{"id":50449,"date":"2019-02-15T04:29:35","date_gmt":"2019-02-15T06:29:35","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=50449"},"modified":"2022-08-30T03:18:14","modified_gmt":"2022-08-30T06:18:14","slug":"besta-fera-kiko-dinucci-fala-sobre-o-novo-disco-de-jards-macale","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/02\/15\/besta-fera-kiko-dinucci-fala-sobre-o-novo-disco-de-jards-macale\/","title":{"rendered":"&#8220;Besta Fera&#8221;: Kiko Dinucci fala sobre o novo disco de Jards Macal\u00e9"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/carime.elmor\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Carime Elmor<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estamos no in\u00edcio de 2019 quando, em meio ao caos, Jards Macal\u00e9 entrega \u201cBesta Fera\u201d, seu primeiro disco de in\u00e9ditas em 20 anos. Gravado no tumultuoso ano de 2018, ele \u00e9 quem assina e faz a dire\u00e7\u00e3o musical, com ouvidos t\u00e3o sens\u00edveis, capazes de escutar at\u00e9 mesmo o pensamento dos outros parceiros de trabalho: Thomas Harres e Kiko Dinucci (que al\u00e9m da carreira solo e diversos outros projetos integra o Met\u00e1 Met\u00e1), convidados para a produ\u00e7\u00e3o musical, e R\u00f4mulo Fro\u00e9s, diretor art\u00edstico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cBesta Fera\u201d \u00e9 um \u00e1lbum necess\u00e1rio. \u00c9 um chamamento de Macal\u00e9, que num processo de luta e luto sendo artista no Brasil, surge como luz em um banquete de criaturas animalescas e sanguin\u00e1rias. Jards que em 2003 cantou \u201cConsola\u00e7\u00e3o\u201d, de Baden Powell e Vin\u00edcius de Moraes, no \u00e1lbum \u201cAmor, Ordem &amp; Progresso\u201d, hoje enxerga um buraco, um rasgo, um rompimento. N\u00e3o h\u00e1 consola\u00e7\u00e3o. \u201cVamos pro fundo do po\u00e7o \/ pois n\u00e3o tem mais nada pra voc\u00ea aqui\u201d, canta ao lado de Tim Bernardes na parceria entre os dois, \u201cBuraco da Consola\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-eVbn_RuEdU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o 12 can\u00e7\u00f5es com participa\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m, de Ju\u00e7ara Mar\u00e7al e Ava Rocha, autora de \u201cLimite\u201d, 11\u00aa faixa do disco. A poesia de Ava costura perfeitamente com os versos \u201cestamos no limite da \u00e1gua mais funda\u201d, cantada por Jards como se estivesse sendo afogado nas \u201cTrevas\u201d, m\u00fasica-mantra escolhida como primeiro single e carta de apresenta\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum. \u201cO Jards \u00e9 meio Jo\u00e3o Gilberto. Ele \u00e9 muito rigoroso com o repert\u00f3rio dele. Para ele gravar uma m\u00fasica, tem que ser muito o que ele acha. Ent\u00e3o essa \u00e9 a import\u00e2ncia, depois de 20 anos ele lan\u00e7a um disco inteiro de in\u00e9ditas e cada m\u00fasica de Jards \u00e9 uma p\u00e9rola\u201d, comenta Greg\u00f3rio Gananian, diretor do primeiro videoclipe do projeto (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/02\/15\/trevas-de-jards-macale-um-clipe-de-horror\/\">aqui ele fala mais sobre o v\u00eddeo-arte \u201cTrevas\u201d<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00e1lbum ainda conta com Guilherme Held na guitarra (disc\u00edpulo do \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/06\/08\/entrevista-gregorio-gananian-fala-sobre-o-filme-inaudito\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Inaudito<\/a>\u201d Lanny Gordin, parceiro de primeira hora de Jards nos anos 70), Pedro Dantas no baixo, Thomas Harres na bateria e Kiko Dinucci no viol\u00e3o, tamborim e sintetizadores al\u00e9m das participa\u00e7\u00f5es de Rodrigo Campos, Thiago Fran\u00e7a, da Velha guarda musical da Nen\u00ea de Vila Matilde, de Lu\u00ea (tocando rabeca em \u201cPacto de Sangue\u201d e \u201cLimite\u201d), Clima e R\u00f4mulo Fro\u00e9s, entre outros. No bate papo abaixo, Kiko Dinucci, que assina a produ\u00e7\u00e3o junto a Thomas Harres, fala sobre \u201cBesta Fera\u201d. Confira.