{"id":47949,"date":"2018-06-18T00:03:20","date_gmt":"2018-06-18T03:03:20","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=47949"},"modified":"2018-07-27T10:53:39","modified_gmt":"2018-07-27T13:53:39","slug":"entrevista-graveyard","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/06\/18\/entrevista-graveyard\/","title":{"rendered":"Entrevista: Graveyard"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/breadandkat\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Guilherme Lage<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existe uma rela\u00e7\u00e3o estreita entre a m\u00fasica e os sentimentos vividos outrora. A familiaridade e a vibra\u00e7\u00e3o no c\u00e9rebro, reavivam fa\u00edscas do que foi vivido no antes. Esse apego ao passado pode tornar difusa a aprecia\u00e7\u00e3o do que \u00e9 feito no agora, embaralhando-se com a perspectiva do que j\u00e1 foi. O quarteto sueco Graveyard \u00e9 uma banda que conhece bem esta rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde os prim\u00f3rdios, o grupo lida com o peso das influ\u00eancias que remetem aos tempos \u00e1ureos do rock n\u2019 roll e do blues. Alinh\u00e1-los a um saudosismo sonoro, no entanto, \u00e9 no m\u00ednimo um desperd\u00edcio. H\u00e1 algo de novo e aut\u00eantico na forma como o quarteto se desenvolve, aproveitando as li\u00e7\u00f5es do passado e aplicando-as em uma nova perspectiva, com elementos pr\u00f3prios. Se esquivando de alguma restante aura do \u201cclassic rock revival\u201d, se reinventado em cada disco (j\u00e1 s\u00e3o cinco na carreira, e o mais recente, \u201cPeace\u201d, foi lan\u00e7ado em maio de 2018).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ouvir o Graveyard, portanto, n\u00e3o \u00e9 uma viagem no tempo. Pelo menos, n\u00e3o pretende ser. Ainda que os acordes emocionais e a voz dolorosa de Joakim Nilsson evoquem os fantasmas do blues, o ouvinte n\u00e3o \u00e9 transportado a alguma enlameada terra dos p\u00e2ntanos do Mississ\u00edpi. O ber\u00e7o dessa sonoridade \u00e9 a g\u00e9lida Gotemburgo, na Su\u00e9cia. Acoplam-se a isso as guitarras do hard rock setentista, enfurecida pela insatisfa\u00e7\u00e3o de quem vive os nossos dias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A incurs\u00e3o lis\u00e9rgica que une os tempos idos ao agora, d\u00e1 o tom de uma banda que desafiou a mortalidade e, rec\u00e9m desperta, se recusa a descansar em paz. Auxiliados por um novo batera e pela produ\u00e7\u00e3o por Chips Kiesbye (Hellacopters, Michael Monroe), os suecos se encontram em turn\u00ea promovendo as faixas de \u201cPeace\u201d. Em entrevista via Skype, o baixista Truls M\u00f6rck falou, entre outras coisas, sobre o novo disco, influ\u00eancias, carreira e o ressurgimento da banda ap\u00f3s o hiato em 2016. E se \u00e9 por paz que o Graveyard procura nesse disco, \u00e9 em vida que pretendem encontrar.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/F5Mb2dsSqrs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vamos come\u00e7ar falando sobre o disco novo?<\/strong><br \/>\nSim, come\u00e7amos a compor durante a primavera e gravamos o \u00e1lbum em Estocolmo no m\u00eas de dezembro. Se chama \u201cPeace\u201d, \u00e9 o primeiro com nosso novo baterista, Oskar Bergenheim, e estou muito entusiasmado com ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi o processo de grava\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nTentamos gravar ao vivo em est\u00fadio o m\u00e1ximo que pudemos. Colocamos a bateria em um c\u00f4modo e as guitarras em c\u00e2maras separadas. Ent\u00e3o gravamos ao vivo. Quando a bateria estava soando boa o bastante, fizemos o overdub nas guitarras e no baixo um bocado de vezes com diferentes amplificadores e guitarras, para poder escolher o que soava melhor mais tarde. Depois fomos a outro est\u00fadio em Gotemburgo, onde moramos e gravamos todos os vocais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O nome do \u00e1lbum, \u201cPeace\u201d, vem de algum tipo de sentimento de paz entre os membros da banda p\u00f3s hiato?