{"id":49204,"date":"2018-11-12T10:21:13","date_gmt":"2018-11-12T12:21:13","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=49204"},"modified":"2018-12-14T15:44:36","modified_gmt":"2018-12-14T17:44:36","slug":"scream-yell-recomenda-poty","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/11\/12\/scream-yell-recomenda-poty\/","title":{"rendered":"Scream &#038; Yell recomenda: Poty"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Renan Guerra<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/poty.b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Poty<\/a> lan\u00e7ou em junho deste ano \u201cPercep\u00e7\u00e3o\u201d, seu disco de estreia. Sem alardes, o m\u00fasico e compositor ga\u00facho apresenta um dos trabalhos mais interessantes e instigantes de 2018. Entre o rock, o folk e outras psicodelias, Poty cria can\u00e7\u00f5es misteriosas, que pedem a aten\u00e7\u00e3o do ouvinte para a sua poesia quebradi\u00e7a e hipn\u00f3tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois do impacto causado por seu disco, era hora de tentar entender um pouco sobre o artista por tr\u00e1s da obra. Ga\u00facho de Jaguar\u00e3o, na fronteira do Brasil com o Uruguai, Poty teve seu disco produzido por Ian Ramil e Guilherme Cero. Criando ao lado de seus pares geracionais no Sul, o artista integra de forma s\u00f3lida uma cena que parece cada vez mais deixar de lado os maneirismos que faziam parte do que se chamava de \u201crock ga\u00facho\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPercep\u00e7\u00e3o\u201d, lan\u00e7ado pela <a href=\"http:\/\/escapularecords.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Esc\u00e1pula Records<\/a>, \u00e9 um disco a ser descoberto e desvendado, por isso mesmo conversamos com Poty, via e-mail, para tentar montar esse quebra-cabe\u00e7a e assim podermos mergulhar mais fundo em seu universo. D\u00ea play no disco e leia o bate-papo abaixo:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/T0PhFq6see4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para come\u00e7ar, logo de cara, quem \u00e9 Poty? Voc\u00ea \u00e9 quase inexistente na internet, por isso queremos conhecer um pouco sobre a sua carreira musical at\u00e9 chegar nesse disco de estreia.<\/strong><br \/>\nSou cantor e compositor. Nasci em Jaguar\u00e3o, na fronteira do RS com o Uruguai, mas morei praticamente a vida toda em Porto Alegre. Comecei a compor com 15 anos, ainda na \u00e9poca do col\u00e9gio. Toquei em alguns projetos nos quais j\u00e1 colocava minhas composi\u00e7\u00f5es no per\u00edodo em que trocava de cursos na faculdade. H\u00e1 mais ou menos sete anos decidi firmar o p\u00e9 profissionalmente na m\u00fasica, mais ou menos na \u00e9poca em que se criou um coletivo de compositores aqui em Porto Alegre chamado &#8220;ESCUTA &#8211; O Som do Compositor&#8221;, onde conheci diversos compositores da nova gera\u00e7\u00e3o daqui, como o Ian e o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/08\/22\/tres-perguntas-thiago-ramil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Thiago Ramil<\/a>. Nesse per\u00edodo lancei um single\/clipe da m\u00fasica &#8220;Fugas de Setembro&#8221;, um EP chamado \u201cCasa\u201d e agora o \u201cPercep\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falando diretamente sobre o &#8220;Percep\u00e7\u00e3o&#8221;, esse disco foi produzido ao lado de Guilherme Ceron e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/06\/26\/estreia-de-ian-ramil-surpreende\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ian Ramil<\/a>. Como se deu esse processo de