{"id":50412,"date":"2019-02-13T00:16:53","date_gmt":"2019-02-13T02:16:53","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=50412"},"modified":"2019-04-14T12:18:22","modified_gmt":"2019-04-14T15:18:22","slug":"entrevista-de-um-filho-de-um-cego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/02\/13\/entrevista-de-um-filho-de-um-cego\/","title":{"rendered":"Entrevista: De um Filho, De um Cego"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/rafael.p.donadio\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Rafael Donadio<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eles s\u00e3o de Jacarezinho, Paran\u00e1, e est\u00e3o com trabalho novo na pra\u00e7a. Trata-se do EP \u201cMente\u201d (ou\u00e7a e\/ou baixe gratuitamente <a href=\"https:\/\/www.deumfilhodeumcego.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">no site oficial<\/a> ou ou\u00e7a <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/0Prwf7prWhVKofgTGarmRC?si=OMHCXYWNTaWxB_mV8U2rig\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">no Spotify<\/a>), composto por cinco faixas. Esse \u00e9 o quinto trabalho da De um Filho, De um Cego e a primeira parte do disco cheio, previsto para ser lan\u00e7ado at\u00e9 o fim deste ano: \u201cMente Andorinha\u201d. J\u00e1 no ano passado, a banda divulgou o clipe da m\u00fasica \u201cBra\u00e7o de Ferro\u201d, uma das m\u00fasicas de \u201cMente\u201d, com produ\u00e7\u00e3o, fotografia e dire\u00e7\u00e3o de Lucas Kakuda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Formada por Lucas Waricoda (vocal e guitarra), Galego Teixeira (guitarra), Matheus Teixeira (bateria) e Guilherme Nascimento (baixo), a banda nasceu de um projeto solo folk de Waricoda, quando ainda cursava jornalismo em Ponta Grossa (PR). O nome surgiu, despretensioso, da jun\u00e7\u00e3o dos t\u00edtulos de duas m\u00fasicas do primeiro trabalho solo de Lucas: \u201cDe um Filho\u201d e \u201cDe um Cego\u201d (2009). Depois veio \u201c7 Can\u00e7\u00f5es de Um Mesmo Amor\u201d (2013) e, j\u00e1 como banda, o EP \u201cSimplicidade\u201d (2014) e o \u00e1lbum \u201cOutros Ver\u00f5es\u201d (2016).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O EP \u201cMente\u201d (2019) foi gravado em Londrina (PR), no est\u00fadio do guitarrista Galego, Audio13. A ideia do quarteto \u00e9 lan\u00e7ar o EP \u201cAndorinha\u201d no segundo semestre e o disco cheio, \u201cMente Andorinha\u201d, no fim do ano, com a jun\u00e7\u00e3o das m\u00fasicas dos dois trabalhos e algumas faixas b\u00f4nus, in\u00e9ditas, em formato f\u00edsico. Os integrantes conversaram com o Scream &amp; Yell sobre o projeto do disco, a hist\u00f3ria do grupo, o processo de cria\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o e o futuro da banda. Al\u00e9m disso, Lucas fez um faixa a faixa das cinco m\u00fasicas do EP. Confira abaixo:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/s4_FJCw2WXs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual \u00e9 o conceito de \u201cMente Andorinha\u201d, esse disco lan\u00e7ado em forma de dois EPs? Como surgiu a ideia?<\/strong><br \/>\nLucas: Desde o lan\u00e7amento de \u201cOutros Ver\u00f5es\u201d (2016), rolou muita estrada, correria e aprendizado. Nesse tempo, passamos por mudan\u00e7as de integrantes at\u00e9 chegar nessa forma\u00e7\u00e3o \u2013 e acho que encontramos a f\u00f3rmula certa pra gente. \u201cMente Andorinha\u201d \u00e9, basicamente, isso: nosso olhar sobre experi\u00eancias vividas por n\u00f3s durante esses tr\u00eas anos. Em linhas gerais, o conceito do disco gira em torno do cotidiano, das amarras f\u00edsicas e dos \u201crespiros\u201d da rotina, brechas que nos permitem observar e refletir sobre a vida e as coisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Galego: A escolha por dividir o trabalho em duas partes foi mais por uma quest\u00e3o comportamental, das pessoas n\u00e3o conseguirem se concentrar em alguma coisa mais de meia hora. As cinco faixas talvez prendam mais a aten\u00e7\u00e3o do nosso ouvinte do que um disco de dez, por exemplo. E, em cima disso, a gente construiu a ideia de como separar os dois e tal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como surgiram os nomes \u201cMente\u201d e \u201cAndorinha\u201d e quais as diferen\u00e7as entre eles?