eles mostraram seu new folk agridoce que vem cativando um bom p\u00fablico. Na sequencia, no palco principal, o Terno Rei <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/02\/27\/entrevista-terno-rei\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">colheu a boa repercuss\u00e3o do \u00e1lbum \u201cVioleta\u201d<\/a> mostrando um space pop praticamente rob\u00f3tico e executado sem tanta emo\u00e7\u00e3o para um p\u00fablico emocionado.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-51452\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-02-terno-rei-2048px-P4270080.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-02-terno-rei-2048px-P4270080.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-02-terno-rei-2048px-P4270080-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A coisa toda come\u00e7ou a andar de verdade quanto a cantora camaronesa, baseada em Nova York, Laetitia Tamko, aka Vagabon, assumiu o microfone acompanhada apenas de sua guitarra mostrando can\u00e7\u00f5es de seu \u00e1lbum de estreia, o bonito \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/2t1IC3t3dXjK1wIlsEjCez\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Infinite Worlds<\/a>\u201d (2017). Laetitia alternava a melancolia dram\u00e1tica de can\u00e7\u00f5es como \u201cCold Apartament\u201d (que abriu a noite) com a do\u00e7ura quase t\u00edmida e divertida de sua voz delicada nos intervalos: \u201cEssa \u00e9 a minha primeira vez no Brasil. Isso \u00e9 doido\u201d, comentou para deleite e risos do bom p\u00fablico presente mantendo esse jogo de sedu\u00e7\u00e3o (que Damon Krukowski <a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/damonenaomiaovivo.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">eleva a perfei\u00e7\u00e3o<\/a> nos shows com Naomi Yang) durante os 40 minutos de seu belo set.\u00a0<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-51454\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-03-vagabon-2048px-P4270152.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-03-vagabon-2048px-P4270152.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-03-vagabon-2048px-P4270152-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s realizar um show apote\u00f3tico no Breve na noite interior (com direito a l\u00e1grimas pela surpresa de encontrar um p\u00fablico t\u00e3o fiel cantando quase todas as can\u00e7\u00f5es e declara\u00e7\u00f5es apaixonadas de amor rock and roll por diversos presentes nas redes sociais), Elizabeth Powell trouxe seu Land of Talk para mais uma noite de entrega, suor e sorrisos. O som \u00e9 indie rock safra anos 90 que ganha ainda mais impacto na for\u00e7a que emana de Elizabeth no palco, uma mulher para quem \u201cthe future is female\u201d desde 2008, quando ela estreou com o elogiado \u201c<a href=\"https:\/\/landoftalk.bandcamp.com\/album\/some-are-lakes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Some Are Lakes<\/a>\u201d. No Balaclava, ela tocou can\u00e7\u00f5es de seus tr\u00eas \u00e1lbuns, de EPs e at\u00e9 uma musica nova de um vindouro novo disco num show barulhento e apaixonado. Fique de olho.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-51455\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-04-land-of-talk-2048px-P4270219.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-04-land-of-talk-2048px-P4270219.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-04-land-of-talk-2048px-P4270219-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Respons\u00e1vel por <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/01\/21\/melhores-discos-nacionais-2018\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">um dos grandes discos de 2018<\/a>, \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/10\/18\/tres-perguntas-luiza-lian-fala-do-disco-azul-moderno\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Azul Moderno<\/a>\u201d (recentemente editado em vinil pelo clube NoiZe Record Club), Luiza Lian manteve no Balaclava Fest a mesma forma\u00e7\u00e3o de seu <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/04\/06\/balanco-lollapalooza-brasil-2019\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">recente show elogiado no Lollapalooza Brasil<\/a>, surgindo acompanhada apenas de Charles Tixier, seu &#8220;homem-banda&#8221;, nas programa\u00e7\u00f5es. E \u00e9 interessante perceber que a est\u00e9tica desse show funciona muito bem nos dois ambientes distantes (macro e micro), com Luiza performando suas can\u00e7\u00f5es repletas de experimentalismo e espiritualidade e soando como uma jovem Clara Nunes que pisca o olho para a modernidade sem largar a m\u00e3o de sua ancestralidade, tudo isso embalado por batidas dan\u00e7antes psicod\u00e9licas. Grande show!<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-51456\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-05-luiza-lian-2048px-P4270544.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-05-luiza-lian-2048px-P4270544.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-05-luiza-lian-2048px-P4270544-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s estes tr\u00eas \u00faltimos e \u00f3timos shows, surgiu o Wild Nothing querendo levar o p\u00fablico de volta aos anos 80, e deu certa pregui\u00e7a de entrar na m\u00e1quina do tempo com uma banda que enfileira quase todos os instrumentos na beirada do palco (exce\u00e7\u00e3o da bateria, ao fundo), inclusive um tecladista tocando de regata e alternando-se ainda com um sax soprano. A imagem causa at\u00e9 calafrios, mas isso \u00e9 preconceito cr\u00edtico, porque o bom p\u00fablico dan\u00e7ou bastante enquanto a velha guarda grisalha que aguardava o Ride fazia conex\u00f5es: \u201cSe fossem estilosos, poderiam ser o Lloyd Cole and The Commotions da Virginia\u201d, dizia um. \u201cQue nada, para mim eles est\u00e3o na vibe das bandas australianas, tipo Spy vs Spy\u201d, comentava outro. Na d\u00favida, uma sa\u00edda para respirar a brisa noturna.