{"id":50885,"date":"2019-03-27T18:50:25","date_gmt":"2019-03-27T21:50:25","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=50885"},"modified":"2019-04-15T10:03:02","modified_gmt":"2019-04-15T13:03:02","slug":"entrevista-amorphis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/03\/27\/entrevista-amorphis\/","title":{"rendered":"Entrevista: Amorphis"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100001755294131\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Homero Pivotto Jr.<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tempo opera mudan\u00e7as. Na vida, na arte ou em qualquer esfera. E os finlandeses do Amorphis \u2014 que come\u00e7aram em 1990 apostando no death metal e agregaram elementos do folk e do progressivo no decorrer da carreira \u2014 entendem o peso que o passar dos anos exerce. N\u00e3o \u00e0 toa nominaram o disco mais recente como \u201cRainha do Tempo\u201d \u2013 \u201cQueen of Time\u201d, que saiu em 2018 pela Nuclear Blast.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com uma discografia de 13 registros em est\u00fadio e mudan\u00e7as consider\u00e1veis na forma\u00e7\u00e3o, o Amorphis soube aproveitar cada fase de sua trajet\u00f3ria. \u00c9 por essa, entre outras raz\u00f5es, que o grupo continua relevante hoje em dia. \u201cPrecis\u00e1vamos nos desenvolver como m\u00fasicos e encontrar novas abordagens para o death metal\u201d, conta o tecladista Santeri Kallio na conversa abaixo. \u201cO envelhecimento tamb\u00e9m afetou a banda\u201d, justifica tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Santeri assina cinco das dez faixas de \u201cQueen of Time\u201d, inclusive &#8220;Amongst Stars&#8221;, que conta com os vocais de <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/03\/05\/tres-discos-evil-drive-the-amorettes-e-anneke-van-giersbergen\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Anneke van Giersbergen<\/a> (as outras cinco faixas do disco s\u00e3o do guitarrista Esa Holopainen), e inclui o disco entre os tr\u00eas melhores que o Amorphis j\u00e1 fez (\u201c\u00c9 superpesado, cheio de beleza, e novo ao mesmo tempo\u201d). Na entrevista abaixo, ele avalia o passado, faz reflex\u00f5es sobre o presente e arrisca previs\u00f5es para o futuro. Confira o bate papo!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Jg2VqUTNjsw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 curioso como h\u00e1 uma grande quantidade de bandas de rock na Escandin\u00e1via. Tem do cl\u00e1ssico ao black metal, passando pelo death metal, hardcore e outros estilos extremos. Como voc\u00ea \u00e9 da Finl\u00e2ndia, gostaria de perguntar especificamente sobre o seu pa\u00eds: por que acha que h\u00e1 tantos grupos finlandeses interessantes fazendo boa m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nBem, a Escandin\u00e1via \u00e9 um lugar muito escuro e depressivo, se voc\u00ea excluir uns dois ou tr\u00eas meses de ver\u00e3o que come\u00e7am a partir de junho. \u00c9 por isso que a \u00e1rea \u00e9 mais categorizada como local de hard rock \/ metal em vez de dub, disco ou reggae. As atmosferas de metal pesado se encaixam bem para n\u00f3s. No inverno, praticamente, n\u00e3o h\u00e1 sol. Tamb\u00e9m existe uma mentalidade cl\u00e1ssica dos povos n\u00f3rdicos. A est\u00e9tica suave e ao mesmo tempo agressiva do metal pesado se encaixa muito bem para quem vive na Escandin\u00e1via.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Amorphis come\u00e7ou predominantemente death metal. Mas conforme o tempo foi passando, elementos de outros estilos ganharam espa\u00e7o na musicalidade da banda. Por que isso aconteceu? Foi natural ou uma decis\u00e3o proposital?<\/strong><br \/>\nAmbos. Precis\u00e1vamos nos desenvolver como m\u00fasicos e encontrar novas abordagens para o death metal. O envelhecimento tamb\u00e9m afetou a banda. O primeiro \u00e1lbum foi feito quando os caras eram realmente muito jovens. Quando se est\u00e1 na casa dos vinte, seus \u00eddolos musicais come\u00e7am a mudar e voc\u00ea come\u00e7a a explorar mais suas possibilidades como m\u00fasico. Al\u00e9m disso, as altera\u00e7\u00f5es na forma\u00e7\u00e3o foram uma grande raz\u00e3o pela qual a m\u00fasica do Amorphis mudou t\u00e3o rapidamente. O vocalista foi alterado algumas vezes, al\u00e9m da troca de baterista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As mudan\u00e7as na forma\u00e7\u00e3o tiveram algum impacto na identidade musical do Amorphis? De que maneira?