{"id":48866,"date":"2018-10-02T02:24:27","date_gmt":"2018-10-02T05:24:27","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=48866"},"modified":"2018-11-16T11:47:30","modified_gmt":"2018-11-16T13:47:30","slug":"entrevista-mahmundi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/10\/02\/entrevista-mahmundi\/","title":{"rendered":"Entrevista: Mahmundi"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/mahmundioficial\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mahmundi<\/a> j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais uma promessa, muito menos uma surpresa. Seu talento j\u00e1 ficou bem claro e definido em seu disco de estreia, o auto-intitulado \u201cMahmundi\u201d (2016). Agora ela lan\u00e7a \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/4EsFZtXhyj9RHiRb2V0eMT\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Para Dias Ruins<\/a>\u201d, seu segundo \u00e1lbum, o primeiro trabalho pela Universal Music, e prova de uma vez por todas que est\u00e1 prontinha para ser gigante!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mahmundi \u00e9 Marcela Vale, a menina carioca que trabalhou no Circo Voador, foi comparada a Marina Lima e canta o amor de forma verdadeiramente pr\u00f3pria. Esses ep\u00edtetos todos, por\u00e9m, escondem uma mulher forte, que domina diferentes frentes musicais e que consegue ser simples e certeira na hora de construir can\u00e7\u00f5es pop que falam de forma universal sobre o amor, o cotidiano e a felicidade. E \u00e9 com esse olhar positivo que ela lan\u00e7a seu novo disco, como um ant\u00eddoto contra o caos instalado nesses nossos tempos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com show de estreia no Sesc Pompeia, \u201cPara Dias Ruins\u201d mostrou uma artista desenvolta no palco, que fez f\u00e3s cantarem hits, chorarem, e dan\u00e7a no meio da plateia lan\u00e7ando pequenas epifanias sobre ser e existir. Neste bate papo moderno abaixo (perguntas por e-mail, respostas em \u00e1udio), falamos sobre a produ\u00e7\u00e3o do disco novo, as suas inspira\u00e7\u00f5es e aspira\u00e7\u00f5es e sobre outras tens\u00f5es que nos permeiam. Confira a entrevista abaixo:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/OCkelvOTq48?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No evento de lan\u00e7amento de &#8220;Para Dias Ruins&#8221;, voc\u00ea falava que j\u00e1 tinha um disco praticamente pronto e acabou decidindo mudar no meio do caminho. Como foi o processo de constru\u00e7\u00e3o deste \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\nA constru\u00e7\u00e3o do \u201cPara Dias Ruins\u201d foi um per\u00edodo de fazer pesquisa, resgatar algumas can\u00e7\u00f5es e resgatar a forma de fazer can\u00e7\u00e3o. Foi bem legal, por que sempre trabalhei como t\u00e9cnica, mas nunca tinha me colocado \u00e0 prova de fazer ritmos cl\u00e1ssicos de que eu gostava muito, ent\u00e3o \u201cPara Dias Ruins\u201d tem essa constru\u00e7\u00e3o. Antes eu j\u00e1 tinha uma ideia, da\u00ed abandonei essa ideia e comecei de novo, at\u00e9 pra estudar, para aprender como me desenvolver como artista e cantora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tamb\u00e9m no lan\u00e7amento voc\u00ea falava sobre sua m\u00e3e pedir para que se ouvisse mais a sua voz nas suas m\u00fasicas. Nesse sentido, o novo disco parece ainda mais pop e acess\u00edvel. Aparentemente, voc\u00ea n\u00e3o parece ser da linha de artistas independentes que t\u00eam medo do sucesso popular. Como voc\u00ea encara essa possibilidade?