{"id":50737,"date":"2019-03-14T12:04:21","date_gmt":"2019-03-14T15:04:21","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=50737"},"modified":"2019-04-07T13:53:07","modified_gmt":"2019-04-07T16:53:07","slug":"psicodalia-2019-a-expansao-do-amor-do-respeito-da-diversidade-e-da-compaixao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/03\/14\/psicodalia-2019-a-expansao-do-amor-do-respeito-da-diversidade-e-da-compaixao\/","title":{"rendered":"Psicod\u00e1lia 2019: A expans\u00e3o do amor, do respeito e da diversidade"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Textos, fotos e v\u00eddeo por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/rafael.p.donadio\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Rafael Donadio<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/andre.p.donadio\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Andr\u00e9 Donadio<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ah, o Psicod\u00e1lia! Mais uma vez, eu e meu irm\u00e3o, Andr\u00e9 Pinto Donadio, levamos a Pinto\u2019s Comunica\u00e7\u00f5es para festejar e documentar cinco dias de Carnaval nesse lindo evento (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/02\/19\/balanco-festival-psicodalia-2018\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">relembre a cobertura de 2018<\/a>). H\u00e1 dez anos, a organiza\u00e7\u00e3o do festival Psicod\u00e1lia ergue uma verdadeira cidade na Fazenda Evaristo, em Rio Negrinho (SC), e esse mundo paralelo abriga cerca de 6000 pessoas em cinco \u201cbairros\u201d: os campings Casa das M\u00e1quinas, Terreno Baldio, Secos &amp; Molhados, Mutantes e Tutti Frutti. Ali tem mercearia, cozinha comunit\u00e1ria, restaurantes, banheiro com diversos chuveiros, feiras, bazares, bares, teatro, cinema, espa\u00e7os para oficinas, lago e muita natureza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os 50 shows do festival acontecem em tr\u00eas palcos: o Palco do Lago, que abriga os shows matutinos, o Palco do Sol, que abriga os shows da tarde e se transforma em Palco dos Guerreiros para os shows que varam a madrugada, e o Palco Lunar. Neste ano, nomes como Elza Soares, Dona Onete, Hermeto Pascoal, Jorge Mautner, Tom Z\u00e9, Pepeu Gomes e tantos outros foram as estrelas do line up. Mulamba, Bike, Gali, As Iyagb\u00e1s, Hurtmold, Leo Fressato, Amaro Freitas, Xenia Fran\u00e7a, Letrux, Anelis Assump\u00e7\u00e3o e outros artistas contempor\u00e2neos tamb\u00e9m abrilhantaram a festa. Al\u00e9m de infinitas jams pelas \u201cruas\u201d da \u201ccidade\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-50771\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-PB-Analogica-51.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"682\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-PB-Analogica-51.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-PB-Analogica-51-300x273.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o bastasse blitz ostensivas da Pol\u00edcia Militar de Santa Catarina desde o ano passado, neste ano, a portaria n\u00ba 91\/2018, publicada em 25\/10\/2018 no Di\u00e1rio Oficial de Rio Negrinho, proibiu menores de idade de participarem desse enorme acontecimento multicultural. Tentaram, inclusive, coagir o p\u00fablico presente com metralhadoras, que policiais empunhavam a procura dos pequenos. Sim, entraram com armas letais para assegurar que um festival com 18 anos de exist\u00eancia e 22 edi\u00e7\u00f5es, sem um caso de briga ou overdose, n\u00e3o tivesse crian\u00e7as brincando e correndo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vale ressaltar que, quando crian\u00e7as ainda podiam comer, beber e absorver cultura, al\u00e9m de todas as estruturas terem programa\u00e7\u00f5es voltadas ao p\u00fablico infantil, tamb\u00e9m existiam recrea\u00e7\u00f5es, a Materd\u00e1lia e todo cuidado necess\u00e1rio para comportar os pequenos psicod\u00e1licos.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PUgcMg-Y7sg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A resposta a essas a\u00e7\u00f5es desnecess\u00e1rias est\u00e1 na alegria, aten\u00e7\u00e3o e gentileza que recebemos e, automaticamente, doamos ali dentro. Est\u00e1 no dia a dia, segundo a segundo, nesse grande laborat\u00f3rio humano em que respeitamos todos os corpos, cobertos ou nus. A resposta est\u00e1 no amor entre todos, da maneira que for, com a \u00fanica regra de ser consentido. A resposta est\u00e1 na liberdade de ser absolutamente quem voc\u00ea deseja ser. Simples assim, podemos ser quem somos com a liberdade que s\u00f3 o amor e o respeito nos concede. A senhora do bar j\u00e1 me mostrou como seria o feriado logo no primeiro dia, quando fui comprar \u00e1gua: \u201cClaro, meu querido! Mas tem que dar um sorriso!\u201d \u00c9 para entortar qualquer metralhadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E assim, com alegria e sorriso no rosto, existimos por cinco belos dias. Sobre isso, pe\u00e7o permiss\u00e3o e parafraseio Leo Fressato: Em tempos de Bolsonaro, ser psicod\u00e1lico &#8211; ou ter o esp\u00edrito que nos orienta &#8211; \u00e9 muito rock\u2019n\u2019roll.<\/p>\n<figure id=\"attachment_50739\" aria-describedby=\"caption-attachment-50739\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-50739 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/samucaeaselva.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/samucaeaselva.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/samucaeaselva-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-50739\" class=\"wp-caption-text\"><em>Samuca e a Selva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>SEXTA (01\/03)<\/strong><br \/>\nComo sempre, organiza\u00e7\u00e3o e popula\u00e7\u00e3o nos receberam da melhor forma poss\u00edvel. Tudo com funcionamento impec\u00e1vel, gra\u00e7as ao trabalho di\u00e1rio de quase 1000 pessoas. Sem filas na entrada e pouqu\u00edssimas filas para se alimentar, tomar banho e comprar bebidas e d\u00e1lias &#8211; dinheiro que rola ali dentro, com o c\u00e2mbio de um para um. Todo mundo se respeitando, como se n\u00e3o existisse preconceito, homofobia, racismo, machismo, opress\u00e3o, repress\u00e3o etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A resposta musical \u00e0queles armados mal amados, por sua vez, come\u00e7ou \u00e0s 20h de sexta-feira, no Palco Lunar, com Samuca e a Selva. Continuou \u00e0s 22h, numa suave e forte paulada de Amaro Freitas. Negro, nordestino, instrumentista, chegando de turn\u00ea europeia, Amaro (piano) entoou jazz com toques brasileiros ao lado de Jean Elton (baixo) e Hugo Medeiros (bateria). A divers\u00e3o come\u00e7ou com frevo, coco, bai\u00e3o e gingado.<\/p>\n<figure id=\"attachment_50741\" aria-describedby=\"caption-attachment-50741\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-50741 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/amarofreitas.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/amarofreitas.