{"id":49333,"date":"2018-11-29T03:23:25","date_gmt":"2018-11-29T05:23:25","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=49333"},"modified":"2019-01-24T09:26:20","modified_gmt":"2019-01-24T11:26:20","slug":"entrevista-soul-asylum","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/11\/29\/entrevista-soul-asylum\/","title":{"rendered":"Entrevista: Soul Asylum"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leonardo Vinhas<\/a>\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dave Pirner soma quase 38 anos \u00e0 frente do Soul Asylum. A bem da verdade \u00e9 o \u00fanico dos fundadores que permanece na banda \u2013 o baixista Karl Mueller faleceu em 2005, o guitarrista Dan Murphy pediu aposentadoria em 2012 e o baterista Pat Morley mal esquentou o banco. Isso n\u00e3o impediu o homem de seguir em frente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A banda, fundada em Minneapolis em 1981, teve seu pico de popularidade no per\u00edodo entre 1992 e 1994, puxada pelo sucesso do single \u201cRunaway Train\u201d, que levou o \u00e1lbum \u201cGrave Dancers Union\u201d (1992) a reboque. Caso voc\u00ea n\u00e3o saiba, os anos 90 foram aquele per\u00edodo em que as grandes gravadoras sa\u00edram procurando no universo independente \u2013 que era bem diferente do que \u00e9 hoje, estruturalmente falando \u2013 as bandas nas quais investir pesado. O referido \u00e1lbum do Soul Asylum, por exemplo, contava com participa\u00e7\u00e3o de gente do naipe de Booker T. Jones (verdadeira lenda da soul music) e Sterling Campbell (batera que ent\u00e3o tocava com David Bowie e Duran Duran e acabou fazendo parte da banda entre 1995 e 1998).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a vida, a ind\u00fastria musical e o gosto do p\u00fablico n\u00e3o s\u00e3o elementos est\u00e1veis no universo, e \u201cLet Your Dim Light Shine\u201d (1995) n\u00e3o conseguiu manter o sucesso de seu antecessor. \u201cCandy from a Stranger\u201d (1998) tomou pedrada da cr\u00edtica, e foi o \u00faltimo \u00e1lbum por uma grande gravadora, a Columbia, e a partir da\u00ed a banda foi pulando de selo em selo, alternando-se entre tocar em pequenos clubes, botecos, e, de uns anos para c\u00e1, em festivais e shows puxados pela nostalgia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fato \u00e9 que Pirner nunca parou, mesmo com a banda caindo no esquecimento perante a maior parte (do que sobra) DA imprensa musical ou do grande mercado. Depois de \u201cCandy from a Stranger\u201d foram necess\u00e1rios oito anos para que um novo disco visse a luz do dia. \u201cThe Silver Lining\u201d foi o \u00faltimo com Karl Mueller, que faleceria um m\u00eas antes de seu lan\u00e7amento. Bland entraria na banda nesse mesmo per\u00edodo, junto com Tommy Stinson (ex-Replacements), que dividiria seu tempo entre o Soul Asylum e o\u2026 Guns \u2018N\u2019 Roses! \u201cDelayed Reaction\u201d veio em 2012, mas n\u00e3o mudou o patamar da banda, tanto que \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/04\/04\/soul-asylum-kula-shaker-violent-femmes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Change of Fortune<\/a>\u201d (2016) precisou de um financiamento coletivo para se tornar realidade (o single &#8220;Supersonic&#8221;, abaixo, \u00e9 desse disco).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como deu para ver, a hist\u00f3ria do Soul Asylum \u00e9 dessas cl\u00e1ssicas em que h\u00e1 um m\u00fasico obstinado, mudan\u00e7as de forma\u00e7\u00e3o, trag\u00e9dia pessoal e oscila\u00e7\u00f5es de popularidade (e de qualidade musical). O que sobra, ao fim, \u00e9 a m\u00fasica, e \u00e9 sobre ela que come\u00e7amos a entrevista por telefone com Pirner. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o d\u00e1 para dispensar a riqueza pessoal de uma hist\u00f3ria dessas, e mesmo com os cruelmente breves quinze minutos a que nos deram direito, o papo com o homem que hoje \u00e9 o Soul Asylum rendeu. Confira.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GGcIaMU6X4E?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Depois de tantos anos e per\u00edodos que foram quase uma volta ao underground, a banda ainda excursiona, faz discos, \u00e9 ouvida. O que voc\u00ea julga ser o atrativo para manter as pessoas ligadas \u00e0 sua m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nExiste certa qualidade no que fazemos, e acredito que \u00e9 isso que atrai a maioria. Temos algo a dizer, em letra e m\u00fasica. A ind\u00fastria da m\u00fasica \u00e9 circular, as coisas v\u00eam e v\u00e3o, e eu continuo me expressando do mesmo jeito. \u00c9 apenas rock\u2019n\u2019roll, e isso quer dizer que tocamos para pessoas que querem ouvir tanto um show ac\u00fastico quando um show com guitarras altas, desde que sejam boas can\u00e7\u00f5es. N\u00e3o tenho planos de virar rapper num futuro pr\u00f3ximo, sabe?