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-50451\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/jards4.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/jards4.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/jards4-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como se deu a parceria entre voc\u00ea, Thomas e Jards? J\u00e1 haviam trabalhado antes em outros projetos?<\/strong><br \/>\nAcho que o grande catalisador desse projeto todo foi o Thomas Harres, porque ele j\u00e1 toca com o Jards h\u00e1 7, 8 anos. E ele j\u00e1 conhecia muito o Jards, j\u00e1 tinha muita intimidade art\u00edstica, musical, e quando surgiu essa ideia, o meio campo foi o Thomas Harres. Eu, particularmente, j\u00e1 tinha trabalhado com o Thomas no Met\u00e1 Met\u00e1, ele j\u00e1 tocou muita bateria em shows do Met\u00e1 Met\u00e1, j\u00e1 fez turn\u00ea internacional com a gente. E o R\u00f4mulo, j\u00e1 tinha feito as parcerias com ele nos discos da Elza Soares (\u201cA Mulher do Fim do Mundo\u201d, de 2015, e \u201cDeus \u00e9 Mulher\u201d, de 2018). Ent\u00e3o a gente resolveu fechar esse trio e foi uma parceria \u00f3tima, os tr\u00eas muito alinhados, querendo fazer um disco bom. Eu acho que esse disco n\u00e3o seria assim, se n\u00e3o tivesse estas tr\u00eas cabe\u00e7as. Se fosse s\u00f3 um de n\u00f3s, ou s\u00f3 outro, seria muito diferente. Foi muito sadio para o disco ter dois produtores musicais e um diretor art\u00edstico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ali\u00e1s, \u00e9 uma obra que re\u00fane n\u00e3o s\u00f3 voc\u00eas tr\u00eas, mas Ava Rocha, Tim Bernardes, Ju\u00e7ara Mar\u00e7al\u2026 e outros tantos fortes nomes da m\u00fasica contempor\u00e2nea brasileira. Trazendo a poesia da Ava, mas tamb\u00e9m resgatando Oiticica, que est\u00e1 mais atual do que nunca, e at\u00e9 a pr\u00f3pria \u201cOdiss\u00e9ia\u201d de Homero, em uma transcria\u00e7\u00e3o de Ezra Pound. Como voc\u00ea enxerga essa teia de artistas e pessoas envolvidas, de diferentes \u00e9pocas\/mundos, a fim de produzir uma linha de sentido para \u201cBesta Fera\u201d?<\/strong><br \/>\nEssas novas parcerias do Jards refletem muito o que ele \u00e9. As mil faces dos Jards. Ele nunca foi uma coisa s\u00f3. Ele n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 experimental. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a Bossa Nova. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o samba. Ele n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a modernidade. Ele engloba muita coisa, e com o passar dos anos, isso vai ficando mais vis\u00edvel. Ele vai englobando mais coisas ainda no mundo em que ele vive. S\u00e3o parcerias bem distintas, de Tim Bernardes \u00e0 Ava Rocha. A Ava, por exemplo, j\u00e1 tinha uma aproxima\u00e7\u00e3o com ele muito forte. J\u00e1 conhece ele h\u00e1 muitos anos. O Tim foi abrir um show do Jards, e os dois ficaram amigos. O Jards tem muita admira\u00e7\u00e3o pelo Tim. E foram entrando outros parceiros, eu, Clima, Thomas, Rodrigo (Campos), R\u00f4mulo, muito pela ocasi\u00e3o do disco, de ficar ali trabalhando, procurando sonoridades pro disco, e ent\u00e3o foi entrando coisa nossa tamb\u00e9m. Acho que o Jards ainda vai fazer muita parceria. Ele engloba e agrega muitas coisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falando do \u00e1lbum de forma geral, quais refer\u00eancias de mixagem voc\u00eas utilizaram para nortear o disco?<\/strong><br \/>\nA gente n\u00e3o usou muita refer\u00eancia de mixagem, at\u00e9 porque os discos do Jards que a gente usou como refer\u00eancia para gravar &#8216;Besta Fera&#8217; s\u00e3o discos com uma mixagem diferente uma da outra. As refer\u00eancias, menos como sonoridade, e mais como esp\u00edrito, a gente queria que remetesse muito ao disco de 1972, &#8220;Aprender a Nadar&#8221;, e ao &#8220;Contraste&#8221; (1977). A mixagem mesmo, a refer\u00eancia, foi o pr\u00f3prio Gustavo Lenza, a gente gostava de muitos discos que ele tinha mixado, j\u00e1 t\u00ednhamos trabalho com ele algumas vezes, e a refer\u00eancia \u00e9 o som que ele tira. O Gustavo Lenza tira um som muito pessoal, voc\u00ea ouve um disco e sabe que foi ele quem mixou, mas a refer\u00eancia art\u00edstica, de atitude, de atmosfera, de est\u00e9tica e esp\u00edrito, foram os tr\u00eas primeiros discos do Jards.