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/amarofreitas-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-50741\" class=\"wp-caption-text\"><em>Amaro Freitas<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSenti que o p\u00fablico do Psicod\u00e1lia est\u00e1 todo se querendo, ent\u00e3o acho que vai rolar uma conex\u00e3o e uma troca muito boa no palco. Fiquei de cara com a estrutura do festival, com o ar e a energia, com as pessoas. Um p\u00fablico que est\u00e1 t\u00e3o afim de trocar e se conectar. Realmente \u00e9 uma coisa impressionante e emocionante\u201d, relatou o pianista de Recife, minutos antes do show. Mal podia prever tamanha energia e quer\u00eancia que lhe aguardavam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Continuou com <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/11\/23\/teatro-elza-e-um-dos-grandes-eventos-do-ano\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Elza Soares<\/a>, meia noite, no mesmo palco. Aos 88 anos, sentada em seu altar e acompanhada de uma banda de muito peso, cantou, principalmente, m\u00fasicas dos \u00faltimos dois trabalhos: \u201cA Mulher do Fim do Mundo\u201d (2015) e \u201cDeus \u00e9 Mulher\u201d (2018). Mulher, negra e artista, mostrou-se mais forte que nunca, entoando gritos de resist\u00eancia nas letras e na conversa com o p\u00fablico, geralmente com palavras dirigidas diretamente \u00e0s mulheres. Quem ainda n\u00e3o havia se emocionado, provavelmente n\u00e3o segurou mais as l\u00e1grimas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_50742\" aria-describedby=\"caption-attachment-50742\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-50742 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/elzasoares.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/elzasoares.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/elzasoares-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-50742\" class=\"wp-caption-text\"><em>Elza Soares<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Patrulha do Espa\u00e7o, grupo fundado em 1977, abriu o Palco dos Guerreiros, realizando o \u00faltimo show da turn\u00ea de despedida. Com m\u00fasicas que relembram as quatro d\u00e9cadas de carreira da banda, o baterista e fundador da banda Rolando Castello J\u00fanior se apresentou ao lado de outros tr\u00eas grandes m\u00fasicos, que representam duas forma\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas da Patrulha. Alegraram os f\u00e3s mais ass\u00edduos e apresentaram m\u00fasicas importantes das d\u00e9cada de 1970 da cena rock\u2019n\u2019roll brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda no Palco dos Guerreiros, os paulistas da Hurtmold se apresentaram \u00e0s 4h. Rock, punk, funk e jazz, cozidos por mais de 20 anos no est\u00fadio El Rocha, foram respons\u00e1veis pela \u00faltima borbulhada no c\u00e9rebro de quem ainda estava acordado. Fui um deles. Depois de toda essa marretada instrumental, acalmei os \u00e2nimos no Saloon, com cerveja e muita conversa com Galego Teixeira, guitarrista londrinense da banda De um Filho, De um Cego e dono do est\u00fadio Audio13. Amanheceu e meu dia terminou.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-50774\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-PB-Analogica-25.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"838\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-PB-Analogica-25.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-PB-Analogica-25-268x300.jpg 268w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>S\u00c1BADO (02\\03)<\/strong><br \/>\nS\u00e1bado chegou e o sol esquentou a barraca logo cedo. N\u00e3o fosse ele, provavelmente n\u00e3o teria for\u00e7as para iniciar o novo dia. O esquema era o mesmo de anos passados: \u00e1gua na cara, barrinha de cereal e chiclete para enfrentar os primeiros shows, que come\u00e7am \u00e0s 10h. A beleza do Palco do Lago, a energia do p\u00fablico e a pot\u00eancia das apresenta\u00e7\u00f5es \u00e9 o caf\u00e9 da manh\u00e3 que chega para dar uma fortalecida. Algumas \u00e1guas batizadas, cervejas e um pulo no lago d\u00e3o o refor\u00e7o no amanhecer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gali foi a primeira. Enquanto vivemos uma possibilidade de novo mundo, um verdadeiro acontecimento\/ experi\u00eancia\/ utopia, pessoas se descobrem e artistas se transformam. Depois de alguns anos se apresentando como <a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2014\/12\/03\/prata-da-casa-25-camila-garofalo-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Camila Gar\u00f3falo<\/a>, a compositora, cantora e instrumentista paulista agora se encontra na personagem Gali, que carrega as ra\u00edzes do interior, de Ribeir\u00e3o Preto (SP). Nem mulher, nem homem, nem bicho, esse novo personagem canta a tem\u00e1tica da mulher l\u00e9sbica e da desconstru\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o de identidade de g\u00eanero. Entende que as ra\u00edzes est\u00e3o muito mais internas, e as conduzem cada vez mais em sua caminhada.<\/p>\n<figure id=\"attachment_50743\" aria-describedby=\"caption-attachment-50743\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-50743 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/gali.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/gali.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/gali-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-50743\" class=\"wp-caption-text\"><em>Gali<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse primeiro show da jornada, Gali (viol\u00e3o, viola caipira e voz) veio acompanhada de Erica Silva (baixo), Theo Charbel (guitarra e backing vocal), Bia Cervellini (violino e teclado) e Larissa Conforto (bateria e SPDx). Juntas, trouxeram moda de viola, roda caipira, \u201cm\u00fasica de fazenda\u201d e rock. \u201cFoi surtante estrear no Psicod\u00e1lia. Psicod\u00e1lia tem tudo a ver com Gali: \u00e9 fazenda, \u00e9 roots. Quando vim para o festival no ano passado, como jornalista, lembro-me de ter falado: \u2018meu sonho \u00e9 tocar aqui\u2019. Estamos tocando um ano depois, com banda completa\u201d, explica, emocionada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m celebrando ra\u00edzes, no encontro das tradi\u00e7\u00f5es africanas com a cultura popular brasileira, o quarteto de Paraty (RJ) As Iyagb\u00e1s cantou e dan\u00e7ou no ensolarado Palco do Lago. Transmitiram toda energia para a plateia, que se preparou para a musicista argentina Soema Montenegro. Com muita poesia, ela tocou a selva, os \u00edndios e todos os ancestrais sul americanos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_50745\" aria-describedby=\"caption-attachment-50745\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-50745 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/sofiaviola.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/sofiaviola.