<\/strong><br \/>\nLucas: Os nomes sa\u00edram da m\u00fasica \u201cMente Andorinha\u201d. S\u00f3 separamos os termos. O nome (e a m\u00fasica) \u00e9 uma inspira\u00e7\u00e3o direta do \u201cPoeminho do Contra\u201d, de M\u00e1rio Quintana. A jun\u00e7\u00e3o das palavras brinca com a dualidade do f\u00edsico e das ideias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Galego: Basicamente, o \u201cMente\u201d \u00e9 mais s\u00f3brio e o \u201cAndorinha\u201d \u00e9 algo mais solto, com as m\u00fasicas mais soltas, mais et\u00e9reo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi compor e produzir dessa forma, com duas partes que formar\u00e3o um s\u00f3 disco mais para frente?<\/strong><br \/>\nLucas: O processo de composi\u00e7\u00e3o foi praticamente o mesmo. A maioria das m\u00fasicas j\u00e1 estava composta antes mesmo da gente ter a ideia de lan\u00e7ar em duas partes. A meu ver, a principal diferen\u00e7a est\u00e1 na maneira como estamos produzindo esse disco, se comparado ao \u201cOutros Ver\u00f5es\u201d. Dessa vez, exploramos mais timbres, camadas e recursos vocais, al\u00e9m de criarmos a maioria dos arranjos em est\u00fadio durante jam sessions \u2013 o que acabou imprimindo um aspecto mais org\u00e2nico e natural \u00e0s m\u00fasicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Galego: Acho legal falar da produ\u00e7\u00e3o citando a m\u00fasica \u201cMente Andorinha\u201d, por causa da maneira como ela surgiu, ao contr\u00e1rio das outras que chegaram em est\u00fadio j\u00e1 estruturadas, arranjadas. A gente come\u00e7ou a trabalhar nela faz um tempo, h\u00e1 uns dois anos, mas ela foi empacando; cada um meio descontente com sua parte. No fim, entramos em est\u00fadio sem que ela estivesse fechada ainda. Uma das minhas linhas de guitarra foi o Lucas quem mandou para mim. Outra parte, do final, eu fiz quando estava desplugando os instrumentos e saindo do est\u00fadio, a\u00ed ela me veio \u00e0 cabe\u00e7a. A m\u00fasica foi gravada bem no flow, n\u00e3o teve edi\u00e7\u00e3o, com a batera bem solta. Casou bem com a letra, que eu acho muito interessante, que fala do corpo doente, mas, apesar disso, a mente andorinha, livre para voar. O disco todo foi gravado no meu est\u00fadio em Londrina, Est\u00fadio Audio13. Tudo gravado pela gente e mixado por mim. No fim, adorei, todo mundo gostou e acho que deve ser a nossa preferida do disco. Mas a gente s\u00f3 foi ouvir a m\u00fasica pronta depois que mandei a primeira mix para os meninos. \u00c9 interessante o som ir acontecendo em est\u00fadio e ser um dos que a gente mais gosta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como disse Victor Assis, sobre \u201cMente\u201d: \u201criffs que remetem diretamente ao stoner, timbres cl\u00e1ssicos do indie rock e texturas reverberantes da neopsicodelia \u00e0 la Boogarins.\u201d Quais s\u00e3o as principais influ\u00eancias da banda?