{"id":50809,"date":"2019-03-18T00:58:41","date_gmt":"2019-03-18T03:58:41","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=50809"},"modified":"2019-04-22T00:34:07","modified_gmt":"2019-04-22T03:34:07","slug":"entrevista-as-trilhas-do-sol-de-joe-silhueta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/03\/18\/entrevista-as-trilhas-do-sol-de-joe-silhueta\/","title":{"rendered":"Entrevista: As trilhas do sol de Joe Silhueta"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leonardo Vinhas<\/a>\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2016, um projeto musical brasiliense dava o ar de sua gra\u00e7a com absoluta imod\u00e9stia. \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/11\/28\/tres-cds-luana-godin-joe-silhueta-e-etnyah\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Dylanescas<\/a>\u201d era o nome de seu EP de estreia, deixando claro que as ambi\u00e7\u00f5es n\u00e3o eram pequenas. O termo fazia refer\u00eancia \u00e0 estrutura mais folk das can\u00e7\u00f5es \u2013 Guilherme Cobelo (violonista, compositor e vocalista) conta que \u201ceu tinha uma divis\u00e3o na minha cabe\u00e7a entre as composi\u00e7\u00f5es, que eram as \u2018dylanescas\u2019 e as \u2018sert\u00e2nicas\u2019\u201d. Seja como for, o nome era uma aposta alta, n\u00e3o inicialmente cumprida. Mas os shows que acompanharam esse lan\u00e7amento (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/11\/03\/balanco-porao-do-rock-2016-brasilia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">como o do Por\u00e3o do Rock 2016<\/a>) mostravam que havia uma musicalidade mais particular ali prestes a florescer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/0ZwNeuvfrZBlK5nyULcaIw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Trilhas do Sol<\/a>\u201d, primeiro \u00e1lbum da banda, \u00e9 o fruto mais not\u00e1vel dessa matura\u00e7\u00e3o. Lan\u00e7ado em 2018, o disco traz a identidade da banda apoiada em suas refer\u00eancias, o som mais agreste do cerrado brasileiro e o car\u00e1ter mais psicod\u00e9lico do rock nacional setentista. Antes dele, \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/03\/03\/tres-cds-breno-branches-estado-de-sitio-e-joe-silhueta\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ritos do Leito<\/a>\u201d (2017) j\u00e1 mostrava mais Z\u00e9 Ramalho e menos Bob Dylan, com resultados muito bons. Mas \u00e9 o \u00e1lbum que apresenta o septeto (ou octeto, j\u00e1 que a produtora T\u00e2mara Habka \u00e9 considerada integrante) mais coeso, transitando com seguran\u00e7a entre os extremos de claro e escuro que aparecem tanto no som quanto nas letras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora n\u00e3o exista uma \u201ccena\u201d propriamente dita nesse sentido, \u00e9 poss\u00edvel associar o trabalho da Joe Silhueta ao de contempor\u00e2neos como o capixaba <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/05\/30\/entrevista-andre-prando-2018\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Andr\u00e9 Prando<\/a> e o pernambucano <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/03\/21\/entrevista-tagore-2018\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Tagore<\/a>. Sua linha psicod\u00e9lica n\u00e3o \u00e9 a do ru\u00eddo que beira a inaudibilidade, nem das longas digress\u00f5es instrumentais. Pelo contr\u00e1rio, est\u00e3o mais perto daquilo que Belchior definia como \u201ca alucina\u00e7\u00e3o de suportar o dia a dia\u201d, com a expans\u00e3o da consci\u00eancia manifestada mais na po\u00e9tica delirante que em relatos de sonhos e devaneios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m \u00e9 dif\u00edcil dissociar a Joe Silhueta da \u201ccena\u201d do Distrito Federal, j\u00e1 que muitos de seus integrantes fazem parte de outras bandas, como Almirante Shiva, Judas e Rios Voadores. Mas tamb\u00e9m \u00e9 preciso dizer que nenhuma delas \u00e9 t\u00e3o ativa quanto a pr\u00f3pria Joe, que \u00e9 das poucas da regi\u00e3o a se arriscar fora do circuito local, tendo inclusive realizado uma longa turn\u00ea no fim do ano passado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTrilhas do Sol\u201d foi gestado na estrada, e nela est\u00e1 tendo uma vida ampliada, gra\u00e7as aos bons shows da banda. Al\u00e9m do disco e da estrada, o grupo tamb\u00e9m participou do tributo a Walter Franco, \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/05\/03\/download-um-grito-que-se-espalha-tributo-a-walter-franco-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Um Grito Que Se Espalha<\/a>\u201d, lan\u00e7ado pelo Selo Scream &amp; Yell em 2018, encontrando conex\u00e3o entre \u201cCena Maravilhosa\/ Eternamente\u201d, duas faixas de \u201cRevolver\u201d (1975). No bate papo abaixo, Guilherme Cobelo conta o que est\u00e1 por tr\u00e1s do \u00e1lbum, fala sobre a perda do baixista Pedro Souto (vitimado por um aneurisma em 2017) e peculiaridades da cena autoral brasiliense.