{"id":49131,"date":"2018-11-02T18:00:25","date_gmt":"2018-11-02T21:00:25","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=49131"},"modified":"2022-08-09T12:56:33","modified_gmt":"2022-08-09T15:56:33","slug":"entrevista-max-cavalera-fala-sobre-o-album-arise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/11\/02\/entrevista-max-cavalera-fala-sobre-o-album-arise\/","title":{"rendered":"Entrevista: Max Cavalera fala sobre o \u00e1lbum &#8220;Arise&#8221;"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100001755294131\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Homero Pivotto Jr.<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se \u201cBeneath the Remains\u201d (1989) fez o Sepultura ganhar a visibilidade internacional que merecia dentro do cen\u00e1rio met\u00e1lico, seu sucessor, \u201cArise\u201d (1991), permitiu a banda mineira insurgir-se de vez como grande nome do som pesado mundial. N\u00e3o era para menos, j\u00e1 que pela primeira vez o quarteto teve \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o uma estrutura adequada para materializar seu potencial matador: um est\u00fadio gringo (o Morrisound, capitaneado pelo ent\u00e3o grande nome da produ\u00e7\u00e3o de m\u00fasica extrema Scott Burns), tempo e vontade de detonar a porra toda. O resultado foi um trabalho menos acelerado que os anteriores, mas carregado de riffs poderosos, batidas precisas e um groove cativante como em nenhum outro registro da discografia at\u00e9 aquele momento. Sob esse cerco criativo de peso musical estava o vocalista Max Cavalera, um dos destaques do \u00e1lbum com seus gritos desesperados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cArise\u201d \u00e9 thrash, mas n\u00e3o apenas isso. Usa elementos do death, do hardcore e at\u00e9 do industrial \u2014 al\u00e9m de refer\u00eancias tribais que mais adiante ganhariam destaque na obra do Sepultura \u2014 para apresentar um grupo sem medo de experimentar com suas influ\u00eancias. Talvez por isso o disco seja atemporal e tenha for\u00e7a para incitar os irm\u00e3os Cavalera a fazerem uma turn\u00ea sul-americana celebrando seu lan\u00e7amento e do seu antecessor. \u201cO lance da nostalgia \u00e9 muito forte. \u00c9 o tipo de situa\u00e7\u00e3o em que voc\u00ea e o p\u00fablico viram uma coisa s\u00f3. A gente meio que esquece a hist\u00f3ria de que a banda rompeu, que teve as tretas. \u00c9 o momento em que nada disso importa, o que vale \u00e9 a m\u00fasica que estamos tocando\u201d, conta Max, um rockeiro de 49 anos \u2014 mas com alma de 15, segundo o pr\u00f3prio \u2014, que n\u00e3o abre m\u00e3o das camisas pretas e de ressaltar suas influ\u00eancias, e que sabe aproveitar a nostalgia que lhe \u00e9 de direito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00e1lbum \u201cArise\u201d foi o quarto disco do Sepultura. Lan\u00e7ado mundialmente no dia 20 de Mar\u00e7o de 1991 pela Roadrunner Records, o \u00e1lbum foi seguido de uma extensa turn\u00ea que passou por 39 pa\u00edses (entre 1991 e 1992) e somou 220 shows. B\u00edblias do metal como as revistas Hard Rock, Kerrang! e Metal Forces derramaram-se em elogios com o disco que trouxe a primeira certifica\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria para a banda: \u201cArise\u201d foi disco de ouro na Indon\u00e9sia! Ao final da tour, o \u00e1lbum j\u00e1 era disco de platina pelas vendas de mais de 1 milh\u00e3o de c\u00f3pias realizadas em todo mundo. Max relembra: \u201cCome\u00e7amos a pesquisar e vimos que thrash metal n\u00e3o precisava ser r\u00e1pido o tempo todo. O lance de incluir groove junto deixa ainda mais legal. Tanto que uma das paradinhas mais legais que j\u00e1 fizemos at\u00e9 hoje \u00e9 aquela de \u201cDead Embryonic Cells\u201d. Quando toca n\u00e3o tem jeito de ficar parado\u201d. Leia abaixo o papo na integra!