{"id":48504,"date":"2018-08-27T09:28:00","date_gmt":"2018-08-27T12:28:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=48504"},"modified":"2018-10-04T10:15:13","modified_gmt":"2018-10-04T13:15:13","slug":"ao-vivo-stick-men-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/08\/27\/ao-vivo-stick-men-em-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Ao vivo: Stick Men em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Texto por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/daniel.tavares.96343\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Daniel Tavares<\/a><br \/>\nFotos por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pg\/fernandoyokotafotografia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fernando Yokota<\/a> (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pg\/fernandoyokotafotografia\/photos\/?tab=album&amp;album_id=1920551144655482\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">veja galeria<\/a>)<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O King Crimson nunca foi um dos nomes mais lembrados na hist\u00f3ria do rock em geral. Mesmo quando se fala especificamente em Rock Progressivo, nomes como Pink Floyd, Genesis, Yes e Emerson, Lake &amp; Palmer vem primeiro \u00e0 mem\u00f3ria e, historicamente, atingiram maior sucesso comercial. Um dos motivos para tanto pode ser a completa instabilidade na forma\u00e7\u00e3o. Embora nenhuma das outras bandas citadas tenha tido um line up constante, nenhuma mudou tanto quanto o King Crimson. Com praticamente uma forma\u00e7\u00e3o diferente a cada disco, apenas o guitarrista Robert Fripp manteve-se como membro constante por toda a trajet\u00f3ria da banda. No entanto, se n\u00e3o \u00e9 banda de lotar est\u00e1dios, como aconteceu com David Gilmour (em 2015) e deve acontecer com Roger Waters (em outubro), pela inventividade, beleza e, porque n\u00e3o dizer, estranheza de suas composi\u00e7\u00f5es, o Crimson ainda \u00e9 uma banda que tem uma cativa legi\u00e3o de f\u00e3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com som mais pesado que as demais bandas, o King tamb\u00e9m pode ser considerado como um dos precursores do Heavy Metal (&#8220;21st Schizoid Man&#8221; encaixou com tanta perfei\u00e7\u00e3o na voz de Ozzy Osbourne que parece ter sido feita pra ele), embora jamais tenha abra\u00e7ado o estilo. E integrantes dessa legi\u00e3o, significativa embora n\u00e3o t\u00e3o numerosa (e plural na faixa et\u00e1ria com jovens adultos de vinte anos e velhos guerreiros de cabelos grisalhos) de &#8220;s\u00faditos carmesim&#8221;, compareceu na noite de sexta-feira para ver uma parte da hist\u00f3ria do King Crimson sendo reproduzida no Carioca Club, em S\u00e3o Paulo (numa produ\u00e7\u00e3o da Vega Concerts). A promessa era ver tr\u00eas m\u00fasicos (dois ainda integrantes e um ex-integrante) do King Crimson no palco desfilando cl\u00e1ssicos carmesin em meio a can\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A banda a se apresentar era o Stick Men, mas, mesmo com a indubit\u00e1vel qualidade musical de sua obra, ningu\u00e9m seria louco de ignorar que o maior apelo era mesmo a presen\u00e7a dos m\u00fasicos (e das m\u00fasicas) do King Crimson na forma\u00e7\u00e3o. O pr\u00f3prio nome Stick Men ofusca-se em meio aos nomes de cada um de seus integrantes individualmente: Tony Levin e Pat Mastelloto (os dois atualmente tocando no King Crimson oficial) mais Markus Reuter, convidando tamb\u00e9m o simp\u00e1tico David Cross (que inaugurou a segunda grande fase \u2013 n\u00e3o exatamente a segunda forma\u00e7\u00e3o \u2013 do King Crimson na primeira metade da d\u00e9cada de 70). E o fato de que mencionamos primeiro o King Crimson, antes de mencionar o pr\u00f3prio Stick Men (numa resenha de um show do Stick Men, n\u00e3o do King Crimson) corrobora a afirma\u00e7\u00e3o de que era pelo KC (como tamb\u00e9m \u00e9 conhecida a banda inglesa), pela hist\u00f3ria do KC e pelos m\u00fasicos do KC que muitos chegaram ali.<\/p>\n<figure id=\"attachment_48508\" aria-describedby=\"caption-attachment-48508\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-48508 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/stickmen4.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"519\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/stickmen4.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/stickmen4-300x208.