{"id":48368,"date":"2018-08-08T11:03:53","date_gmt":"2018-08-08T14:03:53","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=48368"},"modified":"2018-09-12T10:44:42","modified_gmt":"2018-09-12T13:44:42","slug":"entrevista-de-lisboa-beatriz-pessoa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/08\/08\/entrevista-de-lisboa-beatriz-pessoa\/","title":{"rendered":"Entrevista: de Lisboa, Beatriz Pessoa"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pedro Salgado, de Lisboa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira impress\u00e3o que <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Beatriz.music.oficial\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Beatriz Pessoa<\/a> me transmite \u00e9 de uma enorme simpatia, comprovada pelo seu sorriso aberto, mas a conversa que mantemos nas instala\u00e7\u00f5es da ag\u00eancia Arruada revelar\u00e1 igualmente a forma convicta como fala da sua m\u00fasica ou de outros artistas e alguns assuntos que considera importantes. O EP de estreia, \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/2UrgAs6kzc8K2Bg20RB9Mp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Insects<\/a>\u201d (2016), que gravou com 21 anos, deu a conhecer o lado jazz\u00edstico de Beatriz, atrav\u00e9s de can\u00e7\u00f5es suaves, denotando um esp\u00edrito jovem e garantiu a presen\u00e7a da can\u00e7\u00e3o \u201cYou Know\u201d na colet\u00e2nea \u201cNovos Talentos FNAC 2017\u201d. Relativamente \u00e0s suas influ\u00eancias musicais, a int\u00e9rprete e compositora lisboeta evidencia uma escolha ecl\u00e9tica, referindo o gosto pela cantora brit\u00e2nica Lianne La Havas, a adora\u00e7\u00e3o por Bj\u00f6rk, Ella Fitzgerald ou Beyonc\u00e9 e incluindo os brasileiros Marcelo Camelo, Elis Regina, Chico Buarque, Caetano Veloso e Tom Jobim no lote dos m\u00fasicos que mais admira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das caracter\u00edsticas marcantes de Beatriz \u00e9 a forma expressiva como interpreta as can\u00e7\u00f5es, assumindo a import\u00e2ncia da execu\u00e7\u00e3o vocal que tamb\u00e9m partilha com os seus alunos (leciona aulas de voz). \u201cA interpreta\u00e7\u00e3o vem da forma como pegamos num texto ou numa melodia e fazemos o sentimento chegar ao outro. Mesmo que n\u00e3o seja a mesma emo\u00e7\u00e3o, porque o desempenho tem sempre esses dois lados, por isso eu atribuo muita import\u00e2ncia ao poema, ao que falo e \u00e0s emo\u00e7\u00f5es que pretendo passar \u00e0 outra pessoa\u201d, explica. O seu novo EP (\u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/2asnwGFJKbciHLgTk42mBO\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">II<\/a>\u201d), embora mantenha a t\u00f4nica em faixas melodiosas e n\u00e3o descarte alguns elementos jazz\u00edsticos, representou uma viragem para o pop, destacando-se a imaginativa \u201cVento\u201d ou a cat\u00e1rtica \u201cFeminina\u201d, que consolidou o trabalho desenvolvido anteriormente por Beatriz Pessoa e valeu-lhe diversos elogios na m\u00eddia portuguesa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre a sua fonte de inspira\u00e7\u00e3o, a cantora lisboeta reconhece a import\u00e2ncia das hist\u00f3rias pessoais e de relatos alheios que pretende recriar, mas assume a influ\u00eancia da l\u00edngua: \u201cQuando escrevo em portugu\u00eas (aconteceu pela primeira vez no EP \u201cII\u201d), acredito que aborde algo mais pessoal, por ser o meu idioma e ter muito de mim, comparativamente ao que aconteceria se fosse escrito em ingl\u00eas\u201d. No que respeita ao universo musical feminino portugu\u00eas, Beatriz cita Manuela Azevedo (Cl\u00e3), M\u00e1rcia, Selma Uamusse ou a fadista Teresinha Landeiro, entre outras e elogia o panorama atual: \u201cSinto que existem mais oportunidades para as mulheres e registro ainda o cuidado em deixar que determinados preconceitos fiquem de parte. A coragem \u00e9 maior e h\u00e1 muito boa m\u00fasica sendo feita tanto por homens como mulheres. Na verdade, existem mais can\u00e7\u00f5es em portugu\u00eas, isso \u00e9 importante e o p\u00fablico est\u00e1 reagindo bem a essa tend\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No passado dia 13 de Julho, Beatriz Pessoa atuou no Coreto do Festival NOS Alive, num dia em que o palco (com curadoria da ag\u00eancia Arruada) contou apenas com a participa\u00e7\u00e3o de mulheres, nas quais se inclu\u00edram <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/10\/20\/de-portugal-conheca-surma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Surma<\/a>, Minta &amp; The Brook Trout e Isabel