{"id":49586,"date":"2018-12-27T12:52:51","date_gmt":"2018-12-27T14:52:51","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=49586"},"modified":"2019-02-05T09:55:12","modified_gmt":"2019-02-05T11:55:12","slug":"entrevista-michael-azerrad","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/12\/27\/entrevista-michael-azerrad\/","title":{"rendered":"Entrevista: Michael Azerrad"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/janaisapunk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Janaina Azevedo<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dirty Projectors \u00e9 a banda que \u00e9 a vida de Michael Azerrad. \u201cEu os conheci h\u00e1 uns 10 anos. Fiquei muito amigo deles. E fiquei amigo dos amigos deles. E agora a maioria dos meus amigos est\u00e3o ligados ao Dirty Projectors. Al\u00e9m da minha carreira e minha fam\u00edlia, meus amigos s\u00e3o a minha vida, ent\u00e3o, o Dirty Projectors \u00e9 a minha vida\u201d, explica o jornalista e escritor. Ele falou com o Scream &amp; Yell de Nova York, alguns dias antes de vir para o Brasil para o lan\u00e7amento de \u201c<a href=\"https:\/\/powerlinemusic.com\/shop\/livro-nbpssv\/\" data-wplink-edit=\"true\">Nossa Banda Podia Ser a Sua Vida<\/a>\u201d, vers\u00e3o nacional de seu m\u00edtico livro, que finalmente temos nas bancas, depois de 17 anos, com tradu\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Augusto Lemos e Marina Melchers.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em \u201cNossa Banda Podia Ser a Sua Vida\u201d, Michael Azerrad (que tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel pela biografia oficial do Nirvana, \u201cCome As You Are\u201d) descreve de forma minuciosa e despojada a trajet\u00f3ria de 13 bandas independentes que trabalharam o terreno f\u00e9rtil no qual mais tarde floresceria a cena alternativa comercial. Nas 688 p\u00e1ginas do livro, Azerrad conversa com integrantes de Mission Of Burma, The Minutemen, Black Flag, Husker Du, Minor Threat, The Replacements, Butthole Surfers, Sonic Youth, Big Black, Fugazi, Mudhoney, Beat Happening e Dinosaur Jr..<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das propriet\u00e1rias da editora <a href=\"https:\/\/powerlinemusic.com\/\">Powerline Music &amp; Books<\/a>, Raquel Francese, conta que, na verdade, a ideia de criar a editora tem a ver com a vontade de lan\u00e7ar o \u201cOur Band Could Be Your Life\u201d no Brasil. &#8220;\u00c9 o meu livro de m\u00fasica preferido, e do meu s\u00f3cio (e marido, Leandro Carbonato) tamb\u00e9m. Assim que vimos que lan\u00e7ar livros seria vi\u00e1vel, mandamos uma proposta para o Azerrad\u201d. A Powerline existe desde 2014, como produtora de shows, e a entrada de Raquel como s\u00f3cia, em 2017, veio junto com a possibilidade de lan\u00e7ar livros. &#8220;Pensamos que seria legal casar a tour das bandas com o lan\u00e7amento dos livros, e que para quem gosta de m\u00fasica \u00e9 um conte\u00fado complementar\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O jornalista e escritor Michael Azerrad esteve no Brasil no come\u00e7o de dezembro para participar da SIM S\u00e3o Paulo 2018, mas j\u00e1 conhecia o pa\u00eds. Ele esteve aqui no <a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2008\/09\/07\/orloff-five-festival-para-todos-os-gostos\/\">Orloff Five Festival, em 2008<\/a> (evento que reuniu The Hives, Melvins, Plasticines e Vanguart no Via Funchal, em S\u00e3o Paulo) e, neste bate papo, aparentava estar feliz pelo reconhecimento do livro. Na entrevista abaixo ele ainda explica por que n\u00e3o pensa em fazer um segundo volume do livro, mas se anima com outra tema, fala o que \u00e9 \u201cescrever mal\u201d sobre m\u00fasica, e conta um pouco mais sobre o sentimento de uni\u00e3o e comunidade que perpassam as hist\u00f3rias dos livros, e que para ele est\u00e3o ligados ao conceito de vida.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/nossabanda.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 not\u00e1vel como \u201cNossa Banda Podia Ser a Sua Vida\u201d ainda causa interesse. Como \u00e9, pra voc\u00ea, ver essas rea\u00e7\u00f5es tantos anos depois?