{"id":49323,"date":"2018-11-27T01:41:04","date_gmt":"2018-11-27T03:41:04","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=49323"},"modified":"2019-01-24T09:25:59","modified_gmt":"2019-01-24T11:25:59","slug":"conexao-latina-usted-senalemelo-argentina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/11\/27\/conexao-latina-usted-senalemelo-argentina\/","title":{"rendered":"Conex\u00e3o Latina: Usted Se\u00f1alemelo (Argentina)"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leonardo Vinhas<\/a>\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00ea conhece o cen\u00e1rio: banda jovem lan\u00e7a um primeiro disco bem recebido, passa por festivais, vira frisson na internet, faz um segundo disco mais ambicioso \u2013 e \u00e9 reconhecida em sua ambi\u00e7\u00e3o. Dali a ser saudada como \u201csalva\u00e7\u00e3o do rock\u201d, \u201ca \u00faltima banda que importa\u201d e quejandos \u00e9 menos que um pulo. Grosso modo, \u00e9 essa a trajet\u00f3ria da banda argentina Usted Se\u00f1alemelo (doravante tratada por \u201cUS\u201d), trio de Mendoza que lan\u00e7ou dois \u00e1lbuns, a estreia hom\u00f4nima (2015) e o sucessor, nada imaginativamente batizado de \u201cII\u201d (2017). Juan Saleg (voz e sintetizador), Lucca Beregui Petrich (bateria e programa\u00e7\u00f5es) e Gabi Orozco (guitarra e piano el\u00e9trico) s\u00e3o jovens, bonitos, tocam bem e comp\u00f5em melhor ainda. Nas entrevistas e nos palcos, mostram seguran\u00e7a, criatividade, profissionalismo e arrog\u00e2ncia em doses parelhas \u2013 a receita tanto para o grande sucesso como para um naufr\u00e1gio precoce.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Exatamente por isso \u00e9 singular a oportunidade de falar com eles, e v\u00ea-los ao vivo, neste momento. A banda passou pela primeira vez pelo Brasil em novembro de 2018, tocando no festival No Ar Coquetol Molotov (Recife) e na casa de shows Breve (S\u00e3o Paulo). Comento com a tour manager Tuti Petrich (m\u00e3e de Lucca) que essa \u00e9 uma rara chance de v\u00ea-los em um lugar pequeno. \u201cNa Argentina e no Chile isso j\u00e1 n\u00e3o acontece mais\u201d, me responde, entusiasmada, e uma apura\u00e7\u00e3o constata que isso \u00e9 verdade. Seus clipes t\u00eam visualiza\u00e7\u00f5es na casa dos seis d\u00edgitos (e o streaming do segundo \u00e1lbum no Youtube passa de um milh\u00e3o de usu\u00e1rios), j\u00e1 n\u00e3o tocam mais em clubes diminutos ou bares, e cada vez mais ocupam espa\u00e7o de destaque na programa\u00e7\u00e3o de festivais, seja no exterior (como o colombiano Estereo Picnic) ou em sua terra natal (tocaram no palco Garage do Cosqu\u00edn Rock em 2018, e em 2019 assumir\u00e3o o palco principal, junto a gente do naipe de El Mat\u00f3 a Un Polic\u00eda Motorizado, Babas\u00f3nicos e Los Espiritus).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A m\u00fasica da banda come\u00e7ou como um pop rock simples e bem tocado, e evoluiu para um pop grandioso e bem tocado, no qual o rock \u00e9 o elemento central. As refer\u00eancias mais imediatas est\u00e3o no rock argentino dos anos 80, especialmente Virus e (um tanto menos) Soda Stereo, filtradas pela \u00f3tica de quem ouviu tamb\u00e9m Tame Impala, hip hop, LCD Soundsystem e muitas outras coisas \u2013 mas nunca teve d\u00favidas quanto a soar pop. \u201cEles v\u00e3o ser maiores que o El Mat\u00f3\u201d, me assegurou um produtor argentino. \u201cO rock est\u00e1 vivo em Mendoza\u201d, categorizou outro produtor, esse brasileiro. A Noisey latina lascou \u201ccl\u00e1ssico moderno\u201d. Sempre d\u00e1 certo receio quando essas hip\u00e9rboles aparecem. Mas o Usted Se\u00f1alemelo entrega de acordo \u2013 tanto quando sobe no palco como em disco. E \u201cII\u201d tem cacife suficiente para ter agregado convidados do naipe de Javier Casalla (Bajofondo), Chico Trujillo (um dos maiores nomes do pop chileno) e os conterr\u00e2neos La Skandalosa Tripulaci\u00f3n.