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">=&gt; <strong><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/10\/29\/entrevista-iggor-cavalera\/\" rel=\"noopener\">Iggor Cavalera fala sobre o \u00e1lbum \u201cBeneath the Remains\u201d aqui<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-49380 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/arise.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/arise.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/arise-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/arise-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Analisando hoje, parece que existe uma conex\u00e3o entre os t\u00edtulos \u201cBeneath the Remains\u201d (1989) e \u201cArise\u201d (1991). Tipo: passa a ideia de um grupo que brota dos escombros do terceiro mundo para se insurgir contra o que for preciso na busca de um sonho. Isso foi intencional?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o foi intencional, foi meio que um acidente o nome dos discos um responder ao outro. Primeiro saiu o \u201cBeneath the Remains\u201d (Debaixo dos Escombros), depois veio o \u201cArise\u201d (Para Cima, em tradu\u00e7\u00e3o livre). Ficou legal a mistura dessas duas ideias juntas. At\u00e9 por isso que a gente resolveu fazer a tour agora que \u00e9 dos dois \u00e1lbuns juntos. Vamos voltar \u00e0 \u00e9poca de 1989 a 1991 e misturar as melhores m\u00fasicas desses dois registros para tocar ao vivo. O lance que rolou entre o \u201cBeneath the Remains\u201d e o \u201cArise\u201d foi um acidente meio que perfeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma caracter\u00edstica bacana do Sepultura \u2014 ou melhor, do seu trabalho, para al\u00e9m da antiga banda \u2014 \u00e9 que sempre rolaram refer\u00eancias\/homenagens \u00e0 artistas que serviram de inspira\u00e7\u00e3o, seja na sonoridade, nas letras ou at\u00e9 nas roupas. Nesse caso, por exemplo, \u201cArise\u201d \u00e9 tamb\u00e9m o nome do primeiro trampo do Amebix. Essa rela\u00e7\u00e3o existe mesmo? E por que sempre tentar mostrar que as influ\u00eancias existem e que s\u00e3o fundamentais para a constru\u00e7\u00e3o de uma identidade pr\u00f3pria?<\/strong><br \/>\nA gente sempre curtiu o lance da influ\u00eancia e de usar as coisas das bandas que a gente gosta. At\u00e9 hoje eu sou assim: tenho 49 anos, mas a minha alma \u00e9 de 15 anos (risos). Eu sigo com as camisas das bandas que eu gosto, que eu quero divulgar, com a jaqueta cheia de bottons e de patches. E tem o lance da influ\u00eancia de nomes de discos tamb\u00e9m, at\u00e9 hoje. Para o novo do Soulfly, que se chama \u201cRitual\u201d, a ideia veio do \u201cRitual de lo Habitual\u201d, do Jane\u2019s Addiction. Tem refer\u00eancia que nem \u00e9 do metal e que gente pega emprestado de outros estilos de m\u00fasica. O pr\u00f3prio \u201cRoots\u201d, por exemplo. Lembro que na \u00e9poca eu falei para a gravadora que esse seria o nome do \u00e1lbum e eles acharam que isso parecia colet\u00e2nea de reggae. A\u00ed, expliquei para ficarem tranquilos que, quando sa\u00edsse o \u201cRoots\u201d do Sepultura, essa palavra ia ficar conectada ao metal. At\u00e9 brinquei que apostava todo o dinheiro que tinha no bolso. E, l\u00f3gico, tem o \u201cArise\u201d com o lance do Amebix \u2014 intencionalmente ou n\u00e3o, n\u00e3o recordo, pois faz muito tempo. Mas acho que foi da\u00ed que devo ter tirado a inspira\u00e7\u00e3o, porque a gente ouvia bastante punk naquela \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Outra quest\u00e3o que tem a ver com isso \u00e9 que o \u201cArise\u201d n\u00e3o \u00e9 um disco de thrash tradicional, o que desafiava os padr\u00f5es da \u00e9poca. Ali tem, al\u00e9m do flerte com o death que j\u00e1 era forte no som da banda, elementos do industrial (talvez influ\u00eancia do Ministry, com quem o Sep excursionou) e at\u00e9 umas batucadas \u2014 algo que depois ficaria mais vis\u00edvel nos trabalho posteriores. Como foi construir essa diversidade dentro da unidade?