{"id":50976,"date":"2019-04-04T17:11:11","date_gmt":"2019-04-04T20:11:11","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=50976"},"modified":"2019-04-26T19:08:43","modified_gmt":"2019-04-26T22:08:43","slug":"entrevista-autoramas-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/04\/04\/entrevista-autoramas-2019\/","title":{"rendered":"Entrevista: Autoramas (2019)"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Entrevista por&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/janaisapunk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Janaina Azevedo<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o 21 anos de Autoramas! Em 2018, por ocasi\u00e3o do 20\u00ba anivers\u00e1rio da banda, o tributo \u201c<a href=\"https:\/\/dittomusic.lnk.to\/TributoAutoramas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">A 300 Km Hora<\/a>\u201d, produzido por Rafael Chioccarello (Hits Perdidos) e D\u00e9bora Cassolatto (Debbie Records), reuniu 41 nomes homenageando o repert\u00f3rio do grupo formado por Gabriel Thomaz no final dos anos 90, gente como China, Nevilton, Camarones Orquestra Guitarr\u00edstica, Marcelo Callado e F\u00e1bio Cardelli, entre outros, cantando cl\u00e1ssicos do cen\u00e1rio indie nacional como \u201cFale Mal de Mim\u201d, \u201cCatchy Chorus\u201d, \u201cEu Era Pop\u201d, \u201cCarinha Triste\u201d e \u201cAbstrai\u201d, entre muitos outras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2018 tamb\u00e9m foi o ano de \u201c<a href=\"https:\/\/www.hbbrecords.com\/libido\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">L\u00edbido<\/a>\u201d, o s\u00e9timo disco de in\u00e9ditas da banda, que ganhou diversos elogios da imprensa e figurou em \u201ctodas as listas de melhores do ano\u201d, segundo Gabriel Thomas \u2013 inclusive aqui no Scream &amp; Yell. Al\u00e9m de Gabriel (voz e guitarra), o Autoramas conta hoje com \u00c9rika Martins (ex-Pen\u00e9lope) na guitarra, percuss\u00e3o, teclados e voz, F\u00e1bio Lima na bateria e Jairo Fajersztajn no baixo. O quarteto segue incans\u00e1vel na estrada e se prepara para embarcar para sua 16\u00aa turn\u00ea europeia (a partir de maio)!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes, por\u00e9m, o Autoramas tem um s\u00e9rio compromisso na capital paulista. Depois de acompanhar as edi\u00e7\u00f5es do Lollapalooza como muitos de n\u00f3s \u2013 do conforto do sof\u00e1, pelas transmiss\u00f5es da TV \u2013 Gabriel Thomaz finalmente estar\u00e1 em cima do palco de Interlagos, na primeira participa\u00e7\u00e3o do Autoramas no festival. No bate papo abaixo, ele fala sobre \u201cLibido\u201d, elenca um grande n\u00famero de bandas de surf music nacional, paga tributo ao mestre Dick Dale e adianta que o disco de seu projeto Gabriel Thomaz Trio j\u00e1 est\u00e1 pronto, e logo deve sair. Confira.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>O Autoramas toca no Palco Onix do Lollapalooza, sexta-feira, 05\/04, \u00e0s 13h15<\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/m_njiatC0Iw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vi tua postagem sobre o Dick Dale. Como foi quando tu descobriu que ele havia morrido?