{"id":49025,"date":"2018-10-19T21:18:38","date_gmt":"2018-10-20T00:18:38","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=49025"},"modified":"2018-12-13T14:15:25","modified_gmt":"2018-12-13T16:15:25","slug":"ao-vivo-peter-hook-and-the-light-em-sp-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/10\/19\/ao-vivo-peter-hook-and-the-light-em-sp-2\/","title":{"rendered":"Ao vivo: Peter Hook and The Light em SP"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Texto por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/daniel.tavares.96343\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Daniel Tavares<\/a><br \/>\nFotos por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pg\/fernandoyokotafotografia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fernando Yokota<\/a>\u00a0(<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pg\/fernandoyokotafotografia\/photos\/?tab=album&amp;album_id=1977370662306863&amp;__xts__%5B0%5D=68.ARCYThXzjpqzgisHsWbd7FlqQcfDrTgm32uTsJmuB-hxuOdCQDw2RPZcZrny2q9-jlyOxXtVoDlphEG61-shcwoREGLmXr6qDmp8ecC3WMG6qjb_YyiM-bX4Fp1xygSCjiC1jkzZEyNnFNC6DiV0SBP1FyU0eQyllIkErNoM8fnj6dZkLjNMFCD3CKtd_J8cjwYTBKwBJI8uj9mNfBZto1zH9E7wIemJvbM&amp;__tn__=-UC-R\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">veja galeria<\/a>)<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em quatro dias S\u00e3o Paulo viu tr\u00eas grandes nomes da m\u00fasica visitando a cidade para revisitarem o repert\u00f3rio de suas ex-bandas. Primeiro foi Peter Murphy, trazendo consigo David J, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/10\/13\/ao-vivo-peter-murphy-david-j-ao-vivo-em-sp\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">com os sucessos do Bauhaus<\/a> no domingo, 07 de outubro. Na ter\u00e7a (e quarta), os pol\u00eamicos shows do c\u00e9rebro do Pink Floyd (Syd Barrett sempre foi a alma, David Gilmour, o cora\u00e7\u00e3o), que, embora tenham inclu\u00eddo algumas das can\u00e7\u00f5es de seu \u00e1lbum solo mais recente, marcaram principalmente pelos sucessos dos \u00e1lbuns &#8220;Animals&#8221; e &#8220;The Dark Side of The Moon&#8221; <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/10\/08\/roger-waters-esta-chegando-ao-brasil-desmascarando-fascistas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">e pela rea\u00e7\u00e3o do p\u00fablico \u00e0s mensagens antifascistas no tel\u00e3o<\/a>. Ainda na quarta, Peter Hook trouxe ao \u00c1udio seu show com a banda The Light, tocando dois \u00e1lbuns do New Order, &#8220;Technique&#8221; e &#8220;Republique&#8221;, na \u00edntegra (e ainda muitas outras can\u00e7\u00f5es de sua ex-banda e do Joy Division).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hook, que n\u00e3o foi muito brit\u00e2nico no hor\u00e1rio, encontrou diante de si uma \u00c1udio Club lotada, mesmo com outros tr\u00eas grandes eventos na regi\u00e3o (al\u00e9m de Waters, que se apresentava no Allianz Parque, mais adiante, ali do lado estava o Cypress Hill). Com camisa surrada de domingo \u00e0 tarde e bermud\u00e3o, vestido como se tivesse acabado de chegar da praia (que praia?), o tioz\u00e3o estava acompanhado de outro baixista, Yves Atlana, do guitarrista David Potts, do baterista Paul Kehoe e do tecladista Martin Rebelski, todos de preto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao contr\u00e1rio de outras apresenta\u00e7\u00f5es recentes da mesma turn\u00ea, Peter Hook come\u00e7ou o show com um set de can\u00e7\u00f5es do Joy Division. O p\u00fablico, como era de se esperar, cantou junto &#8220;Digital&#8221; (e seu refr\u00e3o grudento, &#8220;Day In&#8230; Day Out&#8230;&#8221;) e &#8220;Day of The Lords&#8221;, enquanto fitava hipnotizado o palco em cl\u00e1ssicos maiores como &#8220;Isolation&#8221;. A presen\u00e7a de dois baixos, no entanto, n\u00e3o levava o som para um terreno em que o grave \u00e9 o rei. Seria at\u00e9 interessante ver como &#8220;Isolation&#8221; soaria com dois baixos, mas o baixista &#8220;extra&#8221;, que toca boa parte do tempo, est\u00e1 ali para dar liberdade para Hook de, embora sem discursos, interagir com a plateia ou agir como maestro da banda, mandar subir o volume de algum instrumento, e, principalmente, cantar (sim, Peter Hook n\u00e3o consegue coordenar voz e baixo ao mesmo tempo).