cria\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nO Ceron e o Ian produziram o EP \u201cCasa\u201d. Essa foi a nossa primeira experi\u00eancia trabalhando juntos. O EP foi gravado ao vivo, e n\u00f3s gostamos tanto do processo e do resultado que assim que terminamos ele j\u00e1 firmamos a vontade de dar sequ\u00eancia com um \u00e1lbum. O disco novo foi gravado ao vivo tamb\u00e9m, com a diferen\u00e7a de que fizemos uma pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o mais demorada e uma p\u00f3s mais elaborada, gravando mais elementos e participa\u00e7\u00f5es. A banda que gravou o \u201cPercep\u00e7\u00e3o\u201d j\u00e1 vinha me acompanhando h\u00e1 mais de um ano, ent\u00e3o o processo se deu de forma bastante natural. A banda base foi Bruno Neves na bateria, Lorenzo Flach na guitarra e o Ceron no baixo. Gravamos o disco no est\u00fadio da Pedra Redonda, do nosso amigo e m\u00fasico\/engenheiro de som Wagner Lagemann. Eu, o Ian e o Ceron escolhemos juntos as m\u00fasicas que levar\u00edamos pra pr\u00e9 e l\u00e1, j\u00e1 tocando elas, fizemos os cortes e adi\u00e7\u00f5es finais. Terminamos a mixagem conjuntamente tamb\u00e9m e mandamos pro Lisciel Franco fazer a master no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea \u00e9 de Jaguar\u00e3o (eu sou do RS tamb\u00e9m e sei o quanto isso fica distante), ent\u00e3o queria saber como esse espa\u00e7o geogr\u00e1fico influi ou influiu na sua produ\u00e7\u00e3o musical, tanto nas coisas pr\u00e1ticas quanto nas quest\u00f5es po\u00e9ticas.<\/strong><br \/>\nN\u00e3o tem como escapar da influ\u00eancia do teu ambiente. Aqui tem a dist\u00e2ncia dos grandes centros do pa\u00eds, tem o clima diferente, tem a proximidade com o Uruguai e Argentina. O folclore local tamb\u00e9m \u00e9 muito forte. Tudo isso acaba se infiltrando nos trabalhos de quem \u00e9 daqui, talvez at\u00e9 mais de forma inconsciente do que consciente, no meu caso. Na pr\u00e1tica, a dificuldade de chegar nos grandes centros \u00e9 grande. Realmente estamos longe aqui, mesmo com a internet pra conectar de alguma forma. Mas acho que isso tamb\u00e9m \u00e9 processo, \u00e9 tempo. Tem uma cena aqui ganhando cada vez mais for\u00e7a com os novos trabalhos que est\u00e3o sendo lan\u00e7ados. Esse ano foram muitos. S\u00f3 a Esc\u00e1pula Records, selo pelo qual lan\u00e7amos o disco, teve v\u00e1rios lan\u00e7amentos. Thiago Ramil, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/09\/26\/auto-entrevista-musa-hibrida\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Musa H\u00edbrida<\/a>, Alpargatos, Juliano Guerra. Amigos de outros selos tamb\u00e9m lan\u00e7aram, como o Jo\u00e3o Salazar que lan\u00e7ou o primeiro disco dele pela Tronco. <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/06\/28\/entrevista-dingo-bells-2018\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Dingo Bells<\/a> lan\u00e7ou disco novo esse ano tamb\u00e9m. Tem sido um ano de muita produ\u00e7\u00e3o de coisa nova aqui no sul.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea falou em troca de cursos na faculdade: por quais cursos voc\u00ea passou? Atualmente voc\u00ea trabalha exclusivamente com m\u00fasica? Como funciona esse mercado para voc\u00ea no Rio Grande do Sul?