{"id":48026,"date":"2018-06-27T10:04:33","date_gmt":"2018-06-27T13:04:33","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=48026"},"modified":"2018-08-27T10:08:40","modified_gmt":"2018-08-27T13:08:40","slug":"jonas-mekas-o-poeta-das-imagens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/06\/27\/jonas-mekas-o-poeta-das-imagens\/","title":{"rendered":"Jonas Mekas: O poeta das imagens"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Texto por Caio Bosco<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A magn\u00edfica estilista francesa Agnes B., junto com os selos Potemkine e Re:Voir, nos presentearam com uma caixa com 6 DVD\u2019s do diretor lituano, naturalizado estadunidense, Jonas Mekas. O pacote \u201cJonas Mekas: The Major Works\u201d, lan\u00e7ado em 2017 no exterior, conta com os 5 longas mais cultuados de Mekas, um DVD s\u00f3 com curtas-metragens e um livreto bastante explicativo (em franc\u00eas e ingl\u00eas) em cada um dos DVD\u2019s. A caixa \u00e9 um panorama sobre a vasta vida e obra de Mekas, al\u00e9m de um testemunho f\u00edlmico inestim\u00e1vel sobre as vanguardas art\u00edsticas e a cena nova-iorquina dos anos 1950, 1960 e 1970, cobrindo desde sua primeira obra-prima, \u201cThe Brig\u201d, de 1964 at\u00e9 \u201cMoving Ahead Occasionally I Saw Brief Glimpses of Beauty\u201d, de 2000.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Imagine um desavisado que n\u00e3o goste de cinema experimental se predispondo corajosamente a ver o \u00e9pico \u201cAs I Was Moving Ahead Occasionally I Saw Brief Glimpses of Beauty\u201d e, na metade desse \u2018tour de force\u2019 de 288 minutos, escutando o pr\u00f3prio diretor dizer \u201cVoc\u00ea deve agora estar percebendo que o que voc\u00ea esta vendo \u00e9 uma obra-prima sobre nada. Nada!\u201d. Por\u00e9m, dif\u00edcil acreditar na possibilidade de algu\u00e9m que n\u00e3o goste de cinema autoral e alternativo, ou seja, a grande maioria do p\u00fablico, ver um filme de Mekas at\u00e9 a metade; as epifanias, movimentos fren\u00e9ticos e cortes feitos diretamente na sua Bolex 16mm, as imagens que mostram o seu cotidiano dom\u00e9stico e os coment\u00e1rios \u2018voice off-c\u00e2mera\u2019 em ingl\u00eas com um sotaque divertid\u00edssimo, narram profundas divaga\u00e7\u00f5es sobre a vida, o amor, a arte, a mem\u00f3ria e os la\u00e7os afetivos. Essa teia de caracter\u00edsticas profundamente pessoais na obra de Mekas, deve ser um verdadeiro instrumento de tortura para a maioria dos consumidores de cinema, mas uma coisa \u00e9 certa: os impacientes nem imaginam o ouro que est\u00e3o perdendo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XhmZ7C-oXDY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jonas Mekas \u00e9 antes de tudo um poeta! Utilizando tanto as palavras quanto as imagens, sua express\u00e3o art\u00edstica tem aquela m\u00e1gica que a poesia possui de sintetizar o mundo em versos, no caso, sintetizar a profundidade das perdas e conquistas, materiais, sentimentais e art\u00edsticas de sua riqu\u00edssima biografia, vendo de perto e em atividade, o cume centen\u00e1rio com seus 95 anos (recentemente ele esteve na cinemateca de Paris para um debate e na galeria de arte Agnes B., expondo seus trabalhos com fotografia e divulgando seu mais recente livro: \u201cA Dance With Fred Astaire\u201d, de 2017, <a href=\"https:\/\/www.franceculture.fr\/emissions\/par-les-temps-qui-courent\/jonas-mekas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">com direito a um valioso podcast no site da radio France Culture<\/a>). Os filmes de Mekas, altamente l\u00edricos e autobiogr\u00e1ficos, nos apresentam atrav\u00e9s do \u2018nada\u2019, como ele mesmo diz, reflex\u00f5es valiosas de quem fugindo da Litu\u00e2nia na Segunda Guerra, fora preso por oito meses em um campo de trabalho perto de Hamburgo, na Alemanha, e junto com seu irm\u00e3o, o tamb\u00e9m filmmaker Adolfas Mekas (1925-2011), se torna um imigrante na Am\u00e9rica e tem o seu destino posicionado no cerne do novo epicentro da cultura ocidental: Nova Iorque.