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/sofiaviola-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-50745\" class=\"wp-caption-text\"><em>Sofia Viola<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0s 14h, o ga\u00facho de Passo Fundo Irm\u00e3o Victor subiu ao Palco do Sol. Psicodelia nonsense e experimentalismo abriram o caminho da tarde. Sozinha no palco, empunhando apenas sua guitarra e seu charango, a argentina Sofia Viola, deu um show \u00e0 parte: \u201cEu sou latino-americana da Am\u00e9rica do Sul, mas, hoje em dia, com os problemas de fronteiras, problemas pol\u00edticos, diferen\u00e7as sociais, uma situa\u00e7\u00e3o delicada, n\u00e3o me afeta ser argentina, chilena, mexicana ou outra nacionalidade, me sinto parte deste continente\u201d, relatou Sofia, depois de um show forte e pol\u00edtico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela n\u00e3o s\u00f3 representou os povos latino-americanos, muito lembrados durante todo festival, mas tamb\u00e9m representou a mulher, com m\u00fasicas que falam diretamente do poder feminino, de ass\u00e9dios, menstrua\u00e7\u00e3o e outros temas relevantes, muitas vezes tabus. \u201cO retrocesso \u00e9 mundial, n\u00e3o s\u00f3 na Am\u00e9rica Latina. A m\u00fasica e a arte vem exatamente para mostrar que n\u00e3o h\u00e1 sexo, n\u00e3o h\u00e1 cor, n\u00e3o h\u00e1 religi\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 ra\u00e7a. Eu acredito que no futuro n\u00e3o haver\u00e1 nem homem nem mulher nem azul nem rosa (direto para a Damares), ser\u00e1 tudo uma centr\u00edfuga multicolor. Me anima muito ver as mulheres com peitos de fora e todos se vestindo da maneira que querem, sem se importar com o que \u00e9 imposto l\u00e1 fora, e aceitando as diferen\u00e7as de cores e corpos\u201d, pontuou Sofia.<\/p>\n<figure id=\"attachment_50775\" aria-describedby=\"caption-attachment-50775\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-50775 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/tomze.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/tomze.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/tomze-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-50775\" class=\"wp-caption-text\"><em>Tom Z\u00e9<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo pronto para o mestre <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/09\/17\/entrevista-tom-ze\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Tom Z\u00e9<\/a>. O baiano atrasou alguns minutos para ensaiar a m\u00fasica que fez exclusivamente para o festival: \u201cA gente se espalha \/ Aqui no Rio Negrinho \/ \u00e9 a Psicod\u00e1lia \/ No Rio Negrinho eu remelexo \/ quem quiser eu deixo (&#8230;) O rio \u00e9 batizado\u201d. Foi confuso, parecia que n\u00e3o iria sair, mas deu tudo certo, mesmo sem compreendermos exatamente a m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Comemorando 50 anos do primeiro \u00e1lbum da carreira, \u201cGrande Liquida\u00e7\u00e3o\u201d (1968), Tom Z\u00e9 embalou grandes cl\u00e1ssicos: \u201cS\u00e3o S\u00e3o Paulo\u201d, \u201cGl\u00f3ria\u201d, \u201cNamorinho de Port\u00e3o\u201d, \u201cN\u00e3o Buzine Que Eu Estou Paquerando\u201d, \u201c2001\u201d, entre outros. Um deleite tropicalista, que quase esbarrou em um nervoso momento. Tom Z\u00e9 achou que o estavam \u201cexpulsando\u201d, quando ouviu a passagem de som no Palco Lunar e pensou ser o come\u00e7o de uma apresenta\u00e7\u00e3o. Tudo resolvido no final e a noite estava aberta para Xenia Fran\u00e7a.<\/p>\n<figure id=\"attachment_50746\" aria-describedby=\"caption-attachment-50746\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-50746 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/xeniafranca.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/xeniafranca.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/xeniafranca-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-50746\" class=\"wp-caption-text\"><em>X\u00eania Fran\u00e7a<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Primeira a se apresentar no Palco Lunar naquele s\u00e1bado, Xenia continuou trilhando, assim como no disco de estreia da carreira solo, \u201cXenia\u201d (2017), um caminho poderoso e tamb\u00e9m de tomada de consci\u00eancia sobre o poder da mulher negra. Ovacionada m\u00fasica a m\u00fasica, Xenia comemorou o anivers\u00e1rio em cima do palco, com \u201cFeliz Anivers\u00e1rio\u201d cantado a todos os pulm\u00f5es pelos milhares de psicod\u00e1licos. A cantora foi \u00e0s lagrimas, e, como resposta, recebeu um a um os f\u00e3s que foram na sa\u00edda do backstage para abra\u00e7\u00e1-la, conversar e tirar foto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Norte e Nordeste embalaram os \u00faltimos shows do Palco Lunar. Primeiro com a apresenta\u00e7\u00e3o dos pernambucanos do <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/06\/25\/entrevista-cordel-do-fogo-encantado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Cordel do Fogo Encantado<\/a>, bradando a liberdade do \u00faltimo disco, \u201cViagem ao Cora\u00e7\u00e3o do Sol\u201d (2018) e os cl\u00e1ssicos dos primeiros trabalhos, sempre com a pot\u00eancia da poesia de cordel, do teatro e de uma percuss\u00e3o hipnotizante. A performance do vocalista Lirinha, como sempre, um show a parte.<\/p>\n<figure id=\"attachment_50747\" aria-describedby=\"caption-attachment-50747\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-50747 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/cordeldofogoencantado.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/cordeldofogoencantado.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/cordeldofogoencantado-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-50747\" class=\"wp-caption-text\"><em>Cordel do Fogo Encantado<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u201crainha do carimb\u00f3 chamegado\u201d foi a respons\u00e1vel por fechar o Palco Lunar, no s\u00e1bado, \u00e0 meia noite. Aos 79 anos, com dois discos, \u201cFeiti\u00e7o Caboclo\u201d (2012) e \u201cBanzeiro\u201d (2016), al\u00e9m de um single, \u201cFesta do Tubar\u00e3o\u201d (2019), Dona Onete mostrou jovialidade e simpatia de dar inveja a qualquer um. Com o ritmo t\u00edpico dos caboclinhos do interior, de brancos, negros e \u00edndios, a paraense mostrou ao Psicod\u00e1lia a cara e a hist\u00f3ria do Par\u00e1 e da capital Bel\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora era a vez do Palco dos Guerreiros receber as cr\u00f4nicas de uma S\u00e3o Paulo (SP) ca\u00f3tica, a partir da simbiose entre o p\u00f3s-punk oitentista e o samba soturno e paulistano de Paulo Vanzolini. Kiko Dinucci subiu ao palco \u00e0s 2h e apresentou o primeiro trabalho solo da carreira, \u201cCortes Curtos\u201d (2017). M\u00fasicas r\u00e1pidas e diretas que nos levam a enxergar cenas do cotidiano da maior cidade da Am\u00e9rica Latina. Foi um soco no est\u00f4mago de quem estava aguentando firme e forte. Foi tamb\u00e9m um combust\u00edvel, uma chacoalhada na cabe\u00e7a, para continuar de p\u00e9 para a catarse nunca decepcionante da Bandinha Di D\u00e1 D\u00f3. Ga\u00facha, a banda de palha\u00e7os realiza uma purifica\u00e7\u00e3o da alma e do corpo com um punk rock circense. Eu sei que foi bom porque sempre \u00e9, e era aud\u00edvel e percept\u00edvel l\u00e1 da minha barraca, mas dessa vez o meu dia terminou muito antes do sol raiar.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-50776\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-PB-Analogica-48.