{"id":50711,"date":"2019-03-11T14:01:49","date_gmt":"2019-03-11T17:01:49","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=50711"},"modified":"2019-05-02T00:28:07","modified_gmt":"2019-05-02T03:28:07","slug":"in-memorian-keith-flint-tres-discos-fundamentais-do-prodigy","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/03\/11\/in-memorian-keith-flint-tres-discos-fundamentais-do-prodigy\/","title":{"rendered":"(In Memorian) Keith Flint &#8211; Tr\u00eas discos fundamentais do Prodigy"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/silva.leonel.900\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Leonel<\/a><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Prodigy \u00e9 um caso raro na m\u00fasica popular. Criado em Braintree, Essex, a partir do encontro de artistas que frequentavam raves e festas em galp\u00f5es do Reino Unido na virada dos anos 80\/90, o Prodigy surgiu com uma proposta de som pesada e alternativa, cujo sucesso parecia improv\u00e1vel. Mas a hist\u00f3ria sempre surpreende, e ap\u00f3s lan\u00e7arem alguns \u00f3timos singles, \u00e1lbuns com produ\u00e7\u00f5es de alto n\u00edvel e aliarem o visual alternativo com uma grande sensibilidade para as pistas, se tornaram um verdadeiro fen\u00f4meno ao ajudar a popularizar o techno e a m\u00fasica eletr\u00f4nica em todo o mundo durante os anos 90.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No total, o grupo lan\u00e7ou sete \u00e1lbuns de est\u00fadio, sendo que seis deles bateram no topo da parada brit\u00e2nica \u2013 apenas o disco de estreia, \u201cExperience\u201d, n\u00e3o alcan\u00e7ou o primeiro lugar no Reino Unido, parando numa honrosa 12\u00aa coloca\u00e7\u00e3o em 1992, ainda que antecipasse todo o poderio do grupo (nos EUA, apenas o ic\u00f4nico \u201cThe Fat of The Land\u201d, um dos discos mais importantes dos anos 90, alcan\u00e7ou o primeiro lugar do ranking da Billboard). Al\u00e9m dos discos oficiais, a banda lan\u00e7ou um disco ao vivo (\u201cWorld&#8217;s on Fire\u201d, de 2011), uma compila\u00e7\u00e3o (\u201cTheir Law: The Singles 1990\u20132005\u201d, de 2005), cerca de 30 singles e, ainda, remixes para nomes como Oasis, Jay Z, Front 242, Iggy Pop e Foo Fighters, entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em tempos de futuro incerto da banda, ap\u00f3s a morte inesperada do carism\u00e1tico vocalista Keith Flint em mar\u00e7o de 2019 (por suic\u00eddio), apenas dois meses antes de seguirem com a turn\u00ea (agora cancelada) do s\u00e9timo \u00e1lbum de est\u00fadio \u2013 o bom \u201cNo Tourists\u201d de 2018 \u2013 aproveitamos para prestar respeito ao grupo e ao artista. Iremos relembrar aqui, alguns dos discos mais not\u00e1veis da banda, que conseguiu como poucos rachar barreiras musicais num crossover que levou a cultura do eletr\u00f4nico aos grandes palcos do mundo todo, unindo a energia do rock com uma est\u00e9tica peculiar. Junto de nomes como Fatboy Slim, Chemical Brothers e Daft Punk o Prodigy se consolidou como um dos grandes pioneiros do big beat para as massas. Vamos l\u00e1!<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-50713 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/prodigy_experience.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/prodigy_experience.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/prodigy_experience-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/prodigy_experience-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cExperience\u201d (1992)<\/strong><br \/>\nLP respons\u00e1vel por v\u00e1rias linguagens e elementos que viriam a ser clich\u00eas da dance music nos anos seguintes. Logo na estreia, o Prodigy conseguiu apresentar uma sonoridade sofisticada e urgente, com samplers obscuros de funk e reggae, junto de vocais manipulados de R&amp;B, beats acelerados e linhas mel\u00f3dicas que d\u00e3o um inteligente clima pop ao conjunto (cortesia do produtor\/compositor Liam Howlett). Faixas como a claustrof\u00f3bica \u201cMusic Reach (1,2,3,4)\u201d, a mel\u00f3dica \u201cYour Love (Remix)\u201d e o hit \u201cEverybody in the Place\u201d (n\u00famero 2 nas paradas do Reini Unido e da Irlanda) j\u00e1 exibiam uma grandeza digna de trilhas sonoras pra cinema, al\u00e9m de anteciparem em anos coisas que nomes como LCD Soundsystem fariam no futuro. \u201cExperience\u201d foi bem sucedido comercialmente (j\u00e1 na onda do lan\u00e7amento anterior, o EP \u201cWhat Evil Lurks\u201d de 91) e, ao longo dos anos, se estabeleceu como uma importante influ\u00eancia para a cena eletr\u00f4nica do Reino Unido. Keith Flint e Maxim Reality, na \u00e9poca, apenas performavam nos shows, n\u00e3o tendo participa\u00e7\u00e3o das grava\u00e7\u00f5es \u2013 exceto pela \u00faltima faixa, \u201cDeath of The Prodigy Dancers\u201d (que conta com vocais de Maxim). Artistas not\u00f3rios como Moby j\u00e1 citaram o \u00e1lbum como importante influ\u00eancia. Cl\u00e1ssico total!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-50714 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/prodigy_fat.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/prodigy_fat.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/prodigy_fat-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/prodigy_fat-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cThe Fat of the Land\u201d (1997)<\/strong><br \/>\nDesde \u201cThriller\u201d (1982), provavelmente, o mundo n\u00e3o via um disco com tantos grandes hits para a pista! O terceiro \u00e1lbum do Prodigy foi antecipado pelo poderoso single de \u201cFirestarter\u201d (1996) \u2013 estreia vocal de Flint na banda, e que tamb\u00e9m eternizou um visual cyberpunk no clipe ic\u00f4nico (o single foi n\u00famero 1 no Reino Unido, na Noruega e na Finl\u00e2ndia). O LP catapultou o grupo para todo o globo, transformando a cultura ligada \u00e0s raves em fen\u00f4meno mundial. A banda soube ainda tirar proveito dos clipes que chamavam aten\u00e7\u00e3o com imagens agressivas e inovadoras em filmes como o do megasucesso \u201cBreathe\u201d e o controverso \u201cSmack My Bitch Up\u201d (de Jonas \u00c5kerlund), que marcaram \u00e9poca. As colagens sonoras s\u00e3o insanas; reunindo samples de Art of Noise, Kool &amp; the Gang, Randy Weston e outros. O \u00e1lbum re\u00fane momentos de puro groove \u201cDiesel Power\u201d, \u201cFunky Shit\u201d), climas introspectivos (\u201cMindfields\u201d), e at\u00e9 temas \u00e9picos como a porrada \u201cClimbatize\u201d e uma cover do L7, &#8220;Fuel My Fire\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/wmin5WkOuPw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um daqueles discos que definem \u00e9pocas, \u201cThe Fat Of The Land\u201d conseguiu a proeza de mostrar uma banda pesada e experimental, e que, ao mesmo tempo, conquistava unanimidade de p\u00fablico e cr\u00edtica. As apresenta\u00e7\u00f5es en\u00e9rgicas em festivais (incorporando instrumentos de verdade) durante a turn\u00ea ajudaram a consolidar a reputa\u00e7\u00e3o do Prodigy como grupo ao vivo. Com poucos meses de lan\u00e7amento, o disco bateu a marca de mais de 2 milh\u00f5es de c\u00f3pias vendidas \u2013 chegando a 10 milh\u00f5es anos mais tarde. O \u00e1lbum foi capaz de cravar uma marca no Guinness Book pela vendagem r\u00e1pida, e ainda foi indicado ao Grammy de melhor \u00e1lbum de m\u00fasica alternativa em 1998 (perdeu para o \u201cOk Computer\u201d, do Radiohead). Frequentemente, \u201cThe Fat Of The Land\u201d \u00e9 mencionado em listas de \u00e1lbuns mais importantes da d\u00e9cada 1990, e at\u00e9, em listas de \u00e1lbuns mais influentes da hist\u00f3ria, e que hist\u00f3ria! Quem viveu viu&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 11<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-50715 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/prodigy_invaders.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/prodigy_invaders.