<\/strong><br \/>\nAcho que \u00e9 porque ainda \u00e9 muito dif\u00edcil ser um m\u00fasico. Em alguns casos, hoje em dia, \u00e9 mais dif\u00edcil ainda por causa do streaming. Porque m\u00fasicos n\u00e3o fazem mais tanto dinheiro, e fazem menos ainda com seus discos. Ent\u00e3o est\u00e1 cada vez mais dif\u00edcil sobreviver na m\u00fasica. Dai acho que as pessoas leem o livro para se inspirar. Eles veem como essas pessoas (do livro) continuam, contra tanta oposi\u00e7\u00e3o, e conseguem ter uma carreira sustent\u00e1vel. Nem todas as bandas do livro ainda est\u00e3o ativas. E algumas delas acabaram e se reuniram de volta. Algumas se reuniram por causa do livro. Os tempos s\u00e3o muito diferentes. A tecnologia \u00e9 muito diferente, mas de alguma forma, as circunst\u00e2ncias s\u00e3o as mesmas, pois ainda \u00e9 muito dif\u00edcil (financeiramente) ser m\u00fasico. E os m\u00fasicos no livro s\u00e3o muito inspiradores, n\u00e3o s\u00f3 para outros m\u00fasicos, mas para qualquer pessoa. E \u00e9 por isso que o livro se chama \u201cNossa Banda Podia Ser a Sua Vida\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi o processo de escrev\u00ea-lo?<\/strong><br \/>\nFoi muito trabalhoso. Eu basicamente escrevia do momento que acordava at\u00e9 a hora de ir dormir, por tr\u00eas anos. Ent\u00e3o foi muito exaustivo. Mas foi uma experi\u00eancia incr\u00edvel. Conheci pessoas memor\u00e1veis, inspiradoras. Fiz muitos amigos e aprendi muito sobre uma comunidade art\u00edstica muito influente. Ou seja, houve uma jun\u00e7\u00e3o de duas coisas antag\u00f4nicas: tem a mis\u00e9ria de trabalhar muito duro, e a\u00ed tem a felicidade de encontrar todas essas pessoas, descobrir suas hist\u00f3rias e suas formas de viver.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como era o relacionamento com as bandas? Eles ajudaram, colaboraram com a escrita do livro?<\/strong><br \/>\nEntrevistei v\u00e1rios membros de cada banda&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tu lembra, e desculpa interromper, mas tu lembra quantas pessoas tu entrevistou para o livro?<\/strong><br \/>\nPelos menos 80. Foi muita gente. E havia muita pesquisa envolvida al\u00e9m do processo de transcrever, checar. Sou muito grato, porque foi muito importante, e uma grande honra que eles me confiaram suas hist\u00f3rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ficou alguma coisa de fora do livro?<\/strong><br \/>\nS\u00f3 coisas que n\u00e3o eram interessantes. Por\u00e9m, n\u00e3o deixei de fora nada porque era controverso. Como d\u00e1 pra imaginar, quando voc\u00ea entrevista 80 pessoas por uma hora e meia cada, vai ter muita coisa que n\u00e3o vai entrar no livro. Ent\u00e3o coloquei o que achei que fosse construtivo para a hist\u00f3ria (que eu queria contar). N\u00e3o acho que ficou nada bom de fora. Coloquei o que tinha de melhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como seria o volume dois? Tu j\u00e1 pensou sobre isso? Seria sobre o que? Voc\u00ea n\u00e3o escreveria sobre novas bandas? Que est\u00e3o ativas hoje em dia?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o acho que tenha tanto um senso de comunidade agora como tinha naquela \u00e9poca. Em \u201cNossa Banda Podia Ser Sua Vida\u201d, as bandas est\u00e3o ligadas umas com as outras. Isso n\u00e3o acontece tanto hoje. Acho que por causa da internet, pois as comunidades agora s\u00e3o virtuais. E quando as comunidades s\u00e3o virtuais, n\u00e3o h\u00e1 tanto contato pessoal. E, consequentemente, existem menos hist\u00f3rias. Voc\u00ea pode publicar e-mails, posts, mas n\u00e3o seria o mesmo do que anedotas, coisas desse tipo. Coisas que realmente aconteceram. \u00c9 poss\u00edvel, mas n\u00e3o \u00e9 o mesmo. E eu tamb\u00e9m n\u00e3o gosto de me repetir, ent\u00e3o n\u00e3o tenho certeza se faria a sequ\u00eancia do livro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como o underground evoluiu desde que voc\u00ea escreveu o livro?<\/strong><br \/>\nIsso sim \u00e9 um (outro) livro. Bem, acho que a maior mudan\u00e7a \u00e9 que voc\u00ea tinha uma maioria esmagadora entre os membros da banda do livro que s\u00e3o homens. E essa \u00e9 uma mudan\u00e7a grande: hoje existem muito mais mulheres nas bandas, fazendo o melhor da m\u00fasica. Podemos falar em mudan\u00e7as estil\u00edsticas tamb\u00e9m, j\u00e1 que, certamente, a m\u00fasica do meu livro \u00e9 muito mais agressiva, e a m\u00fasica indie foi ficando menos agressiva, menos combativa, talvez com menos guitarras tamb\u00e9m. Hoje h\u00e1 laptops, sintetizadores, coisas desse tipo, que s\u00e3o bem mais comuns do que na \u00e9poca em que o \u201cNossa Banda Podia Ser Sua Vida\u201d foi escrito. Tem muitas mudan\u00e7as, e tamb\u00e9m tem o lance da comunidade, que n\u00e3o \u00e9 mais t\u00e3o fisicamente situada como \u00e9 situada na internet.