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-49021 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/peterhook2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/peterhook2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/peterhook2-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando os dois baixistas tocam juntos, no entanto, \u00e9 um estrondo, seja porque cada um vai com seu timbre particular (e isso \u00e9 percept\u00edvel) ou porque rugem em conson\u00e2ncia dando origem a uma trovoada poderos\u00edssima. Por outro lado, can\u00e7\u00f5es como a ic\u00f4nica &#8220;She&#8217;s Lost Control&#8221; evidenciam que ainda no Joy Division, Hook (e seus comparsas da \u00e9poca, o vocalista Ian Curtis, o guitarrista Bernard Sumner e o baterista Stephen Morris) j\u00e1 apostavam numa verve eletr\u00f4nica, posteriormente abra\u00e7ada com firmeza no New Order. Em &#8220;Shadowplay&#8221;, que fechou esta primeira parte do show, o p\u00fablico participa brevemente com palmas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de um breve intervalo, eles voltam com o set dedicado ao disco \u201cTechnique\u201d (1989), que marcou a guinada definitiva do New Order para a acid house. Se antes eles tinham um p\u00e9 no som eletr\u00f4nico, tendo sido, inclusive, mencionados como uma das bandas pioneiras na mistura de rock e eletr\u00f4nica, nesse \u00e1lbum eles puseram os dois p\u00e9s sem pudor na m\u00fasica para dan\u00e7ar. Apesar disso, ao vivo fica tudo muito org\u00e2nico. Can\u00e7\u00f5es como &#8220;Fine Time&#8221; e &#8220;All The Way&#8221;, que abrem o disco e o set, soam bem mais roqueiras que nas vers\u00f5es de est\u00fadio. At\u00e9 mesmo &#8220;Round and Round&#8221;, um dos cl\u00e1ssicos do que veio a se chamar dance rock, ainda que tocada praticamente sem guitarra, soa &#8220;de carne e osso&#8221;, com seu baixo onipresente alt\u00edssimo (\u00e9 isso mesmo, produ\u00e7\u00e3o? Baixo alt\u00edssimo? \u00c9. Para nossa alegria) competindo com a tranqueira eletr\u00f4nica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O guitarrista David Potts canta &#8220;Guilty Partner&#8221; e sua voz tem um timbre bem parecido com o de Barney (se voc\u00ea leu a bio de Peter Hook <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/01\/03\/tres-livros-peter-hook-leonard-cohen-e-lsd\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">entender\u00e1 a sacanagem<\/a>) e, em determinados momentos, Peter Hook se vale disso. Mesmo Hook, que tem um vozeir\u00e3o bem mais grave que o ex-colega de banda parece tamb\u00e9m dar uma aliviada na pr\u00f3pria voz para aproximar-se da sonoridade de Sumner. O show continua com cada uma das m\u00fasicas de &#8220;Technique&#8221;, com Hook ladeado por dois escudeiros de peso e proporcionando um belo espet\u00e1culo em &#8220;Run&#8221;, &#8220;Mr. Disco&#8221;, outra que o guitarrista canta, e &#8220;Vanishing Point&#8221;. Esta era at\u00e9 pra ser m\u00fasica pra transformar a Audio numa pista de dan\u00e7a, mas, se o show n\u00e3o foi sold out, ainda lotou bem. Quem estava no miolo da pista n\u00e3o tinha tanto espa\u00e7o pra se mexer. A complexa &#8220;Dream Attack&#8221; p\u00f4s fim ao set &#8220;t\u00e9cnico&#8221; e um intervalo antes do set &#8220;republicano&#8221; foi essencial para p\u00fablico e banda recuperar as energias.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-49022 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/peterhook3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/peterhook3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/peterhook3-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Republic&#8221; (1993)<span style=\"font-size: 16px;\">\u00a0\u00e9 um dos \u00e1lbuns do<\/span><span style=\"font-size: 16px;\">\u00a0New order que tem seu melhor in\u00edcio. De cara, j\u00e1 emplacou suas duas primeiras can\u00e7\u00f5es nas paradas, nas novelas e n\u00e3o saia das FMs. O riff de &#8220;Regret&#8221; e o cinismo ir\u00f4nico de &#8220;World&#8221; at\u00e9 deixam o resto do disco em uma situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil, tipo sequ\u00eancia de filme (que quase nunca supera o original). Na primeira, como contraponto \u00e0s marcantes sequ\u00eancias da guitarra de Sumner, agora de Potts, Hook faz um solo de baixo daqueles. E como \u00e9 imposs\u00edvel manter-se indiferente a &#8220;World&#8221;, este foi outro ponto alto do show e muito aplaudido.