{"id":51193,"date":"2019-04-10T08:53:16","date_gmt":"2019-04-10T11:53:16","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=51193"},"modified":"2019-05-02T00:27:31","modified_gmt":"2019-05-02T03:27:31","slug":"entrevista-e-a-terra-nunca-me-pareceu-tao-distante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/04\/10\/entrevista-e-a-terra-nunca-me-pareceu-tao-distante\/","title":{"rendered":"Entrevista: E a Terra Nunca me Pareceu T\u00e3o Distante"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pedrojoaodecamargo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pedro Jo\u00e3o<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na \u00e9poca da faculdade, um professor de literatura me ensinou que a literatura fant\u00e1stica \u2013 que transcende os limites da linguagem e explode em irrealidades mais graves \u2013 pode ser dividida em duas categorias: a do absurdo e a do nonsense. A respeito da segunda, ele destacou a obra do brit\u00e2nico Lewis Carroll, autor do romance que posteriormente tornou-se um fen\u00f4meno pop da Disney, \u201cAlice no Pa\u00eds das Maravilhas\u201d (1865). Para esmiu\u00e7ar o conceito, ele ainda puxou uma frase do livro, ao que me lembro, dita pelo misterioso gato sorridente da trama: \u201cTake care of the sense and the sounds will take care of themselves\u201d. Em uma tradu\u00e7\u00e3o livre, seria algo como: \u201cPreocupe-se com o sentido e os sons tomar\u00e3o conta deles mesmos.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De certa forma, \u00e9 isso que a banda paulistana <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/eaterranuncamepareceutaodistante\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">E a Terra Nunca me Pareceu T\u00e3o Distante<\/a> tem feito desde 2012. Seus integrantes, Luccas Villela (baixo), Lucas Thedoro (guitarra), Luden Viana (guitarra) e Rafael Jonke (bateria) nunca tiveram sequer o intuito de apoiar-se no universo l\u00f3gico da linguagem escrita. \u201cAcontece que eu e o Luden t\u00ednhamos acabados de terminar uma banda que t\u00ednhamos, mas a gente queria continuar tocando. S\u00f3 tocar. Foi uma coisa bem natural\u201d, me explicou o baterista durante nossa conversa no backstage do <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/04\/06\/balanco-lollapalooza-brasil-2019\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Lollapalooza 2019<\/a>, pouco depois do show que apresentaram no Palco Onix. \u201c\u00c9 uma quest\u00e3o quase semi\u00f3tica, mesmo\u201d, esmi\u00fa\u00e7a o baixista, por sua vez, \u201cN\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a senten\u00e7a ali descrita que vai gerar a rea\u00e7\u00e3o X ou Y em quem est\u00e1 ouvindo. Tem a sequ\u00eancia de acordes, a maneira como ela \u00e9 tocada\u2026 Tudo se combina para formar uma impress\u00e3o dentro da cabe\u00e7a de cada um\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre risadas e interrompendo-se mutuamente para complementar ou finalizar as ideias um do outro, os integrantes da \u201cE a Terra\u201d \u2013 abrevia\u00e7\u00e3o mais comum entre os f\u00e3s \u2013 falaram ao Scream &amp; Yell sobre seu processo criativo e a emo\u00e7\u00e3o de fazerem parte da primeira banda instrumental a tocar no Lollapalooza na hist\u00f3ria do festival no Brasil.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ry0op2NQME4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Esta foi a oitava edi\u00e7\u00e3o do Lollapalooza no Brasil, por que demorou tanto para uma banda 100% instrumental entrar para o line-up?<\/strong><br \/>\nLuden: Boa pergunta, cara\u2026 Nesse momento, o Brasil tem v\u00e1rias bandas instrumentais que s\u00e3o \u00f3timas. E n\u00e3o \u00e9 como se f\u00f4ssemos a melhor de todas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rafael: Acho que \u00e9 uma coisa de ocasi\u00e3o, tamb\u00e9m. A gente acabou de lan\u00e7ar um disco [\u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/7MoNYapgdvkI5uDff70bep\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Funda\u00e7\u00e3o<\/a>\u201d, 2018], mas tem uma puta cena de instrumental acontecendo, muitas bandas que a gente gosta e paga pau.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lucas Theodoro: Fiquei com a sensa\u00e7\u00e3o de que, neste ano, eles se preocuparam em pegar as bandas brasileiras que j\u00e1 estavam fazendo o circuito de festivais nacionais (Bananada, Coquetel Molotov, etc.). A Luisa Lian, o BK, a Duda Beat estavam no line-up de v\u00e1rios desses tamb\u00e9m. Acho que foi um caminho natural para todo mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Luccas Villela: \u00c9. E, nesses festivais, \u00e9ramos sempre uma das poucas bandas instrumentais que estavam por ali.