{"id":48345,"date":"2018-08-06T10:56:54","date_gmt":"2018-08-06T13:56:54","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=48345"},"modified":"2018-08-31T10:56:16","modified_gmt":"2018-08-31T13:56:16","slug":"entrevista-leo-moraes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/08\/06\/entrevista-leo-moraes\/","title":{"rendered":"Entrevista: Leo Moraes"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nascido na Calif\u00f3rnia (EUA) e crescido em Minas Gerais, <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/oLeoMoraes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leo Moraes<\/a> \u00e9 veterano na m\u00fasica com mais de 20 anos de carreira divididos entre as bandas Valsa Bin\u00e1ria e Gardenais como tamb\u00e9m a produ\u00e7\u00e3o de discos de artistas locais como Nobat, Dibigode e A Fase Rosa. Atualmente, L\u00e9o tamb\u00e9m gerencia a casa de shows A Aut\u00eantica, importante espa\u00e7o destinado \u00e0 m\u00fasica autoral na capital mineira, que tem em sua programa\u00e7\u00e3o uma variada agenda de apresenta\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas anos ap\u00f3s \u201c10\u201d, ao lado do grupo Valsa Bin\u00e1ria, Leo agora se arrisca em sua primeira viagem solo, \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/2meiovFqOD79aTny4jNLzJ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Dia Verde Escuro<\/a>\u201d (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/underdiscos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Under Discos<\/a>). Produzido de forma artesanal pelo pr\u00f3prio artista desde 2015, o disco aposta em letras que fazem ode ao cotidiano de forma agridoce e pessoal, acompanhado por melodias introspectivas. Em \u201cDia Verde Escuro\u201d, Leo \u00e9 acompanhado pelo bateria Lucas Mortimer (Confeitaria \/ Grupo Porco de Grindcore Interpretativo), Fernando Persiano (Vitrolas \/ Mordomo) no baixo e o violoncelo de Henrique Toledo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta entrevista Leo fala sobre o processo de cria\u00e7\u00e3o do disco, minimalismo e a ideologia do \u201cfa\u00e7a voc\u00ea mesmo\u201d (\u201cEu sempre acredito em fazer o melhor com o recurso que se tem dispon\u00edvel\u201d), o tom agridoce das letras (\u201cEu queria fazer algo leve, justamente que tirasse minha cabe\u00e7a de grandes quest\u00f5es, sobre as quais n\u00e3o tenho poder\u201d), as participa\u00e7\u00f5es e colabora\u00e7\u00f5es do disco (\u201cO m\u00fasico especialista no instrumento acaba arredondando algumas arestas, tornando as linhas menos duras do que o que est\u00e1 escrito\u201d) e a parceria com o selo Under Discos (\u201cA chancela do selo transformou o disco em algo bem maior do que era a inten\u00e7\u00e3o inicial, e ter outras pessoas remando junto acabou me dando um f\u00f4lego enorme\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Leo tamb\u00e9m falou se sua experi\u00eancia como produtor cultural e de como ela influenciou o seu fazer musical (\u201cA gente abre a cabe\u00e7a pra muita coisa, e \u00e9 muito inspirador\u201d), a falta de espa\u00e7o na m\u00eddia para novos artistas (\u201cAs pessoas que dominam esse cen\u00e1rio hoje s\u00e3o excessivamente conservadoras, n\u00e3o investem em coisas que s\u00e3o consideradas minimamente arriscadas\u201d), a necessidade de formar parcerias para o crescimento da cena (\u201cEu acho importante que os artistas tenham consci\u00eancia do momento em que est\u00e3o nas suas carreiras, e da realidade da cena contempor\u00e2nea\u201d), planos futuros e muito mais. Confira!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rfaAwkuY9d4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Dia Verde Escuro&#8221; \u00e9 um disco belo, introspectivo e soa um tanto quanto diferente de seus projetos anteriores. Como foi o processo de composi\u00e7\u00e3o e grava\u00e7\u00e3o do disco?