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E se voc\u00ea fosse comparar a m\u00fasica? Melhorou ou piorou?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o sei se voc\u00eas t\u00eam essa frase em portugu\u00eas, mas em ingl\u00eas a gente diz \u201c\u00e9 como comparar ma\u00e7\u00e3s e laranjas\u201d. \u00c9 diferente. E eu amo ma\u00e7\u00e3s, e amo laranjas. Na \u00e9poca do livro eram ma\u00e7\u00e3s e hoje s\u00e3o laranjas, e eu amo ambas. H\u00e1 bandas incr\u00edveis hoje em dia que e amo muito. Acho at\u00e9 que pode ter mais bandas boas agora, mas s\u00f3 porque, e isso \u00e9 muito importante, porque tem mais bandas agora. E isso tamb\u00e9m significa que tem mais bandas ruins tamb\u00e9m. O lance \u00e9 encontrar esse filtro, e entender como encontrar boa m\u00fasica nesse pilha gigante de bandas. Antes n\u00e3o era t\u00e3o dif\u00edcil, porque era um \u201cpool\u201d menor, e as que eram boas mesmo eram t\u00e3o inspiradoras que voc\u00ea simplesmente ouvia falar deles, de algum jeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea lan\u00e7ou um livro chamado \u201c<a href=\"https:\/\/www.harpercollins.com\/9780062656506\/rock-critic-law\/\">Rock Critic Law<\/a>\u201d, em que fala sobre \u201cescrever mal\u201d sobre m\u00fasica. O que \u00e9 isso?<\/strong><br \/>\nEnt\u00e3o, o t\u00edtulo \u00e9 sat\u00edrico, sarc\u00e1stico. O livro \u00e9 o que eu chamo de \u201cleis\u201d, coisas que cr\u00edticos de rock devem escrever para parecerem que s\u00e3o verdadeiros cr\u00edticos de rock. S\u00e3o clich\u00eas. [O livro] s\u00e3o 101 clich\u00eas que, pelo menos cr\u00edticos americanos ou que escrevem em ingl\u00eas, t\u00eam usado com frequ\u00eancia por d\u00e9cadas. Ent\u00e3o, \u00e9 uma s\u00e1tira. Estou na verdade dizendo para as pessoas n\u00e3o usarem esses clich\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E quem escreve mal sobre m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nTodos n\u00f3s. Acho que h\u00e1 alguns escritores impec\u00e1veis aqui nos Estados Unidos, ou que escrevem em ingl\u00eas, a \u00fanica l\u00edngua que leio. N\u00e3o poderia te falar sobre outros idiomas. Mas todos n\u00f3s escrevemos clich\u00eas \u00e0s vezes. Porque \u00e9 um atalho. \u00c9 uma forma de te economizar umas palavras, mas tamb\u00e9m te poupa de pensar. \u00c9 dif\u00edcil encontrar uma linguagem original, ent\u00e3o tu s\u00f3 volta para o clich\u00ea. Por exemplo: voc\u00ea tem dois guitarristas tocando com uma linha mel\u00f3dica em harmonia. Voc\u00ea poderia dizer que eles est\u00e3o tocando guitarras g\u00eameas. \u00c9 uma frase cl\u00e1ssica da cr\u00edtica de rock. As pessoas a disparam porque \u00e9 f\u00e1cil, foi dito um milh\u00e3o de vezes e as pessoas sabem o que \u00e9. Ent\u00e3o, talvez haja uma outra forma de dizer isso, uma forma mais criativa que expresse a sua individualidade e quem sabe se aproxime mais da sensa\u00e7\u00e3o das duas guitarras tocando ao mesmo tempo. Isso \u00e9 o que o livro provoca as pessoas a pensar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que um bom cr\u00edtico pode fazer pela m\u00fasica e pelos f\u00e3s?<\/strong><br \/>\nPara um leitor, um ouvinte, [pode ajudar a] ouvir a m\u00fasica de uma forma que n\u00e3o iria imaginar de outra forma. Pode dar insights que talvez a maioria das pessoas n\u00e3o iria imaginar nem descobrir. Tem v\u00e1rios escritores com muito conhecimento que conseguem fazer isso, e que fazem o mesmo pelo m\u00fasico. Porque, quando voc\u00ea \u00e9 um artista, e lan\u00e7a algo, voc\u00ea s\u00f3 trabalha naquilo at\u00e9 parecer que est\u00e1 bom. Talvez, voc\u00ea n\u00e3o tenha a perspectiva de analisar muito, porque \u00e9 o seu trabalho. Pode ajudar ter algu\u00e9m que ou\u00e7a a m\u00fasica e diga algo sobre ela, para que voc\u00ea possa entender como sua express\u00e3o \u00e9 percebida pelas outras pessoas. E isso \u00e9 algo muito raro, um grupo muito seleto de pessoas pode fazer isso: ajudar o m\u00fasico a ver o que ele n\u00e3o tinha visto na pr\u00f3pria m\u00fasica, e que n\u00e3o conseguiriam porque \u00e9 muito subjetivo. Mas acho que a maior responsabilidade \u00e9 com o leitor, o f\u00e3: ajuda-los a ter perspectivas que eles n\u00e3o teriam sobre a m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No que tu t\u00e1 trabalhando agora?