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"808\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-PB-Analogica-48.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-PB-Analogica-48-278x300.jpg 278w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DOMINGO (03\/03)<\/strong><br \/>\nPerdi o show do meu conterr\u00e2neo de Maring\u00e1 (PR), Nanan, o primeiro do Palco do Lago, mas consegui descer para presenciar uma \u201cmatilha de cadelas raivosa em coro\u201d. O trio curitibano Horrorosas Desprez\u00edveis, formado por Amira Massabki (compositora e guitarrista), Jo Mistinguett (sonoplasta e baixista) e Patricia Cipriano (atriz e vocal) pode ser definido como \u201cpalha\u00e7as sapat\u00f4micas\u201d, como bem disse Luiz Gabriel Lopes, que se apresentaria em breve no mesmo palco. Punks teatrais e com uma impressionante presen\u00e7a de palco, as Horrorosas entoaram o canto \u201cEu vim do futuro e l\u00e1 s\u00f3 tem sapat\u00e3o\u201d, que seria ouvido diversas vezes dali pra frente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para quem j\u00e1 tinha se batizado no lago e\/ou em outras \u00e1guas ali do palco, a cabe\u00e7a estava a mil. Prontos para entrar em transe e subir a montanha para ficar mais perto do c\u00e9u com o som dos paulistas da Bike. Com tr\u00eas discos lan\u00e7ados, o quarteto finalizou a manh\u00e3 deste domingo psicod\u00e1(\u00e9)lico com lisergia, muitos loopings &#8211; infinitos na cabe\u00e7a de muita gente &#8211; e uma bem equilibrada dose de distor\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure id=\"attachment_50748\" aria-describedby=\"caption-attachment-50748\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-50748 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/bike.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/bike.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/bike-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-50748\" class=\"wp-caption-text\"><em>Bike<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEsse festival, pelos que a gente tocou no Brasil at\u00e9 agora, \u00e9 o mais legal. Completamente independente, clima bom, som bom, galera bem de boa, parece que est\u00e3o preocupados apenas em ficar de boa e n\u00e3o em outras coisas que a gente v\u00ea em \u2018festivais de grife\u2019. Aqui n\u00e3o tem ningu\u00e9m com celular na m\u00e3o, e n\u00e3o porque n\u00e3o pega sinal, mas tamb\u00e9m n\u00e3o tem ningu\u00e9m registrando, est\u00e1 todo mundo aqui mesmo, presente. Para n\u00f3s foi super bom. A nossa sonoridade combina muito com o Psicod\u00e1lia\u201d, relatou, realizado, o vocalista e guitarrista da Bike, Julito Cavalcante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, radicado em Florian\u00f3polis (SC), Glorie Ilonde desembarcou no Psicod\u00e1lia com uma talentos\u00edssima banda de afrobeat e transmitiu sua arte musical desenvolvida a partir da sua origem, raiz e ancestralidade. Em dialeto ingala, franc\u00eas e portugu\u00eas, Ilonde realiza uma conex\u00e3o entre dois lugares que, apesar de distantes, encontram entre si elementos culturais bastante comuns. Para quem se perde nos distintos dialetos, encontra-se na tradu\u00e7\u00e3o dos gestos corporais do multiartista. Para quem ainda n\u00e3o havia atingido, essa apresenta\u00e7\u00e3o foi mais um passo para a liberta\u00e7\u00e3o mental e corporal.<\/p>\n<figure id=\"attachment_50749\" aria-describedby=\"caption-attachment-50749\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-50749 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/alzirae.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/alzirae.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/alzirae-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-50749\" class=\"wp-caption-text\"><em>Alzira E &amp; O Corte<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">E se, mesmo assim, n\u00e3o atingiu, o que eu duvido muito, ali estava <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/06\/28\/musica-corte-a-banda-que-une-alzira-e-a-musicos-do-bixiga-70-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Alzira E e o projeto Corte<\/a>. Com disco hom\u00f4nimo lan\u00e7ado em 2017, o projeto encabe\u00e7ado por Alzira (voz e baixo) traz Marcelo Dworecki (baixo e guitarra), Nandinho Thomaz (bateraria), Cuca Ferreira (sax bar\u00edtono e flauta) e Daniel Gralha (trompete e flugel).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o me arrisco a eleger uma s\u00f3 rainha dentro daquele mundo. S\u00e3o v\u00e1rias, s\u00e3o todas. Muitas sobem ao palco, outras trabalham na limpeza, no Biod\u00e1lia &#8211; gest\u00e3o ambiental que trabalha com banheiro seco, composteiras e lixo zero &#8211; na produ\u00e7\u00e3o, na seguran\u00e7a, na t\u00e9cnica, na alimenta\u00e7\u00e3o, no backstage ou no p\u00fablico. Mas ali, \u00e0s 16h, no Palco do Sol, foi a vez da artista sul mato-grossense de 61 anos brilhar. Inovando desde os tempos de parceria com <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/07\/23\/gratuito-itamar-assumpcao-nos-cinemas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Itamar Assump\u00e7\u00e3o<\/a>, Alzira deu aula e brindou ao festival.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando algu\u00e9m perguntou a ela se queria que segurasse o copo, enquanto convers\u00e1vamos, de pronto respondeu: \u201cN\u00e3o, eu bebo, estou vivendo\u201d. \u201cEstou sentindo essa receptividade (do p\u00fablico) e essa coisa atemporal. Aqui as pessoas n\u00e3o est\u00e3o ligadas nas redes, isso faz muita diferen\u00e7a. As pessoas aqui s\u00e3o todas sens\u00edveis, s\u00e3o todas artistas e interessadas em coisas novas. Senti que a apresenta\u00e7\u00e3o do Corte passou uma coisa nova para as pessoas. Acho que fomos muito bem compreendidos e respeitados. \u00c9 isso que a gente quer fazer, ver essas m\u00fasicas n\u00e3o conhecidas, m\u00fasicas que n\u00e3o s\u00e3o padr\u00f5es, nem de MPB, nem de nostalgia, nem de porra nenhuma, e as pessoas curtindo. Me interessou desde sempre essa minoria, e ver essa minoria aumentar \u00e9 uma grande vit\u00f3ria. O Psicod\u00e1lia \u00e9 uma esp\u00e9cie de trof\u00e9u para essa vit\u00f3ria\u201d, disse Alzira.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-50777\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-PB-Analogica-59.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"691\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-PB-Analogica-59.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-PB-Analogica-59-300x276.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E completou: \u201cNesse momento (pol\u00edtico e social brasileiro), tem que fazer mesmo, para chocar mesmo, para bater nas pessoas dizendo que n\u00e3o vamos nos conformar com a mesmice nem com o enquadramento, porque n\u00e3o somos destinados a isso. Somos liberdade, somos arte, queremos criar. Viva o Psicod\u00e1lia!