{"id":48852,"date":"2007-05-23T10:44:16","date_gmt":"2007-05-23T13:44:16","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=48852"},"modified":"2018-09-30T10:50:37","modified_gmt":"2018-09-30T13:50:37","slug":"entrevista-edgard-scandurra-do-ira-2007","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/05\/23\/entrevista-edgard-scandurra-do-ira-2007\/","title":{"rendered":"Entrevista: Edgard Scandurra, do Ira! (2007)"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<\/strong><strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcos.paulino.313?\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Marcos Paulino<\/a>\u00a0(colaborou Marcelo Costa)<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobreviver tocando viol\u00e3o pode ser uma moleza para um m\u00fasico talentoso, mas n\u00e3o \u00e9 isso o que quer para sua vida o guitarrista e principal compositor da banda paulistana Ira!, Edgard Scandurra. Inquieto, estudioso, curioso, ele j\u00e1 estava incomodado por n\u00e3o fazer logo um disco de in\u00e9ditas. Afinal, o Ira! havia lan\u00e7ado em 2004 o &#8220;Ac\u00fastico MTV&#8221;, grande sucesso, mas baseado nas can\u00e7\u00f5es antigas. Antes dele, o \u00faltimo lan\u00e7amento havia sido &#8220;Entre Seus Rins&#8221;, de 2001, disco que conseguiu pouca repercuss\u00e3o. E, antes desse, &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2001\/01\/12\/entrevista-edgard-scandurra-ira\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">MTV Ao Vivo<\/a>&#8220;, outro de regrava\u00e7\u00f5es, em 2000.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o perfeccionista Edgard, o Ira! estava ficando pop demais, talvez acomodado com a m\u00eddia alcan\u00e7ada com os dois trabalhos em parceria com a MTV. Estava faltando um \u00e1lbum &#8220;autoral&#8221;, palavra que o guitarrista usa bastante. Ele n\u00e3o admitia que sua banda, com uma trajet\u00f3ria de mais de 25 anos, tornasse-se um grupo de meros int\u00e9rpretes de seus pr\u00f3prios sucessos. Da\u00ed que resolveu tomar as r\u00e9deas da produ\u00e7\u00e3o do mais recente e 13\u00ba disco do Ira!, &#8220;Invis\u00edvel DJ&#8221;, rec\u00e9m-lan\u00e7ado e cuja turn\u00ea teve in\u00edcio com um show na semana passada (18\/05), em Crici\u00fama (SC).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse trabalho, Edgard aparece muito. Seja fazendo sua guitarra ecoar nos ouvidos com as influ\u00eancias de seus projetos paralelos, como no Benzina a.k.a, em que toca com duas mulheres, seja nos cr\u00e9ditos do CD, onde seu nome pode ser visto como autor de boa parte das composi\u00e7\u00f5es. O resultado parece ter agradado ao exigente m\u00fasico, como ele mostra nesta entrevista exclusiva ao PLUG, parceiro do Scream &amp; Yell. J\u00e1 se agradou ao p\u00fablico ainda \u00e9 cedo para dizer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esfor\u00e7os para isso foram feitos. O disco tem a participa\u00e7\u00e3o de velhos parceiros do Ira!, como o ex-Tit\u00e3 Arnaldo Antunes e a ex-Gang 90 (e ex-mulher do guitarrista) Taciana Barros, e uma m\u00fasica de autoria de Rodrigo Koala, autor de sucessos do Hateen e do CPM 22. Mas o Ira! de hoje \u00e9 muito diferente da banda que, em 1985, lan\u00e7ou seu primeiro disco, cheio de ideologia, &#8220;Mudan\u00e7a de Comportamento&#8221;. E que depois estouraria com a inclus\u00e3o de &#8220;Flores em Voc\u00ea&#8221; na abertura da novela &#8220;O Outro&#8221;, da TV Globo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde ent\u00e3o, a banda, que tem Nasi nos vocais, Ricardo Gaspa no baixo e Andr\u00e9 Jung na bateria, vem alternando momentos de muito sucesso com outros de &#8220;sumi\u00e7o&#8221;. Resultado de uma discografia que n\u00e3o se limitou a se deitar no ber\u00e7o espl\u00eandido da fama. Edgard e companhia nunca tiveram de medo de arriscar. Neste novo CD, em que o guitarrista assume o papel de um &#8220;DJ invis\u00edvel&#8221; da trilha sonora de outras vidas, eles mostram isso mais uma vez.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GJbWdosm1EY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Suas guitarras est\u00e3o bem marcantes neste disco, voc\u00ea escreveu v\u00e1rias letras, enfim, teve uma participa\u00e7\u00e3o destacada na elabora\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum. Como foi esse trabalho?