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-51457\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-06-wild-nothing-2048px-P4270667.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-06-wild-nothing-2048px-P4270667.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-06-wild-nothing-2048px-P4270667-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sonoramente, o How To Dress Well foi uma das coisas mais interessantes do festival, ainda que o homem banda Tom Krell seja daqueles que trazem o show e as proje\u00e7\u00f5es prontinhas num pendrive, e se esforce para convencer o p\u00fablico que est\u00e1 fazendo tudo ao vivo. Com os p\u00e9s fincados na eletr\u00f4nica, ele combina elementos de alternative r&amp;b, ambient e experimental music al\u00e9m, claro, de fortes referencias a Nine Inch Nais. Um passante comemorava: \u201cO vi na Europa tocando num festival para 20 mil pessoas! Olha ele aqui diante de 20\u201d (o show come\u00e7ou quando o Wild Nothing ainda estava na metade do seu set, e a audi\u00eancia foi aumentando conforme o show prosseguia).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-51458\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-07-how-to-dress-well-2048px-P4270689.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-07-how-to-dress-well-2048px-P4270689.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-07-how-to-dress-well-2048px-P4270689-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 ent\u00e3o, o festival estava se provando um \u00f3timo passatempo para um s\u00e1bado \u00e0 noite em S\u00e3o Paulo, ainda que refrigerante a R$ 10 e Budweiser de 269 ml a R$ 12 n\u00e3o combinem com divers\u00e3o \u2013ali\u00e1s, nas pe\u00e7as publicit\u00e1rias, a marca de cerveja tentava emplacar a hist\u00f3ria de que n\u00e3o era apenas apoiadora de eventos de m\u00fasica, mas sim parceira. Ent\u00e3o um brinde aos \u201cparceiros\u201d que cobram quatro vezes mais por algo (em lojas online, a Budweiser de 269 ml \u00e9 vendida por R$ 2,99). Da parte de comida, um food truck oferecia \u00f3timos hamb\u00fargueres com pre\u00e7o equivalente ao de rua (de R$ 20 a R$ 25), mas tempo de entrega inaceit\u00e1vel: \u201c40 minutos: voc\u00ea pede agora, vai ver o show e quando acabar, volta aqui para retirar\u201d, dizia o homem-caixa. Ok.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-51459\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-08-ride-2048px-P4270870.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-08-ride-2048px-P4270870.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-08-ride-2048px-P4270870-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s 5 horas e 10 minutos do in\u00edcio do primeiro show do dia, o Ride estava a postos para debutar no Brasil. Formada em 1988 em Oxford, Inglaterra, com sua discografia cl\u00e1ssica (os quatro primeiros \u00e1lbuns: &#8220;Nowhere&#8221;, 1990; &#8220;Going Blank Again&#8221;, 1992; &#8220;Carnival of Light&#8221;, 1994 e &#8220;Tarantula&#8221;, 1996) lan\u00e7ada <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/04\/06\/1991-the-year-creation-records-broke\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pelo m\u00edtico selo Creation<\/a> e uma das bandas s\u00edmbolos do movimento shoegaze ao lado do My Bloody Valentine, o Ride encerrou as atividades em 1996, fez uma breve reuni\u00e3o em 2001 mantendo-se em sil\u00eancio at\u00e9 2014, quando retomou folego para um \u00e1lbum de in\u00e9ditas, \u201cWeather Diaries\u201d, de 2017 \u2013 agora eles est\u00e3o \u00e1s v\u00e9speras de lan\u00e7ar um disco novo, \u201cThis Is Not a Safe Place\u201d, e o vocalista Mark Gardener explica: \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/04\/26\/entrevista-ride\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">N\u00e3o creio que seja uma volta ao passado. Mas alguns ecos do que um dia j\u00e1 fomos<\/a>\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-51460\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-08-ride-2048px-P4270884.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-08-ride-2048px-P4270884.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-08-ride-2048px-P4270884-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Comebacks s\u00e3o sempre uma inc\u00f3gnita. Diversos fatores fazem uma banda retomar as atividades, e a principal quest\u00e3o sempre \u00e9 a de fazer o m\u00e1ximo para n\u00e3o desonrar um passado glorioso. O Echo and The Bunnymen conseguiu nos primeiros discos, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/06\/11\/discografia-comentada-echo-the-bunnymen\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">mas hoje \u00e9 apenas uma p\u00e1lida lembran\u00e7a do que j\u00e1 foi<\/a>. <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/10\/06\/fragmentos-de-perfeicao-no-mundo-pop\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Blur<\/a>, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/10\/22\/balancao-do-planeta-terra-2012\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Suede<\/a> e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/05\/01\/6%C2%BA-in-editbrasil-um-filme-por-dia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pulp<\/a>, por sua vez, mostraram pique renovado. Como ser\u00e1 que estaria o Ride? Como ser\u00e1 que estaria a voz de Mark Gardener se a de Liam Gallagher foi pro al\u00e9m faz um bom tempo? Como estaria a parte noise da banda? Como estaria Andy Bell de volta ao seu posto de origem ap\u00f3s peregrinar por Hurricane #1, Oasis e Beady Eye (inclusive deixando um rastro de can\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias nos dois \u00faltimos)? Como se portaria o redivivo Ride no palco?