<\/strong><br \/>\nSim, isso. Mas acho que tamb\u00e9m por uma procura por paz e como passamos por todos esses tempos dif\u00edceis no ano passado. Percebemos o qu\u00e3o importante \u00e9 tentar encontrar um sentimento de paz ap\u00f3s toda aquela merda que passamos. Isso foi o que inspirou o t\u00edtulo no in\u00edcio e quando pens\u00e1vamos mais a respeito, percebemos que existem muitos n\u00edveis que poder\u00edamos atingir com isso. Tamb\u00e9m funciona como uma mensagem positiva para o mundo (risos). O mundo em que vivemos hoje n\u00e3o \u00e9 l\u00e1 muito pac\u00edfico. Ent\u00e3o achamos que seria legal mandar uma mensagem positiva para o mundo e ver o que acontece. Mas claro, \u00e9 sobre a banda e como tivemos as nossas dificuldades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A banda est\u00e1 de volta h\u00e1 um ano agora, como foi a recep\u00e7\u00e3o por parte do p\u00fablico?<\/strong><br \/>\nEu diria que recebemos boas vindas bem calorosas. Acho que as pessoas ficaram extremamente felizes, ningu\u00e9m ficou bravo e nem nada disso (risos). E isso \u00e9 \u00f3timo. Nos sentimos muito felizes e agradecidos por isso. Isso nos fez perceber que, mais do que nunca, temos que continuar e ser o melhor que pudermos. Ficamos bem impressionados com toda a positividade e a energia dos f\u00e3s. Quando anunciamos o retorno e um disco novo, as pessoas ficaram realmente entusiasmadas. \u00c9 algo muito inspirador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como a din\u00e2mica da banda mudou com a entrada de um novo batera?<\/strong><br \/>\nMudou bastante. Acho que num \u00e2mbito particular, na nossa qu\u00edmica, foi uma mudan\u00e7a enorme. Muitos dos problemas tinham a ver com Axel (Sj\u00f6berg, ex baterista), ele n\u00e3o estava feliz com a banda e foi ele quem tomou a decis\u00e3o de sair. Ent\u00e3o, poder contar com o Oskar foi um grande al\u00edvio. Axel \u00e9 uma \u00f3tima pessoa e um grande baterista, mas as coisas n\u00e3o estavam mais funcionando. Oskar entrou pra banda e fez uma grande diferen\u00e7a. Al\u00e9m disso, ele \u00e9 um baterista bastante diferente. Talvez n\u00e3o d\u00ea pra notar no disco, mas ele tem mais influ\u00eancias de jazz e blues, enquanto Axel tinha uma pegada mais punk rock. Ent\u00e3o, as novas m\u00fasicas foram escritas com esse novo baterista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Originalmente, voc\u00ea era o guitarrista do Graveyard e voltou pra banda em 2015 como baixista. Como foi essa mudan\u00e7a pra voc\u00ea?<\/strong><br \/>\nBom, eu sempre me considerei uma pessoa que faz m\u00fasica e n\u00e3o foco tanto na parte instrumental a princ\u00edpio. Me interesso mais em todo o processo de fazer um disco. Fazer m\u00fasica, arranjar, construir um som. Adoro tocar guitarra, mas adoro tocar baixo tamb\u00e9m. Obviamente, foi um pouco dif\u00edcil de reaprender, porque s\u00e3o instrumentos diferentes. Mas eu j\u00e1 tocava baixo antes em outras grava\u00e7\u00f5es. J\u00e1 estava no est\u00fadio tocando baixo, ent\u00e3o j\u00e1 sabia o que queria fazer. Mas claro, h\u00e1 toda a parte f\u00edsica do instrumento, \u00e9 maior e mais pesado nas m\u00e3os. Foi dif\u00edcil no come\u00e7o, mas tamb\u00e9m muito divertido trocar os instrumentos. J\u00e1 toco guitarra h\u00e1 tanto tempo que estava come\u00e7ando a me enjoar um pouco do meu pr\u00f3prio jeito de tocar. Obviamente eu estava um pouco nervoso, porque entrei em uma banda grande e havia muita expectativa em cima de mim e o antigo baixista era muito bom. A princ\u00edpio me senti muito pressionado, mas me dediquei bastante e as coisas deram bem certo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A arte da capa do novo \u00e1lbum \u00e9 incr\u00edvel, assim como a dos outros discos. Pode falar um pouco sobre ela? Qual a ideia por tr\u00e1s?<\/strong><br \/>\nA capa do \u201cPeace\u201d \u00e9 do mesmo artista que fez a capa do nosso \u00faltimo \u00e1lbum (\u201cInnocence &amp; Decandence\u201d, 2015). E tamb\u00e9m foi ele quem fez a arte do \u201cHisingen Blues\u201d (2011). Ele trabalhou com a gente antes e confiamos na interpreta\u00e7\u00e3o dele e como ele ilustra nossa m\u00fasica na arte dele. Ent\u00e3o falamos do t\u00edtulo pra ele e demos uma ideia geral de como o disco soava e ele criou essa arte. N\u00e3o sei como ele conseguiu, mas acho que combina muito com as letras. Pra mim, as letras s\u00e3o como hist\u00f3rias contadas em uma paisagem como aquela da capa. E tem aquele personagem misterioso, que n\u00e3o \u00e9 muito familiar. Acho de verdade que as letras poderiam se passar naquela paisagem. \u00c9 muito surreal, como um sonho e tem esse personagem no meio, que muito bem poderia ser um cantor ou algu\u00e9m que escreveu as letras (risos).