{"id":48891,"date":"2001-08-27T09:28:46","date_gmt":"2001-08-27T12:28:46","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=48891"},"modified":"2018-10-05T09:41:12","modified_gmt":"2018-10-05T12:41:12","slug":"doce-miseria-a-suavizacao-de-nick-cave","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2001\/08\/27\/doce-miseria-a-suavizacao-de-nick-cave\/","title":{"rendered":"Doce Mis\u00e9ria: A suaviza\u00e7\u00e3o de Nick Cave"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Nick Hornby<\/strong><br \/>\nTraduzido por Lara Andr\u00e9<\/h2>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Texto originalmente\u00a0publicado na edi\u00e7\u00e3o de 28 de maio de 2001 da revista New Yorker<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A absoluta onipresen\u00e7a da m\u00fasica pop apresenta um tremendo desafio para os f\u00e3s mais velhos. Quando eu tinha 15 anos, era satisfatoriamente dif\u00edcil ouvir a m\u00fasica que eu adorava. Ela n\u00e3o era tocada em supermercados ou em avi\u00f5es; n\u00e3o era detonada nos carros que passavam na rua; n\u00e3o havia um canal de TV dedicado a ela. Na Gr\u00e3-Bretanha, naqueles dias de pr\u00e9-divulga\u00e7\u00e3o, o \u00fanico programa da BBC voltado ao rock era t\u00e3o pobre em recursos visuais que era preciso se contentar com faixas musicais tocando em cima de cl\u00e1ssicos do desenho animado. Para ouvir Led Zeppelin em 1972 eu tinha que estar no meu quarto, e eu gostava daquilo. Se voc\u00ea tem 15 anos hoje, como \u00e9 ser perseguido a cada passo pela m\u00fasica de que voc\u00ea gosta? Eu n\u00e3o tenho as estat\u00edsticas em m\u00e3os, mas parece improv\u00e1vel que &#8220;Yesterday&#8221; tenha recebido tanta exposi\u00e7\u00e3o durante os seus cinco primeiros anos de vida como o \u00faltimo single do Destiny\u2019s Child teve nas \u00faltimas semanas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como, ent\u00e3o, dada a transmuta\u00e7\u00e3o da m\u00fasica pop em uma esp\u00e9cie de polui\u00e7\u00e3o sonora, \u00e9 poss\u00edvel para um artista criar algo que soe misteriosamente convincente? O \u00e1lbum de Nick Cave de 1997, o austero, por\u00e9m assustador &#8220;The Boatman&#8217;s Call&#8221;, come\u00e7ava com Cave cantando, em um tom l\u00fagubre e irremediavelmente baixo, &#8220;I don&#8217;t believe in an interventionist God&#8221; (&#8220;Eu n\u00e3o acredito em um Deus intervencionista&#8221;). No mundo da m\u00fasica contempor\u00e2nea, h\u00e1 muito pouco espa\u00e7o para a hesita\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica. Ou Ele est\u00e1 ou n\u00e3o est\u00e1. Era um primeiro verso que conduzia a um pacote inteiro de mensagens. O adjetivo polissil\u00e1bico sugeria um certo grau de conhecimento liter\u00e1rio. (Cave tem um romance publicado, &#8220;And the Ass Saw the Angel&#8221; \u2013 E o Asno viu o Anjo &#8211; na sua bagagem). O verso tamb\u00e9m contava, em um ritmo fun\u00e9reo e introvertido, que &#8220;The Boatman\u2019s Call&#8221; n\u00e3o era brincadeira de crian\u00e7a. Se voc\u00ea estivesse se sentindo deprimido e derrotado, ent\u00e3o esse era o CD que voc\u00ea queria ouvir, a n\u00e3o ser, claro, que voc\u00ea concorde que tais sentimentos s\u00e3o mais bem expurgados com uma dose estimulante de Britney (*1). Sobretudo, essas primeiras poucas barreiras sugeriam que aqui estava um artista que iria habitar seu pr\u00f3prio mundo relativamente sem ser perturbado. A mais lamentosa e misantr\u00f3pica can\u00e7\u00e3o em &#8220;The Boatman\u2019s Call&#8221; intitulava-se &#8220;People Ain\u2019t No Good&#8221; (As Pessoas n\u00e3o Prestam): voc\u00ea sabia que nunca ouviria isso enquanto experimentava uma cal\u00e7a jeans ou devorava um Egg McMuffin (*2).