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O primeiro single, \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/02\/15\/trevas-de-jards-macale-um-clipe-de-horror\/\">Trevas<\/a>\u201d \u00e9 uma esp\u00e9cie de mantra para o \u00e1lbum? Re\u00fane a quest\u00e3o central do disco? Porque foi escolhida como single?<\/strong><br \/>\nA gente escolheu \u201cTrevas\u201d, primeiramente, por ser uma can\u00e7\u00e3o forte, que dialoga com os tempos de hoje. \u00c9 a m\u00fasica que mais reflete o Brasil atual, a gente ficava no est\u00fadio, enquanto gravava essa m\u00fasica, com aquela tens\u00e3o da elei\u00e7\u00e3o, no ano passado. E a gente ficava falando: &#8220;Nossa, j\u00e1 pensou se o Bolsonaro ganha? Essa m\u00fasica vai ter quase uma materializa\u00e7\u00e3o das imagens apocal\u00edpticas&#8221;. \u00c9 uma m\u00fasica que talvez seja um retrato fiel dos tempos atuais deste Brasil doente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como surgiu a ideia de Jards gravar uma parte com a boca em um balde de \u00e1gua? Que efeitos queriam provocar?<\/strong><br \/>\nA coisa de gravar com a boca aconteceu nos \u00faltimos dias de grava\u00e7\u00e3o, o Jards, sem falar para ningu\u00e9m, foi no caf\u00e9 da Red Bull Stations, e voltou com um pequeno balde cheio de \u00e1gua, pediu para o engenheiro de som, o Funai, e a Alejandra, que \u00e9 assistente dele, pediu aos dois para montarem um microfone l\u00e1, e de repente ele disse: &#8220;Eu vou gravar debaixo da \u00e1gua aqui&#8221;. Ele n\u00e3o falou nada para ningu\u00e9m, ele foi l\u00e1 e fez. Eu lembro que ele fez um coment\u00e1rio assim: &#8220;S\u00f3 voc\u00eas ficam inventando coisas, eu tamb\u00e9m quero inventar&#8221;. E da\u00ed fez essa grava\u00e7\u00e3o sobre a \u00e1gua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 uma m\u00fasica que tem diversos climas: come\u00e7a numa esp\u00e9cie de profecia, apenas com a bateria e Jards cantando como se proclamasse, a\u00ed vem a bossa em que Jards parece, em um certo momento, quase que dar uma risada de leve (ir\u00f4nica) ao cantar, intercalando com o verso \u201cTrevas mais negras sobre homens tristes\u201d sendo repetido como um mantra do submundo. At\u00e9 que ele se \u201cafoga\u201d, e isso \u00e9 expl\u00edcito sonoramente. Queria que me contasse, de forma mais detalhada, sobre a produ\u00e7\u00e3o espec\u00edfica dessa faixa. Como ela foi pensada previamente? Quais complexidades cabem \u00e0 ela?<\/strong><br \/>\nFalando do processo de \u201cTrevas\u201d, era uma m\u00fasica antiga do Jards, ele j\u00e1 tinha feito h\u00e1 um tempo. Quando a gente estava compondo para o disco, ele tirou do ba\u00fa essa m\u00fasica e tocou, procurou a letra. Aquela coisa da m\u00fasica meio perdida no tempo. E a gente gostou muito. Ela tem um acorde que ele vai descendo em regi\u00f5es crom\u00e1ticas. Ele vai descendo em uma escala crom\u00e1tica. Como \u00e9 uma caracter\u00edstica decrescente, pode remeter a uma certa decad\u00eancia da humanidade, a descida ao fundo do po\u00e7o. Como ele fala na letra: &#8220;ao limite da \u00e1gua mais funda&#8221;. A bossa nova traz um momento de luz, mas traz tamb\u00e9m um momento de ironia. \u00c9 como se voc\u00ea risse para a pr\u00f3pria desgra\u00e7a, como defesa. Como se voc\u00ea desarmasse seus inimigos, sorrindo. Rindo deles. Eu enxergo dessa maneira essa m\u00fasica. E ela tem esse come\u00e7o com ataques ilhados pelos repiques da bateria, como se a gente estivesse estacionado na lama e n\u00e3o conseguisse sair