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a Segunda Guerra, Jonas cursa a universidade de filosofia em Mainz e, em 1949, os irm\u00e3os partem juntos em um navio para a Big Apple. O atracamento se d\u00e1 em uma noite de tempestade, mesmo assim, eles contemplam o espet\u00e1culo de luzes e rel\u00e2mpagos na cidade e, na manh\u00e3 seguinte, visitam a est\u00e1tua da Liberdade, l\u00e1 a decis\u00e3o estava fechada, os Mekas iriam ficar em NYC e n\u00e3o iriam trabalhar em uma padaria na cidade de Chicago, onde os esperavam amigos e um lugar para morar. Depois de instalados em Williansburg, na \u00e9poca, o bairro mais pobre do Brooklyn, uma das primeiras atitudes dos Mekas fora pedir dinheiro emprestado para comprar uma c\u00e2mera Bolex 16 mm, a partir de ent\u00e3o, Jonas come\u00e7a a filmar o seu pr\u00f3prio cotidiano, os momentos de um imigrante tentando recome\u00e7ar a vida em um lugar completamente diferente da zona rural do leste europeu do qual fora criado. Essas imagens podem ser contempladas no filme \u201cLost, Lost, Lost\u201d. Lan\u00e7ado em 1976, o filme \u00e9 uma compila\u00e7\u00e3o de filmagens entre 1949 e 1963, um testemunho do desenvolvimento de sua principal inven\u00e7\u00e3o no cinema: o \u2018filme di\u00e1rio\u2019. Como o t\u00edtulo salienta tr\u00eas vezes, algu\u00e9m realmente perdido, um filme doloroso que mostra a vida de um exilado, que tenta (como ele mesmo diz) \u201ccrias ra\u00edzes em um novo solo\u201d, cuja a ideia de comunica\u00e7\u00e3o pelas imagens mostra-se ser o mais assertivo para quem ainda n\u00e3o compreende a l\u00edngua inglesa e que tem o seu desenvolvimento de maneira dual, j\u00e1 que como poeta, o seu trabalho que j\u00e1 re\u00fane sete volumes, s\u00e3o escritos em sua l\u00edngua materna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diferente da repulsa por Hollywood e sua m\u00e1quina alienante, mantida pela maioria dos intelectuais europeus exilados nos Estados Unidos naquele per\u00edodo, Mekas desenvolveu um interesse pelo outro lado da colina das estrelas: o cinema avant-garde, que j\u00e1 apresentava cl\u00e1ssicos como \u201cMeshes of the Afternoon\u201d (1943), da maravilhosa Maya Deren e Alexander Hammid, algumas obras de Kenneth Anger e documentaristas experimentais como Sidney Meyers e Morris Engel, al\u00e9m do hist\u00f3rico de vanguarda europeia com os pioneiros filmes das escolas surrealistas e dada\u00edstas (Man Ray, Ren\u00e9 Clair, Bu\u00f1uel, Dali, Hans Ritcher, Jean Cocteau), da escola sovi\u00e9tica de Dziga Vertov e Eisenstein, os descendentes da linhagem impressionista francesa como Abel Gance, Jean Epstein e Jean Vigo, e, os nossos patrim\u00f4nios: Alberto Cavalcanti com \u201cRien Que Les Heures\u201d (1926) e M\u00e1rio Peixoto com \u201cLimite\u201d (1931). Diante da descoberta e de se envolverem profundamente, em 1954, os irm\u00e3os Mekas lan\u00e7am a revista Film Culture, Jonas avan\u00e7a seus passos de cr\u00edtico e te\u00f3rico, escrevendo para a Village Voice e ensinando em diversas institui\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas, como a Universidade de Nova Iorque e o MIT.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FpOeEHiepXw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s fundar uma cooperativa de filmmakers, a NACG, junto com \u00edcones como Shirley Clarke, Peter Bogdanovich e Ken Jacobs, Jonas Mekas se torna uma figura proeminente na cena cultural nova iorquina como diretor da Film-Makers Cinematheque, que expandiu-se em 1969, tornando-se a Anthology Film Archives, um centro internacional de estudos, preserva\u00e7\u00e3o e exibi\u00e7\u00e3o de filmes e v\u00eddeos (focado sobretudo na produ\u00e7\u00e3o independente), fundado por Mekas com um auxilio luxuoso de gente como Stan Brakhage, Peter Kubelka e P. Adams Sitney, travando por d\u00e9cadas uma batalha cultural, social, econ\u00f3mica e pol\u00edtica contra a hegemonia cultural hollywoodiana. \u00c9 desse per\u00edodo que vem uma verdadeira obra-prima: \u201cWalden\u201d (1969), uma epopeia de 180 minutos filmada cronologicamente em seis latas entre 1964 e 1968, o \u00e1pice de sua cria\u00e7\u00e3o. Um di\u00e1rio cinematogr\u00e1fico em que Mekas \u201csomente esta celebrando o que v\u00ea\u201d e nos da de bandeja imagens caseiras, experimentais, despretensiosas, mas incrivelmente valiosas sobre os principais personagens do meio art\u00edstico e cultural da vanguarda mundial: de um fim de semana ensolarado nas montanhas nevadas do Colorado com Stan Brakhage e fam\u00edlia