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os discos de Cave t\u00eam sido sempre intensos, mas nem sempre calmos. Seu primeiro grupo de sucesso, o Birthday Party, fazia um barulho de inspira\u00e7\u00e3o punk e propositalmente apocal\u00edptico cujo principal objetivo, aparentemente, era aterrorizar a plat\u00e9ia para domin\u00e1-la. Quando o Birthday Party se separou, em 1983, Cave (um australiano, que com sua palidez em contraste chocante com o cabelo escuro, pode ter ajudado Tim Burton a imaginar Edward M\u00e3os de Tesoura) formou seu grupo atual, o Bad Seeds, cujas grava\u00e7\u00f5es come\u00e7aram menos irritantes e assustadoras, sem sucumbir \u00e0 do\u00e7ura de boa parte do rock adulto. \u00c9 como se o cantor tivesse tido sucesso em converter uma energia qualquer previamente manifestada como raiva em algo n\u00e3o menos feroz, por\u00e9m muito mais sedutor.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/AeTYL_cKGyI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O novo CD de Cave, &#8220;No More Shall We Part&#8221;, \u00e9, trocando em mi\u00fados, t\u00e3o transcendentalmente bonito que pode ser perdoado pelo pequeno espasmo de impaci\u00eancia: se Cave tinha tudo isso dentro dele, por que desperdi\u00e7ou todos aqueles anos berrando para as pessoas? (Uma resposta poss\u00edvel pode envolver drogas; Cave, em um est\u00e1gio inicial de sua carreira, teve um certo h\u00e1bito bastante divulgado, e um ou dois problemas legais). A abertura da primeira can\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum, a petulantemente triste &#8220;As I Sat Sadly by Her Side&#8221;, soa, com sua delicada percuss\u00e3o e seu arranjo sinistro, como uma resposta amedrontada ao cl\u00e1ssico bem sucedido de Van Morrison, &#8220;Astral Weeks&#8221;, e no pop branco voc\u00ea n\u00e3o consegue nada muito melhor do que isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Infelizmente, o resto da can\u00e7\u00e3o absolutamente n\u00e3o sobrevive \u00e0 promessa da introdu\u00e7\u00e3o. Com mais de seis minutos de dura\u00e7\u00e3o, &#8220;As I Sat Sadly by Her Side&#8221; pode n\u00e3o ser a mais longa can\u00e7\u00e3o pop j\u00e1 escrita, mas quase n\u00e3o h\u00e1 a sensa\u00e7\u00e3o de que somos levados em uma jornada musical. Cave apenas progride obedientemente em um verso atr\u00e1s do outro \u2013 a m\u00fasica n\u00e3o tem refr\u00e3o \u2013 como se ele estivesse comendo um prato cheio de comida boa, por\u00e9m simples, na casa dos av\u00f3s. Como resultado, a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 voltada para a letra, que parece mais adequada \u00e0 cena europ\u00e9ia do s\u00e9culo XIX do que a um CD do s\u00e9culo XXI. Tente cantar &#8220;You are not a home for the hearts of your brothers \/ And God does not care for your benevolence \/ Anymore than he cares for the lack of it in others&#8221; (&#8220;Voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 um lar para os cora\u00e7\u00f5es de seus irm\u00e3os \/ E Deus n\u00e3o se importa com sua benevol\u00eancia \/ N\u00e3o mais do que Ele se importa com a falta disso nos outros&#8221;). A punhalada de Cave em uma esp\u00e9cie de eternidade sobrenatural pode freq\u00fcentemente resultar em pesados trava-l\u00ednguas. Uma can\u00e7\u00e3o chamada &#8220;Fifteen Feet of Pure White Snow&#8221; menciona Matthew, Mark, Mary e Deus, de modo que quando o narrador pede para algu\u00e9m &#8220;put down that telephone&#8221; (&#8220;sufocar aquele telefone&#8221;) isso soa comicamente anacr\u00f4nico; h\u00e1 muito poucos roqueiros contempor\u00e2neos que n\u00e3o conseguem arranjar uma refer\u00eancia a uma chamada de telefone, mas de algum modo Cave tem conseguido se colocar nesse grupo seleto.