<\/strong><br \/>\nAs trocas de integrantes sempre causam impacto. \u00c9 apenas uma quest\u00e3o de qual perspectiva voc\u00ea estar\u00e1 procurando. Mudan\u00e7a de baterista afeta no arranjo e no groove, a mudan\u00e7a de vocalista tamb\u00e9m \u00e9 grande, pois altera o tom do instrumento mais importante: a voz. Tamb\u00e9m muda normalmente a imagem inteira das bandas. No entanto, as mudan\u00e7as na forma\u00e7\u00e3o \u2014 se a banda n\u00e3o \u00e9 uma ditadura \u2014 sempre t\u00eam um grande efeito sobre as composi\u00e7\u00f5es. Portanto, a opini\u00e3o de cada pessoa conta pelo menos um pouco. Por exemplo: o Amorphis \u00e9 uma banda bastante democr\u00e1tica, ent\u00e3o a mudan\u00e7a de integrantes altera a dire\u00e7\u00e3o musical. Qualquer um pode ouvir a diferen\u00e7a de \u201cTales from the Thousand Lakes\u201d (1994) e do \u201cElegy\u201d (1996) em quest\u00f5es de arranjo, quando o baterista e o tecladista mudaram. Ou at\u00e9 mesmo a maior mudan\u00e7a com \u201cElegy\u201d e \u201cTuonela\u201d (1999), quando Pasi assumiu os vocais. Meu exemplo pessoal favorito sobre como as mudan\u00e7as se deram em nossa m\u00fasica \u00e9 a transi\u00e7\u00e3o de\u201d Far From the Sun\u201d (2003) para \u201cEclipse\u201d (2006). Foi quando Tomi Joutsen (voz) entrou e come\u00e7amos a fazer heavy metal novamente em vez de testes psicod\u00e9licos de space rock.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qu\u00e3o importante voc\u00ea acredita que \u00e9 saber envelhecer, na m\u00fasica e na vida?<\/strong><br \/>\nBem, em nossa profiss\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 muito tempo para pensar ou planejar sobre como ficar mais velho. As principais mudan\u00e7as na vida, como o nascimento do primeiro filho ou mortes dentro da fam\u00edlia, sempre causam transforma\u00e7\u00e3o e, normalmente, tornam voc\u00ea uma pessoa mais s\u00e1bia. Pelo menos esses acontecimentos d\u00e3o uma compreens\u00e3o mais ampla sobre o que \u00e9 a vida. Eu nunca planejei nada, exceto tentei ficar longe de problemas e tamb\u00e9m quis colocar o m\u00e1ximo de esfor\u00e7o nas bandas em que estive. Geralmente, ficar mais velho n\u00e3o \u00e9 realmente divertido. Mas voc\u00ea precisa lidar com isso de alguma forma e tentar n\u00e3o se estressar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Considerando que o Amorphis est\u00e1 na ativa h\u00e1 quase tr\u00eas d\u00e9cadas, o que \u00e9 melhor e o que \u00e9 pior hoje em dia na ind\u00fastria da m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nDif\u00edcil dizer no momento. A ind\u00fastria est\u00e1 na encruzilhada. A digitaliza\u00e7\u00e3o mudou tudo em termos de neg\u00f3cios e de produ\u00e7\u00e3o. Hoje em dia, as bandas precisam se esfor\u00e7ar muito mais em turn\u00eas e autopromo\u00e7\u00e3o. As gravadoras basicamente se foram, exceto as majors que naturalmente mandam no mercado. E a domina\u00e7\u00e3o muitas vezes \u00e9 igual ao poder para decidir sobre tudo. Claro que, quando as bandas ficam maiores, mais independ\u00eancia e suporte elas recebem. Pessoalmente, estou feliz que o Amorphis j\u00e1 tenha se estabelecido antes dessa modifica\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria. Para novos artistas deve ser muito mais dif\u00edcil viver de m\u00fasica. Voc\u00ea tem que vender tudo o que pode para conseguir um contrato com a gravadora. Talvez eu esteja errado nisso, espero mesmo estar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas t\u00eam 13 \u00e1lbuns de est\u00fadio. Se tivesse que listar tr\u00eas lan\u00e7amentos inovadores da carreira, quais seriam e por qu\u00ea?<\/strong><br \/>\n&#8211; \u201cTales from the Thousand Lakes\u201d (1994): Verdadeiro cl\u00e1ssico em todo o g\u00eanero que representa. Muito bem montado, sem besteira inclu\u00edda. Sofisticado, brutal e primitivo ao mesmo tempo. A maioria das m\u00fasicas \u00e9 lend\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; \u201cSkyforger\u201d (2009): terceiro \u00e1lbum desde que Tomi Joutsen apareceu. A dire\u00e7\u00e3o musical que reinventamos com \u201cEclipse\u201d (2006) atinge o pico com esse lan\u00e7amento. N\u00e3o h\u00e1 m\u00fasicas ruins nesse disco. Muito boa mistura de heavy metal, hard rock e elementos \u00e9tnicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; \u201cQueen of Time\u201d (2018): d\u00e9cimo terceiro trabalho de est\u00fadio em nossa carreira. Um disco forte de metal. Soa como nada mais. M\u00fasica e produ\u00e7\u00e3o s\u00e3o muito boas, e a banda est\u00e1 na melhor forma. \u00c9 superpesado, cheio de beleza, e novo ao mesmo tempo. Talvez seja cedo demais para analisar isso, o tempo dir\u00e1, mas vou apostar que \u00e9 atemporal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Amorphis recentemente anunciou que vai tocar \u201cQueen of Time\u201d na \u00edntegra em shows selecionados na Finl\u00e2ndia. E para apresenta\u00e7\u00f5es fora de sua terra natal, como no nosso caso \u00e9 o Brasil, qual previs\u00e3o de repert\u00f3rio?