{"id":48218,"date":"2018-07-21T12:28:14","date_gmt":"2018-07-21T15:28:14","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=48218"},"modified":"2018-09-18T10:56:48","modified_gmt":"2018-09-18T13:56:48","slug":"tres-perguntas-guilherme-matheus-mafiosa-cervejaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/07\/21\/tres-perguntas-guilherme-matheus-mafiosa-cervejaria\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas perguntas: Guilherme Matheus (Mafiosa Cervejaria)"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcelo.costa.5855\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Costa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A <a href=\"http:\/\/mafiosacervejaria.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mafiosa Cervejaria<\/a> surgiu (ainda em formato caseiro) em 2013 na cidade de Valinhos, no interior de S\u00e3o Paulo, devido \u00e0 intensa paix\u00e3o de alguns amigos por cerveja artesanal. Eles produziam r\u00f3tulos sempre criados em homenagem a algum filme, personagem, ou at\u00e9 algum detalhe de grandes obras da s\u00e9tima arte \u2013 geralmente filmes ligados, direta ou indiretamente, ao tema \u201cm\u00e1fia\u201d. Segundo o cervejeiro da casa, Guilherme Matheus, eles at\u00e9 pensaram em montar uma f\u00e1brica, mas acabaram tornando-se ciganos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Produzindo suas receitas na f\u00e1brica da D\u00e1diva, em V\u00e1rzea Grande, a Mafiosa j\u00e1 colocou no copo dos cervejeiros 11 receitas diferentes (tr\u00eas delas premiadas no Festival de Blumenau 2018): da primeir\u00edssima (\u201cE nossa grande queridinha\u201d, diz Guilherme) Don Drino East Coast IPA, que segue dispon\u00edvel o ano inteiro, passando pelas duas vers\u00f5es de A Noiva (inspiradas na personagem dos filmes \u201c<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/cinemadois\/killbill.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Kill Bill<\/a>\u201d, de Tarantino) e, ainda, Little Valley (Saison), Consiglieri (Imperial IPA &#8211; medalha de ouro), Crooner (Strong Ale), Rigolleto (Fruit Beer) al\u00e9m de duas Pre Prohibition Beers, uma Porter (tamb\u00e9m medalha de ouro) e uma Lager.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora \u00e9 a vez de uma <a href=\"https:\/\/beerandbrewing.com\/brewers-perspectives-making-pastry-stouts-and-beers\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pastry Stout<\/a> inspirada em uma cena do filme \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2007\/11\/21\/o-poderoso-chefao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Poderoso Chef\u00e3o<\/a>\u201d: logo depois que Rocco assassina Paulie, seu comparsa Clemenza profere a frase antol\u00f3gica \u201cdeixa a arma, pegue o cannoli\u201d (o doce italiano \u00e9 decisivo na trilogia de Coppola). Guilherme conta: \u201cCome\u00e7amos a pensar como colocar os sabores do Cannoli numa Russian Imperial Stout, e chegamos nesse resultado (uma RIS de 11% de \u00e1lcool e 70 IBUs) com adi\u00e7\u00e3o de baunilha, cacau, casca de laranja e pistache\u201d. Nascia a Mafiosa Leave The Gun, Take The Cannoli (parte da produ\u00e7\u00e3o foi reservada em barricas antes utilizadas para maturar vinho do Porto para um segundo r\u00f3tulo futuro). Abaixo, Guilherme relembra como come\u00e7ou a produzir cerveja e fala das novidades da Mafiosa.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/35fLKn2Tq3o?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea entrou nesse mundo de cerveja artesanal? Qual foi o turning point?<\/strong><br \/>\nSou cozinheiro, e j\u00e1 na \u00e9poca de cozinhar eu testava harmoniza\u00e7\u00f5es sempre buscando cervejas novas \u2013 no interior era dif\u00edcil encontrar muita coisa diferente. Foi assim, por volta de 2011\/2012, que comecei a descobrir sabores diferentes de cervejas e que existiam cervejas diferentes! Um ano e meio depois disso, descobri que era poss\u00edvel fazer cerveja em casa. Em 2013 comecei a pesquisar como fazer cerveja, fiz alguns cursos e comecei a produzir em casa. A paix\u00e3o foi aumentando e com ela esse desejo de provar coisas novas, de testar alquimias diferentes, sabores diferentes. E voc\u00ea sabe: para o cervejeiro caseiro, o c\u00e9u e o limite. Voc\u00ea pode fazer a mistura que voc\u00ea quiser. E eu fui me apaixonado por essa coisa toda. Aquela coisa de testar harmoniza\u00e7\u00e3o. Eu bebia e estudava muito mais vinhos na \u00e9poca, porque a aproxima\u00e7\u00e3o tradicional com gastronomia antigamente era essa, mas fui descobrindo que a cerveja \u00e9 at\u00e9 mais vers\u00e1til que o vinho para harmonizar. A primeira cerveja que me chamou a aten\u00e7\u00e3o acho que foi uma Flying Dog (cervejaria artesanal localizada em Frederick, Maryland, EUA), uma coisa muito louca, era algo muito diferente. Eu at\u00e9 j\u00e1 tinha experimentado algumas belgas, mas acho que foi com essa Flying Dog que tive pensei: quero aprender a fazer isso. Quando comecei a fazer cerveja em casa mergulhei na produ\u00e7\u00e3o sem saber o que eu estava tomando. Algo do tipo \u201cvou fazer uma India Pale Ale, mas o que \u00e9 uma India Pale Ale? Vou estudar e descobrir\u201d. E com isso vinham as hist\u00f3rias, e eu gosto muito de hist\u00f3ria, os r\u00f3tulos da Mafiosa contam muita hist\u00f3ria. Isso foi me cativando, o fato de cada cerveja, cada estilo ter uma hist\u00f3ria, fazer parte de uma cultura de algum lugar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual foi a sua primeira receita? E como surge a Mafiosa?