{"id":49460,"date":"2018-12-11T00:20:32","date_gmt":"2018-12-11T02:20:32","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=49460"},"modified":"2019-03-10T15:37:33","modified_gmt":"2019-03-10T18:37:33","slug":"20-anos-com-os-darma-lovers","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/12\/11\/20-anos-com-os-darma-lovers\/","title":{"rendered":"20 anos com os Darma L\u00f3vers"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Texto por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/fabio.torres.31105\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">F\u00e1bio Torres<\/a><br \/>\nFotos do show por <a href=\"_wp_link_placeholder\">Xiru Sander<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">E l\u00e1 se v\u00e3o 20 anos. 20 anos do dia em que eu e um casal de amigos, num s\u00e1bado gelado, subimos a serra ga\u00facha em dire\u00e7\u00e3o a um s\u00edtio entre Morro Reuter e Dois Irm\u00e3os (vulgo, Two Brothers). S\u00f3 t\u00ednhamos o endere\u00e7o de um evento que n\u00e3o sab\u00edamos bem o que era, algo entre um encontro hol\u00edstico e uma conven\u00e7\u00e3o de bruxas (segundo fui informado a posteriori junto \u00e0 fogueira). As poucas informa\u00e7\u00f5es tiradas de um breve an\u00fancio na r\u00e1dio Ipanema que meu amigo S\u00edlvio achava ter escutado corretamente, mas n\u00e3o tinha muita certeza. Claro, tivemos que sair pedindo informa\u00e7\u00f5es nas poucas casas encontradas pelo caminho e pouco antes do entardecer achamos o lugar (GPS? Veja bem, estamos falando do s\u00e9culo passado).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Finalmente, ir\u00edamos ver quem eram aquelas pessoas que sem nenhum CD oficial, mas j\u00e1 com tr\u00eas ou quatro can\u00e7\u00f5es tocando direto na r\u00e1dio, tinham criado aquela conex\u00e3o t\u00e3o grande com a gente, do tipo&#8230; \u00c9 isso! \u00c9 isso que pensamos. \u00c9 isso que queremos. \u00c9 a nossa banda, a nossa tribo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O show, apenas vozes e viol\u00e3o, foi impactante. Simples, direto, lindo&#8230; dif\u00edcil de descrever. Sa\u00edmos de madrugada do s\u00edtio, cada um com um CD-R nas m\u00e3os e descemos o morro cantando a plenos pulm\u00f5es, numa estradinha escura e perigosa, a vers\u00e3o l\u00f3ver de Eleanor Rigby \u2013 \u201cHaaaa veja quanta gente junta, Haaaa veja quanta gente t\u00e3o s\u00f3\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/darma5.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde ent\u00e3o, perdi a conta de quantos shows, de quantos bares, lugares e situa\u00e7\u00f5es. Amores, casas, novos amores, amigos, acampamentos, luaus, anivers\u00e1rios: tudo que \u00e9 bom sempre foi regado a Darma L\u00f3vers. Uma esp\u00e9cie de molho caseiro, receita da av\u00f3 para o macarr\u00e3o cotidiano que faz toda a diferen\u00e7a no doming\u00e3o da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se eu continuo insistindo no viol\u00e3o, a culpa \u00e9 do Nenung. Eu j\u00e1 tinha desistido quando escutei pela primeira vez \u201cSeres Estranhos\u201d, fiquei louco e pensei &#8211; tenho que tocar isso a\u00ed. Foi a primeira m\u00fasica inteira que eu decorei, letra e acordes. E a simplicidade destes acordes e a profundidade da letra me incentivaram a tentar inventar as minhas pr\u00f3prias can\u00e7\u00f5es e a ter uma banda, esse era o caminho. Mas isso \u00e9 outra hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dos shows inesquec\u00edveis, al\u00e9m do primeiro, claro, teve um no Sarau dos C\u00e2mara. Lotado. No convite do show a banda pedia ao p\u00fablico para levar viol\u00f5es e tocar juntos algumas m\u00fasicas. Que banda faz esse tipo de