{"id":49370,"date":"2018-12-03T17:44:17","date_gmt":"2018-12-03T19:44:17","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=49370"},"modified":"2019-01-25T13:02:00","modified_gmt":"2019-01-25T15:02:00","slug":"entrevista-los-espiritus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/12\/03\/entrevista-los-espiritus\/","title":{"rendered":"Entrevista: Los Espiritus"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leonardo Vinhas<\/a>\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando aquele seu amigo vier com o papo xarope de \u201cn\u00e3o tem nada novo que preste no rock\u201d, mostre a ele <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/los.espiritus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Los Espiritus<\/a>. O combo argentino tem frescor e qualidade de sobra para ganhar espa\u00e7o cada vez maior no cen\u00e1rio internacional (Europa inclu\u00edda) e j\u00e1 entregou pelo menos um grande disco (\u201cAgua Ardiente\u201d, de 2017). Se o seu amigo responder que n\u00e3o escuta m\u00fasica em espanhol\u2026 bem, mande ele pastar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando se juntaram, Los Espiritus tinham uma premissa; fazer m\u00fasica que tivesse blues, psicodelia e percuss\u00f5es. Desde seu primeiro lan\u00e7amento de 2011, o EP \u201cLo Echaron del Bar\u201d (ok, em 2010 houve o single \u201cHacele Caso a Tu Espiritu!\u201d), conseguiram esse intento. A faixa-t\u00edtulo desse disquinho virou um hit underground, mas a alquimia era melhor revelada na suingada \u201cJes\u00fas Rima con Cruz\u201d. Est\u00e3o ali os tr\u00eas elementos propostos pela banda em doses exatas, que seriam buriladas gradativamente nos \u00e1lbuns \u201cLos Espiritus\u201d (2013) e \u201cGratitud\u201d (2015) at\u00e9 chegar a essa receita chapada e borbulhante que \u00e9 o citado \u201cAgua Ardiente\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Maxi Prietto (guitarra) e Santiago Moraes (viol\u00e3o) dividem as vozes, as composi\u00e7\u00f5es da banda e um passado no col\u00e9gio Nicol\u00e1s Avellaneda, em Buenos Aires. Formaram uma bandinha grunge, Dasfemme-ins, que gravou um disco nunca lan\u00e7ado, e foram tocando a vida entre bandas underground e a vida de trabalhador comum (essa que muito m\u00fasico finge n\u00e3o viver). Maxi conseguiu fama no circuito independente com seu projeto Prietto Viaja al Cosmos con Mariano, que foi elogiado at\u00e9 por Julieta Venegas. Mas s\u00f3 quando reencontrou o amigo de escola e dos primeiros tempos que se iniciou uma guinada sem volta rumo a uma vida integralmente musical.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos amigos se juntaram o percussionista Fer Barrey, o guitarrista Miguel Mactas, o baixista Mart\u00edn Fernandez Batmalle e o baterista colombiano Pipe Correa. Assim como o Midnight Oil fazia com Gary Morris, eles consideram seu empres\u00e1rio de primeira hora Nacho Perutti um integrante da banda. Esse septeto j\u00e1 passou por M\u00e9xico, Col\u00f4mbia, Chile, Uruguai, Espanha, Alemanha e Brasil, quando se apresentou no festival Mucho!, em dezembro, no Cine Joia, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Los Espiritus \u00e9 caso incomum de banda que funciona tanto em espa\u00e7os pequenos como em festivais. Seu som \u00e9 \u201clivre\u201d o suficiente para se adequar a um espa\u00e7o pequeno, assim como rico e poderoso ao ponto de soar bem em grandes espa\u00e7os. Vi-os no Cosqu\u00edn Rock 2018, um dos maiores festivais