\u201d E eu, com uma felicidade de crian\u00e7a estampada no rosto, brindei com a rainha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dali em diante o que viesse era lucro. O corpo, o cora\u00e7\u00e3o e a cabe\u00e7a estavam completamente de bra\u00e7os abertos. E quem vinha? Azymuth! S\u00e3o mais de quatro d\u00e9cadas de \u201csamba doido\u201d: mistura ele?trica de jazz espacial com funk pesado e ritmos folclo?ricos tradicionais brasileiros. N\u00e3o fosse o tempo de estrada desse trio, diria que foi tudo feito para o Psicod\u00e1lia. Ali, a bateria de Ivan \u201cMam\u00e3o\u201d Conti, o contrabaixo de Alex Malheiros e os teclados de Kiko Continentino levaram todo mundo para onde a cabe\u00e7a guiava, com p\u00e9 no ch\u00e3o e mente nas estrelas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_50750\" aria-describedby=\"caption-attachment-50750\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-50750 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/azymuth.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/azymuth.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/azymuth-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-50750\" class=\"wp-caption-text\"><em>Azymuth<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse careca s\u00f3 assiste show, observa o mundo psicod\u00e1lico e conversa com as pessoas? N\u00e3o come? N\u00e3o toma banho? N\u00e3o vai ao cinema? N\u00e3o vai ao teatro? Confesso que at\u00e9 ent\u00e3o eu comia um lanche aqui e outro ali, quando minha cabe\u00e7a lembrava aquilo que o batismo das \u00e1guas me fazia esquecer: a fome. O primeiro banho foi s\u00f3 nesse momento mesmo, corri para o chuveiro logo depois do show do Azymuth. Cinema e teatro estavam ao lado da minha barraca. Enquanto tomava uma cerveja com os amigos e meu irm\u00e3o, escutava um filme ou uma pe\u00e7a de teatro aqui e acol\u00e1. Oficinas, passei apenas para conhecer. Com essa quantidade de shows bons \u00e9 dif\u00edcil fazer tudo. Trabalhando, ent\u00e3o? Imposs\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfrentei uma pequena fila no banheiro, me perdi todo na volta para a barraca, enquanto desviava, no escuro, dos fios e procurava uma luz que me guiasse. Para ir \u00e9 f\u00e1cil, voc\u00ea passa um pouco do labirinto feito de barbantes, lonas e varais, olha para cima e v\u00ea a luz. A luz do banheiro nos guia. E na volta? Quando voc\u00ea olha para cima \u00e9 s\u00f3 barraca e mais barraca. Uma grande aventura. Foi assim que acabei perdendo o primeiro show de domingo do Palco Lunar, Lucinha Turnbull.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-50773\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-PB-Analogica-54.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"824\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-PB-Analogica-54.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-PB-Analogica-54-273x300.jpg 273w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0s 22h, eu estava limpo e a postos para Pepeu Gomes no Palco Lunar. Apresentando o primeiro trabalho solo da carreira de cabo a rabo, \u201cGera\u00e7\u00e3o de Som\u201d (1978), o guitarrista baiano n\u00e3o agradou a todos. Alguns reclamavam que foi apenas uma aula de solos quase autom\u00e1ticos, desanimada, outros que era uma pegada muito anos 1980 (apesar do lan\u00e7amento no final dos anos 1970) &#8211; partindo do princ\u00edpio de que ser dos anos 1980 \u00e9 depreciativo. A quest\u00e3o \u00e9 que, aparentemente, a maioria da plateia n\u00e3o arredou p\u00e9 e se manteve acesa, empolgada e dan\u00e7ando durante a execu\u00e7\u00e3o das doze faixas que comp\u00f5em o \u00e1lbum. N\u00e3o chegou nem perto de apagar a luz dos psicod\u00e1licos, que aguardavam ansiosos os chilenos da Chico Trujillo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com um vocalista apelidado por mim mesmo de \u201cPapai Noel Tropical\u201d, a banda comemorou 20 anos de estrada no Psicod\u00e1lia. Na mistura de cumbia, reggae, ska e rock, os integrantes criam a chamada \u201cnova cumbia chilena\u201d e colocam a plateia para dan\u00e7ar. Daquela forma que se dan\u00e7a no Psicod\u00e1lia: do jeito que for, do jeito que quiser e sentir. A m\u00fasica vem e voc\u00ea s\u00f3 se mexe e levanta poeira. At\u00e9 \u00e0s 2h eu aguentei no Palco dos Guerreiros, assistindo a orquestra de m\u00fasica popular Trabalhos Espaciais Manuais, do Rio Grande do Sul. Meu \u00faltimo suspiro de domingo, embalado pelo samba, pelo funk, pelo rock\u2019n\u2019roll e pelo jazz. Um lindo e agrad\u00e1vel boa noite.<\/p>\n<figure id=\"attachment_50751\" aria-describedby=\"caption-attachment-50751\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-50751 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/pepeugomes.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/pepeugomes.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/pepeugomes-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-50751\" class=\"wp-caption-text\"><em>Pepeu Gomes<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>SEGUNDA (04\/03)<\/strong><br \/>\nA segunda-feira de Carnaval come\u00e7ou com um grande \u00edcone do Psicod\u00e1lia: Pl\u00e1. O m\u00fasico curitibano que perambula pelas \u201cruas\u201d em quase todas as edi\u00e7\u00f5es, com o viol\u00e3o, discos e todos seus apetrechos, foi o primeiro a se apresentar no Palco do Lago, com banda e tudo. Recebeu abra\u00e7os de muita gente e foi ovacionado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diego Perin, ex-Banda Gentileza, foi o pr\u00f3ximo. Subiu ao palco com o seu \u201cotimismo reverso\u201d, explicado, basicamente, como: apesar de tudo estar uma merda, tudo est\u00e1 bem. Com o EP \u201cCabresto\u201d lan\u00e7ado no ano passado, o paulista radicado em Curitiba apresentou m\u00fasicas de um trabalho a ser lan\u00e7ado. Sentiu-se \u201cpisando em uma utopia\u201d, n\u00e3o achou lugar melhor para apresentar as novas m\u00fasicas, muito influenciadas por <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/03\/26\/download-ainda-somos-os-mesmos-belchior\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Belchior<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuando ele (Belchior) fala que palavras s\u00e3o como navalhas e n\u00e3o pode querer cantar como conv\u00e9m, sem querer ferir ningu\u00e9m, aquilo me atinge de uma forma que \u00e9 como uma voadora na nuca. As pessoas se apegando ao que foi, esquecendo de viver o presente. Cantar isso aqui no Psicod\u00e1lia \u00e9 muito especial\u201d, relata o m\u00fasico.<\/p>\n<figure id=\"attachment_50752\" aria-describedby=\"caption-attachment-50752\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-50752 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/diegoperin.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/diegoperin.