<\/strong><br \/>\nDois anos atr\u00e1s comprei um teclado pros meus filhos aprenderem. Acabou que fui eu que comecei a aprender brincando com o instrumento. Eu nunca havia tocado piano, e fui aprendendo sozinho, aplicando o que eu sei de m\u00fasica, de viol\u00e3o e guitarra. N\u00e3o demorou pra ideias come\u00e7arem a surgir, e percebi que cada instrumento induz a um pensamento musical diferente no processo de composi\u00e7\u00e3o e me empolguei bastante com o novo horizonte que aquilo me abriu. Quando decidi que essas can\u00e7\u00f5es virariam um disco, pensei em me impor alguns desafios, pra me for\u00e7ar a explorar novos territ\u00f3rios. O primeiro foi de n\u00e3o utilizar guitarra, que em todos os meus trabalhos anteriores havia sido o instrumento condutor. Num primeiro momento a ideia era fazer algo minimalista ao extremo, com apenas eu acompanhado de mais um m\u00fasico. Eventualmente tive a ideia de um trio bem &#8220;classudo&#8221;, com baixo, violoncelo e bateria, e foi assim que pensei nos arranjos. Restringir o formato, com esse trio acompanhando meu piano e\/ou viol\u00e3o, me permitiu visualizar uma identidade est\u00e9tica para o \u00e1lbum como um todo. Tenho uma tend\u00eancia ao ecletismo, e se deixar fa\u00e7o uma salada, pensando cada can\u00e7\u00e3o de uma forma totalmente diferente. O trio foi minha \u00e2ncora. Outro desafio foi de escrever todos os arranjos. Sempre fui um cara muito de banda, adoro o processo de cria\u00e7\u00e3o coletivo, mas dessa vez eu queria experimentar ter total controle criativo. Ent\u00e3o, quando chamei os m\u00fasicos que gravariam, todos os arranjos estavam definidos, com as partituras escritas. N\u00e3o fizemos nenhum ensaio, mandei as partituras e as demos que eu havia gravado sozinho, e o pessoal j\u00e1 chegava no est\u00fadio pra gravar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O minimalismo e a ideologia do &#8220;fa\u00e7a voc\u00ea mesmo&#8221; est\u00e3o cada vez mais presentes nas nossas vidas e no universo da m\u00fasica n\u00e3o \u00e9 diferente. Voc\u00ea v\u00ea esta jun\u00e7\u00e3o com bons olhos?<\/strong><br \/>\nEu sempre acredito em fazer o melhor com o recurso que se tem dispon\u00edvel. Muitas vezes as limita\u00e7\u00f5es estimulam solu\u00e7\u00f5es criativas ent\u00e3o, pesando as vantagens e desvantagens, eu tendo a gostar da ideia de que \u00e9 poss\u00edvel que uma pessoa domine todo o processo. Mas, por estar acostumado a sempre trabalhar no limite, \u00e0s vezes sinto falta de produ\u00e7\u00f5es mais confort\u00e1veis, com mais gente e recursos envolvidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As letras do disco, de modo geral, oferecem um olhar agridoce do cotidiano. Em tempos dolorosos, como os que vivemos hoje, encontrar beleza no dia a dia \u00e9 o melhor dos rem\u00e9dios para seguir em frente?<\/strong><br \/>\nCertamente \u00e9. As primeiras letras que escrevi para o disco foram extremamente caseiras e pessoais. \u201cDomingo Ao Pesto\u201d, \u201cDois\u201d e \u201cFahrenheit\u201d foram as primeironas. Eu queria fazer algo leve, justamente que tirasse minha cabe\u00e7a de grandes quest\u00f5es, sobre as quais n\u00e3o tenho poder. Mas uma sequ\u00eancia de acontecimentos muito pesados acabou contaminando, me incomodando muito, e \u00e9 dif\u00edcil sentimentos t\u00e3o fortes n\u00e3o sa\u00edrem na sua arte. A onda de linchamentos virtuais, que atingiu v\u00e1rias bandas do nosso meio, algumas de forma at\u00e9 injusta, me abalou muito, e acabou gerando m\u00fasicas como \u201c\u00d3dio\u201d e \u201cA Turba\u201d, que falam sobre esses impulsos negativos, que s\u00e3o universais, mas que hoje em dia s\u00e3o potencializados pelas redes sociais. E esse surto de conservadorismo, que culminou naquela onda de movimentos pedindo a censura de obras de arte, acabou gerando a m\u00fasica que \u00e9, a meu ver, a mais esquizofr\u00eanica do disco. \u201cEsperan\u00e7a\u201d tem uma melodia alegre, foi composta para ser uma m\u00fasica sobre Nuno, meu filho mais novo. E a letra acabou virando uma coisa sombria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sei que o Lucas Mortimer e Fernando Persiano foram alguns dos m\u00fasicos que colaboraram com a grava\u00e7\u00e3o do disco. Quem mais contribui nesta empreitada? E quais contribui\u00e7\u00f5es eles trouxeram ao disco?