nunca, faz mais de 500 anos que a gente est\u00e1 estacionado a\u00ed. Avan\u00e7a, mas volta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por fim, eu vi um dos v\u00eddeos gravados sobre o processo de grava\u00e7\u00e3o do disco (o segundo abaixo, especificamente) em que voc\u00ea dizia sobre a audacidade de se gravar um disco hoje. Sobre ser uma miss\u00e3o enorme, e, por isso, ser preciso ter muita vontade, porque n\u00e3o sabemos o que vai acontecer com o Brasil. Como \u00e9 estar neste processo e saber que a arte sempre se importou mais com a pol\u00edtica do que a pol\u00edtica com a arte? (e talvez, mais do que a pol\u00edtica com ela mesma).<\/strong><br \/>\nEu acho que n\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia o \u201cBesta Fera\u201d ser um disco t\u00e3o ligado ao tempo de hoje. Eu acho que a gente, no meio desse vendaval, dessa lama, desse projeto de carnificina que \u00e9 o atual governo, isso envoca alguma for\u00e7a de resist\u00eancia nos artistas, alguma rea\u00e7\u00e3o, entendeu? Eu acredito que n\u00e3o somente o \u201cBesta Fera\u201d, mas outros discos, nesse e nos demais anos, ser\u00e3o mais espinhosos, mais gritantes, mais urgentes. &#8216;Besta Fera&#8217;, da primeira \u00e0 \u00faltima faixa dialoga com os tempos de hoje. Voc\u00ea consegue fazer links, paralelos, criar met\u00e1foras de coisas que est\u00e3o acontecendo hoje em dia. N\u00e3o sei se foi coincid\u00eancia, mas tudo caminhou para esse lado e \u00e9 a atmosfera de uma \u00e9poca que vai influenciando o artista. Jards foi muito influenciado por toda essa atmosfera.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/kdSRS_6im-w?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Ro6B0dBgPf4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/dvSI0_vGac0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 Carime Elmor (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/carime.elmor\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">fb\/carime.elmor<\/a>) \u00e9 jornalista, fazedora dos zines\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/malditasgrls\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Malditas<\/a>\u00a0e colaboradora do <a href=\"https:\/\/www.cafe8.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">CAF\u00c98<\/a>. A foto que abre o texto \u00e9 a capa do \u00e1lbum &#8220;Besta Fera&#8221; em arte feita por Cafi; A segunda foto \u00e9 de\u00a0Renato Mangolin!<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/02\/15\/trevas-de-jards-macale-um-clipe-de-horror\/\">Greg\u00f3rio Gananian fala sobre \u201cTrevas\u201d, de Jards Macal\u00e9, um clipe de horror<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Eu acho que n\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia o \u201cBesta Fera\u201d ser um disco t\u00e3o ligado ao tempo de hoje. Eu acho que a gente, no meio desse vendaval, dessa lama, desse projeto de carnificina que \u00e9 o atual governo, isso envoca alguma for\u00e7a de resist\u00eancia nos artistas&#8221;, conta Kiko!\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/02\/15\/besta-fera-kiko-dinucci-fala-sobre-o-novo-disco-de-jards-macale\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":54,"featured_media":50450,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[412,1735],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50449"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/54"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50449"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50449\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":50587,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50449\/revisions\/50587"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50450"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50449"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50449"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50449"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}