<\/strong><br \/>\nNo audiobook [\u201cNossa Banda Podia Ser a Sua Vida\u201d ganhar\u00e1 mais uma nova vers\u00e3o, dessa vez um audiobook do original, em produ\u00e7\u00e3o agora, prevista pra sair em maio de 2019 l\u00e1 fora]. Fred Armisen ler\u00e1 o cap\u00edtulo do Butthole Surfers. Jeff Tweetdy est\u00e1 lendo o do Minutemen. Estamos anunciando aos poucos. Mas tem muita gente legal. Vou ler a introdu\u00e7\u00e3o e o ep\u00edlogo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mais algo?<\/strong><br \/>\nBem, isso j\u00e1 \u00e9 bastante trabalho. Acho que&#8230; na verdade n\u00e3o posso falar mais sobre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual \u00e9 o teu papel na grava\u00e7\u00e3o do audiobook?<\/strong><br \/>\nAl\u00e9m de narrar, basicamente \u00e9 pensar em quem convidar para ler os cap\u00edtulos, encontrar um contato, mandar um convite. Se eles concordarem, os coloco em contato com a editora, que vai viabilizar a grava\u00e7\u00e3o. Essa \u00e9 uma forma de, tamb\u00e9m, mostrar o legado dessas bandas. Elas n\u00e3o simplesmente fizeram m\u00fasica e sumiram. Elas plantaram sementes, fizeram m\u00fasica e inspiraram outras pessoas em irem l\u00e1 e fazerem as pr\u00f3prias m\u00fasicas. Por exemplo, tamb\u00e9m teremos o Colin Meloy, do Decemberists, lendo o cap\u00edtulo do Husker Du. S\u00e3o duas bandas que n\u00e3o t\u00eam nada a ver (estilisticamente), mas Colin foi muito inspirado pelo Husker Du. Isso \u00e9 algo legal de apontar, que tem uma diferen\u00e7a entre influ\u00eancia e inspira\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea pode ser influenciado por uma banda, e soar como ela, ou por ser inspirado por uma banda, o que significa que algo que ela fez o motivou a ir l\u00e1 e fazer algo por voc\u00ea. \u00c9 algo muito poderoso. As bandas no livro s\u00e3o muito inspiradoras. E isso tamb\u00e9m mostra o legado do livro. Muitos m\u00fasicos ainda hoje me dizem \u201ca gente leva [o livro] na van, lemos em voz alta\u201d. J\u00e1 se passaram 17 anos, e isso ainda t\u00e1 acontecendo. \u00c9 um livro de m\u00fasicos, e eles amam o livro. E o fato de que m\u00fasicos est\u00e3o lendo, tamb\u00e9m \u00e9 parte dessa ideia, do legado do livro.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/b0rJb3qiUn8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/k8GAiIxdyeo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 Janaina Azevedo (<a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/janaisapunk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">www.facebook.com\/janaisapunk<\/a>) \u00e9 jornalista e colabora com o Scream &amp; Yell desde 2010. A foto que abre o texto \u00e9 de\u00a0Haley Dekle \/ Divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Bi\u00f3grafo do Nirvana, Michael Azerrad \u00e9, tamb\u00e9m, autor de um dos livros mais importantes sobre o cen\u00e1rio underground do rock norte-americano, que acaba de ser lan\u00e7ado no Brasil, e logo ganhar\u00e1 vers\u00e3o audiobook com nomes ilustres como Jeff Tweedy e Colin Meloy no projeto. Saiba mais. \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/12\/27\/entrevista-michael-azerrad\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":35,"featured_media":49587,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49586"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/35"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49586"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49586\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49595,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49586\/revisions\/49595"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49587"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49586"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49586"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49586"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}