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/diegoperin-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-50752\" class=\"wp-caption-text\"><em>Diego Perin<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de um pouco mais de um ano que pisou nos palcos do festival, com a banda Graveola, o mineiro Luiz Gabriel Lopes encerrou o Palco do Lago de segunda-feira. Rapaz brasileiro, latino-americano com influ\u00eancias do reggae, MPB, muita poesia, natureza e a viv\u00eancia da estrada, das caminhadas, da vida e de outras vidas. Acompanhado por Juninho Ibituruna (bateria), T\u00e9o Nic\u00e1cio (baixo) e Zaz\u00e1 Bertolini (flauta transversa), Luiz entregou um show para clarear definitivamente o dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Plena segundona e o line up n\u00e3o guardava nenhum descanso. O curitibano Leo Fressato abriu o Palco do Sol logo depois de Luiz, j\u00e1 com um recado aos velhos saudosos que reclamavam da falta de rock: \u201cEm tempos de Bolsonaro, ser veada \u00e9 muito rock\u2019n\u2019roll, queridas\u201d. Com composi\u00e7\u00f5es que cantam os amores e desamores de Leo com os \u201cboys\u201d, o m\u00fasico faz seu ato pol\u00edtico embalado por bolero, cumbia, intensa performaticidade e um di\u00e1logo \u00edntimo e provocativo com o p\u00fablico. Apesar de algumas m\u00fasicas antigas, Leo tamb\u00e9m apresentou o novo projeto, \u201cLouco e divertido\u201d. \u201cCansei de fazer m\u00fasica para os outros, ent\u00e3o fiz o refr\u00e3o e o disco para mim, porque sou louca e divertida\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_50753\" aria-describedby=\"caption-attachment-50753\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-50753 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/leofressato.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/leofressato.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/leofressato-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-50753\" class=\"wp-caption-text\"><em>Leo Fressato<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEu tenho a teoria de que as pessoas n\u00e3o gostam de cor. Voc\u00ea come\u00e7a a colocar muita cor, come\u00e7a a chegar pol\u00edcia, \u00e9 incr\u00edvel. A pol\u00edcia odeia cor. Esse (entrarem com metralhadoras) \u00e9 um jeito deles pressionarem o festival, justamente por ele ser libert\u00e1rio, porque a gente est\u00e1 vivendo tempos em que as coisas querem ficar r\u00edgidas outra vez. A gente est\u00e1 dizendo: \u201cn\u00e3o, n\u00e3o estamos falando de rigidez, estamos falando de maciez, de alongamento. A gente vai alongar as coisas, a gente vai chegar mais longe. A capacidade de olhar para o mundo aumenta com o Psicod\u00e1lia. E se eles v\u00eam, a nossa resist\u00eancia \u00e9 sorrir, \u00e9 tocar, \u00e9 continuar fazendo um festival lindo\u201d, argumenta Leo, sempre presente no Psicod\u00e1lia, seja como artista, p\u00fablico ou ajudando na organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A banda Escambau, tamb\u00e9m de Curitiba, chegou com o p\u00e9 na porta no Palco do Sol. Com dois grandes nomes do rock do Sul, Giovanni Caruso e Maria Paraguaya, n\u00e3o faltou paulada com m\u00fasicas incisivas e diretas ao momento pol\u00edtico e social brasileiro, e de toda a Am\u00e9rica do Sul. As letras recebiam o complemento das conversas de Caruso com o p\u00fablico. Mandou Bolsonaro para todo lugar poss\u00edvel, sempre seguido de aplausos. E ainda salientou: \u201cN\u00e3o deixem as pessoas l\u00e1 do poder dizerem que o nosso povo \u00e9 uma merda nem que somos a culpa do Brasil estar do jeito que est\u00e1. Eles que s\u00e3o uns merdas. Nosso povo \u00e9 lindo, o povo brasileiro \u00e9 maravilhoso!\u201d<\/p>\n<figure id=\"attachment_50778\" aria-describedby=\"caption-attachment-50778\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-50778 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/anelis.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/anelis.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/anelis-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-50778\" class=\"wp-caption-text\"><em>Anelis Assump\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para finalizar a tarde e se despedir do sol quente de segunda-feira, Anelis Assump\u00e7\u00e3o continuou representando a vanguarda da m\u00fasica de S\u00e3o Paulo, com vocais sensuais e arranjos irreverentes, pitadas de dub, afrobeat e grooves brasileiros. Homenagens a Bob Marley, m\u00fasicas em portugu\u00eas, ingl\u00eas e espanhol colocaram todos para dan\u00e7ar ao som dos trabalhos \u201cSou Suspeita, Estou Sujeita, N\u00e3o Sou Santa\u201d (2011), \u201cAmigos Imagin\u00e1rios\u201d (2014) e \u201cTaurina\u201d (2018).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com sucessos que n\u00e3o acabam mais, o filho do Holocausto Jorge Mautner, subiu ao Palco Lunar, \u00e0s 20h, ao lado de Bem Gil (guitarra), M\u00e3eana (vocal), Bruno Dillulo (baixo) e Rafael Rocha (bateria). Quase como em uma rela\u00e7\u00e3o familiar, os m\u00fasicos contempor\u00e2neos ali n\u00e3o s\u00f3 homenageavam o grande mestre, mas tamb\u00e9m o acompanhavam e o auxiliavam em todas as can\u00e7\u00f5es. Errando letras, perdendo o timing ou cantando com letra em m\u00e3os, Mautner mostrou o que \u00e9 um artista. A cada intervalo, era ovacionado da forma mais forte e encantadora poss\u00edvel: \u201cJorge! Jorge! Jorge! Jorge!\u201d Contou hist\u00f3rias, entoou marchinhas e se deleitou com um p\u00fablico jovem cantando \u201cMaracatu At\u00f4mico\u201d, \u201cL\u00e1grimas Negras\u201d e \u201cCinco Bombas At\u00f4micas\u201d. A emo\u00e7\u00e3o tomou conta de todos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_50754\" aria-describedby=\"caption-attachment-50754\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-50754 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/hermeto.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/hermeto.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/hermeto-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-50754\" class=\"wp-caption-text\"><em>Hermeto Pascoal<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando saiu, eu s\u00f3 conseguia imaginar o encontro dele com a pr\u00f3xima atra\u00e7\u00e3o daquele palco, Hermeto Pascoal. Provavelmente, uma conversa digna de se guardar para a prosperidade. E enquanto eu esperava, com m\u00e1quina fotogr\u00e1fica pronta, no v\u00e3o entre o palco e o p\u00fablico, surge uma galinha. No Psicod\u00e1lia as pessoas tamb\u00e9m se fantasiam, inclusive imprensa. Ao me ver rindo com a cena de uma galinha gigante com uma m\u00e1quina, ela me olhou e cacarejou: \u201c\u00c9 n\u00f3is que avoa!!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E l\u00e1 veio Hermeto, alagoano de 82 anos capaz de tirar som de qualquer coisa ao alcance das m\u00e3os, dos p\u00e9s e da boca. J\u00e1 no in\u00edcio, com problemas no teclado, mostrou do que \u00e9 capaz. N\u00e3o parou a m\u00fasica, apenas se levantou e se dirigiu ao outro lado do palco, tomou o assento do outro tecladista e continuou tocando. S\u00f3 voltou para o seu posto quando os pr\u00f3prios m\u00fasicos da banda arrumaram o problema, ainda na m\u00fasica de abertura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E assim continuou o mago, por uma hora, regendo uma super banda e apresentando algumas das centenas de m\u00fasicas que comp\u00f5e h\u00e1 d\u00e9cadas. Jazz para fritar os j\u00e1 fritados e samba, forr\u00f3 e bai\u00e3o para embalar os mais empolgados &#8211; e talvez fritados. Na plateia, s\u00f3 contempla\u00e7\u00e3o, como\u00e7\u00e3o e muita dan\u00e7a.