<\/strong><br \/>\nFoi a nossa American IPA, a Don Drino, l\u00f3gico, uma vers\u00e3o muito diferente da que a gente faz hoje. E foi ela que os amigos beberam e come\u00e7aram a dizer: \u201cCara, ela \u00e9 muito melhor do que muitas IPAs que a gente toma, \u00e9 muito boa, voc\u00ea tem que lan\u00e7ar\u201d. E a gente fazia 20 litros em quatro amigos, imagina, dava seis garrafas para cada um (risos). Era um neg\u00f3cio muito exclusivo, ningu\u00e9m conseguia beber aquilo porque era muito poucas garrafas. Mas acabou sendo nossa primeira cerveja lan\u00e7ada e est\u00e1 ai at\u00e9 hoje, \u00e9 a cerveja que a gente mais repetiu. A partir dela, decidi montar uma cervejaria e fui estudar, porque o investimento era muito alto, e descobri que eu poderia terceirizar a produ\u00e7\u00e3o, e virei cervejeiro cigano. Comecei a produzir cerveja na f\u00e1brica da D\u00e1diva e estamos l\u00e1 at\u00e9 hoje. Foi assim que surgiu a Mafiosa, e acredito que, na verdade, a Mafiosa \u00e9 que foi nos conquistando. N\u00e3o foi algo do tipo \u201cvi uma tend\u00eancia de mercado e vou investir nisso\u201d, mas sim o fato de eu ser apaixonado por fazer e tomar cerveja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Hoje n\u00f3s provamos algumas cervejas da Mafiosa e eu gostaria que voc\u00ea falasse um pouco mais sobre a Don Drino, que est\u00e1 de r\u00f3tulo novo, e contasse sobre o novo lan\u00e7amento, a Leave The Gun, Take The Cannoli.<\/strong><br \/>\nA Don Drino \u00e9 a nossa grande queridinha, desde sempre. Ela \u00e9 uma receita que foi mudando muito, porque as IPAs foram mudando muito com os tempos. Ela \u00e9 uma East Coast IPA, uma IPA bem Old-School, com base de malte bastante presente lembrando English IPA, mas com uma lupulagem mais moderna. \u00c9 uma IPA da regi\u00e3o de Nova York, com caramelo, um corpo mais presente, um amargor bem redondinho e aroma mais forte de l\u00fapulo. J\u00e1 a Leave The Gun, Take The Cannoli \u00e9 o nosso novo lan\u00e7amento. Gosto muito de ler sobre tend\u00eancias de mercado, as novidades, e ent\u00e3o eu provei uma Pastry Stout, que s\u00e3o Stouts baseadas em sobremesas, e fui pesquisar sobre elas. Com isso veio a pergunta: Qual seria a Pastry Stout da Mafiosa? Onde eu me inspiraria? E logo me veio a cena do \u201cLeave The Gun, Take The Cannoli\u201d do filme \u201cO Poderoso Chef\u00e3o\u201d, do Francis Ford Coppola. E come\u00e7amos a pensar como colocar os sabores do Cannoli numa Russian Imperial Stout, e chegamos nesse resultado, uma cerveja com maltes que trazem lembran\u00e7a de biscoitos \u2013 para lembrar o canudo do Cannoli \u2013 al\u00e9m de adi\u00e7\u00e3o de baunilha, cacau, casca de laranja e pistache (&#8220;que acrescenta um leve mentolado&#8221;, nota o editor do Scream &amp; Yell) tanto na mostura\u00e7\u00e3o quanto em gr\u00e3os na matura\u00e7\u00e3o. Estou muito feliz com o resultado. Acho que conseguimos chegar onde a gente queria.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-48220\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/leavethegun.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"541\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/leavethegun.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/leavethegun-300x216.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><br \/>\n\u2013 Top 2001 Cervejas, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/01\/top-1001-cervejas-marcelo-costa\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n\u2013 Leia sobre outras cervejas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/category\/boteco\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Cervejaria de Valinhos, interior de S\u00e3o Paulo, a Mafiosa lan\u00e7a agora uma Russian Imperial Stout inspirada numa frase cl\u00e1ssica do filme &#8220;O Poderoso Chef\u00e3o&#8221;, de Francis Coppola. Conhe\u00e7a a Mafiosa Leave The Gun, Take The Cannoli. \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/07\/21\/tres-perguntas-guilherme-matheus-mafiosa-cervejaria\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":48219,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[347],"tags":[2122],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48218"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48218"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48218\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":48225,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48218\/revisions\/48225"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/48219"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48218"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48218"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48218"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}