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rafael: Na real, isso \u00e9 uma coisa que a gente sempre fala, tamb\u00e9m. Nunca nos limitamos a tocar somente com outras bandas instrumentais. Sempre tocamos ao lado de bandas com voz. Isso nunca foi uma limita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Theodoro: Eu acho que, em um contexto nacional, a gente nunca se portou como uma banda de nicho. Foram poucas \u00e0s vezes em que a gente tocou exclusivamente com outras bandas instrumentais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Luden: Sim, no come\u00e7o isso era mais frequente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Villela: Depois, a gente come\u00e7ou a circular com todo mundo. Ficamos amigos de v\u00e1rias bandas. Fizemos Terno Rei recentemente, Ventre. A quest\u00e3o \u00e9 tirar o instrumental daquele lugar de \u201ccabe\u00e7udo\u201d, de \u201cdif\u00edcil de ouvir\u201d. Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 para todo mundo. A gente est\u00e1 aqui para isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mesmo levando em considera\u00e7\u00e3o a for\u00e7a da cena independente, a m\u00fasica instrumental ainda n\u00e3o \u00e9 muito popular no Brasil. De onde surgiu o \u00edmpeto de investir nessa seara? Quando foi que entenderam que era esse o caminho que queriam trilhar?<\/strong><br \/>\nRafael: Acontece que eu e o Luden t\u00ednhamos acabados de terminar uma banda que t\u00ednhamos, mas a gente queria continuar tocando. S\u00f3 tocar. Foi uma coisa bem natural. Est\u00e1vamos de saco cheio de vocalista e ter que fazer letra para tudo, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Theodoro: Quando eu fui fazer o teste para entrar na banda (risos), essa sempre foi a premissa. \u201cA gente vai ter uma banda instrumental, voc\u00ea t\u00e1 afim de tocar?\u201d \u00c9 uma coisa que a gente divide de moleque, de ter umas refer\u00eancias parecidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Luden: Na banda que eu tinha com o Rafa, eu cantava e odiava ter que cantar, para ser sincero. Era uma bosta. Ent\u00e3o, acho que o instrumental tamb\u00e9m veio um pouco disso. Porque era horr\u00edvel (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma das coisas mais interessantes da m\u00fasica instrumental \u00e9 o fato dos sentidos ficarem em aberto. Como voc\u00eas se relacionam com essa proposta e como acontece o processo criativo que n\u00e3o \u00e9 apoiado pela l\u00f3gica da letra, do poema?<\/strong><br \/>\nRafael: Cara, acho que uma coisa est\u00e1 intr\u00ednseca \u00e0 outra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Luden: Assim, eu entendo a coisa de a gente n\u00e3o ter nenhum signo identific\u00e1vel e, por isso, consequentemente, n\u00e3o conseguir direcionar os sentidos. Mas, mesmo assim, existe um direcionamento de outra ordem. Que \u00e9 um tom maior, outro menor\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vilella: &#8230; \u00c9 uma quest\u00e3o quase semi\u00f3tica, mesmo. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a senten\u00e7a ali descrita que vai gerar a rea\u00e7\u00e3o X ou Y em quem est\u00e1 ouvindo. Tem a sequ\u00eancia de acordes, a maneira como ela \u00e9 tocada\u2026 Tudo se combina para formar uma impress\u00e3o dentro da cabe\u00e7a de cada um.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rafael: Ao mesmo tempo que nada disso \u00e9 muito pensado\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Luden: &#8230;Exato, n\u00e3o \u00e9, \u00e0 princ\u00edpio. Mas, quando traz para jogo, de certa forma, \u00e9 sim. Porque, por exemplo, eu lembro muito claramente de quando o Vilella trouxe \u201cKaroshi\u201d para a gente, que \u00e9 a segunda faixa do disco. Eu fiquei nervoso, a m\u00fasica d\u00e1 raiva. Ela tem um neg\u00f3cio de ser ruim, ela traz sozinha isso. Quando algu\u00e9m chega com uma inten\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tem para onde correr. A m\u00fasica fala.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Theodoro: E tem um ponto importante: a gente decide o nome das m\u00fasicas sempre em conjunto. Baseado naquilo que a gente sente e se aquilo representa ou n\u00e3o o significado daquela m\u00fasica para a gente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os nomes das faixas, algumas vezes, s\u00e3o quase frases de t\u00e3o grandes, em contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0s m\u00fasicas absolutamente sem letra. \u00c9 uma maneira de delimitar o universo que voc\u00eas querem explorar com essa sonoridade?<\/strong><br \/>\nRafael: Ent\u00e3o, \u00e9 um lance de entendimento nosso. Tem que fazer sentido para todos. N\u00e3o adianta o Luccas ter trazido uma m\u00fasica que ele intitulou sendo que a gente tamb\u00e9m fez parte da composi\u00e7\u00e3o. N\u00e3o faria sentido para ningu\u00e9m al\u00e9m dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vilella: Foi dif\u00edcil dar nome para as m\u00fasicas, acho que uma das situa\u00e7\u00f5es mais dif\u00edceis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Luden: A gente estava mais preocupado em fazer o disco do que qualquer outra coisa, na verdade. Os nomes vieram posteriormente. Tem nomes que a gente nem usa internamente, na real. Colocamos um nome interno que acabou ficando e \u00e9 isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por fim, como foi