<\/strong><br \/>\nPassei pela engenharia civil em seguida que sa\u00ed do col\u00e9gio. Parei no meio e fui pra Letras, com \u00eanfase em tradu\u00e7\u00e3o do ingl\u00eas, mas tamb\u00e9m n\u00e3o terminei, pois decidi investir meu tempo e energia na m\u00fasica. O mercado pra m\u00fasica independente aqui \u00e9 bem complicado. Mas, como eu disse antes, acredito que com tempo e constru\u00e7\u00e3o de uma nova cena isso deve melhorar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Apesar de todos esses trabalhos vindos do sul, percebo seu disco meio deslocado deles, como que num universo muito pr\u00f3prio e pessoal &#8211; h\u00e1 ecos dos anos 70 e outras coisas, mas nada subserviente. Havia alguma sonoridade inicial que voc\u00ea havia pensado para o &#8220;Percep\u00e7\u00e3o&#8221;? Quais suas influ\u00eancias para chegar nesse resultado?<\/strong><br \/>\nA constru\u00e7\u00e3o consciente das minhas influ\u00eancias parte dos Beatles. Mas n\u00e3o imaginei uma sonoridade espec\u00edfica pro disco. A ideia sempre foi deixar acontecer. Fazer a conex\u00e3o entre as minhas composi\u00e7\u00f5es, as ideias dos produtores e o trabalho de arranjos da banda. Acho que a personalidade do disco vem da uni\u00e3o desses elementos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As composi\u00e7\u00f5es que constroem o &#8220;Percep\u00e7\u00e3o&#8221; n\u00e3o s\u00e3o simples ou \u00f3bvias. Como \u00e9 seu processo de cria\u00e7\u00e3o? Voc\u00ea produziu especialmente para esse disco de forma fechada ou aqui temos um emaranhado de can\u00e7\u00f5es de toda sua trajet\u00f3ria?<\/strong><br \/>\nTudo parte do instinto. Depois vem a parte consciente da composi\u00e7\u00e3o. Eu procuro palavras que deem sentido e musicalidade ao mesmo tempo. E no contexto geral provocar reflex\u00e3o. O \u201cPercep\u00e7\u00e3o\u201d tem m\u00fasicas mais antigas e outras mais novas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>De todo modo, sinto que no sentido das can\u00e7\u00f5es h\u00e1 algo meio oculto, parece algo meio m\u00edstico, que vamos descobrindo aos poucos &#8211; dif\u00edcil explicar. Voc\u00ea entende isso que eu quero dizer? \u00c9 como se voc\u00ea constru\u00edsse as can\u00e7\u00f5es de forma a deix\u00e1-las mais misteriosas, quebradi\u00e7as, a serem desvendadas.<\/strong><br \/>\nEntendo sim. Esse efeito de provocar a descoberta da m\u00fasica aos poucos \u00e9 algo que me agrada. \u00c0s vezes eu parto de uma experiencia pessoal pra depois expandir ela pra ideias mais globais. Nessa constru\u00e7\u00e3o acontece de aparecer a subjetividade de um processo de reflex\u00e3o. E, como tu mesmo disse, nem sempre a gente consegue explicar exatamente o que sente. Eu acho importante comunicar bem as ideias e ao mesmo tempo acredito que a poesia pode provocar v\u00e1rias intui\u00e7\u00f5es e interpreta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea cita os Beatles como uma influ\u00eancia primordial. Quais outros artistas influenciam seu trabalho? Desde m\u00fasicos at\u00e9 outras \u00e1reas.<\/strong><br \/>\nElectric Light Orchestra, Pink Floyd, Radiohead. Mais recentemente Dirty Projectors e Fiona Apple. Cl\u00e1ssicos do folk como Dylan, Neil Young, Joni Mitchell, The Band me influenciam bastante tamb\u00e9m. Cantores como Frank Sinatra e Fred Mercury. Isso de fora. Aqui gosto muito de Chico, Caetano, Tom, Vinicius, Milton. Coisas que ou\u00e7o desde crian\u00e7a, pois meu pai gosta muito. Mutantes e Secos e Molhados tamb\u00e9m. Pra resumir (haha). Os filmes do Charlie Kaufman me tocam muito. \u00d3timas trilhas sonoras. Jon Brion faz trilhas maravilhosas. Gosto de ler Dostoi\u00e9vski, Kurt Vonnegut. S\u00e3o leituras que me instigam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Precisamos falar sobre a capa do disco: fiquei um bom tempo acreditando que seu olho era como na capa! A foto \u00e9 do N\u00edcolas Alexandrini e o conceito visual \u00e9 do Jo\u00e3o Salazar (que tamb\u00e9m fez a foto que abre esse texto), por\u00e9m pergunto: quais eram as inten\u00e7\u00f5es com essa arte?