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o efeito devastador das duas primeiras \u00e9 realmente sentido a partir da\u00ed. N\u00e3o obstante \u00e0 qualidade e beleza das can\u00e7\u00f5es que se seguiram, como &#8220;Ruined in a Day&#8221;, a imediatamente pr\u00f3xima, o avan\u00e7ado da hora j\u00e1 come\u00e7ava a fazer com que o p\u00fablico desse sinais de desgaste. Lembrem-se. Era quarta-feira. Muitos ali j\u00e1 tinham trabalhado o dia inteiro, trabalhariam o pr\u00f3ximo e talvez at\u00e9 tivessem encarado o show de um certo outro baixista ingl\u00eas no dia anterior. E tamb\u00e9m por causa do hor\u00e1rio do \u00faltimo trem do metr\u00f4, alguns (n\u00e3o tantos, mas um n\u00famero importante) at\u00e9 j\u00e1 deixavam o recinto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem ficou, mantinha-se firme e buscava for\u00e7as para continuar empolgado e dan\u00e7ar ao som de can\u00e7\u00f5es como &#8220;Spooky&#8221;, a mais eletr\u00f4nica do &#8220;Republic&#8221;. Ora, depois que os New Order fizeram &#8220;Blue Monday&#8221; parece que ficou f\u00e1cil pra eles fazerem m\u00fasicas assim, unindo como ningu\u00e9m jamais fez muita eletr\u00f4nica e um baixo poderos\u00edssimo. Sem surpresas, &#8220;Everyone Everywhere&#8221;, &#8220;Young Offender&#8221;, &#8220;Liar&#8221; e todo o resto do disco foi apresentado para deleite dos f\u00e3s.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-49023 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/peterhook4.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/peterhook4.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/peterhook4-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 dois aspectos bastante \u00f3bvios em apresenta\u00e7\u00f5es assim. Em primeiro lugar \u00e9 uma oportunidade \u00fanica para conferir ao vivo can\u00e7\u00f5es normalmente relegadas \u00e0 aus\u00eancia completa dos set lists. Tendo todas essas m\u00fasicas sido lan\u00e7adas bem antes desta \u00e9poca de streaming, o termo single qualificava apenas a m\u00fasica de trabalho dos \u00e1lbuns, n\u00e3o &#8220;a \u00fanica&#8221; a ser inclu\u00edda numa playlist. Naquele tempo em que os \u00e1lbuns eram ouvidos na \u00edntegra, quem garante que a m\u00fasica que mais tocou o ouvinte n\u00e3o era um Lado B?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, h\u00e1 tamb\u00e9m um certo vi\u00e9s negativo, que fica \u00f3bvio em \u00e1lbuns irregulares como &#8220;Republic&#8221; (at\u00e9 na capa a irregularidade est\u00e1 estampada &#8211; ironicamente). E n\u00e3o porque &#8220;Chemical&#8221;, &#8220;Times Change&#8221;, &#8220;Special&#8221; e &#8220;Avalanche&#8221; n\u00e3o sejam boas. Elas s\u00e3o. S\u00f3 n\u00e3o tanto quanto &#8220;Regret&#8221; e &#8220;World&#8221;, que s\u00e3o seus cart\u00f5es de visita. At\u00e9 para o pr\u00f3prio Hook o show \u00e9, digamos, desafiador, uma vez que, de vez em quando, ele tem que dar uma pescada na letra das m\u00fasicas, estrategicamente colocadas \u00e0 sua frente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas espera a\u00ed que ainda tem mais. O quinteto volta para um bis. E que bis. &#8220;Blue Monday&#8221;, a Eva que mordeu a ma\u00e7\u00e3 e fez com que os anos 80 fossem o que foram, incendeia o ambiente e faz com que pare\u00e7am 17h novamente. Mesmo com todo o cansa\u00e7o, todo mundo dan\u00e7a. \u00c9 realmente um momento &#8220;incopi\u00e1vel&#8221; e inesquec\u00edvel. O clima continua em alta em &#8220;Ceremony&#8221;. O p\u00fablico canta at\u00e9 os pa-na-n\u00e1, imagine a letra. Mas h\u00e1 em &#8220;Temptation&#8221;, aquela do \u201cTrainspotting&#8221;, uma nova explos\u00e3o. Hook ataca o p\u00fablico com seu baixo como se fosse uma metralhadora, mira, faz pose, caras e bocas. E se ainda n\u00e3o era o bastante, &#8220;True Faith&#8221;. Como no resto do show, a voz de Hook parece baixa e pode at\u00e9 ser de prop\u00f3sito. Na primeira vez que fala ao p\u00fablico, depois de praticamente 3 horas de um show que come\u00e7ou na quarta e terminou na quinta, Hook apenas diz: &#8220;Essa eu dedico a voc\u00eas&#8221;. \u00c9 a\u00ed que o oo\u00f4 toma conta da Audio, com &#8220;Love Will Tear Us Apart&#8221;, que encerra o show.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E se foi longo, cabe registrar, ainda caberiam &#8220;Perfect Kiss&#8221;, &#8220;Thieves Like Us&#8221;. Fica a dica para quando recebermos a turn\u00ea &#8220;Get Ready&#8221; e &#8220;Waiting For The Siren&#8217;s Call&#8221;, os dois \u00faltimos com Hook integrando oficialmente a banda (preferencialmente numa sexta ou s\u00e1bado, t\u00e1?).