a experi\u00eancia Lollapalooza para voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nRafael: Cara, a gente n\u00e3o esperava. Eu fiquei muito feliz e muito surpreso, inclusive. Tipo, foi muito legal a experi\u00eancia de tocar num palco desse tamanho. Do som que vai para o p\u00fablico e que vem para a gente no palco. O p\u00fablico que, de fato, estava superafim de ouvir&#8230; Para mim foi 100%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Luden: Acho que isso de sermos a primeira banda do dia tamb\u00e9m ajudou. Todo mundo estava muito fresco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vilella: Mas, \u00e9 surreal isso de sermos a primeira banda instrumental em um festival desse tamanho. L\u00e1 fora, isso j\u00e1 rolou v\u00e1rias vezes e aqui nada at\u00e9 agora. Deveria ser um lance mais natural. \u00c9 m\u00fasica como qualquer outra. N\u00e3o tem dificuldade nenhuma, ali\u00e1s, \u00e9 at\u00e9 mais f\u00e1cil de mixar o som sem voz (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Theodoro: E tamb\u00e9m, fico muito feliz de a gente ter chegado aqui com amigos e amigas que s\u00e3o profissionais extremamente capacitados que a gente ama mesmo. Tem uma galera enorme que trampa com a gente e que n\u00e3o aparece no palco, mas sem eles a gente n\u00e3o seria porra nenhuma. N\u00e3o quero chamar de fam\u00edlia porque \u00e9 uma coisa muito Restart, muito escroto, mas \u00e9 meio que isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vilella: Amizade t\u00e1 bom. Amizade \u00e9 forte o suficiente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Luden: Acho que nenhum de n\u00f3s quatro imaginava que estaria aqui h\u00e1 dez anos. \u00c9 exatamente essa a onda. Meu irm\u00e3o me falou: \u201cVai l\u00e1 e toca. Fica de boa\u201d. Porque qualquer coisa que viesse seria lucro. Eu fico me perguntando demais coisas como \u201co que eu estou fazendo aqui?\u201d \u00c9 claro que, quando voc\u00ea para para pensar, consegue achar as respostas. Mas, h\u00e1 dez anos, ningu\u00e9m imaginava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vilella: A gra\u00e7a \u00e9 essa, fazer tudo da maneira mais verdadeira e sincera. Isso transparece no fonograma. As pessoas sabem quando as coisas s\u00e3o feitas assim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rafael: Real, quando o bagulho \u00e9 planejado, voc\u00ea ganha na hora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vilella: \u00c9, cara, se voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 a Britney Spears ou os Backstreet Boys, tem que ser assim. A gente \u00e9 uma banda instrumental tocando no Lollapalooza, n\u00e3o d\u00e1 para acreditar. \u00c9 foda demais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Luden: O lado bom de estar aqui &#8211; e junto dessas pessoas todas &#8211; \u00e9 que, por causa delas, n\u00e3o precisamos abdicar de nada politicamente. A gente n\u00e3o fez concess\u00f5es de nenhum tipo. N\u00e3o se vendeu nem do ponto de vista mercadol\u00f3gico, nem do ponto de vista ideol\u00f3gico. A gente mudou e cresceu desde o come\u00e7o da banda, mas a gente continua sendo as mesmas pessoas que tocaram para trinta pessoas em um por\u00e3o.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7pdYgRcC0Uw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/i4nlviW060Y?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vSXkRwni41c?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pedrojoaodecamargo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pedro Jo\u00e3o<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista tendo passado pelas reda\u00e7\u00f5es da Elle Brasil e da Veja Comer e Beber.\u00a0<a href=\"https:\/\/medium.com\/@pedrocamargo_58201\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Conhe\u00e7a seu canal no Medium<\/a>. A foto que abre o texto \u00e9 de Larissa Zaidan<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Eles foram a primeira banda instrumental a tocar no Lollapalooza Brasil, e ap\u00f3s o \u00f3timo show (elogiado por Rolling Stone e Popload) receberam a reportagem do Scream &#038; Yell para um bate papo descontra\u00eddo. \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/04\/10\/entrevista-e-a-terra-nunca-me-pareceu-tao-distante\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":66,"featured_media":51194,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[3638,190],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51193"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/66"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51193"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51193\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":51197,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51193\/revisions\/51197"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51194"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51193"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51193"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51193"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}