<\/strong><br \/>\nGosto de m\u00fasica pop, gosto de pessoas e cada vez mais gosto de lidar com o Brasil. Quando voc\u00ea vai entendendo a forma de se fazer sucesso, que \u00e9 um reflexo muito desse modelo americanizado,\u00a0 acho que voc\u00ea vai crescendo, vai entendendo de comunica\u00e7\u00e3o, a coisa da voz, da mensagem. No Brasil se faz muito necess\u00e1rio essa coisa de se comunicar com grandes multid\u00f5es, e as pessoas gostam bastante tamb\u00e9m. Gosto de ser popular e acess\u00edvel, e acho que (esse novo disco) abriu o caminho para eu ser mais acess\u00edvel. Acho que estou caminhando cada dia mais pra ser popular, mas acho (tamb\u00e9m) que (estou) entendendo esse processo a fundo, sem nenhum afobamento. Est\u00e1 sendo \u00f3timo fazer isso com calma. Acho que no futuro a gente tem que&#8230; eu, particularmente, tenho muita coisa pra aprender, pra ver. N\u00e3o s\u00f3 eu, como meus amigos artistas, ent\u00e3o \u00e9 isso: n\u00e3o \u00e9 nem uma quest\u00e3o de ter medo, \u00e9 s\u00f3 me preparar para fazer isso com cautela, com seguran\u00e7a e com entendimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Esse \u00e9 seu primeiro trabalho com uma grande gravadora. Como foi esse processo: voc\u00ea notou diferen\u00e7as grandes? Voc\u00ea teve a mesma liberdade de produ\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nAs diferen\u00e7as que notei indo para a Universal \u00e9 que eu tinha uma estrutura de quem j\u00e1 teve outras experi\u00eancias. Era diferente de eu estar dando pitaco, entendendo algumas coisas. Meus pitacos eram muito musicais, mas eu precisava de uma estrutura que me ajudasse a coordenar essa conceito de como produzir, de como aprender a fazer produ\u00e7\u00e3o, fora e dentro do pr\u00f3prio trabalho. Ent\u00e3o foi realmente um aprendizado, foi especial e tem sido. A Universal \u00e9 muito grande, acho que hoje uma das maiores gravadoras do mundo, e a gente t\u00eam acesso a v\u00e1rios artistas e pessoas que est\u00e3o l\u00e1 desde o come\u00e7o, ent\u00e3o pra mim foi muito rico estar l\u00e1. E tive uma liberdade de produ\u00e7\u00e3o, consegui fazer tudo que eu quis e ter entrado em 2018 numa gravadora \u00e9 fundamental para saber lidar com um mercado novo, com pessoas novas, ent\u00e3o foi muito importante. Amadureci bastante nesses dois anos, com esse suporte. E espero estar preparada para participar de uma ind\u00fastria efetivamente como produtora musical j\u00e1 nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Para Dias Ruins&#8221; resgata algumas can\u00e7\u00f5es j\u00e1 conhecidas anteriormente, como &#8220;Felicidade&#8221;, do seu primeiro EP. Qual era o intuito de repaginar essas can\u00e7\u00f5es antigas?<\/strong><br \/>\nQuando comecei a fazer algumas m\u00fasicas minhas em 2012, eu tinha uma ideia de som, mas precisva aprender a fazer aquilo. Por\u00e9m, naquele momento, eu n\u00e3o tinha refer\u00eancias de pessoas com quem gostaria de trabalhar, ent\u00e3o fui fazendo, fazendo, e ent\u00e3o seis anos depois comecei a olhar para essas m\u00fasicas na ess\u00eancia das can\u00e7\u00f5es, e j\u00e1 tinha estudado um pouco mais de mixagem, de grava\u00e7\u00e3o, de produ\u00e7\u00e3o e tal, ent\u00e3o o intuito foi resgatar realmente essas can\u00e7\u00f5es e tirar o melhor delas enquanto&#8230; can\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o esse trabalho de mixagem e de produ\u00e7\u00e3o, saber os timbres certos, foi muito importante para trazer essas can\u00e7\u00f5es para o agora, com mais maturidade para execut\u00e1-las. Realmente foi bom, \u00e9 bom voc\u00ea dar um espa\u00e7o, um tempo e conseguir trazer essa m\u00fasica de volta, ressignificar \u00e9 realmente importante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O novo disco j\u00e1 tem dois lindos clipes. O de &#8220;Qual \u00e9 a Sua?&#8221;, por exemplo, foi gravado na Bahia. Como foi a concep\u00e7\u00e3o desse v\u00eddeo?