<\/strong><br \/>\nEssa hist\u00f3ria do Dick Dale&#8230; fiquei bem triste esse fim de semana porque pra mim ele \u00e9 uma refer\u00eancia total. Para mim, como guitarrista, como compositor, ele sempre foi uma grande refer\u00eancia, um som de guitarra melhor do mundo, uma originalidade. A gente estava entrando no show, em Ribeir\u00e3o Preto, eu estava ali olhando o celular e come\u00e7ou a surgir um monte de posts de sites gringos de m\u00fasica e coisas que eu assino, e a gente a dez minutos de entrar no show, aquilo me foi um baque. At\u00e9 acabou que tocamos \u201cMisirlou\u201d, improvisada, a gente nunca tinha tocado e foi um momento bem emocionante. Conheci o Dick Dale muito antes de estourar, era um artista dos anos 60, e eu gosto muito do som dos anos 60. Tenho um amigo, Serginho (S\u00e9rgio Barbo, de acordo com o post do Facebook), que \u00e9 DJ. Ele sempre me aplicou nessas coisas que n\u00e3o eram muito conhecidas no Brasil, e eu ouvi aquilo loucamente, minha adolesc\u00eancia toda. Quando \u201cMisirlou\u201d estourou no (filme) \u201cPulp Fiction\u201d foi uma loucura, era demais, tocava em tudo que era lugar, uma beleza. A m\u00fasica tocava e meus amigos apontavam pra mim, sabe? Era muito legal. Como se fosse a minha m\u00fasica. Tive a chance de conhece-lo. Inventei a maior mentira pros seguran\u00e7as, pra entrar no camarim e foi demais. Estava a galera toda da MTV, que testemunhou tudo, um momento emocionante. Sempre acompanhei a carreira dele. Ele estava j\u00e1 bem idoso e continuava tocando nos festivais. Nas nossas turn\u00eas l\u00e1 fora a gente sempre via os cartazes dele, \u00e0s vezes alguns festivais que a gente tocava ele tinha tocado no ano anterior, no m\u00eas anterior, na semana anterior. Pra mim, sempre foi uma grande refer\u00eancia, um \u00eddolo. Quem conhece o Autoramas sabe isso. Quando rolaram as not\u00edcias, a confirma\u00e7\u00e3o da morte dele, um monte de gente me mandou mensagem, pois as pessoas n\u00e3o sabiam se era verdade ou mentira. Eu estava em Ribeir\u00e3o Preto, tinha todas as lembran\u00e7as dele guardadas em casa. Quando cheguei em casa tirei a foto e fiz aquele post. Achei at\u00e9 um pouco superficial. Mas acho que valeu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como est\u00e1 a cena da surf music no Brasil?<\/strong><br \/>\nO Brasil \u00e9 uma das cenas de surf music mais legais que tem no mundo. Bandas muito boas, eu tenho visto v\u00e1rios shows de uma banda chamada Gasolines, por exemplo, que \u00e9 uma banda que j\u00e1 tem mais de 20 anos, e eles s\u00e3o sensacionais. (Alexandre) Kanachiro, grande guitarrista. Tem outra banda que adoro, acho que tem muito a ver com o som do Autoramas, com os timbres que fa\u00e7o, uma banda nova chamada Sangue de Android, essa banda \u00e9 animal. Tem a Ted Boy Marinos, que \u00e9 uma banda do Clayton, baixista que era dos Ostras nos anos 90, s\u00e3o os caras que t\u00eam experi\u00eancia no neg\u00f3cio e t\u00eam guitarrista que \u00e9 excelente, que toca com uma Mosrite, uma guitarra super cl\u00e1ssica da surf music. Tem muita coisa legal, tem muita coisa acontecendo, inclusive l\u00e1 em Bras\u00edlia, acho que a melhor banda de surf music do pa\u00eds hoje \u00e9 l\u00e1 de Bras\u00edlia, Os Gatunos, cujo guitarrista \u00e9 o Fabr\u00edcio Pa\u00e7oca, e \u00e9 um absurdo, ele \u00e9 bom pra caralho, um grande guitarrista, um puta talento, muito bom. S\u00e3o coisas que a gente tem no Brasil, ele faz um esquema latino, guitarrada do Par\u00e1, e \u00e9 muito bom. Tem muita coisa boa, se deixar eu ficar aqui falando (fico horas)&#8230; Um bel\u00edssimo cart\u00e3o de visita da cena de surf music nacional \u00e9 uma colet\u00e2nea tripla que saiu agora chamada \u201c<a href=\"https:\/\/reverbbrasil.bandcamp.com\/album\/brazilian-tsunami\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Brazilian Tsunami<\/a>\u201d. S\u00e3o 63 bandas, e o n\u00edvel \u00e9 alt\u00edssimo. T\u00e3o