<\/strong><br \/>\nA inten\u00e7\u00e3o era n\u00e3o ser comum. O Ceron veio com a ideia, isso antes de o disco ter nome. Conversamos muito sobre o significado e o que quer\u00edamos passar com a capa. Eu queria que fosse algo mais que uma capa &#8220;\u00f3bvia&#8221;. Quando defini que essa seria a ideia da capa o nome se definiu junto. N\u00e3o poderia ser outro. E conectou tudo. Capa, nome, m\u00fasicas. Mexer com a percep\u00e7\u00e3o. Chamei o N\u00edcolas pra fazer as fotos e o Jo\u00e3o Salazar pra fazer o encarte. S\u00e3o dois amigos que conheci atrav\u00e9s do Lorenzo, que gravou as guitarras do disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais s\u00e3o seus planos, inten\u00e7\u00f5es e perspectivas agora que o &#8220;Percep\u00e7\u00e3o&#8221; j\u00e1 est\u00e1 no mundo? Pretende levar seus shows para outros estados?<\/strong><br \/>\nNesse momento minha inten\u00e7\u00e3o \u00e9 tocar e divulgar o disco. Esse ano tenho feito uma boa quantidade de shows aqui no Rio Grande do Sul (alguns com o projeto que tenho com outros tr\u00eas compositores chamado &#8216;Ort\u00e1cio, Borghetti, Salazar &amp; Poty&#8217; &#8211; OBS&amp;P). Procurar e desenvolver caminhos pra chegar no p\u00fablico e contribuir pra cena local. Quero muito tocar em outros estados agora que lancei o disco. Pretendo viabilizar algo nesse sentido em 2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Esse projeto Ort\u00e1cio, Borghetti, Salazar &amp; Poty funciona para que voc\u00eas apresentem os repert\u00f3rios pr\u00f3prios de forma coletiva, \u00e9 isso? Fale mais um pouco sobre o conceito por tr\u00e1s desse encontro e quais as possibilidades de continuidade desse projeto.<\/strong><br \/>\nA ideia central desse projeto \u00e9 aumentar as nossas possibilidades de circula\u00e7\u00e3o pra fora de Porto Alegre e levar nossos trabalhos individuais a mais lugares e a p\u00fablicos novos. Como artistas solos \u00e9 bem complicado levar um show pra fora, principalmente pelos custos envolvidos. Essa jun\u00e7\u00e3o tem caracter\u00edsticas de banda, sem ser uma banda. Dividimos os custos e somos a banda um do outro. Mas, ao mesmo tempo, mantemos o protagonismo de cada um e as individualidades dos trabalhos. Naturalmente, nos mais ou menos seis meses de exist\u00eancia do projeto, come\u00e7amos a compor can\u00e7\u00f5es novas juntos. Estamos deixando as coisas tomarem um caminho natural, sem for\u00e7ar nada. J\u00e1 fizemos duas turn\u00eas pelo interior aqui do Estado, recebemos o convite e tocamos no Sofar Sounds Porto Alegre e fomos chamados pra tocar no Morrostock, um festival bem tradicional que acontece em Santa Maria, em dezembro. E estamos gravando a nossa primeira composi\u00e7\u00e3o conjunta, que vai ser lan\u00e7ada com clipe, mas ainda sem previs\u00e3o.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/DvxGxw-t7N4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/udNnYzVh3rI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/qe4K2CJ2PfA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista e colabora com o site\u00a0<a href=\"http:\/\/www.aescotilha.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">A Escotilha<\/a>. Escreve para o Scream &amp; Yell desde 2014.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Poty lan\u00e7ou em junho deste ano \u201cPercep\u00e7\u00e3o\u201d, seu disco de estreia. 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