<\/strong><br \/>\nGravar na Bahia \u00e9 tamb\u00e9m pelo lance de diversificar um pouco desse olhar da minha caminhada pelo Brasil. Eu sempre gostei de falar do meu lugar, o Rio de Janeiro, mas viajando pelo Brasil comecei a entender essa unidade das coisas, e isso me fez muito bem. Gravar \u201cQual \u00e9 a Sua?\u201d na Bahia e passar dois dias na cidade &#8211; na verdade eu passei tr\u00eas dias l\u00e1 &#8211; comendo acaraj\u00e9, caminhando, andando, vendo as pessoas &#8211; e foram lugares que de fato a gente caminhou, eu e o Henrique Alqualo, o diretor do clipe. Foi bom tem feito isso com pessoas normais, com amigos, ent\u00e3o acho que tamb\u00e9m \u00e9 uma parte do Brasil, uma outra quentura, um outro romance, uma fotografia bem bonita, por que o Brasil \u00e9 isso, os cen\u00e1rios naturais&#8230; Gosto muito de lidar com cen\u00e1rios naturais por que o povo brasileiro tem muito essa coisa da imagem, de que gosto tamb\u00e9m. Foi realmente muito importante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma das can\u00e7\u00f5es mais bonitas do disco, a meu ver, \u00e9 &#8220;As Voltas&#8221;, acho extremamente delicado o uso (e n\u00e3o uso) dos pronomes. Entendo-a como uma can\u00e7\u00e3o que celebra todas as formas de amar e a liberdade de ser o que se \u00e9. Essa era sua inten\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica?<\/strong><br \/>\n\u201cAs Voltas\u201d \u00e9 uma composi\u00e7\u00e3o do Qinho, na verdade, que \u00e9 um compositor carioca que adoro e acho que foi importante compartilhar dessa composi\u00e7\u00e3o e fazer um arranjo diferente da proposta da m\u00fasica dele. (Apesar de que) N\u00e3o \u00e9 t\u00e3o diferente do arranjo dele, mas de uma voz masculina para uma voz feminina j\u00e1 mudam muita coisas. Adoro essa m\u00fasica justamente pela liberdade e, tamb\u00e9m, \u00e0s vezes, quando a gente est\u00e1 aprendendo num processo de se relacionar, a gente sofre muito, a gente briga muito, mas o amor pode ser ressignificado. \u201cAs Voltas\u201d fala: \u201cV\u00e3o dizer que isso n\u00e3o se deve fazer\u201d, e tem isso tamb\u00e9m, \u00e0s vezes a gente vai ficar se cobrando sobre o que as pessoas v\u00e3o achar de voc\u00ea; mas eu acho que o importante \u00e9 voc\u00ea saber o momento de dar oportunidade pro amor voltar ou como construir outros amores, tem muito isso tamb\u00e9m. Acho que a gente tem que estar atento a todas as novidades. \u201cAs Voltas\u201d fala muito dessa coisa da volta pra esse amor, esse primeiro amor. Ent\u00e3o \u00e9 isso, a inten\u00e7\u00e3o era realmente liberdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Para d+Dias Ruins&#8221; \u00e9 um disco de amor em meio ao caos. Podemos dizer que voc\u00ea seria uma pessoa de pensamento positivo? Como voc\u00ea tem se enxergado nesse cen\u00e1rio polarizado pr\u00e9-elei\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\nO \u201cPara Dias Ruins\u201d fala desses meus \u00faltimos anos, que foram bem complicados. Recorri a terapia, a medita\u00e7\u00e3o, recorri ao auto-conhecimento para n\u00e3o fazer o mundo me afundar. Acho que v\u00e1rias pessoas no Brasil, e n\u00e3o s\u00f3 no Brasil, mas no mundo, ainda que no Brasil a gente passe por muitos problemas, tem esse problema da pobreza e da falta de alfabetiza\u00e7\u00e3o e de dinheiro e de ser um pa\u00eds rico e estar sempre lidando com a mis\u00e9ria, ent\u00e3o isso tudo gera uma pobreza mental, uma mis\u00e9ria espiritual, que acaba refletindo e as pessoas n\u00e3o conseguem muito chegar, e d\u00e3o fim a sua vida por n\u00e3o entenderem. E eu tava passando por isso, como uma brasileira leg\u00edtima, de ver tudo desmoronando e trazendo at\u00e9 essas quest\u00f5es eleitorais, j\u00e1 que isso tudo \u00e9 muito novo pra gente. Efetivamente nesses \u00faltimos anos a gente tem deixado esses assuntos das elei\u00e7\u00f5es mais \u00e0 tona, as