<\/strong><br \/>\nGalego: Refer\u00eancias muito bem-vindas (risos). Interessante essa vis\u00e3o, porque tudo o que soar um pouco mais viajado pode remeter a eles (Boogarins), s\u00e3o refer\u00eancia disso no momento, aqui e l\u00e1 fora. Assim como eles, quando come\u00e7aram a fazer barulho, foram comparados com Tame Impala; como com a gente em \u201cOutros Ver\u00f5es\u201d, a compara\u00e7\u00e3o era mais com as brisas do Floyd. Acho na real que \u00e9 um monte de gente que gosta de viajar, fazendo arte, se divertindo, por isso pode soar assim. Mil ideias na cabe\u00e7a, mil ang\u00fastias quanto \u00e0 maneira de viver e nos portar socialmente; esse v\u00f4mito art\u00edstico somado a como levamos vida\/lazer\/trabalho pode fazer com que soe assim e numa dessas essas outras bandas passavam por coisas parecidas. \u00c9 ineg\u00e1vel que temos influ\u00eancias do indie, at\u00e9 do \u201cneopsicod\u00e9lico\u201d, apesar de n\u00e3o gostar muito do termo (risos). Mas o que cada um da banda escuta \u00e9 bem diferente. Tem um mano que ouve jazz, hardcore, o outro neosoul, trip hop, enfim, onde podemos afirmar que todo mundo se encontra de cora\u00e7\u00e3o, sonoridade, \u00e9 na m\u00fasica brasileira. E pra citar um artista espec\u00edfico, de uns anos pra c\u00e1 nosso n\u00f3 perfeito de influ\u00eancia \u00e9 o Lenine, \u00eddolo, mestre, monge da m\u00fasica! Mas quanto \u00e0s texturas reverberantes, ambi\u00eancias mais especificamente, Victor tem raz\u00e3o, era uma busca nossa desde sempre, apenas est\u00e1vamos tentando manipular melhor os efeitos, as camadas, e como cada linha poderia conversar com elas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As m\u00fasicas falam muito das rela\u00e7\u00f5es das pessoas, entre voc\u00eas da banda, do ser humano com a internet, com a natureza. Como surgem as letras?<\/strong><br \/>\nLucas: Quase sempre, do nada (risos). A inspira\u00e7\u00e3o geralmente tem algum gatilho: algo que penso, vejo, escuto, leio, lembro. A partir disso, come\u00e7o a escrever mentalmente. Se surgem dois versos, j\u00e1 \u00e9 o suficiente pra eu correr pro bloco de notas e come\u00e7ar a escrever. Mas n\u00e3o tem um padr\u00e3o, n\u00e3o. Elas v\u00eam quando querem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como nasceu a banda e qual o caminho percorrido at\u00e9 agora?<\/strong><br \/>\nLucas: Come\u00e7ou em 2009, em Ponta Grossa (PR), de uma maneira bem despretensiosa. DFDC nunca foi feito para ser \u201cpublicado\u201d, eram m\u00fasicas que eu tinha na gaveta e quis grav\u00e1-las para registrar essas composi\u00e7\u00f5es. Aconteceu que algumas pessoas encontraram isso na net, gostaram muito e come\u00e7aram a divulgar por conta. Essa resposta foi t\u00e3o positiva que resolvi gravar outro EP, em 2013, em Irati (PR). Um tempo depois desse lan\u00e7amento, um produtor de Bras\u00edlia (DF) me convidou pra gravar uma colet\u00e2nea dos EPs com ele l\u00e1, e foi a\u00ed que convidei o (baixista) Guilherme (Nascimento). Gravamos o \u201cSimplicidade\u201d (2014) juntos e, a partir da\u00ed, a hist\u00f3ria da banda come\u00e7ou. Passamos por duas forma\u00e7\u00f5es diferentes e, no meio disso, gravamos nosso primeiro disco cheio em 2016, \u201cOutros Ver\u00f5es\u201d. Com ele, come\u00e7amos a rodar, agora como banda, cada um cuidando da sua linha e construindo, juntos, a identidade desse novo DFDC que se formava. Depois de todas as mudan\u00e7as e a bagagem da estrada, acredito que encontramos nossa maneira de fazer m\u00fasica e entender nosso trabalho. Sem d\u00favidas, \u00e9 o De um Filho, De um Cego em sua melhor fase.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E o nome De um Filho, De um Cego?<\/strong><br \/>\nLucas: \u201cDe um Filho\u201d e \u201cDe um Cego\u201d s\u00e3o duas m\u00fasicas do primeiro EP da fase solo. Depois de gravadas, mostrei pra um amigo meu que, coincidentemente, \u00e9 web designer. Ele gostou tanto que quis fazer uma p\u00e1gina no Myspace, mas faltava um nome. Olhei a lista de m\u00fasicas do EP e bati o olho em \u201cDe um Filho\u201d e \u201cDe um Cego\u201d. Ficou assim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Al\u00e9m dessa mudan\u00e7a de um projeto do Lucas Waricoda para uma banda, o que poderia dizer que mudou de 2009 para c\u00e1?