{"id":47554,"date":"2018-05-17T10:24:19","date_gmt":"2018-05-17T13:24:19","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=47554"},"modified":"2018-06-11T00:15:33","modified_gmt":"2018-06-11T03:15:33","slug":"entrevista-alfonsina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/05\/17\/entrevista-alfonsina\/","title":{"rendered":"Entrevista: Alfonsina"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leonardo Vinhas<\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos nomes mais comentados da cena pop recente do Uruguai, a cantora e compositora Alfonsina, passou pelo Brasil em abril em uma esp\u00e9cie de \u201canti-hype\u201d. Se em seu pa\u00eds natal ela \u00e9 um nome inescap\u00e1vel em discuss\u00f5es sobre o momento atual da m\u00fasica, por aqui ela fez cinco apresenta\u00e7\u00f5es para pequenos p\u00fablicos em lugares modestos de Campinas, S\u00e3o Paulo e Bras\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ok, um dos shows da capital federal foi exce\u00e7\u00e3o: na cervejaria Criolina, ela conquistou o nada desprez\u00edvel p\u00fablico cativo do local, legando uma mem\u00f3ria inesquec\u00edvel a quem esteve presente. Ainda assim, n\u00e3o deixa de espantar que uma artista em ascens\u00e3o e j\u00e1 praticamente estabelecida em sua zona de conforto se arrisque tanto em um pa\u00eds estrangeiro, ainda mais sem o apoio de uma gravadora que bancasse sua investida brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse foi o principal assunto do papo que rolou entre ela e o Scream &amp; Yell em uma manh\u00e3 atipicamente fria e chuvosa de abril. No caf\u00e9 do Centro Cultural S\u00e3o Paulo, Alfonsina tamb\u00e9m aproveitou para fazer um balan\u00e7o de sua carreira, citou Larissa Baq (LaBaq) e Ava Rocha como artistas nacionais com quem adoraria trabalhar, e discorreu sobre as premissas e condi\u00e7\u00f5es que nortearam sua mudan\u00e7a sonora de um disco para outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A jovem come\u00e7ou sua carreira em 2010, ainda com influ\u00eancias do jazz e da can\u00e7\u00e3o popular uruguaia. Seu primeiro \u00e1lbum, \u201cEl Bien Traer\u00e1 el Bien y El Mal Traer\u00e1 Canciones\u201d (2015), passou por reconhecimento de p\u00fablico e cr\u00edtica, incluindo o Pr\u00eamio Grafitti (o mais importante da ind\u00fastria fonogr\u00e1fica uruguaia) de Melhor Artista Novo. Por\u00e9m, \u201cPactos\u201d (2017), seu sucessor, veio como um disco pop clim\u00e1tico e minimalista, bem diferente da sonoridade de sua estreia. Isso n\u00e3o o impediu de manter \u2013 ou mesmo ampliar \u2013 o respeito conquistado, o que incluiu a presen\u00e7a na lista de \u201c10 Discos do Ano\u201d do jornal El Pais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alfonsina voltar\u00e1 ao Brasil ainda duas vezes nesse ano: est\u00e1 escalada para o lineup de v\u00e1rios festivais. Em agosto, por exemplo, sobe ao palco do Locomotiva (em Piracicaba-SP) ao lado de nomes como Boogarins e Rakta; em novembro, \u00e9 a vez do MADA (M\u00fasica Alimento da Alma, em Natal-RN). A presen\u00e7a em outros festivais deve ser anunciada em breve, e n\u00e3o est\u00e3o descartadas outras apresenta\u00e7\u00f5es \u201cavulsas\u201d. Mas antes de v\u00ea-la ao vivo nessas datas, confira a primeira entrevista j\u00e1 concedida pela mo\u00e7a a um ve\u00edculo brasileiro.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ql74AvFcPVc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No Uruguai, voc\u00ea \u00e9 um nome conhecido, marca presen\u00e7a no lineup de festivais (como Flis, Contrapedal e Montevideo Rock), suas m\u00fasicas tocam na r\u00e1dio e entram nas playlists mais relevantes dos servi\u00e7os de streaming para o pa\u00eds. A\u00ed voc\u00ea vem para um pa\u00eds como o Brasil, na qual voc\u00ea \u00e9 praticamente desconhecida. Qual \u00e9 a motiva\u00e7\u00e3o, art\u00edstica e de estrat\u00e9gia de carreira, para investir tempo e dinheiro e ainda encarar o risco de lidar com p\u00fablicos desconhecidos?<\/strong><br \/>\nArtisticamente, \u00e9 uma coisa de abrir mundos. Primeiro, com can\u00e7\u00f5es, que voc\u00ea n\u00e3o sabe o que v\u00e3o provocar, e depois por se meter em situa\u00e7\u00f5es nas quais voc\u00ea n\u00e3o sabe o que fazer. E tem a ver com liberdade, porque para n\u00f3s est\u00e1 lindo poder sair de nossa cidade. Montevid\u00e9u \u00e9 muito pequena, aqui (no Brasil) h\u00e1 uma cultura que nos interessa muito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mas mesmo com esse tamanho pequeno da sua terra natal, que ainda goza de certo isolamento, sua m\u00fasica soa bastante cosmopolita&#8230; Mais que muita coisa que se produz em uma metr\u00f3pole como S\u00e3o Paulo, por exemplo.