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-48508\" class=\"wp-caption-text\"><em>David Cross<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 que ao longo do show (longe de ser um show cover de luxo) aconteceu algo semelhante ao que acontece com alguns spin offs de s\u00e9ries de cinema e TV (admita, voc\u00ea s\u00f3 come\u00e7ou a assistir &#8220;Better Call Saul&#8221; por causa de &#8220;Breaking Bad&#8221;) que orbitam as s\u00e9ries originais inicialmente, mas mant\u00e9m-se por seus pr\u00f3prios m\u00e9ritos. Se algu\u00e9m tinha a inten\u00e7\u00e3o de ver um pouco de King Crimson (que jamais veio ao Brasil) e, quem sabe, comprar uma cerveja ou ir ao banheiro durante as can\u00e7\u00f5es originais do grupo cujo nome estava no cartaz, a inten\u00e7\u00e3o foi frustrada. E isso \u00e9 muito bom. Enquanto can\u00e7\u00f5es do King Crimson eram muito aplaudidas em seus acordes iniciais, can\u00e7\u00f5es do pr\u00f3prio Stick Men imobilizaram os presentes, olhos fixos no palco, num show de t\u00e9cnica em n\u00edvel t\u00e3o absurdo que dificilmente ser\u00e1 ultrapassado. Est\u00e1vamos todos &#8220;na corte do Stick Men&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A viagem come\u00e7ou pontualmente \u00e0s 22h, com os quatro Stick Men no palco. Foi da predile\u00e7\u00e3o de Tony Levin pelo instrumento inventado por Emmett Chapman que veio o nome da banda. Como ele e Michael Bernier tocavam o instrumento e Mastelotto usava baquetas (em ingl\u00eas, sticks) o nome pareceu apropriado. O Chapman Stick \u00e9 uma esp\u00e9cie de baixo sem corpo, um bra\u00e7o de ponta a ponta, dando ao seu instrumentista uma quantidade bem maior de possibilidades de notas e tons, mas aumentando exponencialmente a dificuldade para tocar. E os primeiros minutos de show j\u00e1 entregam o que seria todo o resto da noite. Improvisa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o necessariamente se misturariam t\u00e3o bem s\u00e3o conduzidas finalmente por um ou outro dos quatro mestres e acabam seguindo pelo mesmo caminho. A sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de poder ter o privil\u00e9gio de ver algo do naipe do \u201cUmagumma\u201d ao vivo em pleno 2018 (e c\u00e1 estamos falando de Pink Floyd novamente, mania que n\u00e3o nos deixa). &#8220;Hide The Trees&#8221; \u00e9 a primeira can\u00e7\u00e3o com forma mais definida trazendo consigo a primeira sauda\u00e7\u00e3o, um &#8220;Oi gente&#8221; em portugu\u00eas. Mas ainda n\u00e3o h\u00e1 qualquer letra nas m\u00fasicas. N\u00e3o h\u00e1 outra palavra sen\u00e3o impressionante. O que se v\u00ea \u00e9 um espet\u00e1culo sonoro de deixar os queixos se arrastando no ch\u00e3o do come\u00e7o ao fim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tony Levin declarou que era bom estar de volta a S\u00e3o Paulo (o grupo passou pela cidade em 2011, com um show no Sesc Belenzinho). Depois disse o que todo mundo queria ouvir: &#8220;Est\u00e1 \u00e9 uma noite extra-especial por termos aqui tamb\u00e9m o David Cross, que tocou no King Crimson, ent\u00e3o esperem um monte de King Crimson\u201d. Depois de mais uma do Stick Men, &#8220;Cusp&#8221;, o violinista que participou de tr\u00eas \u00e1lbuns do King Crimson entre 1973 e 74 (&#8220;Larks&#8217; Tongues in Aspic&#8221;, &#8220;Starless and Bible Black&#8221; e &#8220;Red&#8221;) tamb\u00e9m manifestou estar contente por poder voltar ao Brasil. E vem a primeira do KC, &#8220;The Talking Drum&#8221;. \u00c9 clich\u00ea, mas n\u00e3o me escusarei disso: a bateria come\u00e7a a falar algo. Logo guitarra, violino e stick come\u00e7am a desdizer, desmentir, criticar e at\u00e9 concordar, como numa longa jam jazz\u00edstica em que a m\u00fasica e n\u00e3o as palavras s\u00e3o o meio de comunica\u00e7\u00e3o, a forma de fazer planos pro futuro, a valentia ao jogar na cara do outro o que este fez ou deixou de fazer, o pedido de perd\u00e3o e a concilia\u00e7\u00e3o. E assim como no disco, colada a esta can\u00e7\u00e3o vem a segunda parte de &#8220;Larks&#8217; Tongues in Aspic&#8221;. E os gritos que recebem o riff quase heavy metal da can\u00e7\u00e3o preenchem todo o Carioca Club. Ao seu fim, aplausos. Aqueles aplausos de fim de show. E em cada rosto um sorriso indecente nos l\u00e1bios.<\/p>\n<figure id=\"attachment_48506\" aria-describedby=\"caption-attachment-48506\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-48506 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/stickmen2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"530\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/stickmen2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/stickmen2-300x212.