mandando a caixa de CDs pra fora, o povo da surf music l\u00e1 de fora t\u00e1 impressionado. N\u00e3o s\u00e3o cinco bandas, s\u00e3o 63. \u00c9 um absurdo. O Autoramas vai fazer o Lollapalooza, logo depois a gente vai pra uma turn\u00ea na Europa. Voltando da turn\u00ea, vou lan\u00e7ar o meu trio instrumental, surf, fuzz, guitarrada, que \u00e9 o Gabriel Thomaz Trio. A gente t\u00e1 com o disco pronto pra sair. Ali\u00e1s, em Porto Alegre tem uma banda muito boa de surf, o Paquet\u00e1, bel\u00edssima banda, participaram inclusive do tributo ao Autoramas. Porto Alegre sempre teve muita coisa boa de rock n roll, de todos os g\u00eaneros. Eles s\u00e3o uma banda muito legal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como \u00e9 esse teu projeto solo?<\/strong><br \/>\nO nome \u00e9 Gabriel Thomaz Trio. A gente j\u00e1 esta fazendo bastante show, e a gente quer fazer muitas turn\u00eas, sair tocando por a\u00ed, com certeza. \u00c9 um projeto que eu sempre quis fazer, sempre gostei do rock instrumental, e agora acho que chegou a hora. A gente j\u00e1 tentou fazer shows do Autoramas 100% instrumentais, porque a gente tem m\u00fasicas instrumentais em todos os discos, o suficiente pra fazer um show s\u00f3 de m\u00fasicas nossas instrumentais, mas isso dava muita confus\u00e3o na cabe\u00e7a da galera, dos contratantes, do povo que vai ver um show do Autoramas, de a gente n\u00e3o estar cantando no show. Ent\u00e3o a gente decidiu colocar outro nome, fazer outra coisa. A gente j\u00e1 tem uma m\u00fasica que \u00e9 um hit nos shows, uma m\u00fasica que chama \u201cBababa\u201d, que inclusive estar\u00e1 no disco. T\u00e1 muito bom o trabalho, posso explorar muito os meus efeitos. L\u00e1 fora, as cr\u00edticas e resenhas falam muito dos meus efeitos de guitarra, ultraoriginais. E eu nem sabia que eles eram originais, s\u00f3 quando vi eles falando l\u00e1 fora que entendi isso. Foi um barato isso, e exploro bastante essas coisas. Esse disco do Gabriel Thomaz Trio pode ser que saia at\u00e9 mesmo l\u00e1 fora tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como t\u00e1 a recep\u00e7\u00e3o do \u201cLibido\u201d?<\/strong><br \/>\nEst\u00e1 muito boa. No in\u00edcio do ano sa\u00edram todas as listas de melhores de 2018, e o \u201cLibido\u201d estava em todas as listas. Teve uma vota\u00e7\u00e3o que foram mais de 40 jornalistas e o \u201cLibido\u201d ficou em primeiro como melhor disco do ano! P\u00f4, fiquei muito feliz. Acho que realmente \u00e9 o melhor disco que a gente j\u00e1 fez em todos os quesitos: composi\u00e7\u00e3o, grava\u00e7\u00e3o, arranjo, capa, t\u00e1 o maior barato. Acho que a gente est\u00e1 cantando melhor, compondo melhor, est\u00e1 muito legal. Adoro as m\u00fasicas do disco. Desde o lan\u00e7amento a gente t\u00eam feito muitos shows, resultado dessa fala\u00e7\u00e3o. \u00c9 um disco em que n\u00f3s comemoramos 20 anos de banda. Agora vamos fazer uma turn\u00ea na Europa, ver como vai ser l\u00e1 a recep\u00e7\u00e3o. Porque o disco saiu no Brasil pela HBB e na Europa pela Soundflat, que \u00e9 um selo sensacional que sempre lan\u00e7ou as bandas que eu escuto pra caramba. N\u00e3o sei se voc\u00ea j\u00e1 foi a algum show do Autoramas (nota da reportagem: s\u00f3 um, h\u00e1 mais de 10 anos), as m\u00fasicas do disco novo s\u00e3o um destaque total. A gente fez v\u00e1rios clipes: \u201cStressed Out\u201d, \u201cDing Dong\u201d, \u201cCreepy Echo\u201d, que um cara de Manaus fez e ficou um absurdo. O disco saiu no Jap\u00e3o, e esse clipe tem at\u00e9 legendas