{"id":49346,"date":"2018-12-02T15:53:17","date_gmt":"2018-12-02T17:53:17","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=49346"},"modified":"2019-02-15T04:35:17","modified_gmt":"2019-02-15T06:35:17","slug":"balanco-no-ar-coquetel-molotov-sao-paulo-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/12\/02\/balanco-no-ar-coquetel-molotov-sao-paulo-2018\/","title":{"rendered":"Balan\u00e7o: No Ar Coquetel Molotov S\u00e3o Paulo 2018"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Texto por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/noacapelas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bruno Capelas<\/a><br \/>\nFotos por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/DricoGaldino\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Drico Galdino<\/a>\u00a0\/ Divulga\u00e7\u00e3o NoArCM<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos mais tradicionais e relevantes festivais do Pa\u00eds, com uma ficha corrida de mais de uma d\u00e9cada de bons servi\u00e7os prestados \u00e0 m\u00fasica, o recifense No Ar Coquetel Molotov baixou em S\u00e3o Paulo para sua primeira edi\u00e7\u00e3o paulistana na \u00faltima sexta-feira, 30 de novembro. O local era a The Week, a noite era de chuva forte e a escala\u00e7\u00e3o era ecl\u00e9tica \u2013 em uma acep\u00e7\u00e3o de quando a palavra ainda n\u00e3o tinha se tornado sin\u00f4nimo de \u201cah, eu ou\u00e7o qualquer coisa\u201d \u2013 e 3 mil pessoas, segundo a produ\u00e7\u00e3o, se aventuraram pela Lapa paulistana para uma noitada de boa m\u00fasica.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-49347 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/boogarins1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/boogarins1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/boogarins1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Coube aos Boogarins abrir os trabalhos por volta das 19 horas (sempre um hor\u00e1rio ca\u00f3tico para se come\u00e7ar shows e eventos na cidade), em uma performance que se pautou pelo repert\u00f3rio de seu \u00faltimo disco, \u201cL\u00e1 Vem a Morte\u201d, de 2017, mas n\u00e3o deixou de lado os primeiros trabalhos da banda. A diferen\u00e7a entre as duas fases \u2013 o in\u00edcio mais solar, a atualidade mais sombria, como n\u00e3o poderia deixar de ser \u2013 seria mais percept\u00edvel n\u00e3o fossem os goianos uma das melhores bandas brasileiras da atualidade.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-49348 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/boogarins2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/boogarins2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/boogarins2-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 motivos para isso: a presen\u00e7a de Ynai\u00e3 Benthroldo (ex-Macaco Bong) nas baquetas d\u00e1 aos Boogarins uma solidez para a experimenta\u00e7\u00e3o \u2013 nada como algu\u00e9m com cancha de improviso em palco para fornecer essa base. \u00c9 essa fortaleza que d\u00e1 a Dinho Almeida, o guitarrista mais pronunciado do Boogarins, liberdade para se tornar um belo frontman, arriscando voos vocais e se libertando do papel de \u201cnerd da guitarra\u201d que lhe cabia nos primeiros anos da banda. A maneira como Dinho conduz \u201cL\u00e1 Vem a Morte\u201d e \u201cOnda Negra\u201d, para ficar em apenas dois exemplos, \u00e9 um \u00f3timo exemplar disso.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-49349 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/boogarins3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/boogarins3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/boogarins3-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma pena que o show durou pouco menos de uma hora \u2013 quando estava chegando no auge, acabou. Ainda houve espa\u00e7o, por\u00e9m, para Benke Ferraz agradecer \u00e0 presen\u00e7a do p\u00fablico, que chegou cedo para ouvir \u201cum show de rock\u201d \u2013 sinal dos tempos, talvez? De qualquer forma, foi um belo espet\u00e1culo, que, seja pela qualidade ou at\u00e9 pela ambienta\u00e7\u00e3o, merecia ter aparecido mais tarde no lineup \u2013 muita gente perdeu o show da banda por ter ficado preso no tr\u00e2nsito ou com medo do tor\u00f3 que ca\u00eda em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-49356 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/coquetel_tuyo.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/coquetel_tuyo.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/coquetel_tuyo-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sequ\u00eancia, era a vez do trio curitibano Tuyo e seu som de centro acad\u00eamico, providencialmente pulado pela reportagem do Scream &amp; Yell. Era preciso comer: a noite era longa e todos os shows eram encavalados, quase sem respiro entre um e outro. A solu\u00e7\u00e3o para a fome foi encontrada numa \u00e1rea de food trucks montada na entrada do evento, com pizza, hamb\u00farguer e outros quetais \u2013 a mini pizza de pepperoni, a R$ 12, segurou a onda bem antes da larica da madrugada.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-49359 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/coquetelcomadre.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/coquetelcomadre.