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">V\u00ea-los ao vivo na Breve \u2013 valente, por\u00e9m pequena casa de shows da Zona Oeste paulistana \u2013 foi, de fato, uma experi\u00eancia e tanto. Ensanduichados entre Jo\u00e3o Salazar e Terno-Rei, o US roubou a cena, tocando para um p\u00fablico de cerca de 60 pessoas como se estivessem em uma arena. A diferen\u00e7a na qualidade de seu som \u2013 tanto em aparelhagem como em execu\u00e7\u00e3o \u2013 em rela\u00e7\u00e3o aos seus companheiros de gig era gritante. Mais que isso: tomaram a noite para si, mesmo n\u00e3o sendo headliners, e conseguiram fazer chacoalharem os esqueletos do normalmente ensimesmado p\u00fablico indie. Foi um puta show. A idade e a experi\u00eancia me trazem o senso de rid\u00edculo, por isso n\u00e3o vou dizer que \u201cvi o futuro do rock\u201d ali. Mas certamente vi uma grande banda em forma\u00e7\u00e3o, e a tranquilidade e seguran\u00e7a com a qual manejavam esse crescimento me fez crer que ele s\u00f3 vai aumentar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dias antes, conversei com Lucca Petrich por telefone, nos intervalos de um ensaio da banda, poucos dias antes de embarcar para a diminuta turn\u00ea brasileira. Foi a primeira \u2013 e talvez seja a \u00fanica \u2013 vez em que entrevistei um m\u00fasico com menos de 25 anos que j\u00e1 tem mais de 10 anos de carreira. E das raras vezes que falei com um m\u00fasico que fala com seguran\u00e7a sobre as qualidades de sua m\u00fasica sem que isso seja (ou soe como) bravata.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/J_XJ39nwK5E?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pensem em um cidad\u00e3o hipot\u00e9tico que n\u00e3o apenas nunca escutou Usted Se\u00f1alemelo, mas tamb\u00e9m n\u00e3o conhece quase nada de rock argentino. Como voc\u00ea apresentaria a banda para esse cara?<\/strong><br \/>\nBom, o som do US, me parece, representa bastante nossa gera\u00e7\u00e3o, esse mil\u00eanio, as pessoas da nossa idade. Mas tamb\u00e9m representa certa melancolia que apela \u00e0s pessoas mais velhas, que viveu a d\u00e9cada de 80 e de 90 no rock. Me parece que para algu\u00e9m que n\u00e3o escutou nada do rock nacional (argentino), eu diria que a banda \u00e9 um resumo de tudo que foi a hist\u00f3ria do rock na Argentina com um pouco de modernidade e com um pouco de nossa cara pr\u00f3pria, nossa identidade. Basicamente \u00e9 rock, com um monte de outros estilos misturados, como o folclore do nosso pa\u00eds, o jazz, a eletr\u00f4nica, o pop. \u00c9 isso, algo bastante completo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quando a imprensa escreve sobre voc\u00eas, sempre citam as influ\u00eancias de Virus e Soda Stereo. Ainda assim, existem outras influ\u00eancias mais contempor\u00e2neas, como voc\u00ea disse, e n\u00e3o s\u00f3 da Argentina. O que voc\u00eas t\u00eam em comum com esses referentes, em minha opini\u00e3o, \u00e9 uma concis\u00e3o e um senso pop que permitem que as can\u00e7\u00f5es sejam acess\u00edveis sem serem banais. Concorda?<\/strong><br \/>\nPois \u00e9, como eu disse, acredito que existe muita gente que tende a ocupar o vazio que bandas como Virus, Soda, Los Abuelos de La Nada e outras deixaram. E n\u00f3s somos o que as pessoas procuram para dizer: \u201cIsso \u00e9 como na \u00e9poca do Soda!