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Claro, n\u00e3o se pode negar que \u00e9 uma banda cover. Hook n\u00e3o \u00e9 New Order, assim como Waters n\u00e3o \u00e9 Pink Floyd, nem Murphy \u00e9 Bauhaus, embora nenhuma delas tenha sido o que foi sem a presen\u00e7a de cada um deles. Faltam composi\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias, algo que o pr\u00f3prio New Order fez para distanciar-se do Joy Division e enfrentar o luto por Ian Curtis. Mas a Peter Hook and The Light \u00e9 uma banda de respeito, imposta pela figura do baixista ali. Se os protagonistas das m\u00fasicas s\u00e3o, al\u00e9m da eletr\u00f4nica, que \u00e9 reproduz\u00edvel, a voz de Sumners e o baixo de Hook, cada um ficou com uma metade. E, a seu modo, cada um dos dois caminhos pelos quais o New Order de Sumners e Hook seguiu mantem queimando a chama acesa ainda nos tempos de Curtis, o amor no cora\u00e7\u00e3o dos f\u00e3s e o legado na m\u00fasica em geral.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/H7skCKLHNnI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. No Love Lost (Joy Division)<br \/>\n2. Digital (Joy Division)<br \/>\n3. Isolation (Joy Division)<br \/>\n4. Day of the Lords (Joy Division)<br \/>\n5. Disorder (Joy Division)<br \/>\n6. She&#8217;s Lost Control (Joy Division)<br \/>\n7. Shadowplay (Joy Division)<br \/>\n8. Fine Time (New Order)<br \/>\n9. All the Way (New Order)<br \/>\n10. Love Less (New Order)<br \/>\n11. Round &amp; Round (New Order)<br \/>\n12. Guilty Partner (New Order)<br \/>\n13. Run (New Order)<br \/>\n14. Mr. Disco (New Order)<br \/>\n15. Vanishing Point (New Order)<br \/>\n16. Dream Attack (New Order)<br \/>\n17. Regret (New Order)<br \/>\n18. World (New Order)<br \/>\n19. Ruined in a Day (New Order)<br \/>\n20. Spooky (New Order)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">21. Everyone Everywhere (New Order)<br \/>\n22. Young Offender (New Order)<br \/>\n23. Liar (New Order)<br \/>\n24. Chemical (New Order)<br \/>\n25. Times Change (New Order)<br \/>\n26. Special (New Order)<br \/>\n27. Avalanche (New Order)<br \/>\n28. Blue Monday (New Order)<br \/>\n29. Ceremony (New Order)<br \/>\n30. Temptation (New Order)<br \/>\n31. True Faith (New Order)<br \/>\n32. Love Will Tear Us Apart (Joy Division)<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/f7tgWTBN4rM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/8AfTgRF6Knw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gIRemSmvm70?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 Daniel Tavares (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/daniel.tavares.96343\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Facebook<\/a>) \u00e9 jornalista e mora em Fortaleza. Colabora com o Scream &amp; Yell desde 2014. A fotos s\u00e3o de Fernando Yokota (veja mais fotos<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/fernandoyokotafotografia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0aqui<\/a>) e os v\u00eddeos de\u00a0e Cristiano Souza (<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UC7Ao3oDaRcyqWMbB_-UZRXQ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">h\u00e1 mais no canal dele!<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"N\u00e3o se pode negar que \u00e9 uma banda cover. Peter Hook n\u00e3o \u00e9 New Order, mas a Peter Hook and The Light \u00e9 uma banda de respeito, imposta pela figura do baixista ali. E quem iria reclamar de um set list de 32 can\u00e7\u00f5es (do New Order e do Joy Division)?\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/10\/19\/ao-vivo-peter-hook-and-the-light-em-sp-2\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":10,"featured_media":49020,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1561,1562],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49025"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49025"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49025\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49026,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49025\/revisions\/49026"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49020"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49025"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49025"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49025"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}