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/coquetelcomadre-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0s 21h, era a vez de Karina Buhr, Isaar e Alessandra Le\u00e3o reeditarem seu encontro dentro do Comadre Fulozinha. Foi bonito: as vozes das tr\u00eas e o bom trabalho de percuss\u00e3o deu um colorido especial \u00e0 noite. Para quem j\u00e1 conheceu Karina Buhr na encarna\u00e7\u00e3o solo, acompanhada de Scandurra&amp;Catatau&amp;Guizado, foi <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/12\/11\/lancamento-comadre-fulozinha-e-lestics\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">uma bela introdu\u00e7\u00e3o ao repert\u00f3rio<\/a> de seu grupo anterior. \u201cTocar na Banda\u201d ainda \u00e9 uma grande can\u00e7\u00e3o \u2013 e sintom\u00e1tico pensar que algumas coisas pouco mudaram desde 2003 (e qui\u00e7\u00e1, desde quando Adoniran Barbosa a escreveu, h\u00e1 mais de cinquenta anos). Uma pena que faltou certa din\u00e2mica ao show: com m\u00fasicas bastante parecidas, uma hora cansou. Mas foi bonito.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-49354 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/coquetel_maria.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/coquetel_maria.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/coquetel_maria-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Impressionante mesmo foi o show de <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/11\/05\/entrevista-maria-beraldo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Maria Beraldo<\/a>, logo na sequ\u00eancia. Clarinetista do Quartab\u00ea e dona de um dos discos mais excitantes do ano, \u201cCavala\u201d, Maria parece ter vindo de um lugar completamente diferente que o Brasil de Biroliro, Jana\u00edna e Kim Katiguria. Um lugar onde faz sentido e tem p\u00fablico um show absurdamente experimental, no qual Maria toca clarinete, faz programa\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica, canta bem e transa com sua guitarra em pleno palco. Parte de seu sucesso pode se explicar pelo texto das can\u00e7\u00f5es, que se abre para a explora\u00e7\u00e3o da sexualidade e do g\u00eanero.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-49355 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/coquetel_Maria2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/coquetel_Maria2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/coquetel_Maria2-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas \u00e9 a m\u00fasica que vale mais: a hora no qual ela abusa dos graves em \u201cTenso\u201d, uma m\u00fasica tesuda, faz a perna da plateia tremer como se a energia daquele tes\u00e3o estivesse sendo liberada naquele exato momento. O mesmo vale para a delicadeza e a estranheza, combinadas como um coquetel agridoce, na reinterpreta\u00e7\u00e3o de \u201cEu Te Amo\u201d, uma das m\u00fasicas mais sofridas de Chico Buarque. \u00c9 uma daquelas sacadas que fazem um repert\u00f3rio valer a pena. Em cerca de uma hora, Maria mostrou que o Brasil j\u00e1 tem uma St. Vincent para chamar de sua \u2013 com a diferen\u00e7a que a nossa \u00e9 ainda mais experimental que <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/05\/26\/balancao-festival-boston-calling-2018-eua\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Annie Clark<\/a>.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-49353 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/coquetel_edgar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/coquetel_edgar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/coquetel_edgar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro aspecto interessante da m\u00fasica brasileira atual que apareceu na escala\u00e7\u00e3o do No Ar Coquetel Molotov \u00e9 a ideia de que o rap, mais do que um estilo, \u00e9 uma linguagem para qualquer um pirar em cima. A apresenta\u00e7\u00e3o de Edgar foi uma \u00f3tima amostra disso: com figurinos ousados e uma vibe cinematogr\u00e1fica-art\u00ea-dist\u00f3pica-parangol\u00e9, o rapper (repetindo <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/11\/24\/balanco-festival-mecabras-festival-2018\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">a boa apresenta\u00e7\u00e3o no MECABr\u00e1s<\/a>, dias antes) mostrou a for\u00e7a das can\u00e7\u00f5es de seu disco &#8220;Ultrassom&#8221; \u2013 em &#8220;Liquida&#8221;, por exemplo, ele une Zygmunt Bauman e o metr\u00f4 que nunca abre para uma utopia sobre o futuro, em versos acelerados. Para acompanhar de perto.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-49350 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/coquetel_baco1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/coquetel_baco1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/coquetel_baco1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 era praticamente s\u00e1bado quando veio ao palco o principal nome do lineup: Baco Exu do Blues. H\u00e1 uma semana, s\u00f3 se fala nele e em seu novo disco, &#8220;Bluesman&#8221;. O show do Coquetel Molotov estava marcado h\u00e1 bem mais que isso. A expectativa do p\u00fablico era alt\u00edssima. O que Baco faz? Anticlimaticamente, resolve tocar as can\u00e7\u00f5es de seu primeiro \u00e1lbum, o excelente &#8220;Es\u00fa&#8221;, ignorando o novo repert\u00f3rio por boa parte de sua apresenta\u00e7\u00e3o. Quando o fez, chamando Tuyo ao palco para cantar &#8220;Flamingos&#8221;, a casa veio abaixo \u2013 como era de se esperar. A sensa\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, era de que aquilo era um brinde, uma exce\u00e7\u00e3o \u00e0 regra, um cintur\u00e3o de que Baco poderia se orgulhar de carregar no quadril ap\u00f3s doze suados rounds.