pessoas t\u00eam falado e tal, est\u00e1 muito complicada essa situa\u00e7\u00e3o toda. Mas enxergo uma melhoria, apesar dessa melhoria ser uma novidade, ela vem tamb\u00e9m com uma viol\u00eancia, vem com uma agressividade. Mas a gente n\u00e3o est\u00e1 chegando num processo de fim, acho que a gente est\u00e1 chegando em um processo de evolu\u00e7\u00e3o. E em todos os per\u00edodos evolutivos acontecem essas rupturas. \u00c9 isso: chego ao final desses dias ruins na verdade dizendo que \u00e9 importante se posicionar, \u00e9 importante saber como voc\u00ea reage a dias ruins, n\u00e3o simplesmente desistir de ser quem voc\u00ea \u00e9 em dias ruins \u2013 tanto para as elei\u00e7\u00f5es, para a vida \u00edntima, p\u00fablica, relacionamentos. \u00c9 sobre se posicionar e repensar a forma de encarar dias ruins.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea \u00e9 cantora, compositora, instrumentista e produtora, voc\u00ea ainda sente aquela desconfian\u00e7a masculina perante o seu trabalho?\u00a0<\/strong><strong>Vejo voc\u00ea pr\u00f3xima de outros artistas de sua gera\u00e7\u00e3o, como o Emicida, Alice Caymmi e Letrux, para citar alguns. Al\u00e9m desses, quais outros artistas jovens voc\u00ea acompanha e fazem parte da sua playlist?<\/strong><br \/>\nExistem v\u00e1rios artistas &#8211; brasileiros &#8211; que admiro muito e acho que a gente est\u00e1 passando por um momento muito f\u00e9rtil, em que a internet possibilita muita gente de estar a\u00ed acontecendo. E o mercado est\u00e1 muito mais plural e n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 mais masculino e feminino, \u00e9 muito mais plural para o p\u00fablico LGBT, pro p\u00fablico negro, pra todas as frentes. E n\u00e3o s\u00f3 de m\u00fasica, mas tamb\u00e9m de entretenimento, os youtubers, pessoas que se comunicam, acho que tem sido uma \u00e9poca muito rica pro Brasil, a gente tem colocado muita gente fera a\u00ed falando, ent\u00e3o fico muito orgulhosa. E sobre produ\u00e7\u00e3o e essa coisa do mundo masculino, \u00e9 uma coisa que j\u00e1 aprendi a entender que vai fazer parte, o mundo est\u00e1 cauterizado numa forma de pensar, naturalmente as pessoas v\u00e3o l\u00e1 e v\u00e3o falar \u201cai, voc\u00ea \u00e9 mulher\u201d, \u201cai, voc\u00ea \u00e9 n\u00e3o sei o que\u201d, isso \u00e9 meio chato, por que eu j\u00e1 passei do tempo em que eu estava reativa com isso e agora eu fico s\u00f3 esperando que essa ignor\u00e2ncia se dissolva e que a gente consiga falar de igual pra igual. Isso \u00e9 longo, o nascer \u00e9 longo, o desenvolver \u00e9 longo, mas eu acredito que daqui pra frente as coisas v\u00e3o mudar cada vez mais e a gente vai ver muito mais mulheres trabalhando, cantando, produzindo, n\u00e3o s\u00f3 mulher fazendo necessariamente x ou y, mas ela estando em um lugar onde ela quiser, de fato. Essa frase \u00e9 maravilhosa: o lugar da mulher e de qualquer pessoa \u00e9 onde ela quiser estar, com respeito, amor ao pr\u00f3ximo, respeito a si pr\u00f3prio, tudo \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HWpx_CGVvWM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/8sEabeiriKI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-KkyK9XwYwc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista e colabora com o site\u00a0<a href=\"http:\/\/www.aescotilha.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">A Escotilha<\/a>. Escreve para o Scream &amp; Yell desde 2014. A foto que abre o texto \u00e9 de Edvaldo Santos \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Mahmundi j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais uma promessa. Seu talento j\u00e1 ficou bem claro e definido em seu disco de estreia, o auto-intitulado \u201cMahmundi\u201d (2016). 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