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/G7sBMm5JJFc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Eu estava assistindo ao clipe de \u201cPlease Don\u2019t\u201d e ele realmente me pegou. O v\u00eddeo fluiu muito bem com a letra da m\u00fasica&#8230;<\/strong><br \/>\nO v\u00eddeo foi feito por um cara chamado Castor. Acho que ele ouviu a m\u00fasica e se apegou a essa parte da letra que diz \u201cDon\u2019t abandon my soul\u201d e tamb\u00e9m no nome da banda e se inspirou nessa ideia de um funeral meio executivo, meio confer\u00eancia. A letra \u00e9 bem dram\u00e1tica. \u00c9 bem sombria. Ent\u00e3o foi legal adicionar um pouco de humor e aliviar um pouco a tens\u00e3o da faixa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ainda que o Graveyard tenha influ\u00eancias dos anos 60 e 70, existe algo bem aut\u00eantico e contempor\u00e2neo na m\u00fasica de voc\u00eas. \u00c9 importante manter esse lado mais atual em torno da banda?<\/strong><br \/>\nCom certeza. E acho que \u00e9 o nosso maior objetivo. Combinar a atemporalidade do rock cl\u00e1ssico com algo, n\u00e3o sei se contempor\u00e2neo, mas n\u00e3o queremos ficar presos a nenhum tipo de regra. N\u00e3o estamos tentando copiar nada dos anos 60 ou 70, mas nos influenciar nas partes boas e combinar com o nosso pr\u00f3prio estilo. Se voc\u00ea conseguir ser voc\u00ea mesmo, \u00e9 sempre contempor\u00e2neo, at\u00e9 porque somos contempor\u00e2neos, estamos vivendo o hoje (risos). Ent\u00e3o pegamos o passado e juntamos com o que n\u00f3s mesmos criamos. Fico feliz que voc\u00ea tenha dito isso. N\u00e3o diria que estamos tentando ser modernos ou nada disso, mas tentando ser n\u00f3s mesmos e fazer o que queremos fazer. E se conseguirmos fazer isso, acho que soaria bem contempor\u00e2neo e cl\u00e1ssico ao mesmo tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No \u00faltimo disco voc\u00ea cantou uma faixa (\u201cFrom A Hole In The Wall\u201d) e Jonathan (Ramm, guitarra) faz os vocais de \u201cFar Too Close\u201d. Em \u201cPeace\u201d voc\u00ea tamb\u00e9m faz os vocais em algumas faixas. Como funciona essa din\u00e2mica de colabora\u00e7\u00e3o nos vocais?<\/strong><br \/>\nSim, canto um pouco no novo disco e Jonathan tamb\u00e9m. Ele n\u00e3o faz os vocais principais em nenhuma m\u00fasica, mas faz alguns backing vocals. Tentamos colocar todas as nossas vozes ali, at\u00e9 o Oskar canta um pouco. Fa\u00e7o os vocais principais em duas faixas e acho que tira um pouco do peso das costas do Joakim quando nos alternamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nos discos anteriores voc\u00eas demonstram um lado pol\u00edtico bem forte e os membros da banda t\u00eam um background no punk. Existe algum tipo de mentalidade punk rock por tr\u00e1s disso?<\/strong><br \/>\nN\u00f3s todos compartilhamos essas cren\u00e7as pol\u00edticas. Acho que em \u201cLights Out\u201d (2012) esse lado foi mais evidente. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o queremos nos prender em um \u00fanico tema para as letras, cantar m\u00fasica atr\u00e1s de m\u00fasica sobre injusti\u00e7a ou assuntos pol\u00edticos. N\u00f3s nos expressamos, mas n\u00e3o sinto que esse novo disco \u00e9 t\u00e3o pol\u00edtico. Acho que existe uma perspectiva do \u201cunderdog\u201d no punk rock (nota: tend\u00eancia de criar uma identifica\u00e7\u00e3o com pessoas em situa\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel). Acho que vem do blues originalmente, dos prim\u00f3rdios do rock n\u2019 roll. Acho que tem muito a ver com isso. No blues, rock n\u2019 roll, no punk se observa bastante esse tipo de perspectiva. \u00c9 o tipo de m\u00fasica que procura unir as pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Seu projeto solo \u00e9 muito diferente da m\u00fasica do Graveyard. H\u00e1 uma busca pessoal por transitar em estilos t\u00e3o diferentes assim?<\/strong><br \/>\nSim, preciso desse tipo de coisa. Sou meio incans\u00e1vel quando se trata de m\u00fasica. Preciso fazer coisas diferentes ao mesmo tempo para que exista uma din\u00e2mica. Agora estou trabalhando em um disco de m\u00fasica eletr\u00f4nica, n\u00e3o sei se vou terminar algum dia, mas senti a necessidade de fazer alguma coisa completamente diferente. Mas fa\u00e7o esse tipo de coisa quando tenho algum tempo sobrando. Curto todos os tipos de m\u00fasica e componho todo tipo de m\u00fasica, ent\u00e3o fa\u00e7o isso sempre que posso. Quando o Graveyard n\u00e3o est\u00e1 na estrada, gravando ou compondo, me empenho nisso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E voc\u00ea consegue conciliar bem seu projeto solo com o ritmo da banda?