coisa? Os Darma L\u00f3vers fazem. Foi uma loucura e foi lindo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No lan\u00e7amento do \u00e1lbum \u201cB\u00e1sico\u201d (2002) no Ocidente, hist\u00f3rica casa porto-alegrense, o duo tinha crescido, virado banda. A Banda! A performance de \u201cA Lua na TV\u201d desta noite est\u00e1 gravada na minha alma. Nessa \u00e9poca, bem antes da febre de bandas psicod\u00e9licas brasileiras, os Darma carregavam nas texturas sonoras, na presen\u00e7a de palco, no cen\u00e1rio, luzes, etc&#8230; Tudo na base do fa\u00e7a voc\u00ea mesmo, mas com muito profissionalismo. Naquele momento eles eram a melhor banda psicod\u00e9lica brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00daltimo dia de Morrostock, festival independente de m\u00fasica, artes e resist\u00eancia cultural que acontece desde 2007 no Rio Grande do Sul, domingo \u00e0 tarde. Depois de dias pulando e cantando na chuva e na lama, restavam poucos sobreviventes no Bar do Morro. Sentados na grama que o domingo de sol forte tinha secado, Os Darma L\u00f3vers cantaram baixinho como se n\u00e3o quisessem acordar os sequelados que fritavam dentro das barracas. Sorrisos nos rostos. Almas muito leves. Fechando uma edi\u00e7\u00e3o memor\u00e1vel do festival. Acho que foi um dos \u00faltimos shows no Bar do Morro. Depois desta edi\u00e7\u00e3o o festival cresceu tanto que teve que mudar para um lugar maior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro show inesquec\u00edvel no Ocidente, meu &#8220;Dark Side Show&#8221;. Tinha acabado um longo relacionamento, minha vida estava um caos, tudo ruindo&#8230; Fui ao show pra tentar reenergizar. Dei de cara com a ex&#8230; e na sa\u00edda ca\u00ed numa blitz, prenderam minha moto e perdi minha carteira de motorista por um ano. Desapego, aprendizado, resili\u00eancia. Isso \u00e9 Darma L\u00f3vers.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mais recente show aconteceu no Sal\u00e3o Mourisco da biblioteca p\u00fablica do estado, um lugar com magia peculiar. Lotado, mas n\u00e3o era o p\u00fablico da banda, muita gente nunca tinha ouvido falar deles, nem sabia o que esperar. Show intimista, sem palco, p\u00fablico na cara. Quando tocaram &#8220;Can\u00e7\u00e3o Para Minha Morte&#8221; (uma das minhas prediletas), nunca vi tanta gente chorando num show de rock. Alguns solu\u00e7avam. Darma L\u00f3vers tamb\u00e9m \u00e9 um soco no est\u00f4mago.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/darma4.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia 22 de novembro de 2018, na casa dos Darma L\u00f3vers em Porto Alegre, tamb\u00e9m conhecida como Bar Ocidente, a banda convidou seu p\u00fablico para celebra\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo &#8211; Darma L\u00f3vers 20 anos Luz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a promessa frustrada da presen\u00e7a do legion\u00e1rio (e parceiro de can\u00e7\u00f5es do Nenug) Dado Villa-Lobos, que por motivos operacionais n\u00e3o pode comparecer (e ningu\u00e9m deu falta) e a novidade do novo Darma-Brother, o baterista Duda Guedes, a banda encontrou um p\u00fablico ecl\u00e9tico como sempre, de velhos amigos e marinheiros de primeira viagem, mas que sabiam, estavam todos ali n\u00e3o para um show de rock, mas para uma celebra\u00e7\u00e3o numa frequ\u00eancia um pouco mais alta. N\u00e3o para assistir uma banda, mas para participar de um encontro de uni\u00e3o de for\u00e7as e energias (qualquer semelhan\u00e7a aos Deadheads, f\u00e3s da banda Grateful Dead, n\u00e3o deve ser mera coincid\u00eancia).