<\/p>\n<figure id=\"attachment_50755\" aria-describedby=\"caption-attachment-50755\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-50755 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/abayomy.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/abayomy.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/abayomy-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-50755\" class=\"wp-caption-text\"><em>Abayomy Afrobeat Orquestra<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A poeira continuou levantando no show animado dos pratas da casa, os paranaenses da Confraria da Costa. Essa foi minha hora de tomar outro banho, dessa vez sem fila, com a mesma aventura da volta. \u00c0s 2h, estava eu preparado para os cariocas da Abayomy Afrobeat Orquestra, no Palco dos Guerreiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Criada h\u00e1 dez anos, a banda nasceu durante uma reuni\u00e3o de m\u00fasicos cariocas para um show de homenagem ao nigeriano Fela Kuti. Com o show \u201cAfrobeat, Afrontas e Lacra\u00e7\u00f5es\u201d, as homenagens ao africano continuam, misturadas \u00e0s m\u00fasicas de Gilberto Gil, Jorge Ben, Chico Science e Na\u00e7\u00e3o Zumbi e can\u00e7\u00f5es dos dois trabalhos do grupo (\u201cAbayomy\u201d, 2012, e \u201cAbra Sua Cabe\u00e7a\u201d, 2016). Al\u00e9m de Monica Avila (sax alto) outra mulher subiu ao palco, a baterista e percussionista Larissa Conforto. Foi afrobeat para descarregar as energias e dar tchau \u00e0 segunda-feira de alma lavada.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-50772\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-PB-Analogica-53.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"682\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-PB-Analogica-53.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-PB-Analogica-53-300x273.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>TER\u00c7A (05\/03)<\/strong><br \/>\nN\u00e3o fui capaz de levantar para o Palco do Lago neste \u00faltimo dia de Psicod\u00e1lia. N\u00e3o assisti N\u00e3, Cao Laru e Ramona and The Red Vipers. Fui direto para o Palco do Sol, \u00e0s 14h, assistir ao \u201cantivanguardismo atradicional pseudorevolucion\u00e1rio\u201d da banda paulista Culto ao Rim. Uma beleza sem fim, daquelas bem barulhentas que desgra\u00e7am a cabe\u00e7a. Uma psicodelia que n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 nas distor\u00e7\u00f5es, mas no comportamento. Nas m\u00e1scaras, nos discursos, no baterista soprando um brinquedo com sons estranhos ou batendo a cabe\u00e7a com capacete no tom, repetidas vezes, no ritmo da m\u00fasica. Uma \u201cesquizodelia\u201d completa. Mexeu com o c\u00e9rebro, o cora\u00e7\u00e3o e os rins de todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0s 16h, ainda no Palco do Sol, mais uma representante baiana no Psicod\u00e1lia: Aiace. Desde os 16 anos se apresentando nas noites de Salvador (BA), Aiace participou e tocou com grupos e artistas important\u00edssimos na sua caminhada musical: Orquestra Afro Sinf\u00f4nica, Ger\u00f4nimo, Mateus Aleluia (Tinco\u00e3s), Lazzo Matumbi, Munir Hossn, Luiz Brasil, Mou Brasil, Sertan\u00edlia e muito mais. Assim foi a apresenta\u00e7\u00e3o, misturando elementos da m\u00fasica popular brasileira, jazz e elementos do universo pop e rock, sem esquecer as ra\u00edzes ancestrais afro-baianas. Como todas as mulheres que se apresentaram no festival, foi ovacionada.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-50779\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-PB-Analogica-73.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"694\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-PB-Analogica-73.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-PB-Analogica-73-300x278.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para fechar com chave de ouro o Palco do Sol do Psicod\u00e1lia 2019, o carioca Hamilton de Holanda se apresentou com seu bandolim de dez cordas, acompanhado de Guto Wirtti (baixo) e Thiago da Serrinha (percuss\u00e3o e bateria). Virtuosismo, balan\u00e7o e alegria. S\u00e3o 37 anos de estrada e 33 lan\u00e7amentos. Muitas premia\u00e7\u00f5es e \u00e1lbuns consagrados. Enquanto consagr\u00e1vamos aquele show, a primeira e \u00fanica chuva do festival chegou. Suficiente para dar uma alagada na barraca e destruir o gazebo, mas tamb\u00e9m suficiente para lavar a alma e molhar os pensamentos. Veio bem a calhar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois da apresenta\u00e7\u00e3o, Hamilton saiu do backstage e foi acompanhar os outros shows ao lado dos psicod\u00e1licos. Era abra\u00e7ado efusivamente por muitos f\u00e3s deslumbrados. Conversou com todos, tomou algumas cervejas e foi para o Palco Lunar acompanhar o show da banda progressiva Bacamarte, com participa\u00e7\u00e3o da cantora Jane Duboc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os cariocas da Bacamarte n\u00e3o seguraram muito a minha onda, mas foi uma apresenta\u00e7\u00e3o para os f\u00e3s do rock progressivo, os habitantes ra\u00edzes do Psicod\u00e1lia. Logo vieram os dois shows mais aguardados daquele palco: <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/11\/18\/faixa-a-faixa-mulamba-mulamba\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Mulamba<\/a> e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/07\/13\/musica-letrux-em-noite-de-climao-a-estreia-solo-de-leticia-novaes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Letrux<\/a>. Ambos com participa\u00e7\u00e3o de Larissa Conforto, talvez a artista que mais subiu ao palco neste ano. Em tr\u00eas deles, inclusive.<\/p>\n<figure id=\"attachment_50757\" aria-describedby=\"caption-attachment-50757\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-50757 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/mulamba.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/mulamba.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/mulamba-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-50757\" class=\"wp-caption-text\"><em>Mulamba<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de muito elogiadas na edi\u00e7\u00e3o anterior, as meninas da Mulamba n\u00e3o deixaram por menos e fizeram ainda melhor. For\u00e7a, pot\u00eancia, resist\u00eancia e emo\u00e7\u00e3o embaladas por teatro, m\u00fasica e dan\u00e7a. Cacau conseguiria carregar a apresenta\u00e7\u00e3o nas costas, mas ali ela \u00e9 \u201capenas\u201d um dos suportes da banda. A vocalista ainda conta com cinco fortes artistas, que ajudam a levantar alto o espet\u00e1culo. As pausas que acontecem no meio de toda essa explos\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o para relaxar, tocar uma balada, dar um respiro. As pausas entre uma interpreta\u00e7\u00e3o e outra s\u00e3o para fortalecer ainda mais o grito feminista e dar espa\u00e7o para a diversidade, como na presen\u00e7a de mulheres e funcion\u00e1rios do festival, celebrando em cima do palco, ou mulher pedindo namorada em casamento. Uma cena mais intensa que a outra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando realmente existe uma pausa para respirar \u00e9 para enfrentar