\u201d, ou \u201cIsso \u00e9 como na \u00e9poca do Virus\u201d. E a verdade \u00e9 que crescemos com essa m\u00fasica, mas elas n\u00e3o s\u00e3o nossas \u00fanicas influ\u00eancias. Escut\u00e1vamos m\u00fasica o tempo todo, e hoje a globaliza\u00e7\u00e3o nos permite escutar m\u00fasicas de outros pa\u00edses, com outros instrumentos e outros idiomas que nem conhecemos, e tentamos condimentar a ess\u00eancia do rock nacional \u2013 que temos como banda \u2013 com muitos objetos e quest\u00f5es que v\u00e3o aparecendo por essa coisa que \u00e9 a internet, e que nos permite sermos influenciados por um mont\u00e3o de coisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas est\u00e3o em ascens\u00e3o, e com isso v\u00eam os elogios \u00e0s vezes exagerados, que colocam press\u00e3o sobre a banda e alimenta os v\u00edcios dos egos. Como voc\u00eas fazem para separar o hype do real reconhecimento pelo seu trabalho?<\/strong><br \/>\nA verdade \u00e9 que o crescimento da banda foi muito r\u00e1pido mesmo. Desde que lan\u00e7amos o primeiro disco, temos claro para n\u00f3s que queremos fazer m\u00fasica e viver disso. Queremos levar nossa arte \u00e0s pessoas. V\u00eam \u00e0s compara\u00e7\u00f5es com outras bandas, como El Mat\u00f3 \u2013 que agora a pouco, em seu quinto disco, come\u00e7ou a se firmar em n\u00edvel nacional e internacional. N\u00f3s, com nosso segundo disco, j\u00e1 chegamos no Brasil e fizemos uma turn\u00ea muito extensa pela Am\u00e9rica Latina nesse ano, e muitas plateias j\u00e1 nos conheciam. Isso \u00e9 produto tamb\u00e9m dessa caracter\u00edstica da internet que te falei, ela foi um fator muito importante para n\u00f3s, porque as pessoas da nossa gera\u00e7\u00e3o chegam \u00e0 m\u00fasica pelo Spotify, pelo Youtube. Ent\u00e3o, tamb\u00e9m foi uma conjun\u00e7\u00e3o de muitas coisas, n\u00e3o s\u00f3 da m\u00fasica. N\u00f3s, que somos t\u00e3o jovens \u2013 estamos entre 22 e 23 anos \u2013 podemos chegar a essas pessoas de outra maneira, uma que bandas com integrantes de 35 ou 40 anos n\u00e3o conseguem, porque n\u00e3o est\u00e3o no mesmo movimento que n\u00f3s, pelo simples fato de que s\u00e3o de outra gera\u00e7\u00e3o. E n\u00f3s mesmos temos bandas amigas que s\u00e3o de gente mais nova e que nos ensinam muitas coisas. Estamos envelhecendo, e estamos aprendendo enquanto vamos crescendo. Ent\u00e3o voc\u00ea vai naturalizando isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No \u00e1lbum \u201cII\u201d, os arranjos ficaram mais ambiciosos, mais ricos, houve muitos convidados\u2026 J\u00e1 tinham em mente que o disco seria assim, quando come\u00e7aram a compor?<\/strong><br \/>\nSim, desde o come\u00e7o sab\u00edamos que quer\u00edamos aumentar a instrumenta\u00e7\u00e3o. Muitos sintetizadores, caixas de ritmos, pessoas que tocassem outros instrumentos, e a\u00ed havia quem fizesse um arranjo de flauta, de trompete, de trombone\u2026 Tivemos a oportunidade de colocar um quarteto de cordas, de chamar Javi Casallas, e por sorte todos os que foram chamados a vir se animaram e ficou, como voc\u00ea disse, um disco super ambicioso. Mas n\u00e3o porque quer\u00edamos que fosse assim, mas porque quer\u00edamos espremer mais. O primeiro disco teve uma instrumenta\u00e7\u00e3o muito limitada, de baixo, guitarra e bateria. No segundo, nossa cabe\u00e7a j\u00e1 tinha mudado muito e quer\u00edamos fazer outras coisas. E bem, no terceiro certamente teremos muit\u00edssimo mais, nos arranjos, nos instrumentos. Gostamos de brincar com novas sonoridades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quem ficou respons\u00e1vel por comandar a grava\u00e7\u00e3o do \u201cII\u201d foi voc\u00ea. Como come\u00e7ou tua rela\u00e7\u00e3o com o est\u00fadio, essa vontade de estar atr\u00e1s da mesa de som?