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4sfhvxTZ0wo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A can\u00e7\u00e3o-t\u00edtulo do \u00e1lbum, no entanto, &#8220;And No More Shall We Part&#8221; (&#8220;E N\u00f3s Nunca Mais Vamos Nos Separar&#8221;), cont\u00e9m um cl\u00edmax t\u00e3o not\u00e1vel que a m\u00e3o pesada presente no resto do \u00e1lbum pode ser entendida como um processo arriscado de busca de precis\u00e3o. A can\u00e7\u00e3o come\u00e7a como um hino resignado ao comprometimento rom\u00e2ntico (Cave, o mais ing\u00eanuo dos compositores confessionais, casou-se recentemente, apesar de que \u00e9 certo afirmar que voc\u00ea j\u00e1 ter\u00e1 ouvido m\u00fasicas mais felizes cantadas por um rec\u00e9m-casado). Ent\u00e3o, subitamente, tanto a linha mel\u00f3dica como a letra mudam, e o t\u00edtulo agora refere-se a Deus e n\u00e3o ao ser amado. &#8220;Lord, stay by me \/ Don&#8217;t go down \/ I never was free \/ What are you talking about?&#8221; (&#8220;Deus, fique comigo \/ N\u00e3o se v\u00e1 \/ Eu nunca fui livre \/ Do que voc\u00ea est\u00e1 falando?&#8221;).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 um momento emocionante, engrandecido apenas porque, at\u00e9 esse ponto, Cave tem guardada a arma secreta do \u00e1lbum: as divinas vozes de suas cantoras de apoio, Kate e Anna McGarrigle. At\u00e9 o mais imaginativo anfitri\u00e3o de um jantar festivo n\u00e3o teria feito as et\u00e9reas McGarrigles se sentar em quaisquer lados do infernal ex-cantor do Birthday Party; a m\u00fasica delas tem uma pureza que Cave, em determinado ponto de sua carreira, teria considerado risivelmente afetada. Na verdade, a combina\u00e7\u00e3o acaba por fazer todo sentido. O segundo \u00e1lbum das McGarrigles, &#8220;Dancer with Bruised Knees&#8221; (&#8220;Bailarina com Joelhos Feridos&#8221;), \u00e9 embalado com uma esp\u00e9cie de morbidez que Cave entenderia; de qualquer forma, as McGarrigles t\u00eam sempre soado como se elas fossem se sentir melhor em uma \u00e9poca mais antiga, menos confort\u00e1vel. Ao final de &#8220;Hallelujah&#8221;, a terceira participa\u00e7\u00e3o no novo \u00e1lbum de Cave, as irm\u00e3s cantam, a cappella, &#8220;The tears are welling in my eyes again \/ I need twenty big buckets to catch them in&#8221; (&#8220;As l\u00e1grimas est\u00e3o brotando em meus olhos novamente \/ Eu preciso de vinte baldes grandes para armazen\u00e1-las&#8221;), e voc\u00ea n\u00e3o pode jamais imaginar que elas tenham sido realmente solicitadas a fazer um trabalho t\u00e3o alegremente miser\u00e1vel como esse.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-9_WVhF5JKE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em &#8220;The Secret Life of the Love Song&#8221;, um discurso contemplativo que serve de pref\u00e1cio para seu novo livro, &#8220;Complete Lyrics&#8221;, Cave descreve suas can\u00e7\u00f5es de amor como &#8220;tristes, violentas, crian\u00e7as de olhos escuros&#8221; e prossegue comparando-as a &#8220;linhas da vida arremessadas nas gal\u00e1xias por um homem que se afoga&#8221;. A \u00faltima contribui\u00e7\u00e3o a esse tuberculoso trabalho \u00e9 &#8220;Love Letter&#8221;, uma can\u00e7\u00e3o t\u00e3o rica e memor\u00e1vel como qualquer coisa que Cave j\u00e1 produziu. A arrog\u00e2ncia \u2013 o narrador diz algo de que ele se arrepende e envia uma carta para sua amante na esperan\u00e7a de reparar o erro \u2013 \u00e9 um pop banal, e apesar das fal\u00e1cias pat\u00e9ticas \u00e0 la Hardy (*3) (ventos maldosos, c\u00e9us pesados de chuva) a letra fracamente sustenta o peso do desespero existencial de Cave. A m\u00fasica \u00e9 lenta, angustiante, dolorosa, com as McGarrigles novamente entrando no finzinho da m\u00fasica para acrescentar uma sombra de tristeza de partir o cora\u00e7\u00e3o. Em &#8220;The Secret Life of the Love Song&#8221;, Cave refere-se &#8220;ao que a L\u00edngua Portuguesa chama de &#8216;saudade&#8217;, o que pode ser traduzido como uma falta inexplic\u00e1vel, uma nostalgia indescrit\u00edvel e enigm\u00e1tica da alma&#8221;, mas para come\u00e7ar ele n\u00e3o pode contar a n\u00f3s ou aos