{"id":51388,"date":"2019-04-23T00:01:07","date_gmt":"2019-04-23T03:01:07","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=51388"},"modified":"2019-05-22T22:07:44","modified_gmt":"2019-05-23T01:07:44","slug":"entrevista-birds-are-indie","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/04\/23\/entrevista-birds-are-indie\/","title":{"rendered":"Entrevista: Birds Are Indie"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por\u00a0<\/strong><strong><a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pedro Salgado<\/a>, de Lisboa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2010, o casal de namorados Ricardo Jer\u00f3nimo e Joana Corker tentava superar um momento de t\u00e9dio e frustra\u00e7\u00e3o existencial. De repente, a dupla criou uma m\u00fasica com assobio (\u201c<a href=\"https:\/\/birdsareindie.bandcamp.com\/album\/love-birds-hate-pollen-ep\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">We&#8217;re Not Coming Down<\/a>\u201d) que lhes deu vontade de fazer novas can\u00e7\u00f5es. Seguidamente, colocaram o EP \u201c<a href=\"https:\/\/birdsareindie.bandcamp.com\/album\/life-is-long-ep\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Life Is Long<\/a>\u201d (2010) no Myspace e um amigo de longa data, Henrique Toscano, ofereceu-se para gravar mais m\u00fasicas e pouco depois integraria o grupo. Numa entrevista via Skype, Jer\u00f3nimo (voz e guitarra) e Joana (voz, bateria e teclados) revelam boa disposi\u00e7\u00e3o na resposta \u00e0s diversas perguntas, come\u00e7ando pelo nome da banda. \u201c<a href=\"https:\/\/birdsareindie.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Birds Are Indie<\/a> \u00e9 uma esp\u00e9cie de piada privada que eu tenho com a Joana. Na \u00e9poca em que come\u00e7amos a fazer m\u00fasica, v\u00e1rios grupos alternativos atingiram um n\u00edvel de popularidade alto. Falava-se muito sobre o assunto e em dado momento as camisetas, \u00f3culos e tudo mais eram indie. Por isso, n\u00f3s decidimos que s\u00f3 os p\u00e1ssaros seriam indie e essa \u00e9 a origem da designa\u00e7\u00e3o da banda\u201d, explica Jer\u00f3nimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 com a presen\u00e7a de Henrique Toscano (guitarra e bateria), o trio visava apenas objetivos de curto prazo: passar o tempo e ter uma ocupa\u00e7\u00e3o. Mas seriam incentivados a divulgar as suas can\u00e7\u00f5es. Na primeira fase, trabalharam em casa, gravaram discos, cortaram as capas e enviaram material pelo correio. Posteriormente, contataram uma f\u00e1brica para produzir o primeiro disco, \u201c<a href=\"https:\/\/birdsareindie.bandcamp.com\/album\/how-music-fits-our-silence\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">How Music Fits Our Silence<\/a>\u201d (2012), e surgiram os primeiros convites para shows. Quando aponto algumas semelhan\u00e7as com os Moldy Peaches, Velvet Underground ou B 52&#8217;s os dois m\u00fasicos aceitam a compara\u00e7\u00e3o e destacam a prefer\u00eancia pelas tr\u00eas bandas. \u201cO Velvet Underground agrada-me, porque evoca o minimalismo sonoro e abriu diversas possibilidades. Nos Moldy Peaches identifico a nossa pegada folk inicial, meio ir\u00f4nica e natural. Enquanto o B 52\u00b4s recorda uma puls\u00e3o dan\u00e7ante familiar\u201d, conta Jer\u00f3nimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00e1lbum \u201c<a href=\"https:\/\/birdsareindie.bandcamp.com\/album\/lets-pretend-the-world-has-stopped\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Let\u00b4s Pretend The World Has Stopped<\/a>\u201d (2016), tematicamente orientado para a mudan\u00e7a de comportamentos individuais, alternando melancolia e anima\u00e7\u00e3o, inclui um tema que define a identidade dos Birds Are Indie, \u201cPartners In Crime\u201d, que ficou guardado na gaveta durante algum tempo. \u201cSentimos que era um bom nome para uma can\u00e7\u00e3o e fizemos-la numa esp\u00e9cie de auto-desafio superconfiante. Em dado momento, pensamos que iriamos dominar as salas com essa