<\/strong><br \/>\nO est\u00fadio Fader, onde fizemos os dois discos, \u00e9 do meu pai (Carli Bergueri). Eu e meu irm\u00e3o (Bruno Begueri Petrich, da banda Perras On The Beach) crescemos ali, rodeados por mesas, microfones, instrumentos. O primeiro disco fizemos com meu pai, porque n\u00e3o t\u00ednhamos experi\u00eancia, \u00e9ramos muito amadores no sentido que nunca hav\u00edamos entrado ali como banda para gravar um disco. No segundo j\u00e1 tivemos um crescimento, aprendemos muitas coisas, e ao mesmo tempo meu pai foi para os EUA. Fiquei com o est\u00fadio para mim, grav\u00e1vamos de noite, quando quer\u00edamos, experimentamos muito, e por isso que foi poss\u00edvel ter uma identidade t\u00e3o diferente do primeiro disco. E eu adoro poder gravar, tocar, mixar, todos os tr\u00eas juntos, e assim vamos aprendendo mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>D\u00e1 para notar que a m\u00fasica de voc\u00eas t\u00eam maturidade. Tiveram outras bandas antes de formar a US?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o. Essa \u00e9 a primeira banda que tivemos, e provavelmente ser\u00e1 a \u00fanica que teremos (risos). Quando eu era crian\u00e7a eu tinha uma banda, mas eu tinha 7 ou 8 anos, n\u00e3o se compara ao n\u00edvel de profissionalismo que temos com o US. \u00c9 o \u00fanico projeto no qual estamos desde garotos e que sentimos ser pr\u00f3prio, nos sentimos livres para fazer o que queremos e encontramos nossa forma de trabalhar. Militamos muito no underground de Mendoza, tocamos muito, mas sempre com Usted Se\u00f1alemelo. Obviamente, h\u00e1 dez anos, eu tinha doze anos, e n\u00e3o era a mesma coisa que agora. Mas sempre estivemos nos festivais de Mendoza, tocando com bandas daqui, viajando, e a\u00ed fomos crescendo para essa exposi\u00e7\u00e3o em n\u00edvel nacional e internacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas s\u00e3o de uma gera\u00e7\u00e3o que come\u00e7ou a ir a shows j\u00e1 ap\u00f3s a trag\u00e9dia de Croma\u00f1on (ocorrida em dezembro de 2004, quando um inc\u00eandio durante um show da banda Callejeros deixou 194 mortos e centenas de feridos em Buenos Aires). V\u00e1rios lugares fecharam suas portas em consequ\u00eancia, e j\u00e1 havia menos lugares para bandas novas tocarem. Como \u00e9 para voc\u00eas viver sob a sombra dessa trag\u00e9dia?<\/strong><br \/>\nBah, quando aconteceu esse lance de Croma\u00f1on, foi um golpe! Eu era bem pequeno, mas lembro que meu pai estava bem preocupado, porque eu j\u00e1 estava na m\u00fasica. Ele tinha se dado conta que havia muitos shows em que aconteciam coisas, em que n\u00e3o havia controle da situa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o havia ocorrido nenhuma trag\u00e9dia at\u00e9 ent\u00e3o, mas ele acreditava, e eu tamb\u00e9m acredito, que serviu para mudar algumas coisas que precisavam ser mudadas. Claro, teve o lado pesado, que foi o fechamento de muitos lugares, ficou muito mais complicado arrumar um lugar para tocar. Por um lado, isso \u00e9 bom, porque quem sai para tocar quer fazer isso em um lugar seguro, por\u00e9m isso complicou porque as op\u00e7\u00f5es diminu\u00edram mesmo. Aqui em Mendoza, por exemplo, n\u00e3o tem muitos lugares para tocar, s\u00f3 dois ou tr\u00eas, e s\u00e3o sempre os mesmos, os acertos s\u00e3o ruins\u2026 A\u00ed isso levou a gente a criar nossas pr\u00f3prias alternativas: tocar em casa, em festas de amigos, coisas assim, e n\u00e3o em lugares que eram espec\u00edficos para isso, como o Niceto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Minha \u00faltima pergunta \u00e9 sobre algo que envolve essa quest\u00e3o geracional que voc\u00ea j\u00e1 mencionou algumas vezes. Um amigo veterano sempre me diz que \u201choje as bandas competem com Netflix, com as redes sociais e at\u00e9 com a vontade de ficar em casa\u201d. Est\u00e1 de acordo? E o que oferece um show do Usted Se\u00f1alemelo para fazer esse povo pregui\u00e7oso sair de suas casas?