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/stickmen2-120x85.jpg 120w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-48506\" class=\"wp-caption-text\"><em>Pat Mastelloto<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas n\u00e3o \u00e9 o fim. Markus lembra que &#8220;Crack in the Sky&#8221; \u00e9 a primeira que escreveram juntos para o Stick Men, h\u00e1 cerca de 8 anos. \u00c9 a primeira com letra, mas cantar n\u00e3o \u00e9 muito o forte de Levin. Mal d\u00e1 para entender as palavras que ele mais sussurra declamando (ou declama sussurrando) do que canta. A voz \u00e9 mais um mero instrumento a servi\u00e7o da can\u00e7\u00e3o. Os 40 minutos anteriores de show corroboram essa afirma\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma can\u00e7\u00e3o bonita, com agudos pungentes da guitarra de Markus e do violino de David. Depois de &#8220;Schattenhaft&#8221;, Pat tamb\u00e9m conversa com o p\u00fablico. &#8220;Voc\u00eas conhecem a palavra Sartori? Eu achava que sabia, mas na verdade \u00e9 momento de ilumina\u00e7\u00e3o. E voc\u00eas sabem onde \u00e9 Tangier?&#8221; \u00c9 a hora da rendi\u00e7\u00e3o carmesin ao movimento beat, \u00e0s ideias de Jack Keroac e outros da gera\u00e7\u00e3o beat, \u00e0 desconstru\u00e7\u00e3o e reconstru\u00e7\u00e3o norte-americana p\u00f3s-guerras. Aqui, a guitarra de Reuter soa como violino, o stick soa como guitarra at\u00e9 que, no meio da m\u00fasica, entra David e p\u00f5e \u201cordem\u201d na casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Tentamos no Stick Men escrever algo na estrada e esta \u00e9 uma nova ideia&#8221;, revela Markus sobre &#8220;Swimming in Tea&#8221;, m\u00fasica que tem sido composta ao longo dos shows e deve aparecer com alguma mudan\u00e7a em cada um. \u00c9 uma can\u00e7\u00e3o cheia de efeitos que chega a lembrar, de inicio, \u00e0 introdu\u00e7\u00e3o de &#8220;Time&#8221;, do insistente Pink Floyd \u2013 embora as duas can\u00e7\u00f5es em nada se assemelhem. Depois se transforma numa viagem ainda mais lis\u00e9rgica nuns 10 minutos de m\u00fasica. \u00c9 isso que eles fazem quando n\u00e3o tem o que fazer? Deus aben\u00e7oe o seu t\u00e9dio, ent\u00e3o. Nesse dia, o bar do Carioca certamente amargou preju\u00edzo. Ningu\u00e9m piscava o olho. Ningu\u00e9m se mexia. Ou melhor, se mexiam apenas para bater longas palmas, como em &#8220;Red&#8221;, mais um cl\u00e1ssico do Crimson, outra que foi muito aplaudida quando foi reconhecida. E tamb\u00e9m no final.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Alguns anos atr\u00e1s, Markus viajou para a \u00cdndia. Quando voltou, ele estava iluminado&#8221;, revela Pat. &#8220;Mas ele ficou doente. E isso foi porque o \u00e1lbum em que est\u00e1vamos trabalhando (&#8220;Prog Noir&#8221;, o mais recente) estava incompleto. Ent\u00e3o no meio da noite ele foi pro laptop trabalhar e comp\u00f4s essa m\u00fasica&#8221;, ele continua. E lan\u00e7ou um desafio: &#8220;Eu seu que o Brasil \u00e9 um pa\u00eds cheio de ritmo. Entre a comunidade de bateristas \u00e9 o que se fala. Mas eu desafio os bateristas brasileiros a tocar a introdu\u00e7\u00e3o e o final dessa m\u00fasica&#8221;. &#8220;332, 3322, 33222, 223, 2233, 22333&#8221;, ele recita. Ao fim da intricada can\u00e7\u00e3o progressiva, Tony fala que viu algumas pessoas tentando acompanhar na plateia e revela: &#8220;Pra gente tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Se a gente comete um erro a gente continua como se fosse tudo bem e faz parecer f\u00e1cil mas n\u00e3o \u00e9&#8221;. A faixa que d\u00e1 nome a este \u00faltimo \u00e1lbum \u00e9 a seguinte. Nela, Levin canta novamente, mas sua voz se perde em meio aos instrumentos. A ambienta\u00e7\u00e3o criada pela m\u00fasica \u00e9 mesmo meio Noir. \u00c9 como se houvesse um narrador ao fundo de uma cena escura num filme com poucos di\u00e1logos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_48507\" aria-describedby=\"caption-attachment-48507\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-48507 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/stickmen3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/stickmen3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/stickmen3-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-48507\" class=\"wp-caption-text\"><em>Markus Reuter<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo abusando da t\u00e9cnica, n\u00e3o h\u00e1 nada de frieza nem dist\u00e2ncia na banda. H\u00e1 sim, certa timidez claramente aparente, mas isso \u00e9 coisa de nerds incorrig\u00edveis que devem ser os quatro desde antes deste termo ser cunhado. A pr\u00f3xima can\u00e7\u00e3o foi composta no ano