<\/strong><br \/>\nO \u201cArise\u201d foi constru\u00eddo diferente do \u201cBeneath the Remains\u201d, at\u00e9 pelas condi\u00e7\u00f5es que a gente tinha. \u201cBeneath\u201d foi gravado de noite, no est\u00fadio Nas Nuvens (RJ). Ent\u00e3o, foi uma coisa mais desesperada. O \u201cArise\u201d foi mais relax. Est\u00e1vamos no est\u00fadio Morrisound, na Fl\u00f3rida, que era o templo do death metal. A gravadora nos alugou um carro, tinha hotel. Est\u00e1vamos come\u00e7ando a ficar mais confort\u00e1veis como m\u00fasicos para poder fazer o que se queria. Musicalmente, tem a ver com a nossa pr\u00f3pria curiosidade. A faixa-t\u00edtulo \u00e9 o epicentro do death\/thrash, com elementos desses dois g\u00eaneros combinados da melhor maneira poss\u00edvel. Tem ainda as experimenta\u00e7\u00f5es. Tipo \u201cDead Embryonic Cells\u201d com uns barulhos eletr\u00f4nicos, de umas m\u00e1quinas, no come\u00e7o. \u201cDesperate Cry\u201d traz um pouco de sintetizadores e guitarra limpa. \u201cAltered State\u201d, acho, \u00e9 o primeiro lance tribal do Sepultura. Aquela intro foi gravada nos Estados Unidos com um cara do est\u00fadio que fazia uns lances para videogame. Ele criou esse som que \u00e9 meio vodu\/ tribal\/ eletr\u00f4nico. E nossa curiosidade nunca parou. Com o \u201cChaos A.D.\u201d (1993) isso aumentou e com o \u201cRoots\u201d (1996) foi o \u00e1pice. Quando eu ou\u00e7o o \u201cRoots\u201d acho legal porque, al\u00e9m do lance tribal, tem bastante peso, tem bastante punk. \u201cDictatorshit\u201d \u00e9 bem thrash. A nossa curiosidade sempre andou de m\u00e3os dadas com o pr\u00f3prio metal, e nunca tivemos medo de experimentar, desde o come\u00e7o. Se voc\u00ea monta uma banda e faz as primeiras demos, j\u00e1 tem quem fale que o cara \u00e9 \u201cvendido\u201d porque gravou algo. \u00c9 imposs\u00edvel agradar a todos. O pior que se pode fazer \u00e9 tentar agradar todo mundo. Tem que fazer o que se gosta e acredita, e n\u00e3o ter medo de fazer. Tem de ter o risco para rolar a recompensa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pelo menos at\u00e9 aquele momento, acho que n\u00e3o \u00e9 exagero dizer que o \u201cArise\u201d tem os riffs e as letras mais irados da sua carreira at\u00e9 ent\u00e3o. Concorda? Tem at\u00e9 refer\u00eancia ao escritor Augusto dos Anjos. De onde veio tanta inspira\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nTem bastante refer\u00eancia distinta no disco. \u201cUnder Siege\u201d \u00e9 influ\u00eancia do \u201cA \u00daltima Tenta\u00e7\u00e3o de Cristo\u201d (filme de Martin Scorsese). Eu at\u00e9 peguei um peda\u00e7o das falas e botei na m\u00fasica. Tem ainda \u201cMurder\u201d, que \u00e9 bem simples, e fala sobre viol\u00eancia. A pr\u00f3pria \u201cArise\u201d eu acho bem bacana. Tipo no final, quando fala que a religi\u00e3o tenta fazer algo, mas os problemas continuam. Aquela parte tamb\u00e9m na qual diz \u201ceu vejo um mundo velho, eu vejo um mundo morto\u201d. \u00c9 o que a gente estava sentindo na \u00e9poca sobre o mundo ao nosso redor. Outro lance legal do \u201cArise\u201d \u00e9 que as m\u00fasicas s\u00e3o catchy (cativante). \u201cDesperate Cry\u201d tem o refr\u00e3o \u201cCreation of insane rule\/ All we hear, desperate cry\u201d, que \u00e9 forte, a galera canta junto. A parte de \u201cwe\u2019re born with pain\u201d