<\/strong><br \/>\nSou o maior compositor do Ira! e, de certa forma, a banda me delega um poder. Ent\u00e3o, entre o nosso \u00faltimo disco de est\u00fadio e este, me lembrei de uma frase do Homem Aranha, que todo poder gera responsabilidade. Depois de seis anos sem um disco de in\u00e9ditas, eu queria fazer um CD forte, que tivesse pegada, uma sonoridade rica, letras importantes, enfim, que n\u00e3o fosse um disco a mais em nossa carreira e passasse batido. Queria que fosse um disco marcante, que as pessoas pudessem ouvir por muito tempo, que influenciasse novas gera\u00e7\u00f5es. Isso me fez arrega\u00e7ar as mangas e trabalhar muito, porque eu queria uma pegada que transcendesse a coisa simplesmente do pop. Depois do sucesso do &#8220;Ac\u00fastico&#8221;, voc\u00ea pode achar que tem que manter um status, ent\u00e3o pode sucumbir a uma f\u00f3rmula. Em vez de ser uma banda autoral, pode virar uma banda int\u00e9rprete, gravando discos como se fossem cantores da MPB. Quis encabe\u00e7ar esse projeto justamente para n\u00e3o cair a peteca, para que fosse um disco contundente, que fizesse a galera saudosa dos outros discos do Ira!, ou o p\u00fablico jovem, ter em m\u00e3os um trabalho autoral, de peso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>D\u00e1 para dizer ent\u00e3o que voc\u00ea vestiu a carapu\u00e7a do invis\u00edvel DJ?<\/strong><br \/>\n\u00c9 verdade. De certa forma, o objetivo de fazer com que o disco vire uma trilha sonora da vida da gente d\u00e1 muni\u00e7\u00e3o para que se vire esse invis\u00edvel DJ. \u00c9 um trabalho que tem a caracter\u00edstica de ter m\u00fasicas que marquem as pessoas, que deixem registrado esse nosso momento de pesquisa. \u00c9 um disco que vem tirar um certo atraso. O &#8220;Ac\u00fastico&#8221; foi maravilhoso, mas ficamos quase dois anos tocando viol\u00e3o. \u00c9 incr\u00edvel ganhar dinheiro tocando viol\u00e3o. (Risos) \u00c9 \u00f3timo, mas a gente \u00e9 muito mais que isso. \u00c9 importante resgatar a nossa pegada rock&#8217;n&#8217;roll, nosso lirismo, nosso romantismo, nossos sonhos e colocar tudo isso num disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 percept\u00edvel em cada faixa que sua guitarra traz v\u00e1rias influ\u00eancias. D\u00e1 realmente a sensa\u00e7\u00e3o de voc\u00ea pesquisou, que estava com tes\u00e3o de tocar guitarra. \u00c9 isso mesmo?<\/strong><br \/>\nEm determinado momento, voc\u00ea come\u00e7a a pensar a m\u00fasica como um todo, como compositor, como arranjador, e vai se distanciando do instrumento. Eu percebia que estava me distanciando da guitarra, estava mais preocupado com o conjunto da obra. Ent\u00e3o achei necess\u00e1rio retomar a guitarra. Tamb\u00e9m come\u00e7ou a aparecer muita gente boa tocando guitarra e percebi que n\u00e3o podia ficar parado, vivendo de uma mem\u00f3ria, das guitarras legais que fiz em algum momento da minha vida. Sem deixar de me preocupar com essa coisa toda da m\u00fasica, quis me voltar um pouco mais para o meu instrumento, pensar em riffs, em timbres diferentes. \u00c9 isso que faz a m\u00fasica ser n\u00e3o s\u00f3 contempor\u00e2nea, mas tamb\u00e9m atemporal. \u00c9 uma pegada legal, um solo interessante que v\u00e3o fazer a m\u00fasica ser lembrada daqui a 10 anos. Mas n\u00e3o tenho pretens\u00e3o nenhuma de mostrar virtuosismo, de mostrar que sou bom. Quero aproveitar meus erros tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea trouxe para este disco a carga de seus projetos paralelos?