N\u00f3brega, integrando tamb\u00e9m uma apari\u00e7\u00e3o surpresa de Mallu Magalh\u00e3es. Para a cantora lisboeta, as suas expectativas foram largamente superadas: \u201cNo show estavam muitas pessoas cantando e dan\u00e7ando as minhas m\u00fasicas e isso foi muito importante para mim. Habitualmente, fa\u00e7o shows em audit\u00f3rios e o p\u00fablico est\u00e1 sentado, mas quando as pessoas est\u00e3o de p\u00e9 e aderem ao espet\u00e1culo, sentimos o apoio delas e fica tudo mais especial. Quando eu entrei no palco estava nervosa, mas depois fiquei radiante e \u00e9 uma mem\u00f3ria que guardarei com muito carinho\u201d, conclui. De Lisboa para o Brasil, Beatriz Pessoa conversou com o Scream &amp; Yell. Confira:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HdtPXIH4Zqg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea formou-se em canto jazz pela Escola Superior de M\u00fasica de Lisboa e passou tamb\u00e9m pelo Hot Clube de Portugal. Em que medida essas experi\u00eancias influenciaram as suas composi\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\nAs experi\u00eancias do passado e a rota acad\u00eamica que trilhamos influenciam sempre muito. Conheci muitos m\u00fasicos nesses dois locais, que se tornaram meus amigos e com os quais partilho m\u00fasica, tocando ou fazendo shows. No primeiro EP (\u201cInsects\u201d) notam-se mais essas influ\u00eancias jazz\u00edsticas, principalmente na forma de compor e nos m\u00fasicos que tocaram comigo nas turn\u00eas. O segundo EP (\u201cII) e o \u00e1lbum de estreia, que chegar\u00e1 em breve, representam um regresso \u00e0s minhas refer\u00eancias do passado como o pop, indie e a m\u00fasica brasileira, mas tudo se complementa e acho que terei sempre a Escola Superior de M\u00fasica de Lisboa e o Hot Clube de Portugal presentes em mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No EP \u201cII\u201d voc\u00ea cantou em portugu\u00eas pela primeira vez e adotou o pop em detrimento do jazz. Sentiu que poderia ir mais longe com essas escolhas?<\/strong><br \/>\nQuando estou escrevendo m\u00fasica em casa, desabafando e tirando algo de mim nunca penso nisso, porque esse n\u00e3o \u00e9 o papel dos m\u00fasicos. Claro que existe um entendimento no meio musical sobre o que \u00e9 importante fazermos, mas a nossa fun\u00e7\u00e3o \u00e9 compor can\u00e7\u00f5es e ser o mais genu\u00edno poss\u00edvel. Depois, a transforma\u00e7\u00e3o da m\u00fasica num produto vem de outras \u00e1reas. Sinto que sou influenciada pelo g\u00eanero e n\u00e3o tanto pelo assunto. O tema \u201cFeminina\u201d foi escrito, porque eu senti que era uma quest\u00e3o muito falada e seria importante dizer algo sobre essa mat\u00e9ria. Esse t\u00f3pico, como outros que s\u00e3o relevantes, levou-me a fazer uma m\u00fasica, n\u00e3o para ir mais longe, mas possibilitando que a tem\u00e1tica tivesse maior alcance. O fato dos meus caminhos me terem conduzido ao pop foi algo muito natural e escrever em portugu\u00eas de Portugal ou do Brasil remete-me para esse universo, porque associo o ingl\u00eas mais ao jazz. De qualquer modo, a l\u00edngua teve um impacto significativo nessa quest\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A faixa \u201cVento\u201d revela o seu lado mais imaginativo e na can\u00e7\u00e3o \u201cFeminina\u201d a sua interpreta\u00e7\u00e3o sugere uma perspetiva libertadora. Concorda com esta observa\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nConcordo! \u201cVento\u201d \u00e9 um tema jovial, n\u00e3o s\u00f3 pelo fato de eu ser nova, mas tamb\u00e9m porque o vento pode ser o que cada um quiser, por ter uma letra mais desprendida e retratar a liberdade inerente aos jovens. Para al\u00e9m disso, implica estar com quem se gosta e sentir-se bem com essa decis\u00e3o. A faixa \u201cFeminina\u201d est\u00e1 muito ligada \u00e0s quest\u00f5es do feminismo, remete para um debate geral sobre o que \u00e9 ser mulher e as respetivas consequ\u00eancias. Eu j\u00e1 referi v\u00e1rias vezes que \u00e9 muito importante que esse assunto esteja na moda. Para mim ser feminina (e eu digo isso na m\u00fasica) n\u00e3o \u00e9 usar baton ou vestir de cor-de-rosa, isso s\u00e3o apenas estere\u00f3tipos em que a pessoa se pode sentir bem, mas diz pouco sobre a sua personalidade. Tamb\u00e9m gostava de dizer que essas quest\u00f5es de g\u00eanero atuais precisavam um pouco da liberdade contida no tema \u201cVento\u201d. As pessoas t\u00eam de ser mais liberais, julgar menos e fazer com que todo o mundo tenha um lado s\u00f3lido e genu\u00edno. Um indiv\u00edduo pode ser forte e igualmente uma flor ou vice-versa e \u00e9 isso que eu abordo na can\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Uiq2Ojh8SlE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O seu \u00e1lbum de estreia continuar\u00e1 a trilhar o pop de \u201cII\u201d, recuperar\u00e1 a toada jazz de \u201cInsects\u201d ou abordar\u00e1 novas sonoridades?