{"id":48318,"date":"2018-08-02T10:25:08","date_gmt":"2018-08-02T13:25:08","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=48318"},"modified":"2018-09-07T10:44:31","modified_gmt":"2018-09-07T13:44:31","slug":"entrevista-bixiga-70-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/08\/02\/entrevista-bixiga-70-2018\/","title":{"rendered":"Entrevista: Bixiga 70 (2018)"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/gil.luizmendes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Gil Luiz Mendes<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lan\u00e7amento de um disco com can\u00e7\u00f5es que n\u00e3o tem letras, mas, mesmo assim, o p\u00fablico canta todas as melodias. Tr\u00eas noites com ingressos esgotados quase uma semana antes. \u00c9 dif\u00edcil explicar o fen\u00f4meno <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/bixiga70\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bixiga 70<\/a>, que re\u00fane nove m\u00fasicos em cima do palco e uma legi\u00e3o de f\u00e3s que se identificam com o suingue das batidas afro e toda a pot\u00eancia dos metais. Por onde passa, seja no Festival Psicod\u00e1lia, no Roskilde Festival (Dinamarca) ou Glastonbury (Inglaterra), o cen\u00e1rio de cumplicidade \u00e9 sempre o mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A banda paulistana estreou o seu novo disco, \u201cQuebra-Cabe\u00e7a\u201d, em sua cidade natal na primeira quinzena de julho. O \u00e1lbum \u00e9 o quarto da banda (descontando a colabora\u00e7\u00e3o com Victor Rice em \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/07\/08\/entrevista-bixiga-70\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Copan Connection<\/a>\u201d, de 2016), que tem quase uma d\u00e9cada de forma\u00e7\u00e3o. As inspira\u00e7\u00f5es veem das viagens que a banda fez ao redor do planeta nos \u00faltimos anos e o encontro com v\u00e1rios artistas de diferentes lugares pelo caminho &#8211; s\u00e3o mais de 100 shows passando por pa\u00edses como\u00a0Estados Unidos, Canad\u00e1, Fran\u00e7a, Austr\u00e1lia, Nova Zel\u00e2ndia, Su\u00e9cia e \u00cdndia, entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2016, quem conversou com o Scream &amp; Yell foi D\u00e9cio 7 (&#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/07\/08\/entrevista-bixiga-70\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">As pessoas ter\u00e3o que se unir em torno de um objetivo comum<\/a>&#8220;, ele dizia). Agora \u00e9 a vez de Cuca Ferreira, respons\u00e1vel pelo sax bar\u00edtono e pela flauta no Bixiga 70, conversar com o site num bate papo depois da passagem de som da segunda noite de shows (esgotados) no Sesc Pompeia. Na troca de ideias, o m\u00fasico falou sobre como foi trabalhar pela primeira vez com um produtor, novos processos de grava\u00e7\u00e3o e composi\u00e7\u00e3o e a receptividade do p\u00fablico com o novo trabalho. As respostas voc\u00ea confere abaixo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RfhOsjeLRLI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi a grava\u00e7\u00e3o de \u201cQuebra-Cabe\u00e7a\u201d e qual a principal diferen\u00e7a dele para os discos anteriores do Bixiga 70?<\/strong><br \/>\n\u201cQuebra-Cabe\u00e7a\u201d \u00e9 um disco que a gente j\u00e1 vem trabalhando h\u00e1 um bom tempo. Come\u00e7amos para valer no ano passado, quando come\u00e7amos a primeiras sess\u00f5es. S\u00f3 que nesse mesmo tempo entramos em um ritmo de v\u00e1rias viagens e isso deu uma desgastada. A gente deu um tempo no repert\u00f3rio e depois o retomou quando conseguiu se reorganizar e arrumar um tempo para gravar. No final acabou sendo legal porque as m\u00fasicas foram amadurecendo mais quando a gente pegou de novo. Acho que foi o disco que a gente mais trabalhou com calma cada faixa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi ter o Gustavo Lenza como produtor do disco, j\u00e1 que essa \u00e9 a primeira vez que voc\u00eas chamam algu\u00e9m de fora para trabalhar em \u00e1lbum do Bixiga?<\/strong><br \/>\nA gente sempre trabalhou com o Victor Rice, mas ele nunca foi o produtor. Ele mixava os discos e, obviamente, ele foi muito respons\u00e1vel pelo som dos tr\u00eas primeiros discos do Bixiga. Nesse disco atual a gente fez muita coisa diferente. O que fez a gente procurar um produtor \u00e9 que antes t\u00ednhamos um lance de gravar ao vivo, porque somos uma banda mais de palco de que de est\u00fadio. Onde a gente \u00e9 mais a gente \u00e9 no palco. Sempre tentamos fazer o disco com a mesma energia do show e, para falar a verdade, nunca deu muito certo. Ent\u00e3o decidimos assumir que ir\u00edamos fazer um disco de est\u00fadio e explorar esse universo. Fazendo faixa a faixa, gravando separado e dobrando vozes do sopro. Pra fazer isso a gente achou legal ter algu\u00e9m do ramo que nos conduzisse. O Lenza \u00e9 nosso amigo de antes de existir a banda. Sempre foi da mesma galera. E foi bacana que nesse tempo que o Bixiga existe, o Lenza virou uma coisa enorme, ganhou Grammy, ganhou um monte de coisa. Ent\u00e3o foi muito natural que fosse ele a trabalhar junto conosco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como est\u00e3o funcionando essas m\u00fasicas gravadas de forma in\u00e9dita pela banda?