<\/strong><br \/>\nClaro. O trabalho para mim \u00e9 uma coisa s\u00f3, n\u00e3o sou duas pessoas. N\u00e3o tem aquela coisa de que o Edgard do Benzina ou que trabalha com m\u00fasica eletr\u00f4nica n\u00e3o tem nada a ver com o Edgard do Ira!. Tem tudo a ver, \u00e9 decorr\u00eancia da experi\u00eancia que voc\u00ea vai adquirindo, de timbres que voc\u00ea vai descobrindo, de formas de compor diferentes. Se n\u00e3o consigo numa m\u00fasica do Benzina colocar o timbre que eu queria, se ficou aqu\u00e9m do que eu gostaria, procuro recuperar isso no disco seguinte, seja no Ira!, seja numa m\u00fasica eletr\u00f4nica, seja numa participa\u00e7\u00e3o como convidado. \u00c9 uma procura para recuperar o terreno que perdi por uma distra\u00e7\u00e3o, uma falta de foco. N\u00e3o consigo dissociar as coisas. Ent\u00e3o foi superimportante a minha experi\u00eancia com trabalho solo, porque vou sempre querendo aperfei\u00e7oar no trabalho seguinte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Nasi tem um trabalho paralelo completamente diferente do seu, voltado mais ao blues e ao soul. Quando voc\u00eas se juntam, como fica isso?<\/strong><br \/>\nIsso \u00e9 uma coisa interessante. A gente fica muito tempo juntos, na estrada, nos shows, mas cada um tem a sua vida particular. Temos mais de 40 anos e n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 os trabalhos solos que fazem com que a vida de cada um seja t\u00e3o diferente da do outro. Quando a gente se re\u00fane no est\u00fadio para gravar, \u00e9 como se a gente n\u00e3o se visse h\u00e1 muito tempo. A\u00ed vem a import\u00e2ncia de o Nasi trazer alguma coisa diferente que ele fez, ou de eu apresentar alguma coisa que fiz. A gente sempre acaba descobrindo um terceiro som, que acaba sendo o som do Ira!. Tem tamb\u00e9m a import\u00e2ncia do Ricardo no baixo, como compositor, do Andr\u00e9 na bateria, com sua cabe\u00e7a pensante, que ajuda muito com os arranjos. \u00c9 quando as quatro pessoas come\u00e7am a trabalhar num produto s\u00f3, com o mesmo objetivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O &#8220;Invis\u00edvel DJ&#8221; lembra um pouco o &#8220;Psicoac\u00fastica&#8221;, parece retomar aquela fase. Em que contexto da discografia do Ira! voc\u00ea encaixaria este disco?<\/strong><br \/>\nEle entra num momento de muita coer\u00eancia da nossa trajet\u00f3ria. O nosso \u00faltimo disco antes do ac\u00fastico, o &#8220;Entre Seus Rins&#8221;, veio num momento em que a gente estava numa fase muito boa como produtores. A gente tinha as nossas influ\u00eancias dos trabalhos solos, dentro de um disco em que t\u00ednhamos liberdade total para compor, que acabou sendo um sucesso para n\u00f3s dentro do est\u00fadio, mas ficou muito aqu\u00e9m na resposta do p\u00fablico, de vendagem. Tivemos uma turn\u00ea bacana, mas que poderia ter sido melhor. As m\u00fasicas n\u00e3o entraram na cabe\u00e7a das pessoas como a gente imaginava. A nossa gravadora era a Deck Discos da Abril, que estava fechando. Pegamos um momento dif\u00edcil e acabou sobrando para n\u00f3s o esquecimento muito precoce desse disco. O &#8220;Invis\u00edvel DJ&#8221; resgata alguma coisa do passado, talvez o &#8220;Psicoac\u00fastica&#8221;, talvez o &#8220;Meninos da Rua Paulo&#8221;, mas eu o vejo como uma continua\u00e7\u00e3o do &#8220;Entre Seus Rins&#8221;. Tem um pouco de tecnologia na m\u00fasica, tem uma pegada contempor\u00e2nea no som. Do &#8220;Ac\u00fastico&#8221;, vem uma ponte que o Rick Bonadio, nosso produtor, queria que tivesse em uma ou duas faixas. O disco \u00e0s vezes \u00e9 um desabafo do que n\u00e3o conseguimos no anterior, \u00e0s vezes \u00e9 uma tentativa de quebrar com uma expectativa. Quisemos ter uma coer\u00eancia com os \u00faltimos trabalhos aliada ao vigor de m\u00fasicas in\u00e9ditas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Que diferen\u00e7as voc\u00ea v\u00ea no Edgard de hoje e no Edgard do Ira! do &#8220;Mudan\u00e7a de Comportamento&#8221;, nos anos 80?<\/strong><br \/>\nNesse per\u00edodo de 20 e poucos anos, a grande diferen\u00e7a \u00e9 a vida adulta e suas responsabilidades. Quando eu tinha 23 anos, no primeiro disco do Ira!, minha vida era totalmente a m\u00fasica. Ficava num apartamento de um quarto, uma bagun\u00e7a danada, uma zona, olhando para o teto, esperando as coisas acontecerem, podendo ter atitudes punks \u00e0 vontade. Era aquele momento da juventude em que todo mundo parece seu inimigo e voc\u00ea fica sempre na defensiva. Ao mesmo tempo \u00e9 um per\u00edodo muito legal, porque voc\u00ea est\u00e1 se rebelando contra as coisas e tem um discurso contundente. Neste momento, sou aquele cara s\u00f3 que com quatro filhos, tenho uma vida cheia de responsabilidades de pai. Na m\u00fasica, tenho uma vis\u00e3o bem mais ampla do que naquela \u00e9poca. Agora tenho um distanciamento. Hoje posso ver uma cr\u00edtica negativa a um trabalho meu e achar at\u00e9 pertinente. Posso n\u00e3o aceitar, mas continuar mantendo isso no plano da democracia. Quando era mais novo, qualquer coisa dessas me ofendia, me magoava, me deixava arrasado. Hoje sou muito mais tolerante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Apesar do amadurecimento, voc\u00ea acredita que o Ira! continua atraindo o p\u00fablico jovem?