<\/strong><br \/>\nO lance \u00e9 que n\u00f3s j\u00e1 somos filhos da internet, que \u00e9 um terreno onde se permeiam todas as culturas. A mistura que acontece quando voc\u00ea entra no Youtube e salta de uma coisa para outra, de um estilo para outro, com apenas um clique de diferen\u00e7a&#8230; Tempo, espa\u00e7o e vida s\u00e3o muito relativos quanto \u00e0 m\u00fasica, quanto \u00e0 cultura, ent\u00e3o podemos tomar um pedacinho de cada coisa. Se pegarmos a m\u00fasica fundacional do Uruguai, como Eduardo Mateo (nota: Mateo, 1940-1990, \u00e9 uma das maiores refer\u00eancias do cancioneiro uruguaio, criador de um estilo \u00fanico de tocar viol\u00e3o), vemos que ele est\u00e1 muito influenciado pela m\u00fasica brasileira, sua inspira\u00e7\u00e3o que o levou a fazer m\u00fasica foi \u201cOrfeu da Concei\u00e7\u00e3o\u201d (\u00e1lbum de 1956 de Tom Jobim e Vinicius de Moraes). Assim, todos que fazemos m\u00fasica no Uruguai temos uma conex\u00e3o com a m\u00fasica brasileira, porque a m\u00fasica tem esse leva-e-traz. Hoje em dia, com a internet, isso est\u00e1 muito mais forte. Passei muitos anos da minha vida n\u00e3o fazendo nada al\u00e9m de ir para a universidade e de l\u00e1 para casa ouvir m\u00fasica. Essa foi minha forma\u00e7\u00e3o. Escutei tecno, depois Charly Garc\u00eda, depois jazz, passei depois a entender mais o pop, fui ent\u00e3o para Bjork, Saint Vincent&#8230; Gosto de tudo, de Los Lobos a Jo\u00e3o Gilberto. E tudo isso foi responsabilidade da internet.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O mercado musical uruguaio gera uma renda inversamente proporcional \u00e0 riqueza de sua m\u00fasica (risos). \u00c9 espantosa a velocidade que se lan\u00e7am discos, e mais que isso, bons discos! E h\u00e1 uma gera\u00e7\u00e3o mais recente, que incluiu gente como Molina y Los C\u00f3smicos ou Mux&#8230;<\/strong><br \/>\n(empolgada) Sim! Que banda boa!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Enfim, \u00e9 gente que est\u00e1 mais aberta a ir para fora, at\u00e9 para buscar novos mercados. Mas ainda assim, \u00e9 muito dif\u00edcil viver de m\u00fasica no Uruguai. Qual \u00e9 o est\u00edmulo para continuar compondo e lan\u00e7ando material novo, j\u00e1 que mesmo lugares para tocar s\u00e3o poucos?<\/strong><br \/>\nFazem por amor. E acho que as limita\u00e7\u00f5es fomentam a criatividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vamos voltar aos shows no Brasil. Como voc\u00ea sentiu a conex\u00e3o com o p\u00fablico de S\u00e3o Paulo e Campinas?<br \/>\nEm S\u00e3o Paulo, as pessoas que falaram comigo comentaram bastante do som da banda. Porque o disco \u00e9, de fato, mais som e menos palavras. H\u00e1 mais texturas sonoras que uma hist\u00f3ria a ser contada. Quer dizer, h\u00e1 essa hist\u00f3ria, mas voc\u00ea precisa escutar da faixa 1 a faixa 10 para sacar qual \u00e9. E parece que aqui existe uma abertura para quem faz isso. Ou talvez seja porque somos estrangeiros<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por\u00e9m, Bras\u00edlia foi bem diferente, n\u00e3o? Teve mais aten\u00e7\u00e3o, mais envolvimento, gerou uma como\u00e7\u00e3o mesmo, especialmente na apresenta\u00e7\u00e3o na cervejaria Criolina. O que houve de diferente?<\/strong><br \/>\nAntes de mais nada, em Bras\u00edlia havia gente (risos). Pra falar a verdade, n\u00e3o saberia de dizer. Ouvi falar que o p\u00fablico de Bras\u00edlia \u00e9 muito aberto aos sons de outras partes do mundo, Mas gostei muito das pessoas que encontramos em S\u00e3o Paulo, e eles tamb\u00e9m se entusiasmaram. S\u00f3 n\u00e3o havia tanta gente. Mas de pouco em pouco, avan\u00e7amos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea gestiona essa quest\u00e3o de produzir discos, armar turn\u00eas e tudo o mais?<\/strong><br \/>\nDurante muito tempo, trabalhei do-it -yourself e isso tem um limite. Fui a uma feira na Col\u00f4mbia (Circulart) e a\u00ed vi qu\u00e3o profissional podia ser o gerenciamento e agenciamento de artistas. E a\u00ed me encontrei com ela (aponta para sua empres\u00e1ria, Valentina Romano), e com ele! (o produtor brasileiro, Rafael Lopes). Nas feiras, vi a import\u00e2ncia de ter uma equipe. Para eu vir para c\u00e1, o trabalho dos dois foi imprescind\u00edvel. E \u00e9 muito importante que esses agentes [do meio musical] estejam profissionalizados. J\u00e1 trabalhei com produtores no Uruguai que tinham outro emprego, e de hobby faziam essa outra fun\u00e7\u00e3o. A\u00ed at\u00e9 fechavam uma ou outra data, mas eram datas que eu mesma poderia ter conseguido, entende? N\u00e3o \u00e9 o