<\/strong><br \/>\nLucas: Quase tudo. A gente considera esses seis anos de estrada com a banda como uma nova fase do projeto, e essa virada mudou muita coisa. Mudou a forma como a gente v\u00ea a nossa m\u00fasica e a maneira como a gente se v\u00ea nela. Antes eram impress\u00f5es particulares de um Lucas de 19 anos que tentava entender a vida e experimentar no folk. Hoje, 10 anos depois, s\u00e3o quatro cabe\u00e7as pensando juntas em um som com muitas influ\u00eancias, mas sem r\u00f3tulos. Tanto que nem tocamos as m\u00fasicas dos primeiros EPs; est\u00e3o um tanto distantes de quem somos agora. Nossa vida mudou, e \u00e9 natural que a gente carregue nossa m\u00fasica nesse processo. Mas existe algo que sempre esteve e sempre vai estar al\u00ed, que \u00e9 o jeit\u00e3o De um Filho, De um Cego de cantar a vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mesmo depois de virarem banda, at\u00e9 hoje o Lucas \u00e9 o compositor, todas as letras s\u00e3o dele. J\u00e1 aconteceu ou est\u00e1 acontecendo composi\u00e7\u00f5es dos outros integrantes ou trocas de ideias em rela\u00e7\u00e3o a isso?<\/strong><br \/>\nGalego e Guilherme: Ahhh Donadio, como tioz\u00e3o que somos, vale ressaltar a m\u00e1xima de tioz\u00e3o: \u201cem time que t\u00e1 ganhando, n\u00e3o se mexe.\u201d (risos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Galego: Brincadeiras \u00e0 parte, letra, m\u00fasica e melodia vem quase sempre prontas do Lucas, por\u00e9m todas s\u00e3o reestruturadas e arranjadas pela banda toda, geralmente em jam no est\u00fadio, inclusive com um dando pitaco no instrumento do outro. Acreditamos que at\u00e9 por essa constante no processo temos recebido tanta resposta boa do p\u00fablico em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 unidade, \u00e0 homogeneidade que chegamos nesse trabalho. Ainda em rela\u00e7\u00e3o a composi\u00e7\u00e3o em si, vejo no Lucas um dos melhores compositores da nossa cena: consegue falar com poucas palavras o que precisa ou n\u00e3o ser dito, ou entendido. Soa simples e po\u00e9tico ao mesmo tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea, Lucas, comentou sobre as composi\u00e7\u00f5es sempre flertarem com a natureza, mesmo n\u00e3o sendo esse o tema. Voc\u00ea trabalha como revisor, dentro de uma sala fechada praticamente o dia todo. Como surgiu essa sua rela\u00e7\u00e3o com a natureza?<\/strong><br \/>\nLucas: Vem desde sempre. A gente \u00e9 tudo moleque do interior, n\u00e9. Mato, rio, terra s\u00e3o lugares comuns pra gente. A cultura caipira tamb\u00e9m sempre falou alto com a gente e de certa maneira \u00e9 um jeito que a gente encontra de reafirmar as origens. Tamb\u00e9m sou um cara bem ligado \u00e0 espiritualidade e, pra mim, a natureza \u00e9 um dos canais de conex\u00e3o com esse meu divino. Parar na beira de um rio, poder gastar um tempo com o p\u00e9 no mato, mergulhar no mar \u2013 isso me inspira muito. Imposs\u00edvel n\u00e3o colocar esse sentimento na hora de compor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais os planos de shows, clipes e lan\u00e7amentos daqui para frente?<\/strong><br \/>\nEstamos fechando algumas datas de shows mais pontuais ao longo desses meses e come\u00e7ando a preparar a turn\u00ea de lan\u00e7amento do disco pra quando os dois EPs forem lan\u00e7ados. Ainda nesse semestre, vamos lan\u00e7ar mais um clipe do EP \u201cMente\u201d e, provavelmente, um clipe do pr\u00f3ximo EP no comecinho do segundo semestre. A ideia \u00e9 ter, pelo menos, dois clipes por EP at\u00e9 o lan\u00e7amento do disco f\u00edsico, que talvez seja lan\u00e7ado n\u00e3o s\u00f3 em CD, mas tamb\u00e9m em vinil. S\u00f3 que como o rol\u00ea do independente \u00e9 sempre uma loucura, vamos acompanhando os pr\u00f3ximos cap\u00edtulos.