m\u00fasica. Inicialmente, era para ser a primeira faixa dos shows, mas, atualmente, em muitos casos, encerra as atua\u00e7\u00f5es\u201d, refere Jer\u00f3nimo. Com o lan\u00e7amento de \u201c<a href=\"https:\/\/birdsareindie.bandcamp.com\/album\/local-affairs\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Local Affairs<\/a>\u201d (2018), o grupo manteve a t\u00f4nica nas melodias simples, dotadas de ironia e enfatizou o lado pop da sua vertente indie, apostando em arranjos elaborados e num imagin\u00e1rio composto por romantismo, divers\u00e3o e introspe\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre o cen\u00e1rio musical de Coimbra, no qual os Birds Are Indie se inserem, conjuntamente com A Jigsaw, The Twist Connection e Tricycles, entre outras bandas, o papel do Est\u00fadio Blue House e da editora Lux Records tem sido decisivo para dinamizar a cena local, atrav\u00e9s do di\u00e1logo entre as duas organiza\u00e7\u00f5es, reunindo projetos novos e antigos com uma perspetiva comunit\u00e1ria e estabelecendo diversas parcerias art\u00edsticas. \u201cEsse panorama que se vive em Coimbra atualmente n\u00e3o existia h\u00e1 10 anos. As interliga\u00e7\u00f5es e a cria\u00e7\u00e3o de estruturas era escassa e os m\u00fasicos faziam o seu trajeto individualmente. Dentro em breve iremos ver os frutos da colabora\u00e7\u00e3o entre os diversos artistas\u201d, afirma Joana Corker.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Relativamente \u00e0 m\u00fasica brasileira, o grupo inclui a bossa nova de Jo\u00e3o Gilberto, Tom Jobim e o Sepultura na lista das suas prefer\u00eancias, mas descartam estes artistas como influ\u00eancia direta na sua sonoridade. No entanto, os Birds Are Indie j\u00e1 ajudaram v\u00e1rios m\u00fasicos brasileiros que vieram atuar em Coimbra. \u201cN\u00f3s fazemos parte da Associa\u00e7\u00e3o Lugar Comum que organizou os shows do C\u00edcero, Silva, B\u00e1rbara Eug\u00eania e Tat\u00e1 Aeroplano. Por isso, tivemos alguns encontros na nossa cidade com artistas do Brasil\u201d, conta Jer\u00f3nimo. At\u00e9 ao final do ano, o trio conimbricense tem v\u00e1rias atua\u00e7\u00f5es agendadas e \u00e9 previs\u00edvel que ainda surjam mais datas, embora a prepara\u00e7\u00e3o do novo disco seja a preocupa\u00e7\u00e3o dominante. \u201cComemoramos 10 anos de exist\u00eancia e iremos reduzir a frequ\u00eancia de shows para estarmos mais focados no \u00e1lbum\u201d, conclui Joana Corker. De Coimbra para o Brasil, os Birds Are Indie conversaram com o Scream &amp; Yell. Confira:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/G8RwS8cp6UM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O \u00faltimo \u00e1lbum, \u201cLocal Affairs\u201d regista uma aproxima\u00e7\u00e3o mais clara ao pop e revela maior sensibilidade na abordagem aos diversos temas. Sentem que foi o o melhor trabalho de voc\u00eas?<\/strong><br \/>\n\u00c9 dif\u00edcil comparar, na medida em que cada disco reflete o que n\u00f3s somos num determinado momento. Quando escutamos o nosso primeiro EP, \u201cLife Is Long\u201d, ficamos surpreendidos com aquilo que faz\u00edamos naquele tempo. \u00c9 como se fosse uma fotografia de h\u00e1 10 anos atr\u00e1s e, nesse sentido, estranhamos o nosso cabelo, a barba e n\u00e3o nos reconhecemos. Com os \u00e1lbuns \u00e9 a mesma coisa. Somos superiores do que em 2010? N\u00e3o sabemos! Os Birds Are Indie aprenderam a tocar os instrumentos e a evoluir como banda progressivamente. Acaba por ser um \u2018work in progress\u2019 e nunca tivemos o dom\u00ednio total das ferramentas de est\u00fadio, composi\u00e7\u00e3o ou t\u00e9cnica de instrumentos. Por isso, quando sentimos mais confian\u00e7a damos o nosso melhor e depois produzimos outro trabalho no mesmo registro. Para n\u00f3s foi sempre um crescimento. No entanto, \u201cLocal Affairs\u201d \u00e9 o disco que sempre ambicionamos s\u00f3 que nunca tivemos as condi\u00e7\u00f5es para o fazer, at\u00e9 agora. Mas n\u00e3o conseguimos