em japon\u00eas. O que \u00e9 engra\u00e7ado \u00e9 que desde que o \u201cLibido\u201d ficou pronto j\u00e1 comecei a pensar num pr\u00f3ximo disco, j\u00e1 tenho um monte de coisa nova pronta. Mas primeiro vamos lan\u00e7ar o disco do Gabriel Thomaz Trio (risos). A gente n\u00e3o para de compor, ensaiar. E tem sempre uma perspectiva de coisa nova vindo por a\u00ed. O mais dif\u00edcil \u00e9 lan\u00e7ar essas coisas. Organizar as ideias e elas virarem discos, m\u00fasicas, show \u00e9 muito f\u00e1cil pra n\u00f3s, a gente faz isso o tempo inteiro. A quest\u00e3o de lan\u00e7ar mesmo \u00e9 que demora mais tempo, e exige outro tipo de esfor\u00e7o. Ent\u00e3o, a gente acaba regulando nosso tempo por esse tipo de tarefa, sabe..<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E o disco tamb\u00e9m saiu em vers\u00e3o cassete, n\u00e9?<\/strong><br \/>\nAcho muito legal o formato da fita cassete! \u00c9 engra\u00e7ado que nas nossas turn\u00eas l\u00e1 fora, sempre que a gente tocava com banda americana, eles faziam ali a banca de discos e sempre tinha cassete. Sempre vinha um gringo perguntar &#8220;e a\u00ed, voc\u00eas t\u00eam cassete de voc\u00eas?\u201d, e a gente &#8220;n\u00e3o&#8221;. E o cara ia e comprava da banda americana. Ent\u00e3o existe um nicho pra isso, pequeno, mas que existe, existe. \u00c9 um barato. Escrevi um livro, o \u201c<a href=\"http:\/\/magneticos90.autoramasrock.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Magn\u00e9ticos 90<\/a>\u201d, falando sobre a gera\u00e7\u00e3o do rock brasileiro lan\u00e7ada em fita cassete. \u00c9 um formato que eu sou totalmente familiarizado, dif\u00edcil pra mim \u00e9 mexer no computador. Cassete \u00e9 mole. Eu adoro o formato, acho muito legal, muito bonitinho, muito fofinho, um formato colecion\u00e1vel que possibilita um conceito vintage da m\u00fasica, a cole\u00e7\u00e3o. N\u00e3o sei se tem uma volta (do cassete). As coisas rolam, sempre tem um p\u00fablico, sempre tem uma galerinha. Todos os cassete que a gente lan\u00e7ou esgotaram, primeiro formato a esgotar rapidamente. A Erika (Martins) \u00e9 muito f\u00e3 da Bjork e a Bjork acabou de lan\u00e7ar a discografia dela em cassete. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a gente que \u00e9 doido, tem mais maluco pelo mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O \u201cLibido\u201d \u00e9 o disco que voc\u00eas que mais tem m\u00fasicas em ingl\u00eas. Lembra aquela vez que o Jack Endino criticou brasileiros que cantam em ingl\u00eas? O que tu acha disso?<\/strong><br \/>\nAt\u00e9 li o que o Jack Endino falou, e ele falou que tem muita banda que canta em ingl\u00eas no Brasil que nunca fez um show em pa\u00edses que falam ingl\u00eas. Ou que pegam um ingl\u00eas totalmente incompreens\u00edvel para quem fala ingl\u00eas, s\u00f3 pra botar aquela sonoridade ali. Essa \u00e9 a discuss\u00e3o. Ele n\u00e3o entendia porque o pessoal faz isso. Existem muitos motivos e acho que n\u00e3o vem nem ao caso eu falar disso. Mas no caso do Autoramas, a gente sempre teve m\u00fasica em ingl\u00eas, que sempre foram minoria. Acho que as ideias v\u00e3o pintando, e a gente vai fazendo. E fazendo muito show l\u00e1 fora, voc\u00ea fala ingl\u00eas o tempo inteiro, vai ouvindo as frases em ingl\u00eas, \u00e9 uma coisa natural. Ao mesmo tempo eu tamb\u00e9m sei que \u00e9 dif\u00edcil convencer as pessoas de que a gente fez uma coisa em ingl\u00eas porque a gente gosta. N\u00e3o pra conquistar um lugar l\u00e1 fora, por algum motivo. Pra mim, \u00e9 muito mais f\u00e1cil compor