<\/strong><br \/>\nMesmo eu tendo escrito todas as partituras, \u00e9 l\u00f3gico que quando os m\u00fasicos entram na equa\u00e7\u00e3o algumas coisas mudam, pra melhor. O m\u00fasico especialista no instrumento acaba arredondando algumas arestas, tornando as linhas menos duras do que o que est\u00e1 escrito. Al\u00e9m disso, Fernando Persiano ainda assinou a letra de \u201cBiel\u201d junto comigo. Henrique Toledo tocou os violoncelos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Dia Verde Escuro&#8221; teve a chancela do selo Under Discos. Como se deu esta parceria? E qual a import\u00e2ncia de ter o seu primeiro disco sendo lan\u00e7ado por um selo estreante?<\/strong><br \/>\nA ideia inicial era lan\u00e7ar o disco sem muito alarde, mais como um registro dessas composi\u00e7\u00f5es. Com as grava\u00e7\u00f5es j\u00e1 em fase avan\u00e7ada, tive uma conversa com o Nobat, meu amigo e parceiro antigo. Ele me contou sobre a ideia do selo, que ele vinha construindo junto com o pessoal da Ultra, que tamb\u00e9m s\u00e3o parceiros de longa data. Nobat disse que meu disco poderia ter o perfil que eles estavam buscando para compor o selo, e o timming acabou sendo perfeito. A chancela do selo transformou o disco em algo bem maior do que era a inten\u00e7\u00e3o inicial, e ter outras pessoas remando junto acabou me dando um f\u00f4lego enorme.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea, al\u00e9m da carreira de m\u00fasico, tamb\u00e9m gerencia uma das melhores casas de show de BH: a Aut\u00eantica. Ela tem como perfil o ato de ceder espa\u00e7o \u00e0 cena independente. A experi\u00eancia de conviver diariamente com a log\u00edstica de apresenta\u00e7\u00f5es influenciou o seu fazer musical?<\/strong><br \/>\nCertamente a experi\u00eancia com A Aut\u00eantica influenciou muito. Eu acabo sendo &#8220;obrigado&#8221; a assistir a todos os shows mais relevantes do momento, e tenho um conv\u00edvio di\u00e1rio com artistas incr\u00edveis, de todo o pa\u00eds. A gente abre a cabe\u00e7a pra muita coisa, e \u00e9 muito inspirador. Mas o dia a dia na Aut\u00eantica, do ponto de vista administrativo, \u00e9 muito pesado e estressante, ent\u00e3o o oposto tamb\u00e9m \u00e9 verdadeiro. Voltar ao est\u00fadio, e aos palcos, com um trabalho art\u00edstico, me ajuda a lembrar os motivos que nos levaram a abrir A Aut\u00eantica, e o por qu\u00ea de ser t\u00e3o importante segurar essa barra. Faz todo o sacrif\u00edcio fazer sentido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para quem acompanha in loco a cena independente, como voc\u00ea v\u00ea o cen\u00e1rio brasileiro hoje, principalmente se pensarmos que hoje h\u00e1 muitos fazendo obras incr\u00edveis, mas h\u00e1 pouco espa\u00e7o para aparecer?<\/strong><br \/>\nRealmente existe uma produ\u00e7\u00e3o significativa, tanto em quantidade quanto em qualidade, como nunca se viu. Mas ela ainda fica restrita a nichos, e a verdade \u00e9 que o grande p\u00fablico nunca se interessou em procurar nova m\u00fasica. A maioria das pessoas s\u00f3 conhece coisas novas quando s\u00e3o colocadas na sua frente. A m\u00fasica tinha que tocar no r\u00e1dio, estar na trilha da novela, o artista tinha que ir aos programas de audit\u00f3rio, e coisas do tipo. Isso n\u00e3o mudou, s\u00f3 que as pessoas que dominam esse cen\u00e1rio hoje s\u00e3o excessivamente conservadoras, n\u00e3o investem em coisas que s\u00e3o consideradas minimamente arriscadas. Antes rolava muito mais dinheiro, ent\u00e3o era comum executivos de gravadora correrem mais riscos, investirem at\u00e9 em coisas esquisitas e fora dos padr\u00f5es. Hoje isso acabou. Havia uma expectativa de que a internet acabaria com isso, mas isso n\u00e3o aconteceu. O que a revolu\u00e7\u00e3o digital trouxe foi a possibilidade de se existir estando fora do esquema, mas para aparecer de verdade, romper os limites do nicho, \u00e9 muito dif\u00edcil sem ter acesso aos ve\u00edculos realmente populares. Imagine artistas como Maglore, Letrux, e diversos outros nos quais enxergo um enorme potencial de populariza\u00e7\u00e3o, com o apoio e investimento com que contam os artistas do chamado mainstream. Imagine agora bandas como Paralamas do Sucesso, Tit\u00e3s, etc, batalhando no mercado de hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ainda aproveitando da sua expertise musical quais os trabalhos voc\u00ea tem acompanhado e recomenda?