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na atual forma\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de Ir\u00ednia e Nenung, o mago da guitarra Marcelo Fornazzo, que, para esse show, trocou sua cl\u00e1ssica Fender creme por uma pesada Gibson Les Paul, o baixista Thiago Heinrich, o lend\u00e1rio Jimi Joe (guitarra e viol\u00e3o de 12 cordas) e o pianista Avicente, al\u00e9m do j\u00e1 citado Duda Guedes na bateria, dando uma nova e vibrante roupagem a algumas can\u00e7\u00f5es que tiveram pela primeira vez o acompanhamento de um kit de bateria completo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No repert\u00f3rio, cl\u00e1ssicos que n\u00e3o podem faltar (ver respostas de Nenung abaixo), p\u00e9rolas como a maravilhosa \u201cO Buda Que Sou\u201d, tocada rar\u00edssimas vezes ao vivo, e a in\u00e9dita \u201cO Santo e o Louco\u201d. Com momentos de catarse coletiva como em \u201cSenhor da Dan\u00e7a\u201d, introspec\u00e7\u00e3o e f\u00faria nos gritos n\u00e3o abafados da plateia em \u201cPeixes\u201d e na vigorosa e empolgante vers\u00e3o de \u201cSeres Extranhos\u201d, o tempo ausentou-se do espa\u00e7o e passou t\u00e3o r\u00e1pido quanto esses 20 anos. E tudo acabou, como tudo sempre acaba, numa celebra\u00e7\u00e3o \u00e0 imperman\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesses 20 anos mudei muito. Tudo muda. Nada muda. Mahamudra (outra predileta). E revisitando a discografia da banda, desde aquele CD-R, cujas c\u00f3pias eram feitas no computador e as capas eram rabiscadas uma a uma pela dupla, at\u00e9 o mais recente \u201cEspa\u00e7o\u201d (2013), que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o recente assim, nota-se claramente a atemporalidade das can\u00e7\u00f5es. Talvez a t\u00e9cnica e a qualidade das grava\u00e7\u00f5es tenham mudado, mas a verdade, a sinceridade e a for\u00e7a delas continua ali, intacta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto a mim&#8230; eu diria apenas que &#8220;O tempo \u00e9 um professor sem pressa, mas \u00e9 exigente&#8221;. Sigo aprendendo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/darma3.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>20 anos com os Darma L\u00f3vers \u2013 Tr\u00eas Perguntas :<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por Nenung:<\/strong><br \/>\n<strong>O que \u00e9 ser um Darma L\u00f3ver?<\/strong><br \/>\nSer um Darma L\u00f3ver \u00e9 bastante f\u00e1cil. \u00c9 a escolha do caminho interno, que se traduziu por meio do nosso professor, dos que vieram a partir dele, da m\u00fasica como express\u00e3o. \u00c9 tudo inseparado. N\u00e3o tem bot\u00e3o \u201cliga\/desliga\u201d porque n\u00e3o faria sentido, n\u00e3o \u00e9 preciso. Ent\u00e3o como banda a gente se sabe uma manifesta\u00e7\u00e3o alegre, colorida, intensa e sincera desse ponto essencial de sermos aventureiros internos. \u00c9 uma baita alegria ser um Darma L\u00f3ver.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Depois de 20 anos, voc\u00ea acorda e pensa &#8211; &#8220;Hoje tem show dos Darma L\u00f3vers!&#8221;. O que te faz sair da cama?<\/strong><br \/>\nTodo dia de show \u00e9 um dia diferente por envolver uma qualidade de aten\u00e7\u00e3o e intensidade diferente. Nos Darmas, pela raridade que agora tem sido nos reunirmos \u2013 uma escolha \u2013 um dia de show garante essa aten\u00e7\u00e3o e intensidades tamb\u00e9m singulares. Ensaiar com esse povo j\u00e1 \u00e9 um prazer porque se formou uma mandala sonora, afetiva e talentosa que gera uma freq\u00fc\u00eancia \u00fanica e muita risada. \u00c9 um barato estar dentro disso fazendo parte, interferindo na dire\u00e7\u00e3o, dando espa\u00e7o pros demais viajarem e arriscarem. Basicamente preparar o terreno pro 4nazzo por as baleias pra dan\u00e7arem com a guitarra, ele \u00e9 o maior. E claro, o show tem a vibra\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, aquela pessoa cantando sabendo que a m\u00fasica j\u00e1 \u00e9 dela, aquela outra com l\u00e1grimas nos olhos, aquele abra\u00e7o sem palavras depois que acaba o rito. Isso n\u00e3o tem pre\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Na hora de montar o repert\u00f3rio, qual aquela que n\u00e3o pode faltar, aquela que te deixa realizado &#8211; &#8220;Porque eu AMO cantar essa!