<\/strong><br \/>\nNa verdade, n\u00e3o fa\u00e7o mais turn\u00eas com meu projeto solo. A princ\u00edpio eu cheguei a excursionar quando lancei o disco, mas percebi que n\u00e3o poderia conciliar. Ent\u00e3o n\u00e3o tenho feito nenhum show com projetos h\u00e1 algum tempo. O outro projeto agora \u00e9 mais para grava\u00e7\u00f5es. Seria demais, eu acho, fazer turn\u00eas com duas bandas diferentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea j\u00e1 disse algumas vezes que n\u00e3o \u00e9 uma pessoa t\u00e3o soci\u00e1vel. Esse tra\u00e7o da sua personalidade te ajuda no processo de cria\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nBom, sou bastante introvertido. Ent\u00e3o acho que talvez me ajude a realmente me expressar e n\u00e3o me focar tanto em algum tipo de sentimento mais geral, no que est\u00e1 a minha volta o tempo todo ou corresponder a todas \u00e0s expectativas. Mas acho que todo mundo na banda \u00e9 meio introvertido (risos). Mas todos temos essa caracter\u00edstica e exploramos esse tipo de sentimento, ent\u00e3o talvez seja por isso que a m\u00fasica soe um pouco diferente da m\u00fasica de outras bandas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Aqui no Brasil somos fascinados por bandas suecas, o que tem na \u00e1gua da\u00ed que faz bandas t\u00e3o boas?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o sei se \u00e9 bem na \u00e1gua (risos). Tenho uma teoria sobre isso, acho que \u00e9 porque a Su\u00e9cia \u00e9 um lugar muito frio e escuro na maior parte do ano. Ent\u00e3o acho que nos reunimos em est\u00fadios para ensaiar e tentar escapar da realidade um pouquinho (risos). Os invernos s\u00e3o bem rigorosos. E n\u00e3o estou dizendo que outros pa\u00edses n\u00e3o tenham, mas na Su\u00e9cia temos um longo hist\u00f3rico de m\u00fasica tradicional. No Graveyard sinto que a m\u00fasica tradicional sueca influenciou um pouco o jeito de compor, com essa melancolia e o clima da m\u00fasica. Acho que esse tipo de m\u00fasica funciona bem com o rock n\u2019 roll num geral. Ainda que n\u00e3o toquemos folk rock, o sentimento e a melancolia combinam bem com rock n\u2019 roll.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por \u00faltimo, mas n\u00e3o menos importante, podemos esperar o Graveyard por aqui em breve?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o diria em breve. Mas estamos trabalhando nisso. N\u00f3s queremos muito ir, \u00e9 um sonho nosso ir para a Am\u00e9rica do Sul. Estamos trabalhando nisso h\u00e1 um bom tempo. Mas n\u00e3o posso dizer em breve, infelizmente, gostaria muito de dizer que sim. N\u00e3o posso dizer exatamente quando, mas com certeza n\u00f3s iremos. Espero que sim, seria demais.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/liDIeHad7Po?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/k8jqUHYiSl0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6HmMy2ubC7E?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Guilherme Lage (<a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/breadandkat\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.facebook.com\/breadandkat<\/a>) \u00e9 jornalista e mora em Vila Velha, ES.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ap\u00f3s anunciar um hiato no ano em que completava 10 anos de atividades, o quarteto sueco Graveyard decidiu retomar as atividades e ressurge com &#8220;Peace&#8221;, seu quinto \u00e1lbum, querendo muito tocar no Brasil\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/06\/18\/entrevista-graveyard\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":58,"featured_media":47950,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[3017],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47949"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/58"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47949"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47949\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":47951,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47949\/revisions\/47951"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/47950"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47949"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47949"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47949"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}