<\/strong><br \/>\nA gente tem conseguido isso atrav\u00e9s dos anos. Me lembro que em 98, numa fase nossa meio obscura, com discos mais experimentais, sem muita exposi\u00e7\u00e3o em m\u00eddia, por\u00e9m com uma hist\u00f3ria, nosso f\u00e3-clube tinha um presidente de 17 anos. Era um moleque, presidente do f\u00e3-clube at\u00e9 hoje, que sabia tudo sobre nossa hist\u00f3ria. A gente conseguiu um p\u00fablico com o &#8220;Ac\u00fastico&#8221; que ouve r\u00e1dio, que gosta tanto da gente quanto de outra banda mais pop, mais comercial, mas a gente consegue mesmo um p\u00fablico mais duradouro com nosso hist\u00f3rico. A gente conquista um p\u00fablico com uma m\u00fasica de sucesso, mas que esquece da banda quando ouve um trabalho de que n\u00e3o gosta. O p\u00fablico forte que nos acompanha s\u00e3o aqueles que sabem que nossas m\u00fasicas n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 flores, s\u00f3 maravilha, que tem um pianinho aqui, um viol\u00e3ozinho ali. A gente sempre fez m\u00fasica para a gente mesmo e, enquanto for assim, teremos o respeito do p\u00fablico e isso vai fazer com que apare\u00e7am novos f\u00e3s. E at\u00e9 seleciona um pouco, pois faz chegar at\u00e9 n\u00f3s n\u00e3o s\u00f3 aquele p\u00fablico do r\u00e1dio, da TV, ou que viu o p\u00f4ster e veio pela beleza de um integrante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Do alto de quem tem duas d\u00e9cadas e meia no rock e de quem viveu a \u00e9poca de gl\u00f3ria do rock nacional, como voc\u00ea v\u00ea as bandas novas?<\/strong><br \/>\nH\u00e1 algumas tribos, como a do emocore, que desconhe\u00e7o muito. A\u00ed eu vejo o quanto h\u00e1 choque de gera\u00e7\u00f5es, na m\u00fasica, na arte, no comportamento. \u00c9 uma coisa que pertence ao universo adolescente e para a qual eu posso ter uma vis\u00e3o cr\u00edtica errada. Mas acho que h\u00e1 duas coisas interessantes no rock agora: as bandas que vem nesse caminho meio dos anos 80, de conseguir alguma coisa atrav\u00e9s de show, de r\u00e1dio, de televis\u00e3o, e o pessoal mais alternativo e talvez mais antenado com a tend\u00eancia mundial, que vai para o MySpace, vai para o download, que acho que tem mais possibilidade n\u00e3o de popularidade, mas de conseguir alguma coisa mais interessante na m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais os planos do Ira!? Vai rolar DVD?<\/strong><br \/>\nVai rolar o DVD do CD novo, que \u00e9 um trabalho muito interessante. A gente regravou as m\u00fasicas do &#8220;Invis\u00edvel DJ&#8221; ao vivo dentro do est\u00fadio. No ano passado, a gente fez 25 anos e nem comemorou, porque n\u00e3o deu muita import\u00e2ncia a isso. Para mim, \u00e9 um dia depois do outro. Ent\u00e3o vamos aproveitar esse DVD para marcar a data. Vai ter depoimentos de muita gente que nos acompanhou no come\u00e7o da carreira, ter\u00e1 o making of do novo disco. Acho que vai ficar um trabalho maravilhoso. Estou ansioso para ver, porque material tem bastante.<\/p>\n<div class=\"entry-content\">\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/aA6LCsPzuG8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcos.paulino.313?\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Marcos Paulino<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista editor do site Mundo Plug (<a href=\"http:\/\/www.mundoplug.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.mundoplug.com<\/a>)<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Para o perfeccionista Edgard, o Ira! estava ficando pop demais, talvez acomodado com a m\u00eddia alcan\u00e7ada com os dois trabalhos em parceria com a MTV. 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