&#8221;?<\/strong><br \/>\nPessoalmente no aspecto do cantar gosto especialmente das que puxam uma intensidade que desafia o limite como \u201cDesapego\u201d, \u201cSem Eira Nem Beira\u201d, \u201cSrta Saudade da Silva\u201d ou \u201cDona Morte\u201d. Em termos de banda amooo as que abrem frentes pras viagens interestelares como \u201cA Lua na TV\u201d (A Ir\u00ednia at\u00e9 briga comigo porque nunca sai do repert\u00f3rio \u2013 rsrs), \u201cBr\u00f3der Anjo\u201d e \u201cBodisatva\u201d. \u00c9 quando cada um pode viajar e explorar o campo da can\u00e7\u00e3o sem estar preso a um tempo limitado e um caminho definido pra chegarmos ao final. Sempre s\u00e3o diferentes, sempre s\u00e3o incr\u00edveis de tocar. J\u00e1 a Irinia gosta bastante das \u201clado B\u201d, quer fazer um repert\u00f3rio todo diferente a cada vez. \u00c9 interessante que somos duas polaridades no v\u00f3rtice que tanto no palco quanto fora dele acabam criando essa qualidade \u00fanica que se traduz na identidade dos DLs. \u00c9 bonito demais.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/darma2.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por Ir\u00ednia:<\/strong><br \/>\nNa verdade, n\u00e3o existe um darma l\u00f3ver, mas sim, muitos darma l\u00f3vers. Digo isso porque essa condi\u00e7\u00e3o n\u00e3o diz respeito a pessoa individual e sim a uma condi\u00e7\u00e3o de amor e abertura para o universo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aprendemos a ser darma l\u00f3vers<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00fanico que nasceu pronto foi o Guru (Chagdud Tulku Rinpoche), e \u00e9 com ele que acordo todo o dia, inclusive em dias de show, porque ent\u00e3o todos os meus professores est\u00e3o juntos comigo, celebrando a alegria, o amor, a compaix\u00e3o e a imperman\u00eancia, falando nela, resumo assim um dia de show dos Darma: curte, viva, celebre e agrade\u00e7a, rapidinho vai acabar!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o amanhe\u00e7o agradecendo a oportunidade de compartilhar com todos os seres a alegria de estar vivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As m\u00fasicas que n\u00e3o podem faltar s\u00e3o muitas&#8230; Sempre quero que o show seja longo, mesmo sabendo que \u00e9 melhor deixar um gostinho de quero mais. Para mim, pessoalmente, n\u00e3o pode faltar: \u201cSem Eira nem Beira\u201d, \u201cCan\u00e7\u00e3o pra Minha Morte\u201d e \u201cDesapego\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aaaa e &#8220;Senhorita Saudade da Silva&#8221;, que \u00e9 a minha m\u00fasica.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9UoO8dXgAso?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bn6W71WK_K8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4dWij_pVXVE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\nEntrevista: Nenung (2014): &#8220;Sou mais punk que isso\u2026 como budista&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"E l\u00e1 se v\u00e3o 20 anos. 20 anos do dia em que eu e um casal de amigos, num s\u00e1bado gelado, subimos a serra ga\u00facha em dire\u00e7\u00e3o a um s\u00edtio entre Morro Reuter e Dois Irm\u00e3os (vulgo, Two Brothers). 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