mesmo que trabalhar com uma pessoa que est\u00e1 em contato com institui\u00e7\u00f5es, gerando movimento, n\u00e3o sendo passivo. A profissionaliza\u00e7\u00e3o desse setor nos beneficia a todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Agora h\u00e1 pouco, voc\u00ea falou que seu \u00faltimo \u00e1lbum, \u201cPactos\u201d, conta uma hist\u00f3ria que s\u00f3 \u00e9 percebida se voc\u00ea o escuta do come\u00e7o ao fim. Ou seja, foi pensado como um \u00e1lbum, que \u00e9 algo que parece se desmantelar nessa mesma era intern\u00e9tica sobre a qual falamos. Estamos voltando ao tempo dos singles, mas mesmo assim, voc\u00ea prefere se concentrar nos discos. O quanto o formato \u00e1lbum \u00e9 importante para voc\u00ea?<\/strong><br \/>\nPara mim, \u00e9 muito importante. O single n\u00e3o permite uma investiga\u00e7\u00e3o. Creio que todo m\u00fasico busca uma investiga\u00e7\u00e3o que v\u00e1 al\u00e9m da sua tentativa de entrar no mercado. E para desenvolver essa ideia, voc\u00ea precisa de mais que tr\u00eas minutos. Se em tr\u00eas minutos voc\u00ea conseguir fazer algo contundente, que \u00f3timo! Mas n\u00e3o sei se voc\u00ea vai terminar de explorar uma ideia com esse tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Al\u00e9m disso, o \u00e1lbum vira uma foto que, quando voc\u00ea olha em retrospectiva, forma uma retrato da matura\u00e7\u00e3o do artista.<\/strong><br \/>\nClaro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sendo assim, acho que j\u00e1 passou tempo suficiente para voc\u00ea avaliar suas duas \u201cfotos\u201d fonogr\u00e1ficas com a perspectiva do presente.<\/strong><br \/>\nCom o primeiro, eu buscava um caminho, fazia uma can\u00e7\u00e3o mais parecida com um estilo ou com outro&#8230; Al\u00e9m disso, entrava no est\u00fadio sem saber como produzir um disco. Fui aprendendo ali. Queria colocar coisas mais polirr\u00edtmicas, influenciadas por Aphex Twin ou pelo jazz. J\u00e1 em \u201cPactos\u201d, fui aprendendo a ter filtros \u2013 que \u00e9 algo que todos temos que ter nesse mundo atual. O filtro escolhe as melhores partes. Estamos entorpecidos de m\u00fasica, de informa\u00e7\u00f5es audivisuais, de rela\u00e7\u00f5es por redes, ent\u00e3o \u00e9 preciso reduzir. \u201cPactos\u201d tenta reduzir ao m\u00ednimo essas informa\u00e7\u00f5es, filtrar para criar algo novo e original. E tem outra diferen\u00e7a: no primeiro disco, eu ainda acreditava em uma no\u00e7\u00e3o de destino, que as coisas iam se resolver quase que sozinhas, que tudo chegaria a um bom lugar. Depois entendi que n\u00e3o, como se a vontade tivesse que tornar concretas as ideias mais sutis. Para ser concreto e contundente, voc\u00ea n\u00e3o pode estar vagando com as notas, n\u00e3o pode perder tempo com ideias que n\u00e3o chegam a lugar algum, tem que ser (estala os dedos). Eu tenho meu baixo, uma bateria, teclado, guitarra e vozes, e disso eu tenho que tirar o mais original que puder, complexo por\u00e9m simples. A palavra \u00e9 contund\u00eancia, e para isso \u00e9 preciso trabalhar com a vida real, com o momento presente e com o que se tem \u00e0 m\u00e3o, e se n\u00e3o filtrar as ideias, n\u00e3o deixar de lado as ambi\u00e7\u00f5es distantes e difusas, voc\u00ea acaba fazendo arte ruim.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rxMHId7QPNY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/u1GIW03YbuM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zxVWlTPFK-0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/#%21\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@leovinhas<\/a>) assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/03\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um dos nomes mais comentados da cena pop recente do Uruguai, a cantora e compositora Alfonsina, passou pelo Brasil em abril em uma esp\u00e9cie de \u201canti-hype\u201d&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/05\/17\/entrevista-alfonsina\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":47556,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[2748,45],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47554"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47554"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47554\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":47587,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47554\/revisions\/47587"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/47556"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47554"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47554"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47554"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}