<\/strong><br \/>\nIsso \u00e9 bastante real. \u00c9 dif\u00edcil fazer com que as pessoas saiam de suas casas e paguem uma entrada para ver algu\u00e9m tocar. Somos bem conscientes disso. Ent\u00e3o acho que o \u00fanico que temos para dizer sobre isso \u00e9 que Netflix e as redes sociais estar\u00e3o a\u00ed por toda a vida, e que n\u00f3s, por exemplo, s\u00f3 estivemos no Brasil dessa vez. Esperamos voltar, mas n\u00e3o sabemos quando vamos voltar. Queremos mostrar o que est\u00e1 passando em nossa cena em Mendoza e tamb\u00e9m em nosso pa\u00eds em n\u00edvel nacional. Mostrar isso em um pa\u00eds como o Brasil, que tem uma cultura muito rica no que tange ao art\u00edstico, e estamos muito contentes de poder aportar um pouco para a cena da\u00ed e conhecer artistas da\u00ed. Tamb\u00e9m queremos ir pelo idioma, para ajudar a terminar com esse lament\u00e1vel preconceito que est\u00e1 no mundo todo hoje. As pessoas escutam m\u00fasicas em ingl\u00eas, mas um brasileiro n\u00e3o escuta m\u00fasica em castelhano e talvez um argentino n\u00e3o escute tanta m\u00fasica em portugu\u00eas. Queremos ajudar a derrubar essa barreira, e tomara que nossa m\u00fasica colabore para isso.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Tz7gc2X8Pkw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/T_KY20Ti5lE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/OmdXW9gnYU4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/03\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell. \u00c9 o respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o e curadoria dos \u00e1lbuns\u00a0\u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/05\/03\/download-um-grito-que-se-espalha-tributo-a-walter-franco-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Um Grito Que Se Espalha \u2013 Tributo a Walter Franco<\/a>\u201d,\u00a0\u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/02\/15\/download-gratuito-ouca-e-baixe-faixa-seis\/\">Faixa Seis<\/a>\u201d e \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/12\/07\/download-brasil-tambien-es-latino\/\">Brasil Tambien \u00c9s Latino<\/a>\u201d\u00a0 (artistas latinos gravando can\u00e7\u00f5es brasileiras),\u00a0\u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/07\/06\/download-tributo-a-alceu-valenca\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ainda H\u00e1 Cora\u00e7\u00e3o<\/a>\u201d (em tributo a Alceu Valen\u00e7a), \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/11\/24\/download-tributo-aos-paralamas-do-sucesso\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Caleidosc\u00f3pio<\/a>\u201d (em homenagem aos Paralamas do Sucesso) e\u00a0\u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/03\/17\/download-somos-todos-latinos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Somos Todos Latinos<\/a>\u201d (com 16 artistas independentes brasileiros regravando temas pop e rock dos pa\u00edses de idioma espanhol).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Juan Saleg, Lucca Petrich e Gabi Orozco s\u00e3o jovens, bonitos, tocam bem e comp\u00f5em melhor ainda. 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E, dizem, s\u00e3o o futuro do rock argentino.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/11\/27\/conexao-latina-usted-senalemelo-argentina\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":49324,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[45,3250],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49323"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49323"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49323\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49325,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49323\/revisions\/49325"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49324"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49323"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49323"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49323"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}