<\/strong><br \/>\n\u00c9 garantido que irei incorporar novos elementos na minha m\u00fasica. O \u00e1lbum vai ser maioritariamente cantado em portugu\u00eas e aproxima-se mais daquilo que fiz no EP \u201cII\u201d do que no \u201cInsects\u201d. As minhas influ\u00eancias brasileiras v\u00e3o se sentir nesse disco e embora seja uma mistura de v\u00e1rias coisas o trabalho vai ter uma pegada pop vincada. Poder\u00e1 ter um pouco de eletr\u00f4nica, mas sou mais adepta do formato ac\u00fastico (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea interpretou o tema \u201cEu te Amo\u201d (de Mallu Magalh\u00e3es), no Festival da Can\u00e7\u00e3o de Portugal 2018. Como surgiu esse encontro com a Mallu?<\/strong><br \/>\nEu conheci a Mallu num show dela e tive o privil\u00e9gio de sermos apresentadas. Depois disso, mostrei-lhe o meu trabalho e falamos um pouco. Quando a Mallu me pediu para interpretar o tema \u201cEu te Amo\u201d fiquei surpreendida. Tratou-se de um convite incr\u00edvel e adorei trabalhar com ela e a Jessica Pina. O processo foi muito bonito, a Mallu inclui-me tamb\u00e9m na sele\u00e7\u00e3o da m\u00fasica e lembro-me de ir a casa dela e ter visto um caderninho de can\u00e7\u00f5es que ela estava a preparar para o Festival da Can\u00e7\u00e3o 2018. A dada altura ela perguntou-me qual era o tema que gostava mais. Eu identificava-me com \u201cEu te Amo\u201d, a Mallu confiava igualmente nessa m\u00fasica e assim se deu a escolha. Foi incr\u00edvel, porque eu j\u00e1 escutava a m\u00fasica da Mallu Magalh\u00e3es garota e acompanho o seu trabalho desde o come\u00e7o, bem como do Marcelo Camelo. Trabalhando com ela, apercebi-me da luz, leveza, mas tamb\u00e9m da exig\u00eancia que coloca naquilo que faz e ao vivo consegue ser uma pessoa ainda mais luminosa. Acho que a Mallu \u00e9 uma mulher incr\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Relativamente \u00e0 m\u00fasica brasileira, existem outros artistas com quem gostasse de colaborar?<\/strong><br \/>\nSem d\u00favida. Eu escuto muita m\u00fasica brasileira. Ultimamente descobri o trabalho do Rubel, do Cicero e andei viciada na Anitta. Gosto bastante do Tom (filho de Caetano Veloso). Escutei uma can\u00e7\u00e3o dele (\u201cTodo Homem\u201d) e a sua voz \u00e9 celestial. Adoraria trabalhar com o Tom. Gosto imenso do Rodrigo Amarante, a C\u00e9u tem m\u00fasicas legais mais eletr\u00f4nicas e a Elza Soares \u00e9 incr\u00edvel. Qualquer um desses artistas se quiser colaborar comigo mande um e-mail que eu vou (risos).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PdDmFjhlDoY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/lkK-WBqdpVs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ZK2LG7q-9W8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Pedro Salgado (siga\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@woorman<\/a>) \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e colabora com o Scream &amp; Yell desde 2010 contando novidades da m\u00fasica de Portugal. Veja outras entrevistas de Pedro Salgado\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/portugal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Colaboradora de Mallu Magalh\u00e3es em Portugal e com uma hist\u00f3ria conectada ao Jazz, a jovem Beatriz Pessoa guina para o pop em seu segundo EP e avisa que est\u00e1 de olho em muita gente boa da m\u00fasica brasileira!\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/08\/08\/entrevista-de-lisboa-beatriz-pessoa\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":7,"featured_media":48369,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[3134,1076,47],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48368"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48368"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48368\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":48372,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48368\/revisions\/48372"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/48369"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48368"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48368"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48368"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}