classific\u00e1-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cClose, But No Cigar\u201d \u00e9 uma das minhas can\u00e7\u00f5es favoritas do disco. Em que se inspiraram para compor esta m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nEsta m\u00fasica fala do choque de personalidades. Refere-se a situa\u00e7\u00f5es em que uma pessoa puxa para um lado e a outra vai no sentido contr\u00e1rio. Tamb\u00e9m pode ser encarada pela maneira diferente de dois indiv\u00edduos fazerem as coisas. Nenhuma deles est\u00e1 necessariamente certo, por isso \u00e9 preciso que algu\u00e9m quebre ou encontre um n\u00edvel interm\u00e9dio. Na can\u00e7\u00e3o abordam-se as din\u00e2micas entre pessoas e situa\u00e7\u00f5es de dom\u00ednio, subalternidade, lideran\u00e7a ou passividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cCome Into The Water\u201d \u00e9 alusiva a uma praia da Galiza. Por que raz\u00e3o vos agrada esta regi\u00e3o e atuar em Espanha?<\/strong><br \/>\nPlanejamos comprar uma casa na costa da Galiza quando nos aposentarmos, se chegarmos l\u00e1 (risos). Aquela zona de praias \u00e9 lind\u00edssima e as pessoas nem fazem ideia disso. E estamos t\u00e3o pr\u00f3ximos. Acho que n\u00e3o dev\u00edamos publicitar tanto isto (risos). Inclusive, v\u00e1rias pessoas do Brasil compraram casa l\u00e1. Os galegos s\u00e3o muito chegados aos portugueses e gostam da nossa cultura. A l\u00edngua portuguesa \u00e9 mais pr\u00f3xima deles do que o castelhano. A pretexto da m\u00fasica e dos shows j\u00e1 fizemos algumas amizades. N\u00e3o s\u00e3o pessoas conhecidas ou com as quais nos cruzamos de forma profissional, porque n\u00f3s somos a banda e eles recebem-nos numa sala ou associa\u00e7\u00e3o. No entanto, s\u00e3o indiv\u00edduos que reconhecemos v\u00e1rias vezes e sentimos que estamos num territ\u00f3rio amigo e familiar. Na Galiza somos sempre bem recebidos. \u00c9 um p\u00fablico atento e diferente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Assisti \u00e0s vossas atua\u00e7\u00f5es lisboetas no Teatro do Bairro (2018) e recentemente no Sabotage Club (2019). Na minha opini\u00e3o, a sonoridade relaxante, o sentido de humor e o fato dos Birds Are Indie serem um trio composto por dois homens e uma mulher gera maior atratividade no p\u00fablico. Concordam?<\/strong><br \/>\nOs Birds are Indie t\u00eam algumas particularidades que se diferenciam um pouco do registo normal de outras bandas. \u00c9 poss\u00edvel que isso gere alguma atratividade. Por exemplo, o fato da Joana e do Henrique tocarem bateria de p\u00e9, num set minimalista, cria desafios e origina algo especial. Depois, a circunst\u00e2ncia de eles serem multi-instrumentistas resulta numa din\u00e2mica diferente no palco. N\u00f3s conhecemos o Henrique Toscano h\u00e1 cerca de 20 anos, assim a nossa empatia e o modo de falarmos com o p\u00fablico torna-se familiar. Por isso, desenvolvemos uma liga\u00e7\u00e3o razo\u00e1vel por via dessas caracter\u00edsticas. Este aspecto do vocalista falar entre as m\u00fasicas n\u00e3o \u00e9 normal. Existem bandas que n\u00e3o dialogam e outras s\u00f3 de vez em quando e o Jer\u00f3nimo fala no meio de quase todas as can\u00e7\u00f5es. Isso surgiu no nosso primeiro show e n\u00e3o foi programado. Na \u00e9poca t\u00ednhamos poucas m\u00fasicas e, literalmente, toc\u00e1vamos mal. Ele habituou-se a dizer: \u201cAgora vamos tocar aquele tema que fala desse assunto, a can\u00e7\u00e3o nasceu assim, se calhar n\u00e3o me lembro da letra e aconteceu um erro naquela parte (risos)\u201d. Como voc\u00ea disse, s\u00e3o uma esp\u00e9cie de interl\u00fadios que desenvolv\u00edamos com o p\u00fablico. Agora \u00e9 \u00fatil porque permite que troquemos de instrumentos. Tamb\u00e9m ajuda a reduzir os tempos mortos, j\u00e1 que existiriam sempre ocasi\u00f5es para trocarmos de posi\u00e7\u00e3o e prepararmos os equipamentos. Quando tocamos, tentamos introduzir algo de \u00fanico relativamente ao local onde estamos, o que aconteceu durante a tarde ou a rea\u00e7\u00e3o