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6izijD7PZlU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Trilhas do Sol&#8221; \u00e9 um \u00e1lbum que parece ter uma liga\u00e7\u00e3o forte com o cerrado &#8211; nas letras, nas ambienta\u00e7\u00f5es das can\u00e7\u00f5es. A Joe \u00e9 uma banda que procura intencionalmente retratar seu meio?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o que seja intencional, mas por ter nascido, crescido e vivido aqui desde sempre, acaba que eu absorvo muito desse meio, que vai virando uma refer\u00eancia entre tantas outras. E o cerrado tem uma presen\u00e7a muito intensa, muito marcante, seja rachando nossos l\u00e1bios, esturricando nossos olhos, colorindo o c\u00e9u na seca, seja pela natureza selv\u00e1tica, retorcida, cheia de o\u00e1sis. A experi\u00eancia horizontal \u00e9 algo muito forte por aqui, e pra imagina\u00e7\u00e3o isso \u00e9 algo fabuloso, nos leva longe, beira o m\u00edtico. Mas n\u00e3o tem exatamente essa inten\u00e7\u00e3o de retratar, essa coisa naturalista;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No come\u00e7o, Joe Silhueta parecia quase um alter ego de Guilherme Cobelo. Mas &#8220;Trilhas do Sol&#8221; n\u00e3o s\u00f3 o primeiro \u00e1lbum, mas parece o primeiro trabalho feito pela banda como um todo. Procede essa impress\u00e3o?<\/strong><br \/>\nRealmente, com esse disco a gente conseguiu expressar sonoramente o que vivemos ao longo desses dois anos de banda. Ele \u00e9 fruto de uma conviv\u00eancia, de uma coletividade. Tanto \u00e9 que a gente decidiu gravar depois de uma turn\u00ea, pra captar essa experi\u00eancia de palco. Grande parte do disco foi gravada ao vivo: sete pessoas tocando junto, sonhando junto os arranjos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Essa longa turn\u00ea no final do ano passado n\u00e3o \u00e9 algo comum \u00e0s bandas de Bras\u00edlia, que parecem ficar mais limitadas ao circuito DF\/Goi\u00e2nia. Como foi essa experi\u00eancia? Foi uma ideia de criar p\u00fablico, investir mesmo, ou j\u00e1 havia uma demanda por ver voc\u00eas ao vivo nessas cidades?<\/strong><br \/>\nFoi maravilhoso! A gente lan\u00e7ou o disco em Bras\u00edlia e na sequ\u00eancia se jogou na estrada passando por cidades de Minas Gerais, Goi\u00e1s, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e S\u00e3o Paulo, fazendo o que a gente gosta, conhecendo pessoas e lugares incr\u00edveis; \u00e9 uma experi\u00eancia muito foda que a gente quer repetir de novo e sempre. A m\u00fasica tem que ir at\u00e9 \u00e0s pessoas. Tudo bem que a internet tornou acess\u00edvel milhares de conte\u00fados e tal, mas o lance ao vivo \u00e9 onde a m\u00e1gica acontece. E nessas viagens a gente percebe o quanto conseguimos nos comunicar com o p\u00fablico, e que aos poucos estamos formando uma rede viva de pessoas interessadas na nossa m\u00fasica. Forma\u00e7\u00e3o de p\u00fablico \u00e9 o grande investimento neste caso. Quanto a esse lance da demanda, acaba acontecendo tamb\u00e9m; N\u00e3o em grande escala, porque afinal de contas quem-somos-n\u00f3s-nessa-terra, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Mas vira e mexe tem gente que manda mensagem perguntando quando iremos tocar em tal ou tal cidade, marcando a gente nas chamadas de festivais, ent\u00e3o a gente se alimenta disso tamb\u00e9m, dessa certeza de que tem uns gatos pingados pelo Brasil que gostam da gente e querem nos ver tocar ao vivo e aos vivos. E essa \u00e9 nossa viagem, tocar bastante em nosso pa\u00eds, e fora dele, e tocar, tocar, tocar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Morei alguns meses em Bras\u00edlia e gostei muito da cidade, mas percebi uma &#8220;bolha&#8221; forte no Plano Piloto. \u00c9 um local bastante dissociado da realidade do brasileiro m\u00e9dio. Voc\u00ea chega a sentir isso? E se sente, isso tem impacto na m\u00fasica da Joe?