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/X33lsED-T3c?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>FAIXA A FAIXA<\/strong><br \/>\n<strong>C\u00e9u de Domingo<\/strong><br \/>\n\u201cC\u00e9u de Domingo\u201d fala sobre um fim de semana especial, que marcou um per\u00edodo onde as coisas come\u00e7aram a \u201cdar certo\u201d pra gente. T\u00ednhamos acabado de tocar com o Sugar Kane na noite anterior, uma banda que foi refer\u00eancia pra gente na adolesc\u00eancia, e pela primeira vez, todo mundo da banda estava reunido em casa, em Maring\u00e1 (PR). Domingo de tarde, os caras se preparando pra pegar estrada, a gente fumando um \u00faltimo cigarro e conversando sobre a vida. Foi isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mente Andorinha<\/strong><br \/>\nFiz uns versos quando estava doent\u00e3o e ela surgiu. Queria levantar da cama e viver, mas meu corpo n\u00e3o deixava. Na real, era pra ser um poema, mas acabou saindo a m\u00fasica. Tudo foi meio que inspirado no \u201cPoeminho do Contra\u201d, do M\u00e1rio Quintana: \u201cTodos estes que a\u00ed est\u00e3o \/ Atravancando o meu caminho, \/ Eles passar\u00e3o&#8230; Eu passarinho!\u201d. \u00c9 a mesma ideia libertadora, que vai al\u00e9m das limita\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, que voa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Todos os Outros<\/strong><br \/>\n\u201cTodos os Outros\u201d fala sobre a solid\u00e3o de estar conectado. Ao mesmo tempo que voc\u00ea tem \u201ctodos os outros aos toques das m\u00e3os\u201d, voc\u00ea pode estar sozinho. E por estarmos sempre conectados, tamb\u00e9m surge essa urg\u00eancia de se desligar, de abstrair, \u201cat\u00e9 que o vibra me sacode outra vez\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bra\u00e7o de Ferro<\/strong><br \/>\n\u201cBra\u00e7o de Ferro\u201d fala sobre relacionamentos e concess\u00f5es. Ao mesmo tempo em que existe o conflito, existe o amor e a vontade de fazer dar certo. \u00c0s vezes, algu\u00e9m precisa ceder, e essa m\u00fasica fala sobre isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Transe<\/strong><br \/>\n\u201cTranse\u201d fala basicamente de mar e saudade. Foi escrita na Ilha do Mel, naqueles momentos que voc\u00ea senta de frente pro mar e fica filosofando sobre as coisas, sabe? rs<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FQU8wm0Wn2w?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Rafael Donadio (Facebook:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/rafael.p.donadio\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">rafael.p.donadio<\/a>) \u00e9 jornalista maringaense&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Eles s\u00e3o de Jacarezinho, Paran\u00e1, e est\u00e3o com trabalho novo na pra\u00e7a. Trata-se do EP \u201cMente\u201d, primeira parte de um \u00e1lbum que ser\u00e1 completo, com outro EP e faixas in\u00e9ditas, no segundo semestre. Conhe\u00e7a!\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/02\/13\/entrevista-de-um-filho-de-um-cego\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":38,"featured_media":50413,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[2761],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50412"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/38"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50412"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50412\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":50736,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50412\/revisions\/50736"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50413"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50412"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50412"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50412"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}