de \u201cDead Embryonic Cells\u201d tamb\u00e9m. Tem muita coisa relacionada com dor, guerra e raiva. \u00c9 um disco nervoso. O jeito que eu vejo \u00e9: o \u201cBeneath the Remains\u201d \u00e9 um pouco mais animal, e o \u201cArise\u201d \u00e9 uma esp\u00e9cie de parte desse animal. S\u00f3 que sem tanta velocidade, pensando mais num lance de ritmo. Come\u00e7amos a pesquisar e vimos que thrash metal n\u00e3o precisava ser r\u00e1pido o tempo todo. O lance de incluir groove junto deixa ainda mais legal. Tanto que uma das paradinhas mais legais que j\u00e1 fizemos at\u00e9 hoje \u00e9 aquela de \u201cDead Embryonic Cells\u201d. Quando toca n\u00e3o tem jeito de ficar parado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual a lembran\u00e7a mais bacana voc\u00ea tem do teu irm\u00e3o (Iggor) referente a esse trabalho? Algo que ele comp\u00f4s ou fez e que te marcou. Por qual raz\u00e3o?<\/strong><br \/>\nGravando a pr\u00f3pria \u201cArise\u201d quando ele deu aquela virada meio Dave Lombardo no fim do solo. Quanto ele gravou aquilo foi: \u201cCA-RA-LHO! Como tu conseguiu fazer isso? Que loucura!\u201d. O final da \u201cDesperate Cry\u201d tamb\u00e9m, que ele n\u00e3o estava conseguindo gravar. Ele tentava, tentava, e o produtor ia ficando puto. O Iggor tamb\u00e9m j\u00e1 tava irritado. A\u00ed ele jogou as baquetas na parede, chutou o bumbo e o produtor disse: \u201cvai descansar no hotel e volta amanh\u00e3\u201d. Quando chegou no dia seguinte ele fez no primeiro take, detonou! O Iggor nunca aprendeu m\u00fasica, nunca teve uma aula de bateria, por isso que as coisas que ele criou nesses discos s\u00e3o impressionantes at\u00e9 hoje. Tem baterista que estuda o que o Iggor fez e n\u00e3o consegue entender.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como \u00e9 revisitar as composi\u00e7\u00f5es desse \u00e1lbum hoje em dia? Que tipo de recorda\u00e7\u00f5es v\u00eam \u00e0 mente promovendo essa volta no tempo?<\/strong><br \/>\nO lance da nostalgia \u00e9 muito forte. \u00c9 o tipo de situa\u00e7\u00e3o em que voc\u00ea e o p\u00fablico viram uma coisa s\u00f3. A gente meio que esquece a hist\u00f3ria de que a banda rompeu, que teve as tretas. \u00c9 o momento em que nada disso importa, o que vale \u00e9 a m\u00fasica que estamos tocando. \u00c0s vezes eu fecho os olhos e o tempo volta, parece que estamos em 1989. Eu falei isso no show em Fortaleza, quando abriu uma roda insana, com um subindo por cima do outro. Uma volta no tempo mesmo! \u00c9 um dos lances mais satisfat\u00f3rios para o m\u00fasico tipo eu, que estou com 49 anos e j\u00e1 fiz tanto na carreira. Ter a possibilidade de recordar e tocar cl\u00e1ssicos antigos, ao mesmo tempo em que estou fazendo m\u00fasica nova com o Soulfly e com o Cavalera Conspiracy, \u00e9 muito legal!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual a faixa do \u201cArise\u201d que tu mais curte para tocar ao vivo?<\/strong><br \/>\nV\u00e9io, tem de ser \u201cDesperate Cry\u201d, que \u00e9 muito foda. Ela pega mesmo! \u00c9 o groove, os riffs, o refr\u00e3o, os dois bumbos\u2026 Ela \u00e9 foda. Toda noite ao vivo \u00e9 muito foda. Para mim \u00e9 a mais legal de tocar ao vivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bicho, e o lance de fazer cover de \u201cOrgasmatron\u201d, do Motorhead: por que escolheram gravar releitura desse som especificamente? \u00c9 real que voc\u00ea gravou os vocais doid\u00e3o e, no outro dia, nem lembrava que tinha terminado as partes de voz? Conta pra gente essa hist\u00f3ria, por favor!<\/strong><br \/>\nQuando eu achei \u201cOrgasmatron\u201d eu estava chapado. A primeira vez que ouvi acho que estava em S\u00e3o Paulo. Tinha bebido pra caralho e estava no meu quarto. Botei para ouvir bem alto, comecei a bangear e pensei: \u201ccara, que m\u00fasica doida, temos de fazer esse cover!