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bem, o \u00faltimo disco, \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/04\/04\/soul-asylum-kula-shaker-violent-femmes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Change of Fortune<\/a>\u201d (2016), soa realmente diferente, mais vivaz e fresco que os anteriores\u2026<\/strong><br \/>\nOh!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u2026 e acho que \u00e9 o caso de perguntar o que houve de diferente no processo, para que ele conseguisse conectar o som inicial da banda com o momento presente.<\/strong><br \/>\nAcho que tentei manter um \u00e2ngulo experimental, que me permitiu me arriscar em outras dire\u00e7\u00f5es. Quando come\u00e7amos, est\u00e1vamos apenas aprendendo a tocar, o que dizer gravar. O que temos agora \u00e9 uma unidade, estamos todos prontos para o est\u00fadio, e tudo ali acontece muito r\u00e1pido e isso d\u00e1 um senso de espontaneidade. Quanto \u00e0 quest\u00e3o de soar fresco, sou afetado por tudo que ou\u00e7o e tento atirar em todas as dire\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E o que voc\u00ea tem ouvido ultimamente?<\/strong><br \/>\nEu tenho uma paleta muito ampla de coisas para ouvir, como Kendrick Lamar e jazz. Vivo h\u00e1 16 anos em Nova Orleans, e por l\u00e1 tenho prestado aten\u00e7\u00e3o especialmente em alguns trompetistas. E deixa eu ver, tem essa banda nova\u2026 Sword\u2026 N\u00e3o lembro bem o nome (nota: e acaba n\u00e3o lembrando mesmo). Escuto tamb\u00e9m bastante m\u00fasica country, e algumas coisas mais pop.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea falou em m\u00fasica pop, algo que sempre esteve na m\u00fasica do Soul Asylum. E na \u00e9poca de \u201cGrave Dancers Union\u201d voc\u00eas foram mais pop que nunca. Isso quer dizer que existem pessoas que v\u00e3o aos shows e s\u00f3 reconhecem as mesmas can\u00e7\u00f5es de sempre, para n\u00e3o falar de eventos em que voc\u00ea toca que acabam tendo apelo nost\u00e1lgico&#8230;<\/strong><br \/>\nDiria que isso \u00e9 ainda mais verdadeiro fora dos EUA, e admito que n\u00e3o sou muito f\u00e3 da nostalgia. De qualquer maneira, as pessoas respondem \u00e0s m\u00fasicas que elas conhecem, e gosto muito de olhar na cara delas quando vejo essa receptividade, essa alegria. Mas luto para me manter em progresso. No set que tocamos a noite passada teve coisa dos \u00faltimos 30 anos, sabe? \u00c9 o que gostamos de fazer, e \u00e9 como lido com isso. Podemos espalhar o material mais conhecido para manter a aten\u00e7\u00e3o e a\u00ed incluir coisas novas, ou coisas dos primeiros discos, que s\u00e3o realmente obscuras, e assim manter a aten\u00e7\u00e3o da plateia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Recentemente eu reli o livro \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/09\/10\/olhando-os-idolos-de-perto\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fama e Loucura<\/a>\u201d, do Neil Strauss, que traz algumas cenas de bastidores particularmente embara\u00e7osas da \u00e9poca do estouro da banda\u2026<\/strong><br \/>\nQual livro?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/09\/10\/olhando-os-idolos-de-perto\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fama e Loucura<\/a>\u201d, do Neil Strauss. Ele era um rep\u00f3rter que\u2026<\/strong><br \/>\nAh! Ele. Sei bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Era uma mat\u00e9ria para a Rolling Stone.<\/strong><br \/>\nSim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Neil conta de situa\u00e7\u00f5es bastante desconfort\u00e1veis, com voc\u00ea b\u00eabado e tentando se provar o tempo todo. Sei que \u00e9 um epis\u00f3dio que aconteceu h\u00e1 mais de 20 anos, mas queria saber como voc\u00ea olha para situa\u00e7\u00f5es do passado que podem ser meio pesadas.