em que Markus nasceu, brinca David. \u00c9 uma das releituras de &#8220;Starless&#8221;, um dos momentos mais esperados da noite. Um momento lindo. Em mais um breve intervalo para que o p\u00fablico recuperasse o f\u00f4lego, Pat avisa que a pr\u00f3xima seria uma das mais novas do King Crimson. &#8220;Essa \u00e9 de 2002. \u00c9 pesada, porque o King Crimson sempre foi pesado&#8221;. E ainda revela: &#8220;Certa vez o Robert Fripp disse que queria mudar o nome da m\u00fasica para &#8220;Larks&#8217; Tongues In Aspic Part V&#8221;. Ele falava de &#8220;Level V&#8221;, ou da quinta suposta continua\u00e7\u00e3o da experimenta\u00e7\u00e3o instrumental que d\u00e1 nome ao \u00e1lbum de 1973.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pareceram 15 minutos desde que a figura esqu\u00e1lida de Tony Levin e os quase g\u00eameos Markus Reuter e Pat Mastelotto subiram ao palco junto com David Cross e seu insepar\u00e1vel chap\u00e9u, mas quase duas horas j\u00e1 tinham se passado. Havia ainda espa\u00e7o e desejo por muito mais (e a\u00ed tinha sorte o p\u00fablico de Niter\u00f3i na noite seguinte \u2013 a banda faria dois shows diferentes seguidos no Teatro Municipal da cidade). Mas era hora de acabar. O pr\u00f3prio Levin (que tamb\u00e9m aventura-se pelo mundo das imagens) tirou foto do p\u00fablico gritando &#8220;Mais um&#8221;, &#8220;Mais um&#8221;. O desejo \u00e9 prontamente atendido com a improvisa\u00e7\u00e3o completamente aberta que recebe apropriadamente o nome &#8220;Open&#8221;. Nela, David e Markus revezam-se entre seus instrumentos e o teclado enquanto Pat e Levin fazem o que lhes d\u00e1 na cabe\u00e7a. \u00c9 uma m\u00fasica que vai se construindo. Partes completamente desconexas tornam se uma s\u00f3lida parede. \u00c9 uma aula de constru\u00e7\u00e3o musical que encerra uma noite m\u00e1gica. E se haviam ali f\u00e3s do King Crimson interessados no trabalho do Stick Men, ao final desta noite, todos voltaram para casa t\u00e3o f\u00e3s de uma quanto da outra banda &#8211; e com um sorriso indecente nos l\u00e1bios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">01. Improv.<br \/>\n02. Hide the Trees<br \/>\n03. Cusp<br \/>\n04. The Talking Drum (King Crimson)<br \/>\n05. Larks&#8217; Tongues in Aspic, Part Two (King Crimson)<br \/>\n06. Crack in the Sky<br \/>\n07. Schattenhaft<br \/>\n08. Sartori in Tangier (King Crimson)<br \/>\n09. Swimming in Tea<br \/>\n10. Red (King Crimson)<br \/>\n11. Mantra<br \/>\n12. Prog Noir<br \/>\n13. Starless (King Crimson)<br \/>\n14. Level Five (King Crimson)<br \/>\n15. Open<\/p>\n<figure id=\"attachment_48505\" aria-describedby=\"caption-attachment-48505\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-48505 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/stickmen1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"539\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/stickmen1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/stickmen1-300x216.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/stickmen1-120x85.jpg 120w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-48505\" class=\"wp-caption-text\"><em>Tony Levin<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>\u2013 Daniel Tavares (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/daniel.tavares.96343\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Facebook<\/a>) \u00e9 jornalista e mora em Fortaleza. Colabora com o Scream &amp; Yell desde 2014.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Se haviam f\u00e3s do King Crimson interessados no trabalho do Stick Men, ao final desta noite no Carioca Club, todos voltaram para casa t\u00e3o f\u00e3s de uma quanto da outra banda &#8211; e com um sorriso indecente nos l\u00e1bios.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/08\/27\/ao-vivo-stick-men-em-sao-paulo\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":10,"featured_media":48509,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[3180,3179],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48504"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48504"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48504\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":48531,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48504\/revisions\/48531"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/48509"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48504"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48504"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48504"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}