passando por Timothy Leary falando de sua comunidade em Millbrook sobre os benef\u00edcios e persegui\u00e7\u00f5es de suas pesquisas cient\u00edficas at\u00e9 reuni\u00f5es art\u00edsticas e boemias com Andy Warhol, Gerard Malanga, Edie Sedgwick, Jack Smith, Ken Jacobs, Barbet Schroeder, Hans Richter, Carl Theodor Dreyer, Shirley Clarke e Tony Conrad al\u00e9m da estreia de Velvet Underground &amp; Nico na turn\u00ea Exploding Plastic Inevitable. H\u00e1 ainda imagens rar\u00edssimas de Allen Ginsberg e Peter Orlovsky no v\u00e9rtice da Beat Generation em uma manifesta\u00e7\u00e3o Hare Krishna e um dos registros mais incr\u00edveis: a famosa performance de John Lennon e Yoko Ono cantando \u201cGive a Peace a Chance\u201d na cama de pijamas em 1969, em um hotel em Montreal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro filme muito importante do diretor, por aspectos sentimentais hist\u00f3ricos e pol\u00edticos, \u00e9 \u201cReminiscences of a Journey to Lithuania\u201d (1971-1972), que foi selecionado para o National Film Registry da Library of Congress USA pelo seu significado cultural e est\u00e9tico. A pel\u00edcula mostra uma viagem que os irm\u00e3os Mekas fazem de volta a Litu\u00e2nia ap\u00f3s 27 anos sem ver os familiares e os antigos amigos. De rara beleza e verdade, os sentimentos exalam pra fora da tela, o reencontro com a m\u00e3e (uma linda senhora de 1887 que fazia tradicionais pratos em um fogo de ch\u00e3o), as brincadeiras, as risadas, a atmosfera buc\u00f3lica do fim de ver\u00e3o, tudo mostra a humanidade mais profunda de uma maneira quase banal. A hist\u00f3ria por de traz de um filme que merece destaque: ambos os irm\u00e3os foram convidados como redatores-chefes da revista Film Culture a irem ao festival de cinema de Moscou, Jonas lembrou do nome de Yuri Zhukov, redator-chefe das p\u00e1ginas culturais do Pravda (jornal oficial do Partido Comunista Sovi\u00e9tico e que significa literalmente \u201cverdade\u201d). Zhukov era um homem de mente aberta que se interessava pelam\u00fasica do Velvet Underground, LSD, experi\u00eancias extra-sensoriais e estivera em Nova Iorque em 1967 para entrevistar Abbie Hoffman e Allen Ginsberg, ambos apresentados ao sovi\u00e9tico por Mekas. Jonas fez uma s\u00e9rie de pedidos a contra gosto da produ\u00e7\u00e3o do festival, o primeiro de se encontrar com Zhukov e pedir a ele um visto para que os irm\u00e3os Mekas pudessem ir a Litu\u00e2nia ver a m\u00e3e e os irm\u00e3os; um carro que pudesse leva-los da capital a vila de Semeni\u0161kiai e, o mais incr\u00edvel, uma autoriza\u00e7\u00e3o para filmar o encontro, os irm\u00e3os sabiam que estavam sendo vistos como agentes duplos e resolveram jogar com isso. Para desespero dos organizadores do festival de Moscou, Zukhov aceitou todos os pedidos paulatinamente e durante toda a estadia, o governo disponibilizou para Mekas um caminh\u00e3o com equipamentos de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o e uma equipe para a filmagem, os quais Jonas gentilmente negou dizendo que tudo o que precisava para fazer seus filmes era de sua Bolex 16mm.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3p57X5dqYM0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existe um fio condutor que passa por todas as obras da caixa \u201cJonas Mekas: The Major Works\u201d, que amarra um sentido nobre e que s\u00f3 pode ser compreendido pelos seus dois polos cronol\u00f3gicos, \u201cThe Brig\u201d, de 1964 e \u201cAs I Moving Ahead Occasionally I Saw Brief Glimpses of Beauty\u201d, de 2000. Uma odisseia em que nosso Ulysses, no caso Mekas, sai de terras sombrias e se empreende em uma viagem rumo ao o\u00e1sis, passando pelo mais \u00e1rido deserto, que come\u00e7a com sua vers\u00e3o para a pe\u00e7a da companhia experimental nova iorquina \u201cLiving Theatre\u201d. \u201cThe Brig\u201d se passa em apenas um cen\u00e1rio: uma jaula em uma pris\u00e3o militar naval dos EUA. E tudo aqui \u00e9 amargo, cada fotograma parece um pesadelo que nos remete ao que h\u00e1 de pior na pol\u00edtica estrutural militar norte-americana, como a base ultramarina de Guant\u00e1namo por exemplo. O n\u00edvel de degrada\u00e7\u00e3o humana que vemos no filme se deve as atua\u00e7\u00f5es cheias de \u00f3dio, a claustrofobia do cen\u00e1rio, ao seu \u2018mise en