<\/strong><br \/>\nBem\u2026 eu nunca deveria ter dado uma entrevista para o Neil Strauss. Se eu pudesse voltar no passado, eu nunca teria concordado com a mat\u00e9ria de capa para a Rolling Stone. Ele j\u00e1 sabia o que ia escrever antes mesmo de nos entrevistar, queria apenas pegar declara\u00e7\u00f5es que encaixassem na vis\u00e3o dele. Ele nem tomava notas durante o per\u00edodo que ficou com a gente. Me senti trapaceado por Neil Strauss e n\u00e3o tenho interesse em nada que ele fa\u00e7a, por isso nunca tinha sequer ouvido falar desse livro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Entendo. Mas em um sentido mais amplo, como \u00e9 para voc\u00ea olhar para tr\u00e1s? S\u00e3o quase 40 anos, muita coisa passou, e queria saber se existe algum grande arrependimento ou algo de que voc\u00ea se orgulhe especialmente.<\/strong><br \/>\nEssa \u00e9 uma boa pergunta. A parte mais dif\u00edcil foi perder Karl Muller. Foi a coisa mais dif\u00edcil que j\u00e1 vivi. Ele era um grande amigo e um grande parceiro, a rela\u00e7\u00e3o que foi gerada entre n\u00f3s era muito especial e a perda dela foi algo que me custou muito aceitar e me adaptar. Quanto a algo que me orgulhe, bem, estou muito surpreso que eu ainda esteja vivo (risos). Tem sido uma estrada longa e ainda estou nela, sabe? A coisa era emocionante no come\u00e7o, desde subir no palco at\u00e9 gravar, e continua sendo, sabe? As pessoas ainda ouvem nossa m\u00fasica, isso nos permite viajar, podemos conhecer lugares, j\u00e1 tocamos na Casa Branca, (em 1994, na posse de Bill Clinton), no Jap\u00e3o, entende? Nessa vida, o yin e o yang os altos e baixos, podem ser bem extremos. Mas voc\u00ea tem que saber acompanhar o fluxo, e eu mesmo mantenho as expectativas muito baixas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/yxDAe9SMopo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NRtvqT_wMeY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/BHMsm5SeT_Y?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/03\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell. \u00c9 o respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o e curadoria dos \u00e1lbuns\u00a0\u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/05\/03\/download-um-grito-que-se-espalha-tributo-a-walter-franco-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Um Grito Que Se Espalha \u2013 Tributo a Walter Franco<\/a>\u201d,\u00a0\u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/02\/15\/download-gratuito-ouca-e-baixe-faixa-seis\/\">Faixa Seis<\/a>\u201d e \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/12\/07\/download-brasil-tambien-es-latino\/\">Brasil Tambien \u00c9s Latino<\/a>\u201d\u00a0 (artistas latinos gravando can\u00e7\u00f5es brasileiras),\u00a0\u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/07\/06\/download-tributo-a-alceu-valenca\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ainda H\u00e1 Cora\u00e7\u00e3o<\/a>\u201d (em tributo a Alceu Valen\u00e7a), \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/11\/24\/download-tributo-aos-paralamas-do-sucesso\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Caleidosc\u00f3pio<\/a>\u201d (em homenagem aos Paralamas do Sucesso) e\u00a0\u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/03\/17\/download-somos-todos-latinos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Somos Todos Latinos<\/a>\u201d (com 16 artistas independentes brasileiros regravando temas pop e rock dos pa\u00edses de idioma espanhol). A foto que abre o texto \u00e9 de James Hoch.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Dave Pirner soma quase 38 anos \u00e0 frente do Soul Asylum. E segue em frente. A pr\u00f3xima parada da banda \u00e9 S\u00e3o Paulo, onde eles se apresentam numa noite com L7, Pin Ups e Deb and The Mentals. &#8220;Estou muito surpreso que eu ainda esteja vivo&#8221;, avisa. \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/11\/29\/entrevista-soul-asylum\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":49334,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[3349],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49333"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49333"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49333\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49660,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49333\/revisions\/49660"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49334"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49333"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49333"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49333"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}