<\/strong><br \/>\nRapaz, o Plano Piloto t\u00e1 mais pra pl\u00e1stico bolha, pelo tanto de bolha que tem aqui. Mas nem sempre foi assim. Antigamente, havia mais coexist\u00eancia, mas de uns anos pra c\u00e1, infelizmente a cidade foi se tornando o El Dorado dos concurseiros, e sua fisionomia foi se tornando muito mais elitista, vide as padarias car\u00e9rrimas, os restaurantes finos, as quadras caladas. Isso impacta muito com certeza, porque a experi\u00eancia urbana \u00e9 travada, beira a ilegalidade \u2013 o lance da lei do sil\u00eancio, por exemplo, etc&#8230; \u2013, ent\u00e3o constantemente rola uma sensa\u00e7\u00e3o de frustra\u00e7\u00e3o com a cidade, uma \u00e2nsia de fugas. (Nota: a Lei do Sil\u00eancio \u00e0 qual Cobelo se refere \u00e9 a PL 445, cujo texto vago deixa margem a muitas arbitrariedades e pode inviabilizar at\u00e9 que uma pessoa toque viol\u00e3o na cal\u00e7ada).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As letras do \u00e1lbum s\u00e3o mais densas, em especial &#8220;Cateret\u00ea&#8221;. &#8220;Ritos do Leito&#8221; abria espa\u00e7o para leveza e humor. Os tempos atuais n\u00e3o d\u00e3o esse espa\u00e7o?<\/strong><br \/>\nAs trilhas do sol, ao mesmo tempo que acenam para uma aurora redentora, t\u00eam muito a ver com a sensa\u00e7\u00e3o de que algo muito ruim vai acontecer, como se a noite fosse feita de uma subst\u00e2ncia t\u00e3o pesada que ningu\u00e9m poderia evit\u00e1-la. E a gente est\u00e1 habitando essa noite, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Est\u00e1 nas conversas, nos jornais, nos posts, nos tweets, de algum modo essa \u00e9 a t\u00f4nica e o disco acabou sendo contaminado por essa densidade, pelas madrugadas angustiadas, pelo aperto no peito de ver nossos amigos e amigas em perigo. N\u00e3o que os tempos atuais n\u00e3o deem espa\u00e7o pra leveza e pro humor, porque talvez seja isso justamente o que estes tempos precisem. Tem aquele poema (\u201cAos que Vierem Depois de N\u00f3s\u201d) do Brecht: \u201cque tempos s\u00e3o estes, em que \u00e9 quase um delito falar de coisas inocentes?\u201c Ent\u00e3o tem um pouco disso, de n\u00e3o conseguir evitar cantar a densidade. Mas por outro lado, o deboche \u00e9 a grande arma quente contra toda essa frieza que amea\u00e7a nos congelar, seja de medo ou de \u00f3dio. E que a leveza seja compensada pelas ventanias!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 \u00f3bvio que a perda do Pedro Souto foi um baque que teve grande impacto para a cena de Bras\u00edlia. Para al\u00e9m da sua rela\u00e7\u00e3o pessoal, qual foi o maior legado que ele deixou, musicalmente?<\/strong><br \/>\nO Pedrinho era uma pessoa vulc\u00e2nica, foi uma chama viva que passou por n\u00f3s. Um ser que n\u00e3o erguia muros em torno de si, pelo contr\u00e1rio, constru\u00eda pontes atr\u00e1s de pontes, se conectava com todo mundo, fazia seus corres com total entrega e devo\u00e7\u00e3o, n\u00e3o cultivava picuinhas. Uma pessoa generos\u00edssima, talentos\u00e9rrima, que estava no mundo pra somar, pra sonhar junto. Tinha uma ambi\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e inspiradora em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica, isso \u00e9 um grande legado. Tinha um ouvido sem recalques, aberto, uma mente curiosa, interessada, n\u00e3o acomodada, isso \u00e9 um grande legado. Amava o que fazia e fazia porque amava.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/knvcMqqGiSo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5Gtu_iGmC58?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/IWDr-1fOqdY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xvN596LY_Vk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/03\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell. A foto que abre o texto \u00e9 de Mariana Costa \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"No bate papo, Guilherme Cobelo conta o que est\u00e1 por tr\u00e1s do \u00e1lbum &#8220;Trilha do Sol&#8221;, fala sobre a perda do baixista Pedro Souto (vitimado por um aneurisma em 2017) e peculiaridades da cena autoral brasiliense.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/03\/18\/entrevista-as-trilhas-do-sol-de-joe-silhueta\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":50810,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[794],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50809"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50809"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50809\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":50811,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50809\/revisions\/50811"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50810"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50809"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50809"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50809"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}