outra porrada. Escritora, atriz e cantora, Letrux j\u00e1 avisa h\u00e1 dois anos, \u201cbota na cabe\u00e7a que isso aqui vai render\u201d, na can\u00e7\u00e3o \u201cVai Render\u201d. E rendeu. Na entrega do show \u201cEm Noite de Clim\u00e3o\u201d foram altas doses de disco music e new age, altas doses de Madonna, altas doses de astrologia e conversa com o p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ponto alto e derradeiro do que seria, para mim, o Psicod\u00e1lia 2019 foi a participa\u00e7\u00e3o da banda Mulamba. Acrescentando mais vermelho ao cen\u00e1rio da Letrux, as integrantes da banda curitibana incendiaram o Palco Lunar na interpreta\u00e7\u00e3o da m\u00fasica \u201cQue Estrago\u201d. At\u00e9 mesmo a Letrux se perdeu depois da destrui\u00e7\u00e3o. Respirou fundo, tomou um gole de \u00e1gua e continuou. Dali para frente foi s\u00f3 dan\u00e7ar pianinho, at\u00e9 onde minhas pernas aguentavam, e esperar o fim. O sol nasceu leve e pregui\u00e7oso na quarta-feira de cinzas. O corpo pedia para voltar para a vida normal, enquanto a mente pedia para continuar por ali. Mas n\u00e3o teve jeito, foi preciso levantar morada e voltar ao velho mundo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_50758\" aria-describedby=\"caption-attachment-50758\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-50758 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/letrux2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/letrux2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/letrux2-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-50758\" class=\"wp-caption-text\"><em>Mulamba &amp; Letrux<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">E este \u00e9 o \u00fanico momento triste do Psicod\u00e1lia, a hora de ir embora. Religar a internet e perceber, com uma olhada de alguns minutos nos jornais e redes sociais, que o Brasil continua dando passos largos para tr\u00e1s. Perceber que o desrespeito e a viol\u00eancia para com as diversidades continua. Perceber que preconceito ainda existe. O machismo ainda existe, da forma mais escrota e violenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O olho lacrimeja n\u00e3o mais de alegria e emo\u00e7\u00e3o, e sim de tristeza. Mas, como j\u00e1 dito, ali dentro pessoas se descobrem e se transformam. Ali dentro, 6000 pessoas praticam a expans\u00e3o do amor, do respeito, da diversidade, da compaix\u00e3o. Dali, essa amplifica\u00e7\u00e3o continua para todos os cantos do Brasil e do mundo. Dali, sa\u00edmos cada vez mais rock\u2019n\u2019roll e psicod\u00e1licos, mais prontos para enfrentar tempos sombrios. Dali, nasce a cada ano uma nova forma de conviv\u00eancia. Que as crian\u00e7as retornem e que o Psicod\u00e1lia se torne cada vez mais exist\u00eancia e menos resist\u00eancia.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-50764\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-Analogica-71.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"822\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-Analogica-71.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-Analogica-71-274x300.jpg 274w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/> <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-50765\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-Analogica-72.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"822\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-Analogica-72.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-Analogica-72-274x300.jpg 274w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/> <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-50766\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-Analogica-76.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"822\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-Analogica-76.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-Analogica-76-274x300.jpg 274w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/> <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-50767\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-PB-Analogica-12.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"836\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-PB-Analogica-12.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-PB-Analogica-12-269x300.jpg 269w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/> <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-50768\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-PB-Analogica-21.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"849\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-PB-Analogica-21.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-PB-Analogica-21-265x300.jpg 265w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/> <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-50769\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-PB-Analogica-23.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"836\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-PB-Analogica-23.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-PB-Analogica-23-269x300.jpg 269w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-50759\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-Analogica-91.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"924\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-Analogica-91.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/SY-psicodalia-povo-Analogica-91-244x300.jpg 244w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p>\u2013 Rafael Donadio (Facebook:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/rafael.p.donadio\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">rafael.p.donadio<\/a>) \u00e9 jornalista maringaense\u2026<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"No Psicod\u00e1lia, as pessoas se descobrem e se transformam. Ali dentro, 6000 pessoas praticam a expans\u00e3o do amor, do respeito, da diversidade, da compaix\u00e3o. Dali, essa amplifica\u00e7\u00e3o continua para todos os cantos do Brasil e do mundo. \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/03\/14\/psicodalia-2019-a-expansao-do-amor-do-respeito-da-diversidade-e-da-compaixao\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":38,"featured_media":50738,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[3581,2072,3569,2057,3567,3575,3572,1771,3577,2739,3578,2471,1754,3566,3579,3574,3564,3568,423,1735,3403,2907,3576,2444,3580,2056,3573,3570,3565,2643,1444,3571,1752,2470],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50737"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/38"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50737"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50737\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":50845,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50737\/revisions\/50845"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50738"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50737"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50737"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50737"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}