<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-51461\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-08-ride-2048px-P4270888.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-08-ride-2048px-P4270888.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-08-ride-2048px-P4270888-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bastaram alguns segundos de \u201cFuture Love\u201d, o novo single em sua terceira execu\u00e7\u00e3o ao vivo, para mostrar que havia pique de sobra para o quarteto. Mas foi \u201cSeagull\u201d, de \u201cNowhere\u201d, a terceira do set, que realmente mostrou que o Ride n\u00e3o s\u00f3 havia envelhecido com dignidade, como estava com pique de adolescente divertindo-se com um arsenal de pedais e Rickenbakers. Dai pra frente, can\u00e7\u00f5es como \u201cTwisterella\u201d, \u201cVapour Trail\u201d e \u201cChrome Waves\u201d foram recebidas como se fossem gols em uma final de campeonato: os f\u00e3s urravam e davam socos no ar enquanto o quarteto (que ainda conta com a m\u00e3o segura de Laurence Colbert na bateria e o quieto Steve Queralt no baixo) descia mais lenha pra fogueira.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-51462\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-08-ride-2048px-P4270897.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-08-ride-2048px-P4270897.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-08-ride-2048px-P4270897-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cl\u00e1ssico \u201cNowhere\u201d foi a base do set cedendo seis can\u00e7\u00f5es, com \u201cGoing Blank Again\u201d aparecendo com mais tr\u00eas. Entre as 17 do set list, boas surpresas como \u201cChelsea Girl\u201d (do \u201cRide EP\u201d, de 1990) e \u201cLike a Daydream\u201d (do EP \u201cPlay\u201d, tamb\u00e9m de 1990 e pr\u00e9 \u201cNowhere\u201d). A nova fase foi representada por cinco can\u00e7\u00f5es, duas de \u201cWeather Diaries\u201d (2017), duas de \u201cThis Is Not a Safe Place\u201d (2019) e mais \u201cCatch You Dreaming\u201d, do EP \u201cTomorrow&#8217;s Shore\u201d (2018), no segundo bis. Quem esperava uma banda presa ao passado teve interessantes vislumbres do futuro al\u00e9m de ganhar um daqueles shows que t\u00eam potencial para resistir ao tempo, e ser rememorado daqui uma d\u00e9cada. A torcida, por\u00e9m, \u00e9 para que este tenha sido apenas o primeiro show do Ride no Brasil, e que eles voltem logo para mais e mais e mais.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-51463\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-08-ride-2048px-P4270920.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-08-ride-2048px-P4270920.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-08-ride-2048px-P4270920-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O saldo final foi positivo com Vagabon merecendo uma apresenta\u00e7\u00e3o s\u00f3 dela acompanhada de banda, Land of Talk merecendo muito voltar quando o disco novo sair e Luiza Lian absolutamente madura no palco al\u00e9m do Ride, irrepreens\u00edvel. De resto, a Balaclava n\u00e3o para! Dia 09 de maio, o selo promove o show dos nova-iorquinos do <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/events\/279061016346529\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">A Place to Bury Strangers no Centro Cultural S\u00e3o Paulo<\/a>. Tr\u00eas dias depois, 12 de maio, <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/events\/1274980979325300\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">haver\u00e1 Daughters no Fabrique<\/a>. Fique de olho <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/BalaclavaRecords\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">nas redes deles<\/a> porque dessa turma sai bastante coisa boa.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-51464\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-08-ride-2048px-P4270880.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-08-ride-2048px-P4270880.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-27-08-ride-2048px-P4270880-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Calmantes com Champagne<\/a>.<br \/>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/fernandoyokotafotografia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Fernando Yokota<\/a>\u00a0\u00e9 fot\u00f3grafo de shows e de rua. Conhe\u00e7a seu trabalho:\u00a0<a href=\"http:\/\/fernandoyokota.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/fernandoyokota.com.br\/<\/a><\/p>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O saldo final foi positivo com Vagabon merecendo uma apresenta\u00e7\u00e3o s\u00f3 dela acompanhada de banda, Land of Talk merecendo muito voltar quando o disco novo sair e Luiza Lian absolutamente madura no palco al\u00e9m do Ride, irrepreens\u00edvel. Saiba como foi o festival!\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/04\/30\/ride-brilha-no-balaclava-fest\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":51453,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[3687,3686,837,3679,1572,2491,3689,3688],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51450"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51450"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51450\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":51723,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51450\/revisions\/51723"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51453"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51450"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51450"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51450"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}