na Argenina: ainda \u00e0 luz do dia, entregaram um dos melhores shows do evento e ganharam a ades\u00e3o at\u00e9 de quem n\u00e3o os conhecia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a fama n\u00e3o bateu \u00e0 cabe\u00e7a, aparentemente: Santiago Moraes conversou com o Scream &amp; Yell por WhatsApp, dando mais detalhes sobre a sonoridade da banda, o crescimento de seu p\u00fablico e outras quest\u00f5es que s\u00e3o muito mais interessantes na voz dele do que nessa introdu\u00e7\u00e3o. Finda a entrevista, ainda se manteve online mandando fotos dos vinis de m\u00fasica brasileira de sua cole\u00e7\u00e3o (Caetano, Toquinho e Vin\u00edcius, Chico Buarque, Tim Maia) enquanto recebia dicas do rep\u00f3rter. Ali\u00e1s, dada a rea\u00e7\u00e3o dele diante de \u201cMenina Mulher da Pele Preta\u201d e \u201cUmba Bara Uma\u201d, n\u00e3o estranhe se em breve eles lan\u00e7arem can\u00e7\u00f5es influenciadas por Jorge Ben.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/k2cNl0xjoI4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cAgua Ardiente\u201d \u00e9 um disco que parece inesgot\u00e1vel: ele continua levando a banda a lugares novos, al\u00e9m de mant\u00ea-los altamente requisitados na Argentina. Mesmo com o EP \u201cGuayabo de Agua Ardiente\u201d o \u00e1lbum ainda \u00e9 mais forte. A que atribuem isso?<\/strong><br \/>\nBem, sim, o EP \u00e9 com as sobras de \u201cAgua Ardiente\u201d e foram gravadas no mesmo momento. Eram can\u00e7\u00f5es que ficavam um pouco fora do que quer\u00edamos para o \u00e1lbum, mas s\u00e3o como um rabinho de \u201cAgua Ardiente\u201d. Para n\u00f3s, as can\u00e7\u00f5es de \u201cAgua Ardiente\u201d ainda t\u00eam vig\u00eancia, e n\u00e3o \u00e9 um disco que gravamos faz muito tempo, foi gravado e lan\u00e7ado no ano passado. Por outro lado, espero que as can\u00e7\u00f5es n\u00e3o estejam t\u00e3o amarradas a um momento. Bem, ao menos eu gostaria disso. H\u00e1 v\u00e1rias letras que falam de uma realidade social que vivemos hoje em dia, e me parece que tratamos de n\u00e3o ancorar a m\u00fasica em um momento t\u00e3o espec\u00edfico, que n\u00e3o perca vig\u00eancia porque os tempos mudam. (nota: de fato mesmo uma can\u00e7\u00e3o de cunho mais \u201csocial\u201d como \u201cLa Mirada\u201d n\u00e3o traz nenhuma informa\u00e7\u00e3o diretamente temporal em sua letra).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Na imprensa e at\u00e9 nas redes sociais fala-se muito do que chamam de \u201crenascimento\u201d do rock argentino \u2013 em termos de mercado, claro, porque o estilo sempre esteve a\u00ed. Seja como for, Los Espiritus s\u00e3o sempre citados nesse renascimento, junto com <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/11\/27\/conexao-latina-usted-senalemelo-argentina\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Usted Se\u00f1elemelo<\/a>, El Mat\u00f3 a Un Polic\u00eda Motorizado e outros. O p\u00fablico voltou a se importar com o rock?<\/strong><br \/>\nCreio que o que est\u00e1 acontecendo com o rock argentino \u00e9 uma renova\u00e7\u00e3o. N\u00e3o creio que se possa dizer renascimento porque nunca morreu, mas sim, h\u00e1 sons novos e grupos novos, e o que caracteriza essa nova camada de grupos \u00e9 a diversidade das propostas. Acredito que o mercado mudou, sim, e hoje em dia a maioria dos grupos que voc\u00ea cita s\u00e3o os que se guiam pela independ\u00eancia, e t\u00eam liberdade para fazer a m\u00fasica que lhes d\u00ea na telha, e por sorte encontram uma audi\u00eancia que se interessa por essas propostas diferentes e que quer essa diversidade. Ent\u00e3o me parece ser um momento incr\u00edvel para fazer m\u00fasica e lan\u00e7ar discos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mesmo com o n\u00facleo compositivo dividido entre voc\u00ea e Maxi Prietto, o som resultante \u00e9 bastante coletivo. Parece ser uma m\u00fasica exaustivamente trabalhada at\u00e9 chegar naquela forma final, com a participa\u00e7\u00e3o de todos.