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/prodigy_invaders-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/prodigy_invaders-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cInvaders Must Die\u201d (2009)<\/strong><br \/>\nDepois do estouro mundial e de um disco nem t\u00e3o bem aceito pelo p\u00fablico (\u201c<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/prodigy.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Always Outnumbered, Never Outgunned<\/a>\u201d, de 2004), o Prodigy dedicou quase dois anos \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de seu quinto \u00e1lbum de est\u00fadio, o pesado e ecl\u00e9tico \u201cInvaders Must Die\u201d. Convocando v\u00e1rios agregados de peso \u2013 incluindo a\u00ed Dave Grohl (que tocou bateria em duas tracks), James Rushent (do Does It Offend You, Yeah?) e a vocalista Amanda Ghost \u2013 o \u00e1lbum revisita sonoridades do come\u00e7o da banda ao mesmo tempo em que aponta novas dire\u00e7\u00f5es para o trio. \u00c9 um dos trabalhos da banda que mais re\u00fane faixas com sintetizador em destaque (como \u201cTake Me to the Hospital\u201d e \u201cColours\u201d), al\u00e9m de ser tamb\u00e9m um dos mais diretos, com m\u00fasicas urgentes como \u201cPiranha\u201d, a industrial \u201cRun With The Wolves\u201d e o grande hit \u201cOmen\u201d, n\u00famero 4 nas paradas do Reino Unido. Keith Flint aparece em cinco faixas do trabalho (al\u00e9m de ser coautor de tr\u00eas), que foi muito bem aceito pelo p\u00fablico, e ainda ajudou a apresentar a banda a novas audi\u00eancias, atrav\u00e9s de m\u00fasicas como a faixa t\u00edtulo \u2013 que foi inclu\u00edda na trilha sonora de filmes como \u201cScott Pilgrim Contra o Mundo\u201d e \u201cRepo Men\u201d e tamb\u00e9m dos games \u201cDuke Nukem Forever\u201d, \u201cDJ Hero 2\u201d, \u201cWipEout 2048\u201d e \u201cCrysis 2\u201d al\u00e9m de s\u00e9ries de TV (\u201cDoctor Who\u201d) e at\u00e9 pe\u00e7a da Broadway (&#8220;Jerusal\u00e9m&#8221;, de Jez Butterworth). Como o t\u00e9rmino de uma grande rave, o disco finaliza com a instrumental \u201cStand Up\u201d, faixa animada, que funciona quase como uma chamada de levante para um novo dia, ap\u00f3s uma grande noite de agita\u00e7\u00e3o. Excelente disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 9<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/WY87o9IZXWg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6_PAHbqq-o4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xMVTKOoy1uk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Bruno Leonel (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/silva.leonel.900\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">fb\/silva.leonel.900<\/a>) \u00e9 blogueiro e integra a banda <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/CrappyJazz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Crappy Jazz<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em tempos de futuro incerto da banda, ap\u00f3s a morte inesperada do carism\u00e1tico vocalista Keith Flint em mar\u00e7o de 2019 (por suic\u00eddio), relembramos tr\u00eas discos ic\u00f4nicos desta banda brit\u00e2nica que redefiniu o conceito de m\u00fasica eletr\u00f4nica nos anos 90\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/03\/11\/in-memorian-keith-flint-tres-discos-fundamentais-do-prodigy\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":13,"featured_media":50712,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[3557],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50711"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50711"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50711\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":50716,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50711\/revisions\/50716"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50712"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50711"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50711"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50711"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}