das pessoas no momento. Mas n\u00e3o temos nenhuma f\u00f3rmula nem nenhum texto decorado sobre as m\u00fasicas. Alternamos frequentemente o que dizemos para tornar a conversa mais espont\u00e2nea e as pessoas sentem e valorizam isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gostaria de saber se j\u00e1 compuseram novas can\u00e7\u00f5es e se t\u00eam prevista a edi\u00e7\u00e3o de outro \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\nTemos uma regularidade de edi\u00e7\u00e3o de dois em dois anos e tem sido assim desde 2012. Em teoria, devemos ter um novo \u00e1lbum em 2020 e estamos trabalhando nesse sentido. Para o ano, os Birds Are Indie comemoram 10 anos de exist\u00eancia e, por isso, vamos tentar fazer um lan\u00e7amento diferente. Ainda n\u00e3o definimos o conceito, mas j\u00e1 pensamos em diversas possibilidades. Se n\u00e3o ocorrer nenhum imprevisto haver\u00e1 um disco. Apenas preparamos ideias acumuladas sobre a forma de bases musicais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas t\u00eam muitos f\u00e3s brasileiros no Facebook. J\u00e1 pensaram em retribuir o interesse deles tocando no Brasil?<\/strong><br \/>\nIsso seria muito legal, mas era preciso que um multimilion\u00e1rio brasileiro nos contratasse, porque a dist\u00e2ncia \u00e9 grande e os custos da viagem tamb\u00e9m (risos). Os Birds Are Indie s\u00e3o uma banda relativamente pesada em termos de material, mas tamb\u00e9m n\u00e3o somos a mais port\u00e1til. Mas poder\u00e1 acontecer, uma vez que n\u00f3s tocamos em Espanha muitas vezes e em 2020 estamos preparando um tour que vai passar em v\u00e1rios pa\u00edses da Europa. Quem sabe se um dia atravessamos o Oceano Atl\u00e2ntico. O Henrique Toscano gostaria de ir ao Brasil, porque tem fam\u00edlia l\u00e1. Somos um grupo independente, fazemos as coisas pelos nossos meios e delegamos pouco trabalho a outras pessoas. Mas ser\u00e1 dif\u00edcil termos capacidade para encontrar salas e promotores no Brasil que nos queiram colocar. Isso s\u00f3 poder\u00e1 acontecer se um festival ou uma promotora tiverem interesse nos Birds Are Indie e queira planejar uma sequ\u00eancia de shows que seja vi\u00e1vel.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GOHJssaK8j4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YiiFilcvy5Q?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/h6PeYWNvfT4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 Pedro Salgado (siga\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@woorman<\/a>) \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e colabora com o Scream &amp; Yell contando novidades da m\u00fasica de Portugal. Veja outras entrevistas de Pedro Salgado\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/portugal\/\">aqui<\/a>. A foto que abre o texto \u00e9 de Francisca Moreira \/ Divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em 2010, um casal de namorados resolveu fazer uma can\u00e7\u00e3o. Desse primeiro impeto nasceu uma banda, que teve no acr\u00e9scimo de um amigo a forma\u00e7\u00e3o final. E l\u00e1 se v\u00e3o quase 10 anos, alguns EPs e quatro \u00e1lbuns. De Coimbra, Portugal, conhe\u00e7a o Birds are Indie\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/04\/23\/entrevista-birds-are-indie\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":7,"featured_media":51389,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[3676,47],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51388"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51388"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51388\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":51392,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51388\/revisions\/51392"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51389"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51388"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51388"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51388"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}