em portugu\u00eas, \u00e9 a minha l\u00edngua, as express\u00f5es que sei desde que nasci, mas voc\u00ea passa um m\u00eas l\u00e1 fora s\u00f3 falando em ingl\u00eas com as pessoas, as m\u00fasicas v\u00eam. As letras v\u00eam, as rimas v\u00eam, \u00e9 uma coisa que rola. E eu vou te falar uma coisa. \u00c9 muito engra\u00e7ado porque hoje a gente se sente livre pra lan\u00e7ar um repert\u00f3rio parte em ingl\u00eas. A gente vive uma \u00e9poca da m\u00fasica que n\u00e3o tem muitas regras, sabe. Por exemplo, eu posso lan\u00e7ar um disco instrumental! Na minha carreira, eu sempre quis fazer isso, e ningu\u00e9m jamais me incentivou, a galera sempre quis me podar em rela\u00e7\u00e3o a isso e agora a m\u00fasica, ou pelo menos o tipo de m\u00fasica que a gente faz, n\u00e3o tem mais essas pessoas dando pitaco, te fazendo brochar nas suas pr\u00f3prias ideias. \u00c9 um momento muito legal. \u201cSofas, Armchairs and Chairs\u201d, que a gente colocou pra abrir o disco, eu acho que talvez seja a melhor m\u00fasica do Autoramas! Outra: uma m\u00fasica que n\u00e3o pode faltar nos shows do Autoramas \u00e9 em ingl\u00eas, \u201cCatchy Chorus\u201d, que \u00e9 do primeiro disco, que rola pra caramba. L\u00e1 fora essa m\u00fasica arrebenta. E \u00e9 o maior barato. A gente vai fazendo, usando a nossa liberdade pra fazer essas coisas. Eu gosto muito de fazer letras que n\u00e3o tem significado nenhum, tipo \u201c1,2,3,4\u201d, tipo \u201cDing Dong\u201d, do disco novo, essas coisas eu curto pra caramba. Tem vocal, mas n\u00e3o tem uma letra. Eu gosto muito dessas coisas. Tamb\u00e9m s\u00e3o coisas universais. A gente perdeu o pudor de ficar &#8220;n\u00e3o, em ingl\u00eas n\u00e3o&#8221;. Acho que o resultado ficou do jeito que a gente queria, n\u00e3o veio nenhum gringo dizer que o nosso sotaque \u00e9 esquisito ou que n\u00e3o entendeu a letra.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ZjsQEs_PrYk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0xsOuCz6SWQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/fQU84hjohLI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 Janaina Azevedo (<a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/janaisapunk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">www.facebook.com\/janaisapunk<\/a>) \u00e9 jornalista e colabora com o Scream &amp; Yell desde 2010.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"No bate papo, Gabriel Thomaz fala sobre \u201cLibido\u201d, elenca um grande n\u00famero de bandas de surf music nacional, paga tributo ao mestre Dick Dale e adianta que o disco de seu projeto Gabriel Thomaz Trio j\u00e1 est\u00e1 pronto, e logo deve sair. Confira.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/04\/04\/entrevista-autoramas-2019\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":35,"featured_media":51151,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[2351],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50976"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/35"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50976"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50976\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":51152,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50976\/revisions\/51152"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51151"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50976"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50976"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50976"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}