\u201d E quando eu fui gravar eu queria estar num esp\u00edrito bem Lemmy, que \u00e9 ficar doid\u00e3o. A\u00ed tomei bastante rum com coca e detonei. Na foto que aparece na contracapa do disco meu olho mal abre porque foi feita no dia seguinte da grava\u00e7\u00e3o. Eu tava com uma ressaca fodida, com a cabe\u00e7a estourando, mal conseguia ficar de olho aberto. E tinha de fazer essa sess\u00e3o de foto. N\u00e3o lembro muito da grava\u00e7\u00e3o, mas acho que saiu legal.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Sepultura - Arise [OFFICIAL VIDEO]\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6BOHpjIZyx0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Sepultura - Desperate Cry (Live HD  Finland 91 )\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/AuNwpmxAzoo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Sepultura - Orgasmatron (Donington 1994)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2oRsw1wuhaA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100001755294131\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Homero Pivotto Jr.<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista e respons\u00e1vel pelo videocast\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCY71eKJzuBUXpyDV2IFeP8Q\/videos?view_as=subscriber\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Ben Para Todo Mal<\/a>. Entrevista cedida pela\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/abstratti\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Abstratti Produtora<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n\u2013 Document\u00e1rio \u201cSepultura Endurance\u201d, de Otavio Juliano, conta metade da hist\u00f3ria (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/07\/27\/tres-documentarios-sepultura-endurance-time-will-burn-e-guerrilha-a-trajetoria-da-dorsal-atlantica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 \u201cUnder a Pale Grey Sky\u201d, ao vivo do Sepultura em dezembro de 1996, vale a pena cada centavo (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2002\/10\/10\/tres-cds-qotsa-the-vines-e-jon-spencer\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Lan\u00e7ado pelo selo mineiro Cogumelo Records, \u201cBestial Devastation\u201d foi gravado e mixado em dois dias (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/09\/15\/pensata-rock-brasil-10-discos-30-anos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;O lance da nostalgia \u00e9 muito forte. \u00c9 o tipo de situa\u00e7\u00e3o em que voc\u00ea e o p\u00fablico viram uma coisa s\u00f3. A gente meio que esquece a hist\u00f3ria de que a banda rompeu, que teve as tretas. \u00c9 o momento em que nada disso importa&#8221;, avalia Max\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/11\/02\/entrevista-max-cavalera-fala-sobre-o-album-arise\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":52,"featured_media":49132,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[3302,974],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49131"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/52"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49131"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49131\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":68408,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49131\/revisions\/68408"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49132"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49131"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49131"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49131"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}