<\/strong><br \/>\nS\u00f3 com as melhores. M\u00fasicas do \u201cQueen of Time\u201d sem esquecer as ra\u00edzes. Esperamos ainda colocar pelo menos algumas composi\u00e7\u00f5es dos primeiros anos da nossa carreira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O show em Porto Alegre ser\u00e1 em uma conven\u00e7\u00e3o de tatuagem. Voc\u00ea consegue ver um paralelo ou fazer conex\u00f5es entre a m\u00fasica do Amorphis e a t\u00e9cnica milenar de desenhar na pele?<\/strong><br \/>\nEsa (guitarra) e Tomi J. (voz) est\u00e3o cheios de tatuagens desde os anos 1990. H\u00e1 alguns anos Koivusaari (guitarra) e Jan (baterista) aderiram a esse hobby tamb\u00e9m. Nos vejo encaixando perfeitamente nesse tipo de evento. Ao longo dos anos, tenho visto dezenas de grandes desenhos inspirados por nossa m\u00fasica na pele dos f\u00e3s. Tamb\u00e9m alguns aut\u00f3grafos tatuados (haha). Quem n\u00e3o gosta de tatuagens? Eu ainda estou sem, mas nunca diga nunca!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para terminar: vivemos tempos em que os seres humanos parecem cada vez mais mecanizados. O qu\u00e3o importante \u00e9 a arte como elemento inspirador e que faz as pessoas pensarem n\u00e3o t\u00e3o conscientemente? Quero dizer, quando voc\u00ea ouve m\u00fasica, l\u00ea um livro ou olha para uma pintura, pode deixar que sua mente simplesmente flua \u2014 algo cada vez mais incomum no mundo de hoje.<\/strong><br \/>\nEu sou t\u00e3o velho que vivi antes de os computadores dom\u00e9sticos dominarem. Ent\u00e3o, \u00e9 muito f\u00e1cil para eu falar sobre a import\u00e2ncia de n\u00e3o olhar para o seu telefone 24 horas por dia, seja vendo not\u00edcias falsas ou conte\u00fado comercial. V\u00e1 ler um livro cl\u00e1ssico, quadrinhos, tocar m\u00fasica, ouvir m\u00fasica ou algo que seja poss\u00edvel de socializar com seus amigos em vez de colocar todo o esfor\u00e7o nas redes sociais. Mais f\u00e1cil falar do que fazer. No futuro, provavelmente teremos alguns fios na cabe\u00e7a conectados \u00e0 nuvem comercial. Ent\u00e3o, as corpora\u00e7\u00f5es v\u00e3o poder enviar a voc\u00ea algumas ideias estranhas, como qual cor de cal\u00e7a comprar, por exemplo. Com certeza as m\u00eddias sociais s\u00e3o a nova plataforma para anunciar sua arte, mas eu prefiro outras maneiras.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Kc-gEds3eTM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xf_4uvymwRw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mDpEBMHRp4g?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100001755294131\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Homero Pivotto Jr.<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista e respons\u00e1vel pelo videocast\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCY71eKJzuBUXpyDV2IFeP8Q\/videos?view_as=subscriber\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O Ben Para Todo Mal<\/a>. Entrevista cedida pela\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/abstratti\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Abstratti Produtora<\/a>. A foto que abre o texto \u00e9 de Ville Juurikkala \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Com uma discografia de 13 discos e mudan\u00e7as consider\u00e1veis na forma\u00e7\u00e3o, o Amorphis soube aproveitar cada fase de sua trajet\u00f3ria. \u00c9 por essa, entre outras raz\u00f5es, que o grupo continua relevante. \u201cPrecis\u00e1vamos nos desenvolver como m\u00fasicos e encontrar novas abordagens para o death metal\u201d, conta o tecladista Santeri Kallio. Confira!\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/03\/27\/entrevista-amorphis\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":52,"featured_media":50886,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[3599,3547],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50885"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/52"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50885"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50885\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":51251,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50885\/revisions\/51251"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50886"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50885"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50885"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50885"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}