<\/strong><br \/>\nA forma que temos de trabalhar \u00e9 justamente essa. Maxi e eu fazemos as letras, ou chegamos \u00e0 sala de ensaio com uma can\u00e7\u00e3o nova, e uma vez que come\u00e7amos a tocar, o resto do grupo se junta e cada um d\u00e1 o que tem para dar. N\u00e3o \u00e9 como se o autor da can\u00e7\u00e3o definisse toda a est\u00e9tica da can\u00e7\u00e3o. \u00c9 algo que trabalhamos coletivamente na sala de ensaio, e como voc\u00ea disse, tocando muito. N\u00e3o conversando sobre a can\u00e7\u00e3o, mas escutando o que cada um faz, prestando aten\u00e7\u00e3o no outro, e deixando que a can\u00e7\u00e3o encontre seu lugar. Isso \u00e9 muito bom para quem leva a can\u00e7\u00e3o ao grupo, porque ela se enriquece muito e chega at\u00e9 a perder o rumo original. Isso est\u00e1 \u00f3timo, e \u00e9 uma das coisas que mais gosto em tocar nesse grupo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ainda assim, voc\u00eas n\u00e3o t\u00eam vontade de expandir o formato, incluir mais elementos nos arranjos para um pr\u00f3ximo disco?<\/strong><br \/>\nO pr\u00f3ximo disco j\u00e1 est\u00e1 gravado. Gravamos durante todo o 2018, come\u00e7amos em fevereiro e terminamos agora neste m\u00eas (novembro). Gravamos ao longo da turn\u00ea, e come\u00e7amos aqui em Buenos Aires quando veio o Bombino (renomado artista do Niger e um dos grandes nomes da guitarra moderna), que gravou algumas can\u00e7\u00f5es com a gente, e depois aproveitamos que est\u00e1vamos na estrada e n\u00e3o paramos. Ent\u00e3o gravamos na Espanha, em um est\u00fadio em Madri. E tamb\u00e9m em Berlim, em Cuba\u2026 \u00c0 medida que fomos viajando e encontrando um dia livre, ou um est\u00fadio que nos interessasse, ou a m\u00fasica local que nos interessasse, nos d\u00e1vamos um dia para gravar. Assim, o disco se gravou ao longo da turn\u00ea. N\u00e3o tem vozes femininas, mas tem uns pianinhos que algu\u00e9m enfiou ali. Estamos no processo de mixagem de toda essa m\u00fasica, mas uma inst\u00e2ncia \u00e9 gravar as can\u00e7\u00f5es e outra \u00e9 ver o que fica dessas grava\u00e7\u00f5es. O que soma e o que fica. N\u00e3o tem arranjos de metais, e isso n\u00e3o significa que nada disso nos interesse. Essas can\u00e7\u00f5es s\u00e3o assim, e \u00e9 isso. \u00c9 um disco com poucos convidados. Mas s\u00e3o todas coisas que seriam fant\u00e1sticas. Vontade n\u00e3o nos falta. Quem sabe em um futuro isso aconte\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em uma reportagem do jornal La Naci\u00f3n, Gustavo Santaolalla diz que adoraria produzi-los. Sabemos que ele n\u00e3o \u00e9 qualquer um (nota: \u00e9 produtor estrelado de gente como Caf\u00e9 Tacuba, Bersuit Vergarabat e Julieta Venegas, entre outros, fundador do Bajofondo e compositor oscarizado de trilhas para cinema), ent\u00e3o vale perguntar se essa parceria pode mesmo acontecer.