outros m\u00fasicos, como voc\u00ea alcan\u00e7a a saudade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nada mais em &#8220;No More Shall We Part&#8221; \u00e9 t\u00e3o tocante como &#8220;Love Letter&#8221;, em parte porque a maior parcela das outras can\u00e7\u00f5es funciona teatralmente ao inv\u00e9s de musicalmente: \u00e9 uma experi\u00eancia vagar por entre o terreno destru\u00eddo de &#8220;Hallelujah&#8221;, mas isso n\u00e3o vai se adequar muito confortavelmente no dia normal que voc\u00ea reserva para ouvir rock. &#8220;God Is in the House&#8221;, uma s\u00e1tira interiorana que Randy Newman (*4) j\u00e1 pode ter sido pego assobiando, \u00e9 o mais perto que Cave chega do meramente engra\u00e7ado, mas essa m\u00fasica ainda cont\u00e9m mais selvageria do que seu t\u00edpico humor. &#8220;Homos roaming the streets in packs \/ Queer bashers with tyre-jacks \/ Lesbian counter-attacks&#8221; (&#8220;Seres humanos perambulando pelas ruas aos bandos \/ Amea\u00e7adores de gays com macacos hidr\u00e1ulicos \/ Contra-ataques l\u00e9sbicos&#8221;) canta o narrador de Cave, burgu\u00eas apavorado e temeroso de Deus &#8211; em outras palavras, mais uma m\u00fasica que voc\u00ea n\u00e3o vai querer colocar para repetir no CD player.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;No More Shall We Part&#8221;, assim como muito do trabalho de Nick Cave, \u00e9 algumas vezes t\u00e3o relutante em agradar e t\u00e3o exigente de sua aten\u00e7\u00e3o quanto uma crian\u00e7a pequena. E isso ainda pode explicar porque \u00e9 um al\u00edvio entrar em seu mundo asfixiante, ocasionalmente exausto. Em uma \u00e9poca em que at\u00e9 mesmo o mais furioso ou intimidador hip-hop ou heavy metal parecem desenhados para nos vender algo \u2013 um filme, uma partida de luta livre ou um estilo de vida \u2013 a m\u00fasica de Cave n\u00e3o parece remotamente interessada em vender nada. Isto \u00e9, \u00e9 uma m\u00fasica feita por um artista, nos moldes antigos, no senso do s\u00e9culo XX. N\u00e3o vai fazer Cave ganhar um monte de dinheiro, mas \u00e9 a m\u00fasica dele, e nossa, se n\u00f3s quisermos que ela o seja, e pela qual n\u00f3s devemos ser gratos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-48893 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/nomore2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"963\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/nomore2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/nomore2-234x300.jpg 234w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Nick Hornby \u00e9 autor dos livros &#8220;Febre da Bola&#8221;, &#8220;Alta Fidelidade&#8221; e &#8220;Um Grande Garoto&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Tradu\u00e7\u00e3o de Lara Andr\u00e9, editora do site Quadradinho<\/em><br \/>\n<em>_________________________________<\/em><br \/>\n<em>*1 \u2013 g\u00edria australiana: cerveja(s).<\/em><br \/>\n<em>*2 \u2013 famoso sandu\u00edche do McDonald\u2019s desenvolvido em 1971 para ser consumido idealmente no caf\u00e9 da manh\u00e3.<\/em><br \/>\n<em>*3 \u2013 Thomas Hardy (1840-1928), poeta e romancista brit\u00e2nico do Naturalismo, autor de livros como \u201cTess of the D&#8217;Urbervilles\u201d (1891), que deu origem ao filme \u201cTess\u201d em 1979.<\/em><br \/>\n<em>*4 \u2013 Randy Newman \u2013 aclamado compositor americano de estilo cr\u00edtico e ir\u00f4nico, mais conhecidoA por compor trilhas sonoras de filmes como Awakenings, Forrest Gump, Toy Story, A Bug\u2019s Life, Pleasentville entre outros, tendo sido indicado a 13 Oscar.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;No More Shall We Part&#8221;, assim como muito do trabalho de Nick Cave, \u00e9 algumas vezes t\u00e3o relutante em agradar e t\u00e3o exigente de sua aten\u00e7\u00e3o quanto uma crian\u00e7a pequena. 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