<\/strong><br \/>\nAgora \u00e9 o caminho da volta. Reduzir os arranjos pra fazer ao vivo. Acho que sim, est\u00e1 funcionando, e est\u00e3o melhores agora do que antes da gente ir para o est\u00fadio. A gente tamb\u00e9m n\u00e3o fez nada de muito absurdo dentro do est\u00fadio, fez uma coisinha ou outra a mais, nada t\u00e3o distante do que estamos fazendo no palco. Mas foi um processo novo, sem d\u00favidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As refer\u00eancias do \u201cQuebra-Cabe\u00e7a\u201d v\u00e3o da m\u00fasica regional africana at\u00e9 o eletr\u00f4nico. Como foi juntar tudo isso em um disco?<\/strong><br \/>\nA refer\u00eancia vem da gente ser um monte de gente, e cada um traz as suas coisas. Mas desde o \u00faltimo disco ningu\u00e9m chega mais com uma ideia pronta, como era no in\u00edcio. Agora chegamos no m\u00e1ximo com um melodia aqui, uma ideia de levada ali, e a gente vai fazendo tudo junto, com todos no est\u00fadio. Por conta disso as influ\u00eancias pessoais de cada um acabam aparecendo mais. Tem gente da banda que vem mais dos reggaes e do dub, outros s\u00e3o mais da m\u00fasica negra norte-americana, e outros do candombl\u00e9. Tem tamb\u00e9m o fato que nos \u00faltimos anos a gente viajou demais para fora do Brasil. Participamos de muitos festivais, conhecemos e tocamos com muitos m\u00fasicos, e isso tamb\u00e9m acaba trazendo muitas refer\u00eancias para a gente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O disco se chama \u201cQuebra-Cabe\u00e7a\u201d por ser essa reuni\u00e3o de tantas refer\u00eancias?<\/strong><br \/>\nVem disso. A gente estava tentando achar essa met\u00e1fora. Diz\u00edamos que era uma sopa que voc\u00ea v\u00ea os peda\u00e7os e n\u00e3o aquela sopa batida que fica uma coisa uniforme. Ela funciona como um prato, mas \u00e9 poss\u00edvel ver todos os ingredientes. Quem trouxe essa analogia do quebra-cabe\u00e7as foi o MZK, respons\u00e1vel pela capa do disco. Ele \u00e9 um cara que est\u00e1 com a gente desde o dia zero da banda e fez todas as nossas capas. T\u00ednhamos uma pr\u00e9via do disco e mandamos para ele, e ele voltou com essa ideia do quebra-cabe\u00e7a, que \u00e9 uma analogia melhor do que a da sopa (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como est\u00e1 a receptividade do p\u00fablico com esse novo disco?<\/strong><br \/>\n\u00c9 engra\u00e7ado isso. A gente n\u00e3o \u00e9 uma banda que tem letra nas m\u00fasicas, e isso geralmente faz mais sentido quando as pessoas cantam junto. N\u00e3o deveria ser o nosso caso, mas \u00e9 engra\u00e7ado que com a gente funciona. A m\u00fasica \u201cQuebra-Cabe\u00e7a\u201d, que soltamos antes do disco e com um clipe, j\u00e1 tem gente cantarolando a melodia. O que \u00e9 superdivertido. Mas est\u00e1 sendo uma descoberta coletiva. A gente est\u00e1 vendo como p\u00fablico reage e eles est\u00e3o recebendo m\u00fasicas novas. \u00c9 todo mundo navegando por \u00e1guas novas juntos.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1YQAKHj189c?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/j7U77CTZCaE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GYt9zYq3l_M?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em><span class=\"curator-description\">\u2013 Gil Luiz Mendes (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/gil.luizmendes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.facebook.com\/gil.luizmendes<\/a>), jornalista, viveu boa parte da vida no Recife e hoje mistura a sua loucura com a de S\u00e3o Paulo. Tem passagens pelas r\u00e1dios Jornal do Commercio, CBN , Central3 e tem textos publicados no IG e na Carta Capital. \u00c9 skatista e m\u00fasico quando d\u00e1 tempo.<\/span><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Lan\u00e7amento de um disco com can\u00e7\u00f5es que n\u00e3o tem letras, mas, mesmo assim, o p\u00fablico canta todas as melodias. Tr\u00eas noites com ingressos esgotados quase uma semana antes. \u00c9 dif\u00edcil explicar o fen\u00f4meno Bixiga 70, mas a gente tenta \ud83d\ude42\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/08\/02\/entrevista-bixiga-70-2018\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":40,"featured_media":48319,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[2073],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48318"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/40"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48318"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48318\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":48326,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48318\/revisions\/48326"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/48319"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48318"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48318"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48318"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}