<\/strong><br \/>\nGustavo Santaolalla nos deu uma baita moral, se aproximou e nos convidou a visit\u00e1-lo no hotel quando ele esteve em Buenos Aires. Queria conhecer-nos e falar de m\u00fasica. Tamb\u00e9m queria falar sobre trabalharmos juntos, e claro que isso seria \u00f3timo. Valorizamos muit\u00edssimo tudo o que ele fez e continua fazendo. \u00c9 um m\u00fasico e produtor muito bom, reconhecido em todos os lados, e a porta est\u00e1 aberta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>S\u00e3o muitas as vezes em que voc\u00eas citam o papel de Nacho Perutti para que a banda chegasse a esse momento que est\u00e1 vivendo agora. Ele tamb\u00e9m participa do processo criativo?<\/strong><br \/>\nBom, Nacho \u00e9 um integrante do grupo. Somos oito pessoas: Nacho n\u00e3o se ocupa s\u00f3 da proje\u00e7\u00e3o do grupo, de armar as turn\u00eas e produzir cada show que fazemos, mas tamb\u00e9m das grava\u00e7\u00f5es, do trabalho com os designers gr\u00e1ficos na hora de desenhar os posters (nota: um diferente para cada show) e as capas. Ele tem voz e voto sobre tudo que fazemos, na verdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sei que te perguntam bastante sobre isso, mas queria que voc\u00ea falasse um pouco sobre como \u00e9 a sua rela\u00e7\u00e3o com Maxi. Afinal, \u00e9 intrigante ver como existe um som da banda, e ao mesmo tempo est\u00e3o preservados os estilos individuais de voc\u00eas dois como compositores.<\/strong><br \/>\nMaxi e eu nos conhecemos desde os 17 anos, ficamos amigo quando est\u00e1vamos no segundo grau. Nossa amizade veio pela m\u00fasica, mas ele j\u00e1 tinha banda e eu comecei a tocar quando o conheci. Aprendemos muitas coisas juntos, escutamos muita m\u00fasica juntos, e existe uma liga\u00e7\u00e3o muito natural com ele. A forma que temos de trabalhar n\u00e3o envolve compor juntos, por\u00e9m. Isso \u00e9 raro. Cada um faz as can\u00e7\u00f5es em casa e leva para a sala de ensaio, sem conversas pr\u00e9vias. Quem faz a can\u00e7\u00e3o come\u00e7a a tocar, os outros m\u00fasicos escutam e come\u00e7am a tocar juntos at\u00e9 que a can\u00e7\u00e3o tome forma. Uma vez que ela se integre ao grupo, ele se apropria da forma dessa can\u00e7\u00e3o, e cada um pode agregar acordes, tempos, andamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Soa esquisita a defini\u00e7\u00e3o de \u201cblues amaz\u00f4nico\u201d que deram \u00e0 banda. N\u00e3o s\u00f3 pela impossibilidade geogr\u00e1fica (nota: preciso lembrar ao leitor que a Amaz\u00f4nia n\u00e3o passa nem remotamente perto da Argentina?), mas tamb\u00e9m porque d\u00e1 para escutar elementos de m\u00fasica africana, folclore rio-platense, e o pr\u00f3prio rock argentino.<\/strong><br \/>\nN\u00e3o sei por que dizem que fazemos \u201cblues amaz\u00f4nico\u201d. Talvez porque a percuss\u00e3o d\u00ea uma impress\u00e3o \u201cselv\u00e1tica\u201d, n\u00e3o? Mas desde que come\u00e7amos a tocar, antes mesmo de termos uma can\u00e7\u00e3o, os ensaios eram assim: tocar muito e ver do que se tratava o grupo. O que sab\u00edamos \u00e9 que quer\u00edamos fazer uma m\u00fasica que tivesse blues, tivesse percuss\u00f5es e tivesse psicodelia. Com esses elementos \u00e9 que a m\u00fasica foi se desenvolvendo, e continua at\u00e9 hoje em dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A m\u00fasica brasileira entra de alguma maneira nesse rol de influ\u00eancias?<\/strong><br \/>\nEstou come\u00e7ando a conhecer m\u00fasica brasileira agora. Consegui uma picape para tocar vinis, e comecei a escutar muitos discos de Vin\u00edcius, Toquinho, Caetano, Tim Maia. Sou muito f\u00e3 de Tim Maia, e desse funk brasileiro. Tamb\u00e9m gosto da fase dele dos anos 80, quando ele ficou todo romantic\u00e3o. Mas eu gosto de tudo, \u00e9 incr\u00edvel, me parece uma mistura muito boa. Quer dizer, \u00e9 funk, mas funk feito por m\u00fasicos brasileiros, o que d\u00e1 outra cor incr\u00edvel. E claro, os Mutantes. Agora h\u00e1 pouco foi anivers\u00e1rio do [guitarrista] Miguel Mactas e eu dei de presente um disco dos Mutantes, porque ele gosta muito de guitarra com fuzz \u2013 essa guitarra que parece um mosquito, sabe, essa que tem em \u201cA Minha Menina\u201d? Essa guitarra distorcida, aguda e saturada que o George Harrison metia em algumas m\u00fasicas dos Beatles. Mas a verdade \u00e9 que me falta conhecer muito da m\u00fasica brasileira. Sempre tive uma barreira idiom\u00e1tica, mas hoje em dia eu j\u00e1 posso entender as letras com a internet e com isso descobri um mundo novo na m\u00fasica brasileira. E consegui aqui um vinil do Chico Buarque em castelhano, \u00e9 uma colet\u00e2nea com as can\u00e7\u00f5es mais conhecidas dele vertidas para o espanhol. Mas voc\u00ea v\u00ea, o que eu conhe\u00e7o \u00e9 tudo dessa \u00e9poca mais antiga. Do que se faz agora conhe\u00e7o muito pouco (pausa). Ah, sabe quem conheci h\u00e1 alguns anos?(se anima) Tocamos no mesmo dia com o Marcelo Callado, nossos amigos do Morbo y Mambo nos apresentaram. Ele nos deu uns discos e s\u00e3o muito bons! Mas do que se faz hoje em dia, conhe\u00e7o mesmo bem pouquinho.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1P2Zlx2-K5o?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GJEohjEX7vs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7fYyc-7QkqU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/03\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell. \u00c9 o respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o e curadoria dos \u00e1lbuns\u00a0\u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/05\/03\/download-um-grito-que-se-espalha-tributo-a-walter-franco-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Um Grito Que Se Espalha \u2013 Tributo a Walter Franco<\/a>\u201d,\u00a0\u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/02\/15\/download-gratuito-ouca-e-baixe-faixa-seis\/\">Faixa Seis<\/a>\u201d e \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/12\/07\/download-brasil-tambien-es-latino\/\">Brasil Tambien \u00c9s Latino<\/a>\u201d\u00a0 (artistas latinos gravando can\u00e7\u00f5es brasileiras),\u00a0\u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/07\/06\/download-tributo-a-alceu-valenca\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ainda H\u00e1 Cora\u00e7\u00e3o<\/a>\u201d (em tributo a Alceu Valen\u00e7a), \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/11\/24\/download-tributo-aos-paralamas-do-sucesso\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Caleidosc\u00f3pio<\/a>\u201d (em homenagem aos Paralamas do Sucesso) e\u00a0\u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/03\/17\/download-somos-todos-latinos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Somos Todos Latinos<\/a>\u201d (com 16 artistas independentes brasileiros regravando temas pop e rock dos pa\u00edses de idioma espanhol).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Quando aquele seu amigo vier com o papo xarope de \u201cn\u00e3o tem nada novo que preste no rock\u201d, mostre a ele Los Espiritus. 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