<\/strong><br \/>\nEu sou da can\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o gosto muito do Tim Bernardes, Maglore, Carne Doce, Moons, Nobat. Falei da Letrux, que tem um dos shows mais incr\u00edveis do momento, e o disco \u00e9 muito bom tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Te acompanho no Facebook e regularmente voc\u00ea faz postagens falando sobre a log\u00edstica interna da Aut\u00eantica, sobre o mercado da m\u00fasica e principalmente da necessidade de se formar parcerias. Voc\u00ea acha que a falta de profissionalismo, muitas vezes originada da vontade de querer fazer tudo sozinho, atrapalha no crescimento da cena?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o diria falta de profissionalismo, mas uma n\u00e3o compreens\u00e3o do significado de profissionalismo. Ainda vejo certo ran\u00e7o do mercado antigo, onde rolava muita grana. A gente de vez em quando v\u00ea artistas que n\u00e3o colocam mais de 100 pessoas na Aut\u00eantica fazendo exig\u00eancias mirabolantes, de pop star, totalmente fora da realidade. Acho importante que os artistas tenham consci\u00eancia do momento em que est\u00e3o nas suas carreiras, e da realidade da cena contempor\u00e2nea. Ainda tem gente que acha que profissionalismo \u00e9 fazer exig\u00eancias, dar ordens, e reclamar. Mas isso \u00e9 minoria hoje, acredito que est\u00e1 todo mundo caindo na real, percebendo que estamos vivendo um momento de constru\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 todo mundo trabalhando em condi\u00e7\u00f5es longe das ideais, e que pra melhorar \u00e9 preciso que todas as partes tenham uma boa dose de jogo de cintura. Quando voc\u00ea fala da vontade de fazer tudo sozinho, acredito que em muitos casos \u00e9 mais uma necessidade do que vontade. \u00c9, de novo, termos que trabalhar em condi\u00e7\u00f5es longe das ideais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Na apresenta\u00e7\u00e3o de estreia da nova turn\u00ea voc\u00ea levou uma senhora banda de apoio contigo. Pretende excursionar com esta estrutura? Quais s\u00e3os seus planos futuros?<\/strong><br \/>\nSim! Quero tocar o m\u00e1ximo o poss\u00edvel. Uma agenda j\u00e1 est\u00e1 come\u00e7ando a se desenhar, acredito que no segundo semestre conseguiremos levar o show a v\u00e1rias cidades. Quero tamb\u00e9m lan\u00e7ar uma pequena tiragem em vinil, uma das minhas paix\u00f5es, e j\u00e1 estou, em conjunto com o selo, buscando parcerias para viabilizar isso. A pr\u00f3pria ordem do disco j\u00e1 foi pensada em termos de lado A e lado B, ent\u00e3o \u00e9 algo que vou me esfor\u00e7ar pra que aconte\u00e7a.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/MR6kN_Lst18?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 Bruno Lisboa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@brunorplisboa<\/a>) escreve no Scream &amp; Yell desde 2014.\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/author\/bruno-lisboa\/\">Leia outras entrevistas dele aqui<\/a>. A foto que abre o texto \u00e9 de Rodrigo Valente \/ Divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Nascido na Calif\u00f3rnia e crescido em Minas Gerais, Leo Moraes \u00e9 veterano na m\u00fasica com mais de 20 anos de carreira divididos entre as bandas Valsa Bin\u00e1ria e Gardenais, e agora estreia de maneira solo com o \u00e1lbum \u201cDia Verde Escuro\u201d! Conhe\u00e7a!\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/08\/06\/entrevista-leo-moraes\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":4,"featured_media":48346,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[3041],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48345"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48345"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48345\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":48348,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48345\/revisions\/48348"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/48346"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48345"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48345"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48345"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}