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/oClsTLzL9hQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o era: \u00e9 amador demais lan\u00e7ar um disco e, uma semana depois de seu lan\u00e7amento, n\u00e3o se preparar para executar o show desse disco. Ainda mais no caso de &#8220;Bluesman&#8221;, com uma prepara\u00e7\u00e3o de m\u00eddia enorme \u2013 houve um curta! entrevistas para todos os jornais! a Beyonc\u00e9 comentando no stories!. Ao vivo, as m\u00fasicas de &#8220;Bluesman&#8221; funcionam muito bem (&#8220;Flamingos&#8221; foi \u00f3tima, &#8220;Preto e Prata&#8221; rendeu bom bate-cabe\u00e7a e at\u00e9 &#8220;Me Desculpa Jay-Z&#8221;, com a cantora 1LUM3 (l\u00ea-se &#8220;ilume&#8221;) rolou bem), mas \u00e9 pouco. Especialmente ao se considerar que, no caso da primeira e da \u00faltima, a for\u00e7a veio n\u00e3o de Diogo Moncorvo, mas sim de seus convidados especiais.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-49351 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/coquetel_baco2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/coquetel_baco2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/coquetel_baco2-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se \u00e9 um grande MC e capaz de ter boas produ\u00e7\u00f5es em est\u00fadio, Baco ainda precisa aprender a se apresentar ao vivo \u2013 seus shows s\u00e3o inconstantes e dependem muito de fatores externos (outra apresenta\u00e7\u00e3o, no Coala Festival 2018, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/09\/05\/balanco-a-5a-edicao-do-coala-festival\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">refor\u00e7a essa tese<\/a>). Ele pula demais e perde o f\u00f4lego, ele n\u00e3o sabe entender a plateia e por muitas vezes n\u00e3o consegue construir sequ\u00eancias: ao alternar uma lovesong e um bate-cabe\u00e7a, uma lovesong e um bate-cabe\u00e7a, Baco deixa a plateia confusa e irrequieta com tanta varia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-49352 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/coquetel_baco3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/coquetel_baco3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/coquetel_baco3-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Falta tato para aproveitar o grande repert\u00f3rio que tem \u2013 ele chegou a interromper a plateia, que cantava a plenos pulm\u00f5es, no meio do hit &#8220;Te Amo Disgra\u00e7a&#8221;, para corrigir algo incompreens\u00edvel. Foi um balde de \u00e1gua fria \u2013 e seguir\u00e1 sendo enquanto Baco n\u00e3o conseguir canalizar as grandes can\u00e7\u00f5es que tem e a sua energia criativa, seja pelo lado en\u00e9rgico, sexual ou depressivo, para algo que o eleve ao vivo. Alguns poder\u00e3o dizer que \u00e9 exigir demais de um cara de 22 anos, mas \u00e9 a qualidade do repert\u00f3rio de Baco que o qualifica para ser cobrado de tal forma \u2013 com o que tem nas m\u00e3os, ele facilmente pode construir um dos melhores shows do pa\u00eds.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-49360 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/coquetel3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/coquetel3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/coquetel3-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda havia tempo no final da noite para a apresenta\u00e7\u00e3o da Coletividade Nam\u00edbia, mas a chuva torrencial que continuava a cair na Lapa avisava que era hora de ir embora. Em sua primeira aterrissagem em S\u00e3o Paulo, o No Ar Coquetel Molotov mostrou aos paulistanos seu melhor cart\u00e3o de visitas: a aten\u00e7\u00e3o com o lugar (s\u00f3 n\u00e3o foi melhor porque a The Week tinha espa\u00e7os abertos, que acabaram inundados) e uma curadoria especial. Com grandes shows de Maria Beraldo, Boogarins e, apesar da decep\u00e7\u00e3o Baco Exu do Blues, o festival mostrou porque \u00e9 um dos sin\u00f4nimos da qualidade da cena brasileira independente. Que ainda tenha muita gasolina pra queimar, aqui na capital paulista ou em Recife.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-49358 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/coquetel2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/coquetel2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/coquetel2-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p>\u2013 Bruno Capelas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/noacapelas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@noacapelas<\/a>) \u00e9 jornalista do caderno Link, de O Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Com grandes shows de Maria Beraldo, Boogarins e, apesar da decep\u00e7\u00e3o Baco Exu do Blues, o No Ar Coquetel Molotov S\u00e3o Paulo mostrou porque \u00e9 um dos sin\u00f4nimos da qualidade da cena brasileira independente.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/12\/02\/balanco-no-ar-coquetel-molotov-sao-paulo-2018\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":14,"featured_media":49357,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1773,2629,231,3147,3351,968,2911,2491],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49346"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49346"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49346\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49361,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49346\/revisions\/49361"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49357"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49346"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49346"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49346"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}