sc\u00e8ne\u2019 err\u00e1tico e sua feiura est\u00e9tica, e, mesmo tendo sido lan\u00e7ado uma d\u00e9cada antes do que \u201cLost, Lost, Lost\u201d, a depress\u00e3o das imagens compiladas deste \u00faltimo (que at\u00e9 ent\u00e3o eram somente experimentos imag\u00e9ticos caseiros), parece dar o suporte de desespero e de desconex\u00e3o existencial nessa pel\u00edcula que foi importante para definir a cena local e que tivera o seu maior totem alguns anos antes, em 1959, com o diamante \u201cShadows\u201d, de John Cassavetes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se em \u201cThe Brig\u201d a viol\u00eancia e a crueldade d\u00e3o o tom, em \u201cAs I Moving Ahead Occasionally I Saw Brief Glimpses of Beauty\u201d o amor transborda vinte e quatro vezes por segundo, formando um hino \u00e9pico e po\u00e9tico sobre a vida e o privil\u00e9gio de estar vivo. Durante suas mais de quatro horas, vemos o que o Village Voice chamou de \u201cum filme descaradamente feliz\u201d, com uma compila\u00e7\u00e3o de mais de 30 anos de imagens familiares, di\u00e1rios de seu casamento s\u00f3lido e tardio, o nascimento de seus filhos, atividades cotidianas, amizades carinhosas, passeios na natureza, deliciosos piqueniques e o insepar\u00e1vel prazer pelo cinema. Tudo regado aos coment\u00e1rios ir\u00f4nicos do pr\u00f3prio diretor que define sua pel\u00edcula como \u201cum filme sobre pessoas que nunca discutem ou brigam e que se amam\u201d, uma rendi\u00e7\u00e3o aos sentimentos que verdadeiramente importam, vindo do nosso poeta que no per\u00edodo estava comemorando sua oitava d\u00e9cada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jonas Mekas \u00e9 um artista que deve ser propagado, conhecido, analisado, discutido e apreciado mais no Brasil. Sua forma livre e \u2018handmade\u2019 de fazer cinema, pode encontrar ecos interessantes em uma produ\u00e7\u00e3o criativa, mas cada vez mais engessada e burocratizada como a nossa. O patrim\u00f4nio art\u00edstico de Mekas det\u00e9m uma caracter\u00edstica que somente grandes artistas vision\u00e1rios t\u00eam (sobretudo Joseph Beuys, Eva Hesse, Karlheinz Stockhausen, James Benning, Miles Davis e Godard), um universo que parece ser dif\u00edcil e herm\u00e9tico ao entrar, mas, uma vez dentro, se torna muito mais dif\u00edcil de se querer e conseguir sair.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/n2sK_EuH_KU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/kzkzQExJ9rc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211; Caio Bosco (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/caioboscocerebral\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">fb\/caioboscocerebral<\/a>) \u00e9 cantor, compositor e m\u00fasico (<a href=\"https:\/\/caiobosco.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/caiobosco.com<\/a>), j\u00e1 lan\u00e7ou diversos trabalhos, tanto solo, quanto com o Radiola Santa Rosa. Cin\u00e9filo e pesquisador amador, j\u00e1 comp\u00f4s trilhas para curta-metragens internacionalmente premiados, planeja escrever sobre cinema avant-garde, experimental e alternativo, visando contribuir com pesquisas sobre realizadores que s\u00e3o pouco conhecidos no Brasil.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Filmmaker \u00edcone da vanguarda de Nova York tem cinco de seus principais filmes lan\u00e7ados em uma luxuosa caixa com 6 DVD\u2019s e um farto material de raridades.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/06\/27\/jonas-mekas